Como funciona a psicoterapia? - Elídio Almeida

Como funciona a psicoterapia?

 
 

Ciência

A psicoterapia comportamental é uma abordagem científica da psicologia. Ela é fundamentada na análise funcional do comportamento. Sua finalidade é compreender e explicar a razão pela qual as pessoas se comportam.

Profissional

O psicólogo é um profissional que pode te ajudar a descobrir por que você está tendo dificuldades em lidar com determinadas situações. Juntos, vocês poderão identificar novas formas de lidar e resolver os problemas.

Técnicas

A psicoterapia é um atendimento feito por um profissional qualificado. O psicólogo usa o conhecimento sobre a análise dos comportamentos para apresentar possibilidades de mudanças eficazes para seu repertório comportamental.

Sentimentos

Na psicoterapia você aprende a lidar melhor com as dificuldades do seu dia a dia. Desse modo, você passa a desenvolver habilidades para expressar seus sentimentos e emoções com mais clareza e de forma mais adequada.

Diálogos

Através dos diálogos e insights, quanto mais você conhecer sobre si, melhores serão as análises feitas sobre as dificuldades. Assim, decisões mais assertivas poderão ser adotadas; melhorando sua qualidade de vida e bem-estar.

Comportamentos

A terapia pode ser fundamental para você melhorar alguns comportamentos. Por meio dela, você pode desenvolver habilidades fundamentais para situações como: relacionamentos, decisões difíceis, controle da ansiedade e segurança emocional.
 

Decidir sobre algo nem sempre é uma tarefa fácil. Já abordei a questão da dificuldade para tomar decisão em outros posts aqui do blog. Quando a tomada de decisão diz respeito ao bem-estar do casal, as expectativas tendem a atrapalhar. Elas trazem dificuldades na construção da relação. Hoje, veremos um pouco mais sobre essa questão, analisando os prejuízos de se criar expectativas no relacionamento. Você vai descobrir uma alternativa bem mais arrojada para obter melhores resultados e sucesso na sua vida sentimental. Entenda.

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Na nossa cultura, o hábito de criar expectativas no relacionamento está associado às ideias positivas, ao otimismo e à esperança de buscar sempre o melhor para nossa vida amorosa. O que poucas pessoas sabem é que criar expectativas no relacionamento não é uma boa estratégia.

Expectativa é algo que, na Psicologia, vemos sempre com bastante cautela. Ao investir nesse tipo de comportamento, a pessoa:

    • acredita que no futuro as coisas vão melhorar.
    • que sua entrega, investimento e persistência um dia serão recompensados.
    • confia que seu companheiro ou  companheira valorizará toda sua dedicação.
    • sente que o sofrimento atual faz parte da construção de um futuro melhor para a relação.
  • pensa que sua insatisfação atual é necessária para que o outro enxergue o valor dos sentimentos.

Observe que, em todas essa situações, há uma esperança de melhora. Isso costuma ser visto como algo motivador, otimista e positivo. No entanto, tudo está dissociado do histórico e do momento atual do relacionamento. Nesses casos, a pessoa considera que somente o futuro importa. Para elas, investir e acreditar numa recompensa vale qualquer sacrifício. Ou seja, isso é a mais pura definição de expectativa: viver no futuro, sem considerar o passado e o presente.

Nas sessões de terapia de casal, didaticamente, procuro sempre desconstruir a ideia de criar expectativas no relacionamento. O objetivo é desenvolver o conceito de previsibilidade de comportamento. Sim, é possível prever comportamentos, conforme veremos a seguir.

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Criar expectativas no relacionamento e a previsão do comportamento.

A expectativa funciona mais ou menos assim: quero casar com alguém que prepare meu café da manhã e me sirva todos os dias na cama. Sem perceber, a pessoa cria para si uma regra. Ela parte para um processo seletivo extremamente desumano e selvagem em busca de alguém que possa propiciar tal realização. A ideia torna-se tão fixa que ela passa a olhar apenas para esse ponto. Com isso desconsidera qualquer outra informação relevante para sua tomada de decisão e construção da relação.

A previsão de comportamento funciona de forma diferente. Nela, ainda que o café da manhã na cama seja algo importante, toma-se como ponto de partida a análise do histórico e convívio atual com a outra pessoa. A partir dessa observação e junção desses dados, ela verificará se há probabilidade de tal comportamento ocorrer no relacionamento. Dessa forma, ela também olha para o futuro, porém, tem o mesmo olhar para o presente e para o passado do casal, enxergando não só o café da manhã na cama, mas também outras ações de peso para as decisões quanto ao relacionamento.

Para endentar melhor essa questão, imagine que vocês estejam vendo um filme. Numa cena um homem leva o café da manhã na cama para sua amada. Ao ver a cena, seu namorado diz: “que coisa ridícula, jamais faria uma coisa dessa”. Se seu modelo de construção de um relacionamento for a expectativa, esse dado valiosíssimo será ignorado e você continuará fazendo escolhas erradas. Todavia, se você analisa esse comportamento pelo viés da previsão comportamental, verá que é pouco provável que você seja feliz caso continue decidido a investir nessa relação sem ajustar esse ponto. Em outras palavras, não vale criar expectativa em alguém que informa que “jamais fará algo tão importante para você“.

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Colocar as cartas na mesa para tomar decisões importantes.

É muito comum chegarem à terapia pessoas que estão com dificuldade para tomar decisões. Especialmente quando as decisões dizem respeito aos seus relacionamentos. Muitas vezes, elas consideram que aquela relação é boa, mas falta algo importante: sexo, confiança ou afeto, por exemplo. Durante a terapia, procuro mostrar a elas que viver de expectativa dificilmente mostrará respostas. Porém, ao pensar na estratégia de previsão de comportamento, as coisas podem ser mais fáceis.

Na maioria das vezes, isso não representa uma ruptura. Ao contrário, o casal passa a ter condições de colocar todas as cartas na mesa e combinar o que pode ser feito naquela situação. Claro que fazer isso não é nada fácil. Porém, quando bem orientados, o casal consegue obter resultados fantásticos. Por isso, criar expectativas no relacionamento não é uma boa estratégia.


Elidio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
Salvador - Bahia
elidio@elidioalmeida.com
(71) 98842-7744


Você sabe o que é psicoterapia? Não?! Vou tentar lhe auxiliar.

As pessoas me perguntam por que deveriam fazer psicoterapia. Costumo dizer que o tratamento através da psicoterapia pode contribuir para o processo de autoconhecimento e autonomia. Isso aumenta suas chances de ser feliz.

Sim! Quanto mais o paciente conhece sobre si, seu passado, o papel da cultura/sociedade e a história da humanidade (elementos que configuram os mais diversos comportamentos), esta pessoa pode ter melhor condição de analisar o contexto no qual ela vive, e tomar decisões mais assertivas para sua vida, aumentando, conseqüentemente, seu bem-estar.

O que leva uma pessoa a tentar um suicídio? Psicólogo em salvador Elídio Almeida tratamento em salvador

Outra possibilidade é identificar necessidades e desenvolver habilidades para comunicar com clareza as emoções e sentimentos. Isso porque o psicólogo é um profissional que pode ajudar a descobrir porque você está tendo dificuldades em lidar com determinadas situações.

Muitas pessoas, em algum momento da vida, podem, por exemplo, ter sido repreendidas ao falar sobre alguma limitação ou dificuldade pessoal e, hoje, têm dificuldade em entrar em contato com a raiva, o medo, a paixão ou até mesmo expressar outros sentimentos como amor carinho e amizade!

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Você sabe o que é psicoterapia? Como é uma Psicoterapia?

Tudo flui a partir da análise e compreensão dos comportamentos, do papel que assumem no contexto particular de cada pessoa. Isso quer dizer que, além das decisões que o paciente faz a partir de suas reflexões, terapeuta e paciente buscam identificar, explorar e analisar ações, pensamentos, emoções e outros comportamentos que possam estar trazendo problemas ou transtornos para ele e para a vida das pessoas que o rodeia. Dessa forma, na psicoterapia, técnicas e procedimentos são adotados para favorecer mudanças eficazes.

O que é psicoterapia comportamental?

Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas e todas elas dão sua contribuição para o crescimento do indivíduo. Cabe a cada um se informar e buscar aquela linha com que mais se identifica. Eu trabalho com a psicoterapia comportamental que é uma das abordagens da psicologia fundamentada na análise funcional do comportamento. Esta linha se dedica a compreender e explicar a razão pela qual as pessoas se comportam, auxiliando na resolução de problemas e dificuldades da vida.


Elidio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
Salvador - Bahia
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O leitor Ronaldo Telles me pediu um post com explicações mais detalhadas sobre alguns dos termos que leu em “Você sabe o que é Terapia Comportamental?”. Ronaldo deseja compreender melhor o que seria o Behaviorismo Radical e a Análise Experimental do Comportamento.

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Behaviorismo Radical

Quando Skinner propôs o Behaviorismo Radical, definindo o comportamento como sendo um objeto de estudo da Psicologia, ao invés da mente ou da psique, ele entendeu que todo comportamento possui uma origem. É nesse sentido, de origem, que o termo “radical” relaciona-se a nomenclatura desta proposta terapêutica, pois tal palavra deriva do termo latino radix, o qual significa raiz, ou seja, aquilo que é básico e essencial. Como a palavra correspondente para comportamento em inglês é behavior, a expressão Behaviorismo Radical, portanto, significaria literalmente “raiz do comportamento”. A palavra radical, neste contexto, não está associada a radicalismo, significando extremismo, agressividade ou punição, como muitos poderiam pensar.

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Análise Experimental do Comportamento

É um método de investigação utilizado para analisar comportamentos, baseado no método de produção de conhecimento das ciências naturais (como a Biologia e a Química) que compreende e modifica elementos essenciais que estão sendo estudados para obter melhores resultados em seus trabalhos. Para se alcançar esses resultados nas ciências naturais é necessário, além da realização de experimentos científicos, o acompanhamento e a acessibilidade dos dados. Assim, foi seguindo este modelo que a psicologia comportamental passou a utilizar os mesmos critérios científicos para estudar e compreender o comportamento humano, obtendo ainda mais credibilidade sobre seus trabalhos.

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Nos estudos experimentais de Análise do Comportamento os elementos essenciais são as condições ambientais nas quais estamos inseridos (o contexto) e os comportamentos que desenvolvemos em função deste ambiente. O psicólogo analista do comportamento, portanto, trabalha sistematicamente, nos mesmos moldes das ciências naturais, a relação entre o ambiente e o comportamento do paciente, identificando os efeitos decorrentes da ação realizada. Estimula-se o indivíduo a aprender modificar o ambiente para torná-lo mais agradável. Ou seja, neste processo o paciente, ao transformar o ambiente, também é transformado por ele.

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Sendo assim, andar, comer, ouvir música, calcular equações matemáticas, ter consciência de que existe, pensar sobre a própria finitude e amar são exemplos de comportamentos que podem ser estudados por um behaviorista radical. Em suma, qualquer fenômeno dentro do âmbito psicológico pode se constituir como objeto de análise. Assim, “o verdadeiro radical é aquele que tenta chegar à raiz das coisas, que não se distrai pelo superficial, vendo floresta no lugar de árvores. É bom ser radical. Qualquer pessoa que pense com profundidade será um deles”. Por isso, caro amigo Ronaldo, escolhi a abordagem comportamentalista como forma de trabalho, pois busco oferecer aos meus pacientes respostas científicas e concretas para seus problemas e juntos vamos sempre em busca da raiz desses comportamentos.


Elidio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
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Terapia Comportamental: Estímulo e Resposta, o homem como principal agente dos comportamentos de um ambiente. 

Uma das bases da terapia comportamental é tornar as pessoas aptas a pensar nas consequências dos seus atos. Isso porque cada comportamento nosso é estimulado por um antecedente, que altera nosso comportamento em um determinado contexto, trazendo as consequências da ação.

A palavra “estímulo” vem de stimulus, que em latim significa algo como “tridente”, “garfo”. A idéia latina é que um estímulo é algo que cutuca você, te fazendo reagir mesmo sem você querer.

O termo “estímulo” foi amplamente usado pelas mais diversas Ciências e pela Filosofia. A origem do termo estímulo, associado ao estudo do comportamento, é atribuída a Descartes e, na Ciência do Comportamento, denota-se que foi utilizada primeiramente por Pavlov, que adotou o termo em seu clássico esquema “Estímulo (S) → Resposta (R)”.

Mais tarde Skinner superou o mecanismo de Descartes e o esquema estímulo-resposta de Pavlov, mostrando como nosso comportamento não é meramente reagir a estímulos, mas operar no ambiente, alterando-o, criando uma nova configuração de estímulos. Ou seja, entre um estímulo e uma resposta, há um organismo (o homem) que intermedia essa ação e reação.

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Terapia Comportamental 

Assim, o esquema S→R, na visão de Skinner passou a ser visto como S→O→R, caracterizando o envolvimento direto do homem no resultado da ação. Essa também é umas as bases da terapia comportamental. Muitas pessoas ainda enxergam a terapia comportamental pelo princípio primário de Pavlov e muito por isso fazem críticas a psicologia comportamental de forma injusta, pois as ideias de estímulo-resposta não fazem parte do que é praticado atualmente na psicoterapia comportamental.

Para ilustrar tudo isso de um forma mais prática, vamos pensar no esquema S→O→R da seguinte maneira: Quando uma pessoa emite um comportamento, ela, anteriormente, recebeu um estímulo que trouxe consequências para aquele determinado contexto, influenciando no comportamento seguinte. Isso equivale dizer que, se a relação entre o estímulo recebido e a conseqüência gerada for boa, a pessoa tende a seguir o mesmo padrão comportamental, gerando uma cadeia de ações que também terá o mesmo efeito sobre as outras pessoas no mesmo contexto.

Então, assim como uma pessoa irritada consegue irritar outros ao seu redor, uma boa ação pode causar uma reação em cadeia que pode tornar a vida bem melhor, e finalmente conseguirmos um mundo mais agradável para se viver. O vídeo acima parece resumir de forma mais didática o que pretendemos com a Terapia Comportamental: estímulo e resposta, colocando o homem como principal agente dos comportamentos de um ambiente.

Assista ao vídeo, se inspire e faça a SUA parte para um mundo melhor. Boa semana a todos!


Elidio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
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