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Comportamento

Psicólogo Elídio Almeida fala sobre o Complexo de vira-lata na BandNews FM.  No dia 14 de julho, estive na Rádio BandNews FM Salvador para falar sobre complexo de viralatismo, no programa Frequência Baiana.

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O complexo de vira-lata não se trata de uma doença, mas sim de uma característica comportamental criada popularmente e culturalmente a partir da expressão “Complexo de vira-lata”, que foi apresentada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues, na década de 50. Na época em que o termo foi a apresentado, Nelson Rodrigues se referia, originalmente, ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pela Seleção Uruguaia de Futebol na final da Copa do Mundo, no Maracanã.

Complexo de vira-lata e o trauma do 7×1

Justamente após a derrota expressiva do Brasil para a Alemanhã (7×1), nas quartas de final da Copa 2014, o termo volta à tona. Além da derrota histórica da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo – fato que atinge diretamente o comportamento, especialmente emocional dos brasileiros -, pesa também a submissão do Brasil em diversos âmbitos.

Talvez um exemplo nítido são as concessões feitas à Fifa para realização do mundial, em que o Brasil abriu mão de normas, leis e arrecadação fiscal. Em suma, Nelson afirma que o povo brasileiro, apesar de toda alegria e receptividade que só se encontra por aqui, tem autoestima baixa e em muitos aspectos se vê inferiorizado em relação a outros povos. Para ele, o fenômeno não se limitava somente ao campo futebolístico. Segundo ele, “por ‘complexo de vira-lata’ entende-se a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo“.

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Entrevista

Durante o programa, discutimos comportamentos evidenciados durante o mundial no Brasil, a validade deste termo em dias atuais e como, muitas vezes, a autoestima baixa leva as pessoas ao desenvolvimento de comportamentos inadequados, que podem até estar relacionados a transtornos psicológicos. Por isso, se alguém disse que você tem complexo de viralatismo, não se ofenda, talvez essa pessoa esteja apenas querendo dizer que você tem baixa autoestima e precisa de ajuda.

Causar boa impressão. No último domingo, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma matéria que mostra uma tendência que crescentes entre os jovens e adultos: pular etapas, abrir mão do bom senso e não pensar nas consequências dos comportamentos adotados no presente em prol de resultados imediatos.

No vídeo  abaixo, podemos ver jovens investindo (e se arriscando) para ter aceitação de outras pessoas e do grupo. Porém, esse comportamento não está restrito aos adolescentes. Muitas pessoas, em vários aspectos de suas vidas também investem pesado para causar boa impressão e serem aceitas. Com tudo isso, se não buscarmos mudança neste exato momento (que já é crítico), podemos esperar uma sociedade de pessoas cada vez mais doentes, fracas, de vida altamente comprometida e futuro completamente incerto.

Causar boa impressão: vivemos na sociedade da ostentação.

Talvez não seja novidade para você ouvir dizer que vivemos numa sociedade extremamente imediatista e impulsiva, em que tudo tem sempre muita urgência e nada pode esperar sequer até o dia seguinte. Parece que as pessoas querem tudo no aqui e agora e sequer pensam nas consequências dos seus comportamentos, atitudes e decisões, e muito por isso fazem verdadeiros estragos em suas vidas. Muitos desses estragos trazem enormes problemas ou até tornam-se irreversíveis (como mostrado através das opiniões dos profissionais no vídeo acima). Se somarmos a estas questões o fato de que estas pessoas também estão dispostas a qualquer coisa para terem aceitação e visibilidade social, podemos começar a entender que a situação é ainda mais complexa.

Hoje, muitas pessoas são capazes de fazer qualquer coisa para estabelecer e manter seus relacionamentos sociais, profissionais e até mesmo amorosos às custas de investimentos para causar boa impressão. Tem sido assim, inclusive, quando estão diante de consequências nítidas e também nada promissoras do insucesso.

A questão é que o desejo pelo resultado rápido, a falta de controle emocional e a imaturidade para enxergar as consequências das ações, tem levado muitas pessoas a cometer muitas bobagens. Por exemplo, muitas pessoas preferem levar adiante aquela possibilidade de um sexo casual, mesmo quando não estão com camisinha e acabam ficando expostos ao vírus da AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis.

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Pode até parecer estranho ligarmos temas como sexo casual, HIV, AIDS relacionamentos amorosos e impulsividade ao comportamento precipitado de alguns adolescentes que “investem” para estar na moda, fazer parte do grupo e certamente ser aceito pelas outras pessoas.

Pois é, parece estranho, distante, mas o que eles fazem no contexto deles, ao modo deles, parece não ser diferente do que muitas pessoas fazem no seu dia a dia. O que muitos têm criticado, atribuindo adjetivos altamente depreciativos aos adolescente que tiram cerdas das vassouras para por nos dentes, não é muito diferente do comportamento de muitas pessoas que ostentam uma fantasia que chega a ser completamente distinta da realidade: carros, festas, camarotes, blocos de carnaval caríssimo, roupas, fotos no Facebook, Instagram e até mesmo sapos e mais sapos que são engolidos em muitos relacionamentos, tudo em prol do status. Muitas vezes, a busca desenfreada e os investimentos para ser aceito pelas outras pessoas pode esconder enormes lacunas e/ou traumas na vida de quem o faz.

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Você já sabe qual é o seu fio?

Parece que vivemos num mundo em que cada um tem seu fio colorido para preencher algum vazio que existe na vida. Às vezes pode ser anabolizantes, CPA  (antigo supletivo) para concluir rapidamente o ensino médio, faculdade de curta duração… Você já sabe qual é o seu fio?

Penso que Cazuza estava certo quando disse que todos nós precisamos de uma “ideologia pra viver”. Estamos mais que na hora de parar para refletir sobre quais são as ideologias que criticamos, que temos, que queremos e que efetivamente precisamos ter.

Causar boa impressão pulando etapas e sendo negligente, fútil, irresponsável, certamente pode levar a consequências extremamente graves, embora muitos acreditem que o resultado imediato é o melhor, como nos casos das pessoas que da noite pro dia deixam de ser magrinhos e viram verdadeiros Hulks nas academias do mundo a fora. Como dizem os mais experientes, “tudo que se planta um dia se colhe”, e a natureza e o tempo têm dado respostas consistentes em relação a isso. ostentação adolescente

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Parece estar mais que claro que colocar cerda de vassoura nos dentes não é adequado, mas você já se perguntou que elementos você tem introduzido em sua vida e que podem fazer tão mal tal quanto os fios coloridos dos aparelhos-ortodonticos-ostentação da galera?

Por isso, é interessante e altamente salutar investir em algo mais adequado, que é a busca da autoconfiança, segurança pessoal, refletir sobre as ações e enxergar o máximo de possibilidades possíveis para não embarcar nessa moda de causar boa impressão abrindo mão da essência pessoal e humana em detrimento de uma mera questão ostentar para ter reconhecimento e aceitação do outro.

Qual o impacto de presentear crianças? Hoje, 20 de outubro de 2013, o caderno de Economia do Jornal A Tarde, trouxe uma matéria falando sobre uma pesquisa que informa que tias sem filhos são um filão do segmento de produtos para crianças. A matéria “Mimos das tias empurram mercado infantil” foi feita pela jornalista Paula Janay Alves. O texto fala que além de apresentar os dados e conclusões da pesquisa, também mostra relatos de tias e sobrinhos. E, atras análises do psicólogo Elídio Almeida sobre esse comportamento.

Elídio falou sobre a importância da relação entre tia e crianças no ato de dar presentes ocasionais, como algo próprio da cultura brasileira. Todavia, dar presentes em excesso para as crianças pode fazer com que, a longo prazo, elas passem a avaliar os adultos pela quantidade de presentes que são dados.

O impacto de presentear as crianças.

Por isso, é interessante que os tios e os mais velhos reflitam sobre qual o impacto de presentear crianças e qual é a verdadeira função desse comportamento. Se, para uma criança, um adulto é legal apenas por dar presentes, esta mesma criança pode generalizar isso para outras pessoas e outras relações. Por outro lado, os adultos não devem estimular essa associação.

Elídio destaca também que dar todos os brinquedos que a criança pedir não deve ser uma prática comum. “A criança pode projetar para a vida adulta que todas as suas vontades devem ser atendidas a qualquer momento”, explica. Ter todos os desejos atendidos pode trazer problemas para as relações amorosas futuras e para a vida profissional.

É importante salientar que todos os nossos comportamentos trazem consequências. Assim como é bom para a criança ganhar presentes, é bom para os adultos presentear. Mas crianças e adultos também precisam aprender com as consequências de ter algumas frustrações.

Há outras consequências a médio e a longo prazo que não são fáceis de identificar. Por isso, cabe a nós adultos pensar no impacto desses presentes na vida da criança e na real função de estimular esse vínculo com presentes materiais.

Clique aqui para ler a matéria publicada no Jornal A Tarde, em 20/10/2013, na íntegra.

16/07/2014
complexo de vira-latas psicólogo em salvador

Complexo de vira-lata na BandNews FM com o psicólogo Elídio Almeida

25/02/2014
causar boa impressão psicólogo em salvador

Você causa boa impressão nas pessoas?
O que você é capaz de fazer para ser aceito?

20/10/2013
psicólogo em salvador jornal a tarde

Impacto de presentear crianças:
Psicólogo Elídio Almeida fala sobre esse tema no Jornal A Tarde.

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