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Terapia de casal

Infelizmente, é muito comum os casais passarem por crises e frustrações no início do casamento. Apesar de poucos expressarem isso, a maioria sequer consegue enxergar as causas para tamanhos desafios e desilusões nessa fase que acreditam ser a mais  perfeita do relacionamento: o casamento. Por essa razão, é fundamental conhecer os desafios para superar o primeiro ano do casamento com sucesso.

Costumo dizer aos meus pacientes que construir um casamento é semelhante a fazer um curso de graduação. Poucas pessoas notam essa semelhança. Tanto nas graduações quanto nos relacionamentos, precisamos passar por etapas bem específicas até conseguir colar grau. Embora algumas pessoas optem pelos jeitinhos e gambiarras para avançar ou finalizar logo o curso, sabemos que os mais preparados enfrentarão menos dificuldades a cada período ou etapas novas. Essas pessoas dificilmente passarão por grandes desafios para superar o primeiro ano do casamento.

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Em cada período, seja na graduação ou no casamento, qualquer uma das disciplinas demanda a compreensão e os aprendizados devidos para a aprovação. Aqueles que não cumprem adequadamente os requisitos da matéria são reprovados. Aqueles que  avançam de qualquer jeito para o período seguinte terão que lidar com desafios ainda maiores. Afinal, várias pessoas se formam (e também se casam), mas chegam a essa etapa sem o conhecimento e o aprendizado adequados. Por analogia, essa é a razão das tamanhas dificuldades que frustram muitos casais.

No entanto, se você cumpriu adequadamente as disciplinas anteriores, driblar os desafios para superar o primeiro ano de casamento não será difícil para você. Ou seja, os aprendizados de cada etapa são cumulativos, e o conjunto sempre facilita o momento seguinte.

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Por que o primeiro ano de casamento costuma ser uma prova de fogo para muitos casais?

Certamente, esses casais pularam algumas etapas ou não cumpriram adequadamente os desafios do estágio anterior. Muitas pessoas se casam sem conhecer efetivamente seus companheiros ou companheiras. Infelizmente, isso é muito comum. Ao que se percebe, a ânsia para casar ou avançar na relação faz com que muitas pessoas pulem etapas importantes e cheguem ao casamento sem conhecer a pessoa com quem dividem a cama e a vida.

Pessoas que se casam e pouco conhecem uma a outra tendem a achar os primeiros momentos do casamento chatos e desafiadores. Nessas ocasiões, muitos passam a – efetivamente – dividir um teto pela primeira vez em suas vidas. As ideias de compartilhamento e convívio precisam ser completamente ressignificadas. E, infelizmente, muitos chegam a este estágio despreparados. Não por acaso é a partir daí que surgem os conflitos, frustrações e provas de fogo que chegam a pôr em xeque aquilo que deveria ser um conto de fadas.

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Dicas para superar o primeiro ano do casamento e as crises da vida a dois.

Procurar conhecer bem a pessoa antes de avançar para as próximas etapas é algo indispensável. É como falei anteriormente em relação a fazer uma graduação. Quando aprendemos adequadamente a matéria que é pré-requisito para a disciplina atual, tendemos a viver aquele período sem grande desafios. Isso é o que se espera ocorrer na construção de um relacionamento. Conhecer bem o outro é fundamental para driblar os desafios para superar o primeiro ano do casamento.

Outra dica é tentar construir um casamento baseado nas evidências daquele relacionamento e seus envolvidos. Agir dessa forma é viver na realidade, sem falsas esperanças ou expectativas ilusórias. Quanto mais mantivermos nossos pés no chão, menos inseguros nos sentiremos. Dessa forma, sempre construiremos a melhor  relação.

Fundamental também é buscar ajuda. É impressionante como muitas pessoas sofrem caladas nos relacionamentos. Muitos dos problemas não cresceriam tanto ou seriam resolvidos se o casal conseguisse manter um diálogo franco sobre o convívio dos dois. Claro que  falar sobre os problemas com o parceiro ou a parceira não é uma tarefa fácil, ainda mais quando há tantos sentimentos e interesses envolvidos. Mesmo assim, todo casal precisa entender que a ajuda pode estar ali do lado. Ambos têm responsabilidade sobre isso e podem oferecer ajuda um ao outro pra melhorar esse aspecto.

Muitas pessoas querem iniciar uma Terapia de Casal, mas sempre surgem algumas dúvidas. Frequentemente, recebo algumas perguntas dos leitores do blog sobre esse tema. Saber se os homens são mais resistes à terapia de casal é sempre um questionamento recorrente. Por isso, resolvi escrever este post para sabermos se isso é um mito ou uma verdade.

Os homens são mais resistes à terapia de casal?

Primeiramente, percebo que o questionamento em si parece dizer muito sobre essa situação. Caso os homens não fossem tão resistentes à terapia de casal, esse comportamento não chamaria tanto a atenção e não geraria esse tipo de pergunta. Ou seja, para que uma pessoa venha a elaborar um questionamento desse tipo, certamente ela pode ter encontrado dificuldade para convencer seu parceiro a ingressar num processo terapêutico para ajustar a relação.

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Ainda não encontrei uma pesquisa mais ampla que traga dados sobre quem têm mais resistência à terapia de casal, se os homens ou as mulheres. Porém, posso falar a partir da minha prática clínica e experiência como terapeuta de casal. Percebo que as mulheres procuram mais esse tipo de terapia. Sim, na maioria das vezes, são elas que tomam a iniciativa de discutir a relação com o intermédio de um profissional. E mesmo antes da terapia, também são elas que – na maioria das vezes – procuram as mais diversas formas de resolver os problemas do namoro ou casamento.

Terapia de casal ou terapia individual para resolver os problemas da relação?

Os homens são pioneiros em buscar a terapia individual. Em tese, quando se trata de questões voltadas ao relacionamento afetivo, os homens são motivados pelos mesmos interesses que levam as mulheres a buscar ajuda profissional para esse fim. No entanto, eles procuram resolver as questões sem a participação de suas companheiras. Isso pode significar que – culturalmente – as mulheres têm mais habilidades para compartilhar sentimentos e emoções.

Dessa forma,  elas demonstram ser mais participativas na busca de solução para os problemas do relacionamento. Os homens se revelam mais tímidos para discutir a relação com suas companheiras. Por isso, nessa questão de mitos e verdades, devemos analisar sempre as particularidades de cada caso. Esta análise deve ser feita sempre com muita cautela.

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As mulheres se cuidam mais.

Na verdade, as mulheres procuram mais os serviços de saúde e cuidados pessoais. Isso também se reflete nas questões emocionais, de saúde mental e melhorias do relacionamento. Muito embora eles procurem mais a terapia individual e elas prefiram a terapia de casal, observo que quando eles iniciam o tratamento em conjunto, essa questão de resistência e diferença de gênero perde espaço para a conquista da reconstrução da relação.

Por isso, sempre recomendo àqueles que estão resistentes à terapia de casal a fazer ao menos a primeira sessão. Isso ajuda a analisar melhor como funciona o trabalho. Conhecer é sempre o melhor caminho para tomar decisões.

A terapia de casal acontece sempre com a participação dos dois? Vamos  compreender isso.

As possibilidades e formatos de atendimento psicológico são vários. Existem diversas modalidades de terapia, entre as quais familiar, de grupo, individual e a terapia de casal. Abordar determinados assuntos com um psicólogo com a presença de um terceiro pode deixar algumas pessoas pouco à vontade ou constrangidas. Por essa razão, frequentemente, surgem algumas dúvidas sobre a condução dos atendimentos que envolvem a participação de outras pessoas. Muitos desejam saber se a terapia de casal acontece sempre com a participação dos dois. Vamos entender um pouco essa questão.

Por que a terapia de casal acontece sempre com a participação dos dois?

A resposta, como você já deve prever, é sim. Terapia de Casal é um espaço terapêutico voltado às questões do relacionamento. Dessa forma, o processo diz respeito aos dois e ambos fazem parte ou têm interesse mútuo na situação. Obviamente que um relacionamento pode ser o foco terapêutico de uma psicoterapia individual. No entanto, esse formato possui uma dinâmica com um propósito completamente diferente.

Por que a terapia de casal acontece sempre com a participação dos dois?

Por uma razão muito simples. Ao longo da minha carreira como terapeuta de casais, tenho observado que o grande entrave da maioria dos relacionamentos que chegam ao meu consultório diz respeito à falta de confiança. Seja por ciúmes, traição, comportamentos inadequados no relacionamento, é fato que a crise ali instalada demonstra que a confiança encontra-se fragilizada. Muitas vezes, ela já não existe entre o casal.

Nesse sentido, seria altamente danoso para o processo terapêutico atender o casal separadamente para intervir nos problemas referentes ao convívio dos dois. Ou seja, iniciar uma terapia que sugere que algo pode estar sendo feito às escondidas em nada ajudaria um relacionamento que não inspira credibilidade. Se a questão é restabelecer a confiança e a segurança entre o casal, é importante que isso seja feito desde os primeiros momentos em que essa abordagem é iniciada.  

Existe exceção?

Em alguns casos, sim. Como cada casal é único. A terapia pode ser ajustada à necessidade observada em cada caso, mesmo tendo como mote o fato de acontecer sempre com o casal. Há, no entanto, algumas situações que sinalizam enormes conflitos, agressividades e reatividade em demasia. Nesses casos, cada um dos parceiros pode ser atendido individualmente. Todavia, ao menos para a primeira sessão, é altamente relevante a presença e participação dos dois.

Por que a terapia de casal acontece sempre com a participação dos dois?

É na sessão inicial que ambos conhecerão o terapeuta e este poderá ter a percepção real do casal. Entre outras funções. Isso contribui significativamente para que o profissional permaneça neutro, pois todos foram apresentados simultaneamente. O contato da terapia foi feito com a participação de todos. Inclusive, a decisão de como será conduzido o processo é tomada em consenso. Nada na surdina.

Tomar partido é um grande risco que se corre quando um psicólogo começa a conhecer história do casal ouvindo apenas uma parte. Por isso, a terapia de casal acontece sempre com a participação dos dois.

O número de casais que são infelizes no relacionamento é maior do que imaginamos. Muitos acreditam que viver um relacionamento é algo fácil. No entanto, a realidade pode ser menos otimista. A vida a dois não precisa ser fantasiosa para ser mais satisfatória. O fato é que todos os casais colecionam conflitos de várias espécies. Alguns casos são tão intensos que é necessário o auxílio profissional, na tentativa de encontrar uma saída para os problemas do relacionamento. Em todos eles, o desafio é saber quando um casal precisa de terapia.

quando um casal precisa de terapia casal-briga-separacao

Em textos anteriores, já sinalizei que os casais procuram a terapia como o último investimento para tentar salvar o casamento [veja].  O ideal seria que eles procurassem ajuda para resgatar a relação de forma preventiva. Porém, não é o que costuma ocorrer. A maioria dos casais prefere acreditar que os problemas serão resolvidos por si sós ou com métodos caseiros. A principal estratégia adotada por eles é evitar abordar as questões que vêm trazendo obstáculos e conflitos à relação. Com isso, os problemas crescem de forma exponencial, muito embora as drásticas consequências de escolhas erradas no momento mais crítico.

Quando um casal precisa de terapia?

O interessante seria que o casal procurasse um psicólogo quando identificasse as primeiras divergências impactantes, conflituosas e repetitivas na relação, especialmente aquelas questões sobre as quais não estão conseguindo chegar a bons acordos. Embora seja uma questão muito subjetiva e que sempre varia de casal para casal, todo mundo percebe quando as coisas não estão indo bem na relação. E esse pode ser o primeiro sinal que mostra quando um casal precisa de terapia.

quando um casal precisa de terapia Brigas-conjugais

Mesmo que a predominância seja pela procura profissional quando o casamento já está em estado terminal, devemos considerar que cada pessoa é única e que cada relação possui seu tempo. Por isso, nunca é tarde para procurar ajuda. Afinal, até mesmo por não se saber exatamente quando um casal precisa de terapia, tomar uma decisão desse porte não é fácil. Mesmo sem saber qual a melhor maneira de restaurar uma relação, cada pessoa – a sua maneira – faz o que é possível para salvar seu casamento. Todavia, por ser um processo de alta complexidade, nem sempre são tomadas as melhores decisões. Isso impede que bons resultados sejam alcançados.

Dificuldade e obstáculos para fazer uma terapia de casal.

Ainda temos muitas dificuldades culturais e sociais para o reconhecimento da importância da psicoterapia na vida das pessoas. Diante dos problemas, tendemos a buscar métodos paliativos, caseiros  e pouco profissionais, especialmente no que diz respeito aos relacionamentos. Esses recursos, em sua maioria, podem até estancar um ou outro sangramento. Porém, raramente resolvem os problemas com qualidade e de forma definitiva.

quando um casal precisa de terapia falta-de-atencao-causa-briga-entre-casais

Com tamanhos acúmulos de insucesso, uma hora será necessário enfrentar a realidade, muito embora seja tentador resistir às velhas e improdutivas estratégias de empurrar a poeira para debaixo do tapete. Em vista disso, ao se questionar sobre quando um casal precisa de terapia, saiba que sua relação e sua felicidade afetiva já podem estar em perigo.

Somente com decisões adequadas é que você sairá das estatísticas dos casais que são infelizes no relacionamento. Afinal, você já sabe que viver um relacionamento é algo complexo. Isso por si só demonstra que não dá para ficar tentando a sorte com métodos caseiros.

Como funciona a terapia de casal? Essa é uma pergunta que ouço com muita frequência. Sua recorrência demonstra que os casais que precisam de terapia pouco conhecem essa modalidade de tratamento. Além disso, evidencia como podem estar assinto os psicólogos que oferecem esse serviço para ajudar nos relacionamentos . Alguns não informam aos seus clientes como o tratamento é feito. No intuito de melhorar esse aspecto e informar sobre como funciona a terapia de casal, vou abordar esse assunto no post de hoje.

Como é comum em várias áreas do conhecimento, a prática profissional em Psicologia também tem múltiplas possibilidades de compreensão e atuação na questão dos relacionamentos e da terapia de casal. Por essa razão, não existe um método padrão que determina uma única linha de trabalho aos psicólogos.

Casal-em-Dúvida como funciona a terapia de casal? Psicólogo em salvador.

Isso significa dizer que você pode encontrar instituições e pessoas oferecendo de tudo um pouco, muito embora nem todos cumpram com os referenciais éticos necessários. Alguns, inclusive, adotam condutas que são completamente rechaçadas pelo Conselho Federal de Psicologia e pela ética da profissão. Por isso, é importante ser criterioso e conhecer bem o perfil do terapeuta que vai tratar as questões do seu relacionamento.

Dito isso, fico mais à vontade para falar como funciona a terapia de casal em meu consultório e na minha prática e experiência profissional. Sou especialista em terapia clínica familiar. Isso significa dizer que, além da minha formação em Psicologia – na qual desenvolvi as habilidades para analisar os comportamentos humanos, especializei-me em compreender como é o funcionamento das relações afetivo-amorosas e os desdobramentos nos relacionamentos entre casais. Por isso, ofereço atendimento às famílias, terapia de casal e individual.

Como funciona a terapia de casal?

A terapia de casal, dentro da perspectiva clínica, funciona como um lugar de acolhimento. Nele é oferecido um ambiente seguro, no qual o casal pode colocar as questões que estão prejudicando a relação. A partir dessa compreensão, elaboramos e construímos possíveis saídas para os impasses, dificuldades e sofrimentos vividos pelo casal.

como funciona a terapia de casal? Psicólogo em salvador. Psicólogo

Ou seja, é na terapia que o casal contará com o suporte adequado para abordar as questões importantes do relacionamento. Com a ajuda do terapeuta, o casal irá desenvolver as habilidades para compreender as causas e consequências dos sofrimentos. Isso ajudará na construção de novos repertórios, análises e reflexões sobre como o outro se sente naquelas situações de conflito.

Qual o papel do terapeuta de casal?

O terapeuta é um facilitador das conversas e diálogos. Quando um casal procura a terapia, significa que tudo já foi tentado para resolver os problemas daquela relação. É como se eles já tivessem tentado várias ações e pouco a pouco foram perdendo força; chegando até a pensar em desistir. Ao procurar ajuda, o casal já sabe a dimensão dos problemas. Eles sabem muito bem como tem sido difícil conversar ou resolver tais questões. Como já abordei aqui no blog, a terapia de casal é vista como a última tentativa para salvar o casamento.

como funciona a terapia de casal? Psicólogo em salvador. Elidio Almeida

Desse modo, o terapeuta de casal colabora com seu conhecimento e experiência para auxiliar o casal a compreender o que estão passando. As causas, consequências e soluções para as questões são investigadas e apontadas. A principal intervenção do terapeuta de casal é por meio de perguntas para clarear as situações, trabalhar as raízes dos problemas e trazer insights às dificuldades vividas pelo casal.

Por isso, sempre que me perguntam como funciona a terapia de casal, respondo que é um excelente investimento para identificar as causas das crises no relacionamento. Por meio da terapia de casal, é possível oferecer as ferramentas para a construção de diálogos honestos. Atitudes funcionais, expectativa de mudanças comportamentais contribuem para a resolução dos conflitos do relacionamento. Isso faz com que o casal saia do circuito fechado dos problemas e caminhe para o equilíbrio saudável do convívio a dois.

Um voo cancelado na última sexta-feira vem dando o que falar. Ao ser informado que não poderia chegar em casa naquela noite  devido ao cancelamento do voo, um marido teve a ideia de filmar o comunicado dado pela funcionária da companhia aérea. A atitude parecia demonstrar que o passageiro estava fazendo o registro para uma futura reclamação contra a empresa, mas, para surpresa de todos, ele queria apenas ter provas para apresentar à sua mulher, que, sem o registro, certamente não acreditaria na justificativa do marido; um caso típico de ciúme.

Já falei aqui no blog que ciúme é sinônimo de insegurança no relacionamento. Hoje vou acrescentar um pouco mais de dendê nessa questão. E não é pra menos!

O caso do voo cancelado parece demonstrar muito bem o quão preocupante é a questão do ciúme no relacionamento. E por mais que as pessoas insistam na tese de que o ciúme é prova de amor; fica cada vez mais evidente que ele é o sintoma da insegurança vivenciada nos relacionamentos.

Ao assistir ao vídeo do caso do aeroporto me veio logo três insights:

1 – Esse rapaz já aprontou todas e a mulher não confia em mais nada que ele diga.

2 – Ela deve ser uma mulher exacerbadamente insegura de si ou desse relacionamento.

3 – Ou as duas alternativas acima e nunca saberemos quem veio primeiro, o ovo ou a galinha!

O voo cancelado e o ciúme.

Em meu consultório lido com as questões relacionadas ao ciúme quase que diariamente. Esse, por sinal, é um tema comum nas terapias de casais. A sensação é que há sempre algo a temer e que mesmo nos momentos de aparente tranquilidade, o clima é sempre de uma guerra fria entre o casal.

Voo cancelado ciúme psicólogo em salvador terapia de casal Elídio Almeida

Durante as sessões os casais percebem como vivem em uma pseudo felicidade na qual acreditam que ter (ou dar) o controle é o suficiente para viver bem. No entanto, muitos casais não demoram a notar que esse modo de se relacionar só traz ansiedades, transtornos e insegurança.

O vídeo do voo cancelado não fala de uma prova de amor, como muitos preferem enxergar. Ele parece revelar a rotina de um casal que não conhece a confiança mútua. Ou reflete a angústia e tensão de um relacionamento que pode ruir simplesmente pelo fato de um imprevisto comum a qualquer pessoa. Mesmo assim precisa estar respaldado de provas inquestionáveis.

Em meu trabalho como terapeuta de casal, procuro mostrar aos meus clientes quão satisfatório (e seguro) é vivermos numa relação onde o casal é cúmplice e cultivam a confiança. Infelizmente poucas pessoas conhecem ou convivem em relações em que a própria palavra basta. Ou seja, desconhecem aquela relação em que o sentimento é quem dá o tom da confiança e estabilidade ao casal.

Casais cúmplices e seguros não precisam de vídeos ou qualquer tipo de prova para demonstrar fidelidade. Muito menos temem um voo cancelado ou uma noite fora de casa.

Muitas pessoas me perguntam: De quem é a culpa quando se descobre uma traição no casamento?  Várias dessas perguntas já vem com algumas hipóteses e, inclusive, as pessoas têm uma enorme tendência a achar que a culpa é de quem foi traído ou traída. Esta semana, por exemplo, recebi vários emails com perguntas sobre o tema, dentre eles, cinco continham as seguintes perguntas:

“- Descobri que minha mulher está me traindo. Será que ela faz isso por que estou acima do peso?”

“- Acho que meu namorado me trai com outras garotas. Gostaria de saber se ele faz isso por que tenho algumas restrições no sexo?”

“- Minha mulher descobriu que eu transo com outras pessoas, mas eu disse que a culpa é dela que fica mais com nosso filho do que comigo. Estou certo Dr.?”

“- Esta semana peguei o celular da minha mulher e descobri que ela está me traindo com um colega de trabalho. Estou furioso, mas sei que parte disso é minha culpa, porque não tenho mais o mesmo ânimo de antes. O que devo fazer?”

“- Só traio meu namorado porque tenho certeza de que ele me trai. Mesmo assim tenho medo que ele descubra. Isso é normal?”.

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Viu só como estas pessoas tendem a colocar a culpa nas pessoas traídas e que da mesma forma as pessoas traídas se consideram culpadas pela traição? Por mais estranho que isso possa parecer, essa é uma teoria amplamente difundida e que se traduz em uma prática corriqueira, que gera muita artificialidade e infelicidade nos relacionamentos.

No entanto, não concordo com essa teoria, penso que cada um é responsável por si e pelos seus atos; jamais devemos responsabilizar o outros pela coisas que fazemos, tampouco justificar nossos atos pelas eventuais falhas alheias.

Descobri que fui traída o que faço?

Todos que traem ou são traídos, devem ter em vista que a traição é uma quebra de contrato e os termos deste contrato são comuns ao casal.

Implícita ou explicitamente, toda relação é regida por um contrato e por combinados que dão as diretrizes da relação. Em toda minha história com terapia de casal nunca vi um contrato de relacionamento com os seguintes: “caso um passe a ter a característica x, o outro tem o livre direito de trair”. Dizer que “foi a obrigado a trair”; “que não teve saída”; “que trai porque sabe que é traída; “que seu parceiro ou parceira tem o direito de lhe trair por razões do tipo x, y, ou z” e encarar tudo isso como se fosse normal é um absurdo!

Traição é uma quebra de contrato.

Absurdo, pois, em toda relação devemos encarar os problemas de frente e de forma honesta. Jamais uma falha deve justificar outra. Quando uma traição ocorre e é descoberta no relacionamento, é importante que todos saibam que ela surgiu porque quem traiu optou por isso, porque não soube segurar seus impulsos ou não procurou resolver as questões da relação antes de partir para a violação do contrato. Muitos, inclusive, acreditam que a traição jamais será descoberta.

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Porém, quem pensa assim apenas tenta se iludir, pois subestima a habilidade do seu companheiro ou companheira. Obviamente há casos em que as pessoas descobrem e fingem não saber, muito embora isso nunca seja uma boa escolha, pois causa no traidor ou na traidora, exatamente essa sensação de “super poder“.

Quando um casal passa a vivenciar conflitos em função de casos de traições descobertos ou velados, está mais do que na hora do contrato da relação ser revisto.

Rever os termos do contrato de uma relação não é uma tarefa fácil e, muito por isso, várias pessoas recorrem a ajuda profissional, para obter um suporte qualificado neste momento tão delicado.

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Minha dica como terapeuta de casal é que um bom começo para isso seria, ao invés de se perguntar de quem é a culpa quando se descobre uma traição no casamento;  você, de antemão, já saber que foi uma escolha feita por quem traiu. Esse é um ponta pé interessante para compreender os fatos e restaurar o relacionamento.

TERAPIA DE CASAL – Conheço muita gente que é fã das cantoras Ivete Sangalo e Claudia Leitte. Ambas dispensam apresentações, não é verdade?! Pois bem, sempre observo que é praticamente impossível alguém falar de uma sem citar ou lembrar da outra. Já vi, inclusive, publicações afirmando que as duas eram inimigas, mas pelo que sei tudo não passa de intrigas de fãs que agem como se: para uma ser legal a outra tem que ser péssima.

terapia de casal em salvador

Em minha prática clínica fazendo terapia de casal, tenho observado que muitos casais fazem a mesma coisa: se um critica algo, o outro rebate com outra crítica ainda mais pesada. Quando casais se tratam dessa forma a relação perde o sentido e abre-se um abismo entre o casal que pode levar a destruição da relação e separação do casal.

Terapia de casal: teste rápido

Para você entender melhor o que estou dizendo, vou falar de um rápido teste-experimento que eu fiz com cinco fãs assumidos de Ivete e cinco de Cláudia. O teste foi simples. Eu disse para os fãs de Claudia Leitte: “Não gostei das roupas que Claudia Leitte usou no Carnaval”. Unanimemente todos responderam com críticas para Ivete Sangalo: “Mas as de Ivete já estão repetidas”, “Mas ela tem um corpo mais bonito que Ivete”, “Mas o marido dela é mais bonito que o de Ivete”, “Mas o trio de Ivete nem chega aos pés do dela”, “Mas Ivete tá gorda”. Só para lembrar todos esses eram de fãs de Claudia Leitte.

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Também usei a mesma frase para os fãs de Ivete: “Não gostei das roupas que Ivete Sangalo usou no Carnaval”. Olhe só as respostas que obtive: “Mas é tudo original, as de Claudia Milk é tudo imitação”, “Mas aquela Claudia Leitte é muito chata”, “Mas o bloco de Claudia Leitte tava muito vazio”, “Mas quase não tem artista famoso no trio da Claudia, a Veveta é diva”, “Melhor estar mal vestida que ser falsa como a Claudia”. Reparou como todos responderam com críticas depreciativas à “concorrente”? Pois é, muitos casais fazem a mesma coisa.

A terapia de casal tem ajudado a salvar muitos relacionamentos que sofrem com a falta de comunicação adequada. Em meu consultório tenho atendido casais que já não conseguem ouvir e processar uma crítica de forma construtiva, uma sugestão ou comentário do companheiro ou da companheira sem que esteja presente nesse diálogo uma dose de agressividade.

Casais nesse nível agem como os típicos fãs das cantoras Claudia Leitte e Ivete Sangalo, para cada defeito ou crítica apontado em uma, tem que haver um defeito ou crítica destacado na outra. Imagine quão chato deve ser viver numa relação assim, onde só se ouve críticas e só se recebe paulada do outro?!

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É por isso que muitas pessoas sequer tocam no nome de uma cantora ou da outra com seus respectivos fãs, pois isso sempre acaba virando uma polêmica ou motivo para trocas de farpas com total desrespeito às preferências, gostos e opiniões do outro. Se isso já é chato numa relação social de amizade, imagine num relacionamento entre namorados ou marido e mulher? Impraticável, não é mesmo?

Embora isso pareça um problema simples, pode ser o sintoma de um problema muito mais grave vivido no relacionamento: a falta de condições adequadas para expressar os sentimentos e emoções, bem como lidar com elas adequadamente.

Quando um casal chega a esse nível de reatividade, onde tudo é respondido com cinco pedras na mão, podemos estar diante de um casal que tem muitas mágoas acumuladas e muita dificuldade para expressar seus sentimentos, percepções e emoções.

Em outras palavras, esse casal perdeu a prática saudável de conversar, dialogar saudavelmente e comunicar um para o outro o que está sentindo de forma assertiva, direta e sem arrodeios, principalmente sem as ofensas que tanto machucam e ferem o relacionamento.

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Nessa fase, o casal entra numa disputa sem fim de ação e reação, sem medir esforços para derrubar o outro. É como se o fato de receber uma crítica obrigatoriamente gerasse a o dever de responder com uma ofensa ainda mais pesada. Veja alguns exemplos:

“Estou fora de forma, mas você é ruim de cama”, “Posso até ser um péssimo pai, mas você não tem amigos”, “Estou gordo, mas sou eu quem pago as contas”, “Minha mãe é chata, mas minha sogra é muito pior”, “Eu lhe traí, mas você me traía há mais tempo”… e por aí vai.

 Reparou como tanto às respostas dada pelos fãs como as respostas dadas pelos casais são sempre formadas pela conjunção adversativa “MAS”? Ela é A, mas a outra é -B”, “Eu sou X, mas você é -Y”. Observe também que quem usa a conjunção adversativa acaba falando de outra coisa completamente diferente do que foi dito pelo interlocutor, denotando como o diálogo é podre, a relação é frágil e carente de um repertório mais adequado para uma conversação entre adultos.

Parece que estas pessoas – sejam fãs ou cônjuges – ainda não cresceram e vivem naquela disputa infantil ou adolescente, onde tudo é motivo para competição, porém, com o agravante de competir boicotando o companheiro ou companheira, que passa a ser tratado como “adversário”.

Casada com o inimigo

É interessante lembrar que, no geral, as pessoas optam por se relacionar afetivamente com quem elas desejam viver o resto dos seus dias, pessoas que lhes façam felizes, que estejam juntas na alegria, na tristeza, na saúde, na doença… Porém, na prática, vivem como se estivessem casadas com o seu maior inimigo.

Existem casais que levam isso tão a sério que passam o dia em seus trabalhos e afazeres diários catalogando os defeitos do outro, para, quando tiver a oportunidade, estar com munição suficiente para não perder a batalha e destruir geral. É por isso que digo que existem casais que na hora de uma briga, de um desentendimento ou de uma discussão, trazem coisas de 1930 para jogar na cara do parceiro. Até falei sobre isso noutro post aqui do blog que falei sobre a terapia de casal (veja).

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Terapia de casal para refletir sobre a relação

Casais que vivem e se comunicam de forma a sempre depreciar seu companheiro ou companheira estão numa fase tão crítica que precisam urgentemente parar para rever suas condutas e refletir sobre sua relação. Como isso não é uma tarefa fácil, é altamente importante que o casal busque ajuda profissional especializada para isso.

Ainda fazendo o paralelo com as constantes e infelizes comparações entre as famosas estrelas do axé music, houve uma situação que foi bastante inusitada. Um rapaz estava num show de Ivete, beijou uma menina e depois do beijo começou a conversar com ela. Sem saber direito o que falar, ele disse: “Legal o show, pena que ela sai do palco várias vezes pra trocar de roupa”. A menina respondeu: “Mas ela tá certa, a Claudia Leitte faz isso e ninguém reclama e o pior, as roupas dela são muito estranhas, ridículas… aquela mulher não tem bom senso”. Repare que isso foi logo após o primeiro beijo. Broxante total, né?

Personalidade Antissocial terapia de casal em salvador elidio almeida

Por isso que todas essas pessoas deveriam procurar uma psicoterapia para melhorar suas condutas, relacionamentos afetivos e habilidades sociais. Hoje vivemos numa sociedade onde as pessoas não se respeitam e aprenderam de forma inadequada a defender suas opiniões, crenças, comportamentos e diferenças; diminuindo ou humilhando os que pensam diferente. Muitas vezes as pessoas que se comportam dessa forma, nem percebem que se autoboicotam e prejudicam suas relações.

Observe que numa situação trivial que é discutir gostos entre duas cantoras famosas já é extremamente chato; imagine conviver com isso diariamente na própria relação? Se você vive algo assim em sua vida, programe-se para conhecer mais acerca de si mesmo(a), criar estruturas para desenvolver novas habilidades e melhorar seu namoro ou casamento através da terapia comportamental. Melhorar a relação é possível e cultivar o respeito no relacionamento é necessário.

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Sua relação é influenciada pela vida dos outros? – Recentemente disponibilizei um e-book com as 24 ilusões que podem destruir um relacionamento. Ali listei algumas das principais crenças e regras culturais que fazem parte do imaginário popular e muitas vezes são rigorosamente seguidas pelas pessoas que são influenciadas pela vida dos outros.

Essas ilusões nem sempre refletem a prática diária do relacionamento entre os casais e terminam sempre causando problemas, podendo até destruir o relacionamento. Conhecer essas ilusões e refletir sobre cada uma delas poderá levar você a superar as dificuldades vividas no seu relacionamento ou prevenir-se para driblar as crises e conflitos na sua vida amorosa.

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Quebrar padrões, desconstruir ilusões e adotar novos pontos de vista ou novos comportamentos, nem sempre é uma tarefa fácil. É natural, inclusive, que muitas pessoas achem algumas das regras apresentadas nas 24 ilusões do e-book ideias polêmicas. O que é comum, afinal, crescemos e vivemos numa sociedade que insiste em padronizar as pessoas e propagar modelos de comportamentos sem considerar que as pessoas são diferentes, os relacionamentos também são diferentes e variam de casal para casal.

Por isso, quando nos deparamos com determinadas novidades, tendemos a criar alguns espantos, mas devemos lembrar – e ter isso em foco – que nosso mundo e nossos contextos mudaram a cada momento. Desse modo, precisamos desconstruir essas falsas crenças e ilusões para vivermos cada dia melhor em nossas relações.

De onde vem essas ilusões?

Nós humanos aprendemos por meio da capacidade de elaborar processos cognitivos através da nossa própria experiência. Também, aprendemos através das experiências de pessoas que já viveram ou passaram por algo parecido e nos transmitem seu aprendizado pessoal. Ou seja, aprendemos observando os comportamentos de outras pessoas; aprendemos através da nossa experimentação ou, claro, pelos modelos que nos são passados direta e indiretamente durante a nossa formação como pessoa.

Por exemplo, você não precisou – necessariamente – ser assaltada(o) para saber que conduta deve ter numa situação de perigo; basta, na maioria das vezes, que a gente siga as instruções de segurança passadas por quem entende do assunto ou já passou por isso, não é verdade? Da mesma forma acontece com as ilusões do relacionamento. Somos altamente influenciados pela vida e experiência dos outros.

Quase que de forma supersticiosa as pessoas propagam generalizações de comportamentos e experiências que nem sempre se aplicam a todas as pessoas e a todos os casais. Por exemplo, quando uma pessoa diz para você que “ter um filho resolve os problemas do casamento“, devemos ter em vista que ela pode estar falando da experiência dela, de uma questão que não é igual a sua e, mesmo que ela tenha obtido um bom resultado, não significa que o mesmo acontecerá contigo.

Ou seja, não devemos nos influenciar exclusivamente pela experiência dos outros, pois podemos aprender e amadurecermos em nossas próprias relações, desde que tenhamos comportamentos adequados.

Quando uma relação é baseada e influenciada pela vida e experiência dos outros, termina sendo muito prejudicial para o casal, pois os comportamentos adotados para essas regras e crenças não refletem a vida de todas e, por isso, causam tantas estranhezas e conflitos.

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Vida influenciada pelos outros.

Existe uma crença popular que diz que “toda mulher que apanhou do pai quando era criança tende a apanhar do marido”. Já pensou se o marido fica sabendo que sua mulher apanhou do pai quando era criança e, baseado nessa crença, sente-se autorizado a bater na mulher? Um absurdo, não é verdade?

O mesmo absurdo cometemos quando trazemos essas regras e ilusões para nossa relação. Por isso você deve agir sempre com o foco principal em você, na pessoa com quem convive e, claro, na relação entre vocês. As regras e ilusões da cultura não devem assumir o primeiro plano e influenciar sua relação.

Esse assunto é bem amplo e você pode saber mais sobre ele. Vou detalhar cada uma das ilusões que podem destruir um relacionamento, numa sequência de emails, nos quais compreenderemos melhor esses aspectos e teremos dicas que podem ser essenciais para salvar seu relacionamento. 

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Sua relação é influenciada pela vida dos outros?

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