Arquivos doença psicossomática - Elídio Almeida

doença psicossomática

Ultimamente a expressão doença psicossomática tem sido muito utilizada, principalmente por médicos e outros profissionais de saúde. Também ocorreu um crescimento do número de pessoas que buscam atendimento psicológico para tratar das dificuldades relacionadas as doenças psicossomáticas.

A doença psicossomática caracteriza-se por sintomas e manifestações corporais, cuja origem não consegue ser desvelada por exames médicos. Ou seja, não conseguem descobrir uma origem orgânica ou biológica para o sintoma ou a questão. Quando isso ocorre os médicos costumam dizer: “você não tem nada, isso é psicológico”, ou  “isso é coisa da sua cabeça”.  O que costuma deixar os pacientes confusos ou irritados.

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Mas como a Psicologia lida com a doença psicossomática?

Os estudos das doenças psicossomáticas evoluíram bastante no campo da Psicologia. As primeiras reflexões originaram-se das descobertas presentes nso estudos de Freud sobre a histeria. Freud entendia que a essência humana dividia-se em dois pólos: “corpo” e “mente”. Este estudioso buscava entender as relações entre estes pólos.

Hoje, sobretudo a partir dos estudos sobre stress feitos pela corrente behaviorista, a Análise do Comportamento não reconhece essa divisão, pois entende que os comportamentos e emoções são produtos do contexto no qual estamos inseridos. E é justamente esse contexto que vai nos mostrar o que originou e o que mantém a doença psicossomática.

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Para ficar mais claro, vamos imaginar o seguinte exemplo: Ricardo reparou que sua barba começou a cair em uma região do seu rosto. Preocupado, procurou um dermatologista e outros médicos para tentar resolver o problema. Tomou vários remédios, fez vários exames, mas o problema persistiu, até que um médico lhe disse que aquilo era uma doença psicossomática e que ele deveria procurar um psicólogo. Durante o tratamento psicoterápico, Ricardo conscientizou-se sobre alguns aspectos de sua vida: ele vive em um ambiente muito tenso e estressante e não possui um repertório comportamental que o auxilie a agir sobre o contexto para evitar essa situação. Viver neste ambiente faz com que sinta seu coração descompassado, uma diminuição da circulação sanguínea e, com o passar do tempo, surgem manchas vermelhas em algumas partes do seu corpo. Como a situação de  stress era constante as manchas sempre surgiam no mesmo lugar, fazendo com que os pêlos daquela região começassem a cair.

A redução parcial ou total de pêlos em uma determinada área de pele é  conhecido como Alopécia.

Ele descobriu que estava “somatizando” todo o stress que estava vivenciando. Somatizar é manifestar no corpo, na forma de uma doença ou um sintoma, algum conflito emocional. Por exemplo, como resultado da ansiedade, alguém pode sentir dores de cabeça ou de estômago.

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No caso do personagem fictício Ricardo, o contexto em que vivia produzia alterações em seu sistema neurovegetativo. Alguns medicamentos que ele usou até podem ter proporcionado alguma melhora ou redução dos sinais e sintomas, mas não resolveriam o problema, pois o que causava e mantinha a queda ainda estava presente em seu dia a dia.

Outro elemento interessante que podemos retirar desse exemplo é a forma de tratamento e como enfrentá-lo.  Observe que, se uma pessoa vai ao médico e descobre que possui uma doença grave, o simples fato da descoberta da patologia não garante a sua cura. O mesmo ocorre com a doença psicossomática. Mesmo após descobrir o que tem causado e o que mantém a doença psicossomática, o processo terapêutico deve continuar para que possamos encontrar formas para mudar o contexto e tornar o tratamento mais eficiente.

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A presença de uma doença psicossomática não significa que a dor e a enfermidade não existam. Pelo contrário, a pessoa realmente está em sofrimento, sente as dores, observa as feridas, as marcas, a queda do seu cabelo ou dos pêlos de seu corpo e, mesmo não tendo sido encontrada uma causa biológica ou orgânica, a pessoa sabe que há algo errado consigo e isso gera muito sofrimento. É como nos casos de gravidez psicológica. Quando acometida por este estado a mulher tem e passar por todas a alterações físicas de uma grávida, mesmo não esteja grávida. Até mesmo a barriga cresce!

Minha recomendação é sempre ficarmos atento aos ambientes que frequentamos, à maneira que nos comportamos em cada um deles, às dicas que esses ambientes nos fornecem sobre nossos comportamentos e quais são as consequências diretas e indiretas em nossa vida. Inicialmente isso parece não ser fácil, mas juntos poderemos compreender melhor essas situações. O mais importante é saber a raiz do problema e o que está acontecendo para adotarmos meios de corrigir adequadamente.

09/01/2011
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Doença psicossomática: o que é isso?

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