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Relacionamento

Qual é a saída para os problemas do relacionamento? A falta de resposta para esta questão tem tirado o sossego de muitas pessoas.  Mesmo sendo fato que qualquer casal tem problemas. Alguns, poucos; outros, nem tanto.

O interessante é que a maioria das pessoas tem consciência disso, ainda assim, sofre em função da ocorrência desses problemas. O motivo desse sofrimento vem basicamente de dois fatores:

    • Mesmo enxergando a existência de eventuais problemas na relação, algumas pessoas sentem-se frustradas, pois acreditam que, numa relação amorosa, tudo tem que ser perfeito.
  • Outras pessoas enxergam que alguns problemas precisam ser sanados para que não venham a arruinar a relação. Apesar dessa consciência, não conseguem estabelecer um diálogo ou qualquer conversa para resolver os problemas do relacionamento.

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Saída para os problemas do relacionamento: a relação perfeita.

O primeiro ponto é que casais que desejam viver em relações sem qualquer conflito ou divergência estão fadados à frustração. É incrível como homens e mulheres estabelecem  seus propósitos de vida a dois baseados no mito de “felizes para sempre“. Casais assim ainda não se deram conta de que a vida real em nada se assemelha aos perfeitos e  ilusórios contos de fadas.

Muito por isso, aos primeiros sinais das divergências, a principal atitude tomada por esses príncipes e princesas é fugir do enfrentamento. Para eles, a única solução que conhecem é partir para outra história. A intenção é clara: encontrar a pessoa perfeita para construir o seu conto de fadas. No entanto, só bem mais tarde em suas vidas é que perceberão que tornaram-se acumuladores de histórias e fracassos.

A falta de diálogo e os problemas no relacionamento

Outra questão preocupante são aqueles casais que querem resolver os problemas do relacionamento, mas não sabem como fazer isso. Eles enxergam com clareza a saída para os problemas do relacionamento, todavia, o medo de machucar, o receio de perder o parceiro e o sentimento que ainda existente entre eles termina falando mais alto; mantendo o casal unido, mesmo com os crescentes conflitos.

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A grande questão é eles não conseguem ou não sabem como abordar os problemas. Conversar sobre os problemas existentes no relacionamento é uma necessidade. Todavia, abordar determinadas questões com o parceiro ou a parceira não é nada fácil. Casais que estão passando por problemas no relacionamento precisam descobrir que o diálogo franco e desprovido de rancores é sempre uma boa alternativa. Por isso que sempre falo do comportamento assertivo para meus pacientes.

A assertividade é um tipo de abordagem que ajuda a elucidar dúvidas e resolver questões que podem ameaçar a boa convivência entre os parceiros. No entanto, em determinadas situações, principalmente naquelas em que, aparentemente, ninguém enxerga uma saída para os problemas do relacionamento, é necessário o auxílio de um profissional especializado.

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Quando buscar uma Terapia de Casal?

Nem sempre é fácil determinar qual o momento exato de se procurar uma terapia de casal. Costumo dizer que não é meramente o fato de o casal se deparar com um problema que deve levá-los à terapia. Como dito acima, todo relacionamento terá um ou outro problema no convívio. A grande questão a ser evidenciada nesses momentos é como o casal consegue (ou não) abordar e tratar o problema da relação.

Lógico que os conflitos são sempre desencadeados por algum fato que interfere na vida dos dois. É muito difícil definir especificamente quais as razões que levam um casal a enfrentar problemas. Ao enumerar as questões mais comuns, é importante que você filtre esses pontos de acordo com seu contexto e as características absolutamente particulares do seu relacionamento. Ficando isso claro, posso falar de situações que envolvem:

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    • falta de equilíbrio nos acordos do casal.
    • questões do ciclo vital (nascimento e educação dos filhos em diferentes idades, por exemplo).
    • insegurança.
    • ciúme.
    • questões financeiras, sexuais, de projetos de vida divergentes.
  • Franqueza e clareza na administração dos conflitos.

Vale lembrar que nada disso, porém, é fator único. Caso você esteja tendo dificuldade para resolver os problemas do seu relacionamento, isso parece um motivo salutar para pedir ajuda e abordar adequadamente tais pontos com seu companheiro ou companheira. A ajuda de um profissional intermediando o conflito pode fazer que o casal enxergue uma saída para os problemas do relacionamento.

Infelizmente, é muito comum os casais passarem por crises e frustrações no início do casamento. Apesar de poucos expressarem isso, a maioria sequer consegue enxergar as causas para tamanhos desafios e desilusões nessa fase que acreditam ser a mais  perfeita do relacionamento: o casamento. Por essa razão, é fundamental conhecer os desafios para superar o primeiro ano do casamento com sucesso.

Costumo dizer aos meus pacientes que construir um casamento é semelhante a fazer um curso de graduação. Poucas pessoas notam essa semelhança. Tanto nas graduações quanto nos relacionamentos, precisamos passar por etapas bem específicas até conseguir colar grau. Embora algumas pessoas optem pelos jeitinhos e gambiarras para avançar ou finalizar logo o curso, sabemos que os mais preparados enfrentarão menos dificuldades a cada período ou etapas novas. Essas pessoas dificilmente passarão por grandes desafios para superar o primeiro ano do casamento.

superar o primeiro ano do casamento elidio Almeida psicólogo terapia de casal

Em cada período, seja na graduação ou no casamento, qualquer uma das disciplinas demanda a compreensão e os aprendizados devidos para a aprovação. Aqueles que não cumprem adequadamente os requisitos da matéria são reprovados. Aqueles que  avançam de qualquer jeito para o período seguinte terão que lidar com desafios ainda maiores. Afinal, várias pessoas se formam (e também se casam), mas chegam a essa etapa sem o conhecimento e o aprendizado adequados. Por analogia, essa é a razão das tamanhas dificuldades que frustram muitos casais.

No entanto, se você cumpriu adequadamente as disciplinas anteriores, driblar os desafios para superar o primeiro ano de casamento não será difícil para você. Ou seja, os aprendizados de cada etapa são cumulativos, e o conjunto sempre facilita o momento seguinte.

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Por que o primeiro ano de casamento costuma ser uma prova de fogo para muitos casais?

Certamente, esses casais pularam algumas etapas ou não cumpriram adequadamente os desafios do estágio anterior. Muitas pessoas se casam sem conhecer efetivamente seus companheiros ou companheiras. Infelizmente, isso é muito comum. Ao que se percebe, a ânsia para casar ou avançar na relação faz com que muitas pessoas pulem etapas importantes e cheguem ao casamento sem conhecer a pessoa com quem dividem a cama e a vida.

Pessoas que se casam e pouco conhecem uma a outra tendem a achar os primeiros momentos do casamento chatos e desafiadores. Nessas ocasiões, muitos passam a – efetivamente – dividir um teto pela primeira vez em suas vidas. As ideias de compartilhamento e convívio precisam ser completamente ressignificadas. E, infelizmente, muitos chegam a este estágio despreparados. Não por acaso é a partir daí que surgem os conflitos, frustrações e provas de fogo que chegam a pôr em xeque aquilo que deveria ser um conto de fadas.

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Dicas para superar o primeiro ano do casamento e as crises da vida a dois.

Procurar conhecer bem a pessoa antes de avançar para as próximas etapas é algo indispensável. É como falei anteriormente em relação a fazer uma graduação. Quando aprendemos adequadamente a matéria que é pré-requisito para a disciplina atual, tendemos a viver aquele período sem grande desafios. Isso é o que se espera ocorrer na construção de um relacionamento. Conhecer bem o outro é fundamental para driblar os desafios para superar o primeiro ano do casamento.

Outra dica é tentar construir um casamento baseado nas evidências daquele relacionamento e seus envolvidos. Agir dessa forma é viver na realidade, sem falsas esperanças ou expectativas ilusórias. Quanto mais mantivermos nossos pés no chão, menos inseguros nos sentiremos. Dessa forma, sempre construiremos a melhor  relação.

Fundamental também é buscar ajuda. É impressionante como muitas pessoas sofrem caladas nos relacionamentos. Muitos dos problemas não cresceriam tanto ou seriam resolvidos se o casal conseguisse manter um diálogo franco sobre o convívio dos dois. Claro que  falar sobre os problemas com o parceiro ou a parceira não é uma tarefa fácil, ainda mais quando há tantos sentimentos e interesses envolvidos. Mesmo assim, todo casal precisa entender que a ajuda pode estar ali do lado. Ambos têm responsabilidade sobre isso e podem oferecer ajuda um ao outro pra melhorar esse aspecto.

Já fiz alguns posts aqui no blog sobre pessoas viciadas em pornografias e como isso atrapalha o desempenho sexual e a relação. Hoje vou tratar sobre os típicos comportamentos dos filmes eróticos que você não deve pôr em prática na vida real. Você vai descobrir que o que é visto nos filmes eróticos não reflete a realidade dos casais.

Nos posts anteriores, ressaltei que muitos relacionamentos – e a vida sexual de várias pessoas – são construídos tomando como principal referência os filmes e materiais pornográficos. Isso, na maioria das vezes, é algo muito prejudicial. A pornografia transmite modelos e comportamentos que não refletem a sexualidade vivida nos relacionamentos reais.

Por não saber ou não dar a devida importância a isso, algumas pessoas tentam reproduzir os comportamentos representados nos filmes eróticos em cada relação sexual. Muitas delas se frustram ou se tornam infelizes sexualmente.

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Nos filmes pornográficos, o roteiro é quase sempre o mesmo:

    • O casal está sempre pronto para o sexo.
    • Não é preciso sequer passar pelas preliminares.
    • Não há dificuldade para fazer as mais difíceis posições do Kama Sutra.
    • Qualquer lugar é adequado para transar.
    • O sexo sempre é perfeito, prazeroso e escandaloso.
    • Ambos sempre chegam ao orgasmo (simultaneamente).
  • Falta de delicadeza na masturbação.

Assistir a um filme erótico como forma de esquentar o clima entre o casal pode ser interessante. Mas é importante ficar atendo para que isso não se torne algo muito frequente. Se o casal sempre precisa dos filmes para se excitar, isso pode sinalizar alguma  dificuldade na relação, uma vez que os filmes podem criar uma imagem errada de como uma relação sexual deve acontecer. Essa questão é ainda mais delicada para aqueles que possuem pouca ou nenhuma experiência sexual.

O que é visto nos filmes eróticos que você não deve pôr em prática na vida real.

Para que você não tente ou continue colocando em prática os comportamentos dos filmes eróticos, vou listar alguns comportamentos que você não deve trazer para a vida real. São dicas simples, mas que podem refletir o que seu parceiro ou sua parceira espera para que a relação sexual de vocês tenha mais qualidade. Ao menos é isso que ouço de muitas das minhas clientes.

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Qualquer hora é hora para fazer sexo.

Nos filmes, qualquer hora é hora para fazer sexo. Isso é uma lenda que pouco se aplica à vida real. Muitas relações, especialmente no início, podem funcionar dessa forma, mas é absolutamente normal que a chama desse fogo não tenha tanta potência com o passar dos tempos. Algumas pessoas acham isso estranho. Elas consideram que o amor acabou ou a relação esfriou. Na maioria das vezes, elas estão enganadas. Talvez isso indique que a relação tenha apenas ficado mais sólida.

A maioria dos filmes eróticos são destinados aos homens.

Você sabia disso? A maioria dos filmes eróticos já iniciam do modo mais direto possível. Como a maioria dos homens aprende sobre sexo vendo essas coisas, internalizam que devem abordar e iniciar uma relação sexual exatamente dessa forma. É isso que frustra muitas mulheres. O problema é que, na vida real, é praticamente impossível que a mulher tenha sexo satisfatório se não houver preliminares. Elas precisam da parte sensorial bem estimulada para que haja a lubrificação. Poucos homens sabem, mas a lubrificação feminina é equivalente à ereção masculina. #maispreliminaresporfavor

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Gozo escandaloso

Na imensa maioria dos filmes eróticos, as atrizes gritam escandalosamente quando chegam ao orgasmo. Na vida real, uma mulher raramente fará o mesmo. Em situações específicas, pode ocorrer um atuação dessas, especialmente quando se explora uma fantasia sexual. Porém, saiba que é difícil chegar ao nível dos filmes. Como muitas mulheres também aprenderam sobre sexo vendo filmes pornográficos, elas entendem que o legal é gozar daquela forma escandalosa. No entanto, quando não é espontâneo, pode ficar excessivamente falso. Meus clientes sempre falam que não há nada mais brochante que perceber a parceira fingindo.

Orgasmo simultâneo

No mundo ideal – e nos filmes pornôs –, o casal sempre chega ao orgasmo no mesmo momento. Em alguns casos, a mulher ainda chega antes e consegue ter vários orgasmos antes que o homem tenha o seu. Outras mulheres demoram mais para chegar ao auge do prazer. Embora pouco se fale a esse respeito, esse também é um problema que acontece com alguns homens. Observe que os filmes nunca mostram isso. Neles, os homens sempre chegam ao orgasmo no final de toda a relação (depois da mulher ou junto com ela). Os filmes prezam pelo desempenho sexual. Como o orgasmo é o objetivo final, ambos precisam alcançá-lo. Já recebi em meu consultório casais que tinham como queixa o fato de nunca terem gozado juntos. Isso prova alguns dos desserviços dos filmes à vida sexual de muitas pessoas. Regras e ilusões que são transportadas dos estúdios para a vida entre quatro paredes do casal.

Sem parar

Nos filmes, não há pausa durante o sexo. Ninguém cansa ou precisa de uns minutinhos para se recompor. Brochar, nem pensar. Enquanto, na vida real, a ereção pode diminuir um pouco em uma virada de posição, nos filmes, tudo é perfeito. Alguns filmes mostram os atores transando por horas. Há nesses filmes uma edição que confunde a passagem do tempo e nos leva a crer que uma transa parece ter horas. Vale lembrar que numa gravação dessas, permite-se intervalos para descanso entre as cenas de sexo, inclusive de um dia para outro. Não por acaso, estudos apontam que os maiores usuários dos comprimidos para forçar a ereção não são idosos ou pessoas com problemas de saúde. Os maiores usuários dos estimulantes sexuais são os homens que desejam ter a mesma performance dos atores de filmes pornôs.

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Posições absurdas

Os filmes mostram posições que não levam em conta a anatomia de pessoas comuns. Muitas das posições mostradas nos filmes de sexo geralmente só são possíveis para atletas ou pessoas com alta flexibilidade na postura. Certas posições são desconfortáveis para as mulheres ou de enorme dificuldade para alguns homens, por conta do tamanho do pênis. Aliás, muitos homens consideram que possuem pênis pequeno, pois a referência deles são os atores superdotados dos filmes pornôs.

Locais impossíveis

Escritório, elevador, escadas… Qualquer lugar é válido para fazer sexo nos filmes do gênero. Ninguém se incomoda com um degrau, com o chão duro ou com a possibilidade de aparecer o chefe a qualquer momento. Pode acontecer de pintar o clima num lugar estranho de vez em quando, mas a realidade não é tão extrema. Muitos casais se incomodam com lugares muito exóticos, principalmente as mulheres ou pessoas mais tímidas.

Sexo anal fácil

Nos filmes pornôs, o sexo anal é a coisa mais prazerosa, fácil e rápida de se fazer do mundo. Essa é, sem dúvida, a maior ilusão mostrada nos filmes. Esse comportamento é tão massificado nos filmes que causa frustração em homens e mulheres reais. Elas acham que são incompetentes por não conseguirem reproduzir com tamanha facilidade aquilo que veem nos filmes. Eles, por sua vez, consideram as mulheres frígidas, desajeitadas ou desamparadas e desprovidas de uma habilidade tão básica, na perspectiva deles.

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Sem nojo

Nos filmes, a mulher não só não se incomoda, como adora engolir e ter jatos de esperma no rosto. A realidade é bem diferente. Muita mulher acha nojento. Aquilo tudo foi feito para ser um estímulo a mais, mas não se copiar. A visualização da ejaculação é interessante para os homens, por isso, nos filmes, os homens sempre lançam o esperma para fora. É um mito que foi criado para mostrar a ejaculação. Tem mulher que gosta, tem mulher que não gosta. É preciso combinar ou sentir a reciprocidade do desejo para esse comportamento na vida real. Ademais, nesse caso, é fundamental tomar cuidado com doenças sexualmente transmissíveis.

Lembre-se de que é sempre importante combinar com seu parceiro ou parceira o comportamento sexual da relação de vocês. Por isso, não tente repetir ou continue colocando em prática os comportamentos dos filmes eróticos. Se se sentir à vontade, use os comentários abaixo e deixe sua opinião sobre esse post e a listinha que apresentei acima.

Fingir Orgasmo – A edição de maio da revista Shape trouxe uma lista com 10 dicas para você se sentir melhor na cama e melhorar seu relacionamento. Para a construção da lista, a revista reuniu especialistas da área – psicólogos, psiquiatras, terapeutas e outros especialistas em sexo e em relacionamentos – e revelou quais são os maiores erros cometidos pela pessoas na hora do sexo.

Tive a honra de ter sido um dos especialistas escolhidos para a matéria. Falei sobre o comportamento, que muitas mulheres têm, de fingir orgasmo:

“Com receio de desapontar o parceiro, muitas mulheres optam por fingir prazer e orgasmo. Elas não estão satisfeitas com a situação, mas acreditam que as coisas podem melhorar no futuro. Contudo, não enxergam que apenas contribuem para que ele continue repetindo os mesmos ‘erros’. O ideal é falar sobre o que gosta e ter consciência de que ambos estão ali com objetivos comuns”, disse Elídio Almeida, psicólogo, de Salvador (BA).

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Fingir Orgasmo

Muitas pessoas estão insatisfeitas em seus relacionamentos e algumas mulheres fogem orgasmo para não desapontar o parceiro ou por não se sentir a vontade para abordar o tema. Os estudos apontam que a terapia de casal é uma das melhores ferramentas para ajudar o casal a restaurar o relacionamento e enfrentar essas dificuldades com mais qualidade.

A revista Shape pode ser encontrada nas bancas de todo o Brasil, mas há uma versão online da lista que você pode conferir clicando aqui. E não esqueça que, com a ajuda e o investimento adequado, você consegue se sentir melhor tanto na cama quanto no seu relacionamento.

Relacionamento – De repente me percebi olhando para os prédios da fotografia abaixo e comecei a pensar em quão grande é a responsabilidade dos engenheiros e suas equipes na construção civil, especialmente em edificações como essas, que parecem ter requerido ainda mais cautela, maiores comprometimentos e responsabilidades.

A partir dessa imagem, em analogia, também comecei a pensar nos relacionamentos existentes em nossa sociedade e como estes variam com bases de sustentação e formas de construção tão distintas e, por vezes, igualmente questionáveis. Algumas relações como demonstram ser os prédios da imagem, parecem ter bases frágeis, mas são fortes e trazem estabilidade e segurança; outros relacionamentos, no entanto, evidenciam possuir fundações de altíssima qualidade, quando, na verdade, não passam de palafitas que ameaçam desmoronar a qualquer momento. Há, ainda os relacionamentos que parecem ter sido construídos em terrenos perigosos, sem bases, planejamentos ou projetos e, por isso, estão sempre vulneráveis às mudanças climáticas.

Assim como os prédios, os relacionamentos também dependem de suas bases de sustentação. Por isso questiono:

Como são suas construções afetivas?

O que sustenta seu relacionamento?

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Se assim como eu, você também não entende de construção civil, certamente – ainda que por um breve momento – ficaria com alguns receios de, por exemplo, morar em edifícios com bases e colunas de sustentação tão finas e expostas como as mostradas acima, não é verdade?

Pois bem, tendemos a crer que os engenheiros responsáveis pela construção de prédios como esses levaram em consideração estudos do solo, estabilidade do terreno, adequação do projeto, planejamentos, análises e, é claro, condições de segurança para erguer seus projetos.

Talvez o critério estético tenha sido privilegiado apenas na parte visível aos moradores e transeuntes da frente dos prédios, mas isso não deve ter trazido prejuízos à segurança do empreendimento, pois, parece que as construções em questão já possuem décadas e pelo visto goza de muita tranquilidade e segurança.

Já pensou se os relacionamentos afetivos em nossa sociedade seguissem esses mesmos critérios e procedimentos?

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Relacionamentos de fachada 

Pois bem, como psicólogo clínico e terapeuta de casal, tenho acompanhado muitos relacionamentos que são construídos em bases de sustentação tidas como regras que funcionam como motivadores ou justificativas para levar o relacionamento adiante.

Uma regra pode ser entendida como a razão de ser ou existir que dá validade a uma ação. Por exemplo, muitas pessoas ou segmentos da nossa cultura acreditam que “o casamento deve ser para sempre”, e por conta disso, custe o que custar, entendem que nada pode desfazer um relacionamento.

Acontece que muitas regras amplamente difundidas em nossa sociedade fogem aos objetivos de felicidade e bem estar do próprio casal, além de, também, fugir à curva normal para as ações e atitudes esperadas num relacionamento estável e eficaz.

Regras de sustentação como as que dizem que nada pode desfazer um relacionamento podem levar o casal a passar por cima de coisas que realmente incomodam e prejudicam a relação e o que deveria ser a razão da existência de uma relacionamento, termina ficando preterido: a felicidade.

O perigo disso é que, embora haja um bem-estar momentâneo na relação, possíveis incômodos são postergados e podem (acumulados) explodir com muito mais gravidade no futuro, ou seja, a decisão de sustentar uma relação em algo tão frágil pode ser extremamente nociva à felicidade do casal.

Como já disse em diversos posts aqui no blog, a terapia de casal pode ajudar você a enfrentar adequadamente os problemas da relação. Resolvendo as questões etapa por etapa, podemos verificar melhor as reais consequências que muitas regras genéricas trazem para seu namoro ou casamento. Entenda:

Relacionamento em crise

Muitos casais constroem seus projetos de vida em terrenos perigosos e não adotam critérios adequados e seguros para o bem-estar da relação, como provavelmente um engenheiro planeja e executa sua obra. Se as pessoas, mesmo diante de terrenos aparentemente impróprios, construíssem seus relacionamentos e vidas amorosas com os mesmos mecanismos que um engenheiro constrói um edifício, certamente teríamos mais pessoas felizes e relações amorosas bem menos complexas.

Observe que as estruturas visíveis – tanto num prédio como em uma relação – podem até sugerir alguma insegurança ou favorecer críticas. Todavia, se mesmo diante de opiniões adversas, sua base de sustentação for sólida, a estrutura estará segura e terá estabilidade e força para suportar as adversidades.

Essa estrutura amorosa que estamos tentando entender aqui funciona mais ou menos como uma regra que dá sentido a um relacionamento. Como falei a pouco, ter uma regra para dar sentido a uma relação nem sempre é algo que funciona bem ou traz bons resultados. Por isso você precisa aprender a diferenciar as regras e conhecer mais profundamente suas funções num relacionamento e que consequências elas trazem.

Talvez você conheça alguém que afirme que a base de sustentação de um relacionamento sejam os filhos ou a família (no sentido mais amplo da palavra). As dificuldades vividas e superadas no passado devem ser menores que as leis explícitas e implícitas; reais ou imaginárias; sociais ou pessoais que ditam os rumos que uma relação deve tomar.

Quando uma relação é guiada dessa maneira, tendemos a empurrar a poeira para debaixo do tapete e não nos damos conta de que, ao invés de buscar soluções eficazes, estamos criando ilusões e vivendo em fantasias que nos cegam para a realidade, atitude que um bom engenheiro jamais iria cometer.

Independente do que aconteça, as situações adversas devem ser superadas com planejamento, ponderações e enfrentamentos adequados à realidade do casal e não exclusivamente por ideias generalistas de terceiros. Embora muitas pessoas tendem a concordar com o que estamos discutindo aqui, sabemos que “na prática a teoria é outra”, não é verdade?

Minha sugestão é que você pense nas consequências (não só as imediatas e mais práticas), que as decisões duradouras trazem e os impactos que estas causam à relação. Com isso, seguramente, você terá melhores condições de estruturar as bases de sustentabilidade da sua relação e viver mais plenamente e feliz. Por isso, pergunte-se agora mesmo se realmente vale a pena sustentar sua relação baseada apenas em regras genéricas e descontextualizadas dos acontecimentos reais, vividos pelo casal. Quer um exemplo?

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Mulher ciumenta

Vamos supor que um casal, após ter vivido um episódio de traição, decidiu continuar a relação por conta dos filhos. De início essa regra (que tornou-se a base de sustentação do casamento) acalmou os ânimos e fez com que eles colocassem a poeira para debaixo do tapete, principalmente para não promover exposições do caso, não levar “sofrimento” para os filhos e preocupação para os demais familiares.

Veja que a ideia de família bem sucedida, unida e sólida pode ter sido adotada como a regra e base de sustentação daquela decisão; quando, na verdade, não passaria de mais “edifício” construído em terreno instável e inseguro, repleto de armengues e gambiarras, prestes a desmoronar a qualquer momento.

Nesse caso hipotético, embora muito comum nas relações contemporâneas, podemos perceber quão clara é a sustentação – a regra – desta relação, porém, a função e as consequências disso parecem não estar trazendo benéficos e bons resultados para o relacionamento do casal.

Quando falo em benefício não me refiro apenas à manutenção do relacionamento, mas sim das questões como segurança mútua, confiança, respeito, exemplo, harmonia, realização pessoal, comprometimentos, responsabilidades e, principalmente, a felicidade para o casal. Motivos estes que deveriam ser as reais bases de sustentação da vida pessoal e conjunta das pessoas em um relacionamento.

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Casamento pelos filhos

No geral, alguns casais acreditam que devem superar qualquer obstáculo, ignorar qualquer possibilidade de risco, mágoa ou infelicidade para manter o relacionamento de pé. Na verdade, o ideal é que o casal possua um planejamento, uma assessoria técnica de qualidade, análise adequada da situação e das reais possibilidades de ação, para que seja erguido um relacionamento que, independente das aparências, possa oferecer estabilidade, segurança, paz e tranquilidade para viver a vida com a mesma estabilidade da qual acredito que devem sentir os moradores dos prédios mostrados acima.

Viver dessa forma significa que, mesmo nos terrenos desacreditados (como são muitos relacionamentos), podemos estudar e analisar o terreno, enfrentar e superar adequadamente os problemas e viver tendo como base de sustentação do relacionamento a confiança, a sinceridade e o respeito a si próprio e mútuo.

Pense nisso com carinho e procure encontrar as bases e razões da sua relação, tentando mensurar as consequências que isso tem trazido para sua vida e para a vida do seu companheiro ou companheira. Como sempre digo aos meus pacientes: para resultados diferentes, comportamentos diferentes. Sucesso!

Dificuldade no relacionamento – Por que algumas pessoas apresentam mais dificuldades em se relacionar do que as outras? Aquilo que para alguns é tão natural, para outras é um tremendo pesadelo que torna a vida ainda mais difícil e que torna a relação cada dia mais desinteressante.

Falar sobre dificuldade no relacionamento não é tão fácil, porém, é altamente importante, pois abre diversas possibilidades de entendimento. Por isso, se você está enfrentando dificuldades no seu relacionamento, fique atento às dicas que se seguem e se precisar de apoio profissional, solicite ajuda.

A primeira coisa que você precisa saber é que a dificuldade no relacionamento podem ser entendida de várias formas, pois há, desde as dificuldades específicas e traumas nos relacionamentos até as dificuldades limitadoras trazidas da infância ou adolescência, dentre outras. Veja:

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1. Dificuldades específicas e traumas nos relacionamentos

Muitos relacionamentos passam por dificuldades pontuais, eventos novos ou acontecimentos específicos que provocam o surgimento de novas emoções e sentimentos. Nesses casos, geralmente, as pessoas têm consciência da importância da relação, do sentimentos que têm pelo companheiro ou pela companheira, mas algo novo surge como ameaça ou como algo que compromete o futuro da relação.

São exemplos de dificuldades específicas: casos de traição no relacionamento, traumas, impotência sexual, desinteresse, mudanças no comportamento etc.

Nesses casos, é importante que você compreenda o que realmente está acontecendo e desenvolva habilidades para obter os melhores entendimentos e tomar as melhores decisões.

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2. Dificuldades para entender os contextos das relações

Muitas pessoas sequer chegam a passar pelas dificuldades específicas. Algumas pessoas apresentam dificuldades até mesmo no momento de estabelecer contato ou aproximações com outras pessoas.

Em alguns casos, isso pode significar apenas uma forma leve de timidez, se não houver prejuízos ao desenvolvimento da relações. Entretanto, se esta limitação inicial impossibilita desenvolver e manter relacionamentos, e até mesmo vivenciar as situações gratificantes dos convívio a dois, é preciso analisar a situação.

É muito importante verificar quais são os aspectos da história de vida do indivíduo que determinaram a dificuldade para este comportamento. Nesses casos, chamamos de dificuldades contextuais, justamente pelo fato de a maioria das pessoas não terem desenvolvido a habilidade de analisar o contexto, as relações, as pessoas e os ambientes.

Muito por isso, desenvolvem um receio de iniciar novos contatos e relacionamentos. A partir do momentos em que as pessoas aprendem a entender melhor o contexto, lidar com ele passa a ser cada vez mais fácil.

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3. Dificuldades imperativas no relacionamento

São aquelas dificuldades que surgem quando a pessoa, no relacionamento, quer tudo ao seu modo. Essas pessoas são tidas como perfeccionistas, exigentes, egoístas, mandonas e até mesmo chatas ou intransigentes.

Em outras palavras, fazer qualquer coisa com uma pessoas que tenha essas dificuldades operacionais é sempre muito estressante e todos sempre ficam bastante apreensivos e ansiosos.

Isso pode estar relacionado a habilidades sociais não desenvolvidas em fases anteriores da vida ou falta de confiança básica no companheiro ou companheira, mesmo em casos de relações de longas datas.

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4. Dificuldade no relacionamento e nos interesses do casal

Algumas pessoas se relacionam muito bem com os amigos, vizinhos, até mesmo com os estranhos, mas, por algum motivo, apresentam dificuldades de se relacionar com o parceiro ou a parceira no relacionamento, especialmente com namorados e esposas.

Este tipo de dificuldade  – infelizmente – é muito comum. Isso pode ocorrer em função dos diferentes interesses dessas pessoas no relacionamento e das diferentes limitações e exageros que o grau do convívio favorece, em função dos hábitos adquiridos ao longo do tempo.

Por exemplo, no início do relacionamento, as pessoas parecem investir mais em causar boas impressões, ser agradável, porém, quando têm a sensação que já conquistaram, começam a abrir mão dos bons tratos, do respeito. É como se o fato de ter estabelecido o relacionamento já fosse suficiente para deixar de demonstrar e investir nos interesses em prol da relação.

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5. Dificuldades limitadoras trazidas da infância ou adolescência

Em alguns casos, a história de vida de algumas pessoas aponta para ocorrências limitadoras durante a infância ou adolescência, levando-os a se sentirem “inferiores”, ou “superiores” aos demais. Isso pode colaborar para que alguns relacionamentos tenham problemas, já que, nesses casos, as pessoas acumulam pequenas dificuldades que afetam a condução de relações e, num dado momento, percebem que não conseguem mais se relacionar de forma saudável em nenhum contexto.

Para modificar esse quadro, é importante ressignificar a autoimagem, quebrar conceitos e preconceitos, desfazer ideias cristalizadas a respeito de si mesmo e do mundo, abrir-se ao outro, deixar de lado (na medida do possível) o medo da rejeição e o sentimento de superioridade, pois são barreiras que contribuem para o isolamento social, trazendo prejuízos em todas os contextos. É importante destacar que é tendência do ser humano se relacionar com seus pares, ou seja, aqueles que têm interesses em comum.

Dificuldade no relacionamento

A dificuldade surge justamente quando precisamos nos relacionar com o diferente. Por isso, sempre digo aos meus pacientes que, num relacionamento, embora os interesses possam, muitas vezes, ser comuns a ambos, devemos considerar que as pessoas são diferentes e é altamente importante que conheçamos uns aos outros para que possamos ter interesses, afinidades, divergências e necessidades bem alinhados.

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Se você está enfrentando dificuldades no seu relacionamento, talvez seja importante investir emocionalmente em si para que você possa compreender melhor o que pode estar trazendo limitações ao seu relacionamento. Muitas pessoas têm encontrado suporte adequado com a psicoterapia comportamental.

Talvez você já tenha tentado obter melhores resultados para seu relacionamento de outras formas. Por isso, gosto sempre de dizer às pessoas: para resultados diferentes, devemos ter atitudes diferentes. É um excelente começo para suas mudanças. Pense nisso.

Todo relacionamento passa por momentos delicados, afinal são duas histórias distintas que se juntam para, a partir daí, formar uma terceira história que carrega um misto da história de ambos.

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Diariamente tenho recebido em meu consultório pessoas e casais que estão enfrentando problemas no seus relacionamentos e buscam a psicoterapia para compreender melhor os fatos e buscar novas posturas e tomada de decisões no relacionamento.

Dentre todos os problemas vivenciados pelos casais, a dificuldade na comunicação tem sido o estopim para muitas crises e insatisfações nos relacionamentos, por isso, costumo sugerir aos meus pacientes um teste para – analogamente – compararmos os resultados e descobrir se o relacionamento está bem ou precisa de ajuda.

Para fazer o teste você vai precisar de:

Um fone de ouvido

E uma música de sua preferência.

Apenas isso. Porém, antes de fazer o teste, vamos entender algumas coisas.

 

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Você sabe o que é um gramofone?

Gramofone é aquela vitrola bem antiga com uma corneta enorme por onde sai o som, aquela que normalmente vemos em filmes e novelas de época.

No começo da reprodução mecânica de músicas, quando passamos a gravar os sons, o velho gramofone tinha apenas uma corneta. Todos os sons, de todos os instrumentos, pareciam vir de uma só direção, como se a orquestra ou o cantor estivessem dentro do gramofone.

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Esse tipo de audição, que parece vir de um único ponto no espaço, é chamada de monaural, ou simplesmente mono. Esse é nosso ponto de partida para compreender o teste.

Uma pessoa quando é sozinha, solteira ou quando não está se relacionamento afetivamente com outra pessoa, age na função monaural. As atitudes, decisões e comportamentos veem apenas de uma direção, pois a pessoa solteira carrega dentro de si toda a orquestra de sonhos, desejos e ações, sem precisar equilibrar isso com outra pessoa.

Ou seja, todos os comportamentos de uma pessoa solteira são mono, veem apenas de uma direção e ela concentra dentro de si todas as decisões, o pensamento é egoísta e nada precisa ser compartilhado.

Isso deve mudar completamente quando essa pessoa entra num relacionamento. Por sinal, dificilmente vamos encontrar alguém que esteja satisfeito em emitir ou ouvir um som mono constantemente, especialmente num relacionamento.

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Na natureza, estamos acostumados a ouvir o som vindo de todas as direções. Temos dois ouvidos para isso.

Se alguém à nossa esquerda fala conosco, nosso ouvido esquerdo ouve e sabemos para que lado virar a cabeça. Se um passarinho cantar à direita, nosso ouvido direito ouve. O cérebro pode, dessa maneira, determinar qual a direção vem o som.

Para deixar a audição de música e sons ambientes mais naturais, numa gravação de música ou num filme e, claro, num relacionamento, usa-se, em vez de um alto-falante, dois – um para cada ouvido. Assim, consegue-se um som mais aberto, que não parece mais vir de um único ponto, mas sim de todo um espaço entre os dois alto-falantes. A isso dar-se o nome de estereofonia ou som estéreo.

Em um bom relacionamento – ou um relacionamento em condições normais – o som é aberto e não vem apenas de uma direção, mas sim dos dois alto-falantes, o casal.

Observe, como falei há pouco, biológica e organicamente fomos preparados para ouvir em todas as direções. Isso significa dizer, pela nossa analogia, que num relacionamento, todas as vozes devem ser expressadas e ouvidas. Você e seu companheiro ou companheira devem estar sintonizados e tocando a música do relacionamento em harmonia.

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Por isso é importante lembrar que um relacionamento funciona tal qual um fone de ouvido, ambos devem estar conectados, sintonizados e sincronizados para que o som seja agradável e prazeroso.

Em toda minha experiência não conheci um relacionamento sequer que tenha tido qualidade estéreo usando apenas uma fonte de som.

É por isso que ouvir música e investir num relacionamento só com um dos “fones” nunca é tão satisfatório como é ter ambos conectados e harmonizados numa só frequência sonora e amorosa.

Então, vamos ao teste do seu relacionamento?

Selecione uma música de sua preferência e ouça a primeira vez com os dois fones de ouvido. Depois repita a música, porém da segunda vez ouça com apenas um dos fones. Apenas isso!

Provavelmente você perceberá, na segunda vez que ouvir, que a música já não tem mais a mesma harmonia, fica estranha, ficará faltando algo…

Agora faça a comparação com seu relacionamento. Se seu relacionamento estiver como a primeira execução da música, parabéns e mantenha a sintonia. Porém, se seu relacionamento estiver mais semelhante a segunda execução da música, isso pode ser um sinalizador de que você precisa entender melhor o que está acontecendo na sua relação, pois, pelo menos um dos fones pode não estar funcionando bem e certamente você(s) precisa(m) de ajuda.

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Por fim, responda para si mesmo(a) se sua relação é classificada como mono ou estéreo. Em seguida,reflita o que pode ser feito para melhorar esse quadro.

Vale lembrar que nem sempre conseguimos avançar nessas questões sozinhos e contar com apoio e orientação profissional é fundamental. E uma dica especial é: teste seu relacionamento com frequência, isso pode tornar as coisas bem mais fáceis de serem percebidas.

Ah! Sabe aquelas experiências em que você divide seu “fone” com outra pessoa e o som também fica ruim?! Pois bem, falaremos disso noutro post. Até breve!

Já falamos aqui no blog sobre a importância de termos comportamentos assertivos em nossas relações. Hoje falaremos da assertividade e como colocar limites nas relações.

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Ser assertivo significa dizer que sabemos expressar adequadamente nossas emoções e sentimentos. Quando conseguimos agir desta forma, temos muito mais facilidade para colocar limites nas relações.

Embora possa soar como agressivo, colocar limites nas relações é simplesmente fazer valer nossos direitos e demarcarmos – de forma adequada – nosso espaço no relacionamento, sejam elas com desconhecidos, colegas de trabalhos, amigos, familiares e, é claro, na relação amorosa.

Mesmo reconhecendo a importância da assertividade e de como colocar limites em determinadas relações, muitas pessoas reclamam da dificuldade que é pôr isso em prática de forma a não cometer erros ou exageros. Costumo sempre passar para meus pacientes que devemos começar com investidas mais simples até ganharmos prática e força pra experimentar comportamentos mais complexos.

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Como colocar limites nas relações.

Vamos pensar em duas situações. Digamos que em um grupo, alguém lhe interrompe constantemente ou conversa com você incessantemente, sem lhe dar a oportunidade de falar. Nesta situação, para colocar um limite e também ter o direito a falar e a se expressar, você pode agir de forma a se fazer ouvir com intervenções amigáveis e educadas, mas também determinadas e seguras (“Tem uma coisa que eu gostaria de dizer sobre este assunto…” ou “Sabe o que eu acho disto…?”). Parece bobagem, mas intervenções como estas certamente fará com que seu interlocutor, em condições normais, note que estava lhe sufocando e faça uma pausa concedendo-lhe a oportunidade de falar também.

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Agora imagine um amigo ou amiga lhe pedindo um favor complicado e que vá além do que você desejaria fazer. Por exemplo, que você tenha que mentir por ele (a). Se sua decisão for dizer “não”, faça-o da maneira mais simples e direta possível.  Muitas pessoas têm grandes receios em tomar uma atitude tão básica e necessária como esta. Em situações desse tipo, há quem opte pela inassertividade, por acreditar que podem perder o amigo ou a pessoa querida se não fizer o que elas querem.

Na verdade, quando você emite um comportamento franco e direto (assertivo), você não estará colocando sua amizade ou sua relação em risco. Um amigo (de verdade) espera que você o diga – com respeito e sinceridade – o que realmente você pensa, além de esperar que você aja de forma espontânea e autêntica.

Além da economia de energia psíquica, tempo e ansiedade, a grande vantagem de colocar limites nas relações é que a sua autoestima tende a melhorar e as relações tornam se mais prazerosas para todos os envolvidos.

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Não é demais lembrar que colocar limites nas relações demanda um exercício constante e deve ter início nas ações mais simples até chegar nas mais complexas. Importante, também, é sempre avaliar os resultados de cada nova investida. Somar vários pequenos resultados nos dá coragem para ousar cada vez mais.

Ah! Não poderia finalizar sem falar algo que certamente você notou de diferente neste post. Normalmente as pessoas estão acostumadas a ouvir a expressão “impor limites” aqui, optei por adaptar usar “colocar limite”. Penso que a simples troca do verbo pode influenciar na ação. Quando impomos desrespeitamos. Ao colocar, no sentido de apresentar ou intervir, estamos propondo o diálogo e uma ação compartilhada.

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