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ciúmes

Uma vez gravei uma entrevista para a TV, comentando sobre o caso de um crime passional motivado por ciúme, e me recordo da repórter ter iniciado a entrevista perguntando se há como identificar preventivamente esse comportamento. Lembro-me de ter respondido que, na grande maioria das vezes, é possível fazer esse prognóstico e que os comportamentos controladores e ciumentos são exemplos cabais disso. No entanto, mesmo diante de tragédias anunciadas a partir desses comportamentos, lamentavelmente poucas pessoas dão importância ao comportamento ciumento e, por isso, negligenciam seus sinais de perigo ou tendem a empurrar a poeira para debaixo do tapete.

quem é essa aí papai ivete sangalo psicólogo em salvador elídio Almeida

Falando em empurrar a poeira para debaixo do tapete, a duas semanas venho recebendo uma enxurrada de pedidos para comentar sobre a cena de ciúmes protagonizada pela cantora Ivete Sangalo, durante um show, quando teria percebido que seu marido estava de papo com outra mulher.

Muito embora a própria Ivete tenha, dias depois, negado a crise de ciúmes e dito que tudo não passou de “uma brincadeira para divertir os fãs”, as cenas do momento demonstram um alto grau de insegurança e irritação da cantora. Bem, se aquilo foi uma encenação, devo reconhecer que ela se saiu muito melhor no improviso do que quando foi dirigida por excelentes diretores da dramaturgia em suas atuações como atriz profissional. No meu entendimento, com a desastrosa entrevista oficial para justificar as cenas de ciúmes, na qual afirmou que teria sido uma brincadeira, Ivete perdeu uma excelente oportunidade de ser mais humana e assumir seu momento de insegurança afetivo-emocional vivenciado naquele momento. Ao contrário, preferiu dar uma desculpa tremendamente esfarrapada que não convenceu nem seus fãs mais incondicionais. No entanto, este não foi o único caso  de ciúme que circulou na mídia nos últimos dias. Aliás, esse tema tem sido destaque quase que diariamente.

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Esta semana, uma tragédia motivada por ciúmes aconteceu na região metropolitana de Salvador. O crime aconteceu em Camaçarí, no bairro do Salgadinho, onde uma mulher foi encontrada morta e esquartejada. A família acredita que o marido da vítima a matou  por ciúmes e o estopim teria sido o fato da vítima ter criado uma conta numa rede social. “Ela não podia ter Facebook nem Whatsapp porque ele não deixava. Tudo que ela falava e fazia, ele rastreava e descobria”, afirmou uma irmã da vítima a um jornal. Outro fato lamentável de um crime como esse, é pensar que todas essas proibições e outras demonstrações de ciúmes podem ter sido negligenciadas não só pela vítima, mas também pelas testemunhas auditivas e oculares, parentes e amigos, que poderiam ter feito o link entre os comportamentos previamente apresentados e a tragédia final. Quando esse prognóstico é feito no momento adequado, muitos desfechos tristes como este podem ser evitados.

O perigo do Ciúme

Mas o que a tentativa da Ivete esconder ou disfarçar seu ciúme e o crime em motivado por ciúmes têm em comum? Estes episódios têm em comum o fato do ciúme ainda ser tratado em nossa sociedade – e na maioria das relações – de forma inadequada. O que vemos são pessoas que ora negam ser ciumentas e tantas outras que não enxergam que a medida que os comportamentos ciumentos se intensificam, estes se tornam sinalizadores de que coisas mais graves podem acontecer. Ou seja, comportamentos ciumentos são sempre indicadores de perigo e devemos estar sempre alertas.

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No entanto, a grande maioria das pessoas não vê o ciúme dessa forma e outra parcela significativa da população não possui condições financeiras para investir em um tratamento especializado para combater o ciúme. Por incrível que pareça, há ainda aqueles que consideram a Psicoterapia coisa de maluco e continuam, muitas vezes, sofrendo, caladas. Isso chega a ser ainda mais grave quando os envolvidos possuem condições financeiras para investir em tratamentos adequados para combater o ciúme, bem como têm discernimento cognitivo para compreender que o comportamento ciumento é algo ruim e, por isso, deve ser omitido a qualquer custo. O que as pessoas que convivem com ciúmes deve perceber é que as consequências para um relacionamento são sempre devastadoras e têm colocado muitos casais em perigo, não só acerca do término do relacionamento, mas também pela possibilidade de resultar em um crime passional.

Quem acompanha meu blog sabe que tenho escrito aqui sobre diversos temas. Principalmente sobre minha especialidade em terapia de casal, relacionamentos, traição e, é claro, sobre ciúmes.

Falando em ciúmes, este é o tema central de um estudo que estou realizando. O estudo tem o objetivo de aprofundar e difundir ainda mais os conhecimentos sobre esse mal que atinge a maioria das pessoas e tem causado enormes prejuízos a muitos relacionamentos.

Ciúmes

Por isso, quero convidar você a participar deste estudo. Ou seja, basta dar  sua opinião sobre o tema e falando, rapidamente, o que você pensa sobre ciúmes. O mais legal é que depois você poderá receber as conclusões deste estudo diretamente em seu email. Além disso, enviarei com exclusividade para você postagens mais direcionadas para este tema quando publicadas aqui no blog.

Como participar do estudo?

Para participar é bem simples: basta responder o pequeno formulário abaixo, com apenas seis questões bem objetivas. É rápido, seguro e os dados são sigilosos.

“ A suspeita sempre persegue a consciência culpada;
o ladrão vê em cada sombra um policial”

William Shakespeare

Há várias classificações e definições para o ciúme. A maioria delas dizem que o ciúme é um comportamento produzido pela falta de exclusividade do sentimento e também é uma manifestação provocada pela falta de confiança no sentimento do outro, que é transformada em medo de perder o parceiro ou a parceira na relação amorosa.

O ciúme também está associado ao egoísmo (desejo que a pessoa amada não se relacione de forma alguma com outras pessoas) ou controle excessivo com suspeitas constantes de infidelidade. O ciúme pode transformar-se em obsessão ou um transtorno mental, além de estar intimamente ligado à inveja, pois produz desgosto em razão do ciumento ou ciumenta não possuir algo que pertence a outra pessoa. Até aqui nenhuma novidade ao que sabemos sobre o ciúme.

ciume no relacionamento psicólogo elídio almeida

Todavia, há quem diga que o ciúme pode ter – além desse caráter negativo anteriormente apresentado – também uma vertente positiva e benéfica aos relacionamentos. Para os que têm essa visão positiva em relação ao ciúme, acreditam que quando o ciúme está presente em um relacionamento isso pode significar um sentimento de cuidado ou zelo por alguém, que simboliza dedicação e cuidado à pessoa de quem se gosta, podendo até “apimentar” e enriquecer o relacionamento. Mesmo que você tenda a concordar com essa visão benéfica do ciúme no relacionamento, saiba que, como estudioso do tema e em toda minha trajetória como terapeuta de casais, nunca vi sequer um caso no qual o ciúme tenha trazido benefícios para o relacionamento.

Marido ciumento?

Há mais de quatro séculos, William Shakespeare tratou em uma de suas obras mais populares – Otelo, o mouro de Veneza –  de algo que ele chamou de “doença da suspeita”. Na peça, o marido nutre uma desconfiança e acredita que sua mulher mantinha relacionamento com um rapaz mais jovem. Não obstante, o marido creditava ter encontrado provas da traição em fatos triviais do cotidiano e apegava-se a estes elementos para decidir sobre o futuro da sua esposa e da relação. O escritor referia-se ao ciúme quando dizia “doença da suspeita”. Em outras palavras, Shakespeare usou uma metáfora sobre a cegueira induzida pelo sentimento pra ilustrar como o ciúme nos leva a antecipar como provável ou certo, o que apenas seria possível de acontecer. E é exatamente dessa forma que muitos ciumentos e ciumentas se comportam cotidianamente em seus seus relacionamentos: tratam como certo aquilo que, muitas vezes, pertence apenas ao campo das probabilidades.

tratamento para ciumes em salvador psicólogo elídio almeida

 Possessivo

Obviamente muitos comportamentos ciumentos são pautados em históricos de traições no relacionamento atual, traumas de relacionamentos anteriores ou mesmo o temor de que tais situações trágicas venham acontecer e prejudicar o relacionamento, mesmo que ainda não tenha havido nada relevante.

É  como se as pessoas, mesmo se pautando no gostar e no querer bem ao amado ou amada, trouxessem para o relacionamento um sentimento que está ligado à inveja, posse, exclusividade (no sentido mais amplo da palavra), medo, falta de confiança, insegurança… Ou seja, muitas associações negativas e ruins que podemos prever que toda essa mistura jamais pode ser benéfica a qualquer tipo de relacionamento.

Crise no namoro por ciúmes

Pelo medo de perder, algumas pessoas investem no ciúme, pois, acreditam que com o ciúme passam a tratar melhor o namorado ou namorada  (mais cuidadosos e atenciosos), implementando uma marcação cerrada para não abrir brechas. E tudo mais gira em torno das tentativas de controle sobre a namorada ou namorada.

Porém, como Shakespeare classificou, o ciúme é uma doença que deixa a pessoa cega, tão cega que faz com que ela até utilize um método que poderia ser adequado (carinho, cuidado, tratamento melhor), o qual sabemos ser saudável e salutar ao relacionamento, com um intuito extremamente inadequado que é o de ter posse e tentar controlar o parceiro ou parceira. E é justamente por investir inadequadamente na relação que você pode desenvolver não só quadros de insegurança, baixa autoestima, ansiedade, como também pode atingir o nível de ciúme patológico.

namorado ciumento psicólogo em salvador

Vale considerar que no relacionamento amoroso é natural sentir ansiedade ao perceber que algo ou alguém pode reduzir o espaço afetivo que ocupamos na vida da pessoa com quem nos relacionamos. Por isso, você deve ter bem trabalhado em si o seu limiar de ansiedade normal e patológica e também a consciência e controle sobre o  ciúme normal  e o ciúme patológico.

Ser ciumento é normal?

É importante destacar que ciúme normal não é sinônimo de ciúme bom. O ciúme normal é aquele em que, estando você diante de uma ameaça real ao relacionamento, um fator real de insegurança ou desconfiança do seu parceiro ou parceira, você consegue ter controle emocional para lidar com a questão e ter atitudes suficientemente adequadas, ponderando os fatos, impressões e posicionando-se de forma segura. Em outras palavras, o ciúme normal é aquele  transitório e se baseia em ameaças e fatos reais e são tratados de forma pontual e não cumulativa, no qual você resolve ou supera a situação e não vai transformar sua vida e a do seu cônjuge em um inferno. O ciúme normal não limita as atividades cotidianas, nem interfere – direta ou indiretamente – na vida de quem sente ou é alvo de ciúme. Uma dica para saber se o ciúme é considerado normal, é perceber se ele tende a desaparecer diante das evidências e constatações de fatos anteriormente nebulosos. Se você não consegue ultrapassar os episódios de ciúmes em sua vida, pode ser que você esteja vivendo um ciúme patológico.

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Em todos os casos você precisa considerar que o ciúme extrapola as fronteiras do normal quando se torna uma preocupação constante e geralmente infundada, associada a comportamentos inaceitáveis ou extravagantes, motivados pela ansiedade de tirar a limpo a infidelidade do parceiro ou da parceira, sendo ela real ou hipotetizada.

No ciúme patológico (ou excessivo), o medo de perder a pessoa amada vem acompanhado de emoções específicas – raiva, medo, tristeza, ansiedade – e pensamentos irracionais. “Será que ele/ela está me traindo?”. Essa por exemplo, é uma pergunta frequente e geralmente reflete um pensamento muito frequente das pessoas ciumentas.

Nesse nível, qualquer comportamento que não seja minimamente esclarecido ou qualquer coisa que o outro faça sem sua participação ou controle, gera um grande tormento que se expande e tende a afetar drasticamente o relacionamento. Nesse contexto, sempre há prejuízos para quem sente, para quem é alvo e para o relacionamento. Essa, entre outras razões, pode demonstrar como o ciúme nunca faz bem ao relacionamento.

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Não raro, os pensamentos irracionais de ciúme se traduzem em comportamentos compulsivos, sustentados pela ilusão de que é possível controlar tudo o que o parceiro faz ou sente, como verificar agendas, registro de ligações no celular, seguir o parceiro, conseguir senha de acesso ao e-mail, checar faturas de cartão de crédito e fazer visitas-surpresa para confirmar suspeitas. Muitas vezes as preocupações são acompanhadas por sintomas físicos, como sudorese, taquicardia, alterações no apetite e insônia.

Uma das características mais comuns da pessoa excessivamente ciumenta é a baixa autoestima.  Isto é, ela não acredita que tem valor e que pode ser traída a qualquer momento. E a tudo isso soma-se ainda fatores como a insegurança, o medo, a instabilidade comportamental e a própria desorganização emocional.

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O ciúme patológico é um traço frequente de outro quadro: o amor patológico, com características semelhantes à dependência química. Ele ocorre quando o comportamento saudável de atenção e cuidado para com o parceiro ou parceira, característico do amor, começa a ocorrer de maneira repetitiva e frequente com intuitos desvirtuados do esperado para uma relação minimamente sadia. A pessoa se ocupa do outro mais do que gostaria e abandona interesses e atividades que antes valorizava, inclusive a si própria. O ciúme patológico e amor patológico compreendem medo intenso da perda, baixa autoestima e insegurança emocional.

Se você convive de forma anormal com o ciúme, procure o quanto antes um tratamento para essa questão e invista em você e no seu relacionamento. Com a Terapia Comportamental você poderá, além de encontrar um espaço terapêutico adequado para lidar com ciúme, tratar de várias comorbidades e transtornos psicológicos relacionados ao ciúme, como é o caso da depressão e da ansiedade.

Geralmente, uma entrevista cuidadosa com o paciente revela dados sobre o comportamento do parceiro que poderiam causar ciúme em qualquer pessoa, como telefonemas secretos, distanciamento afetivo e físico frequentes e a confirmação de traições passadas. Todavia, há que se compreender a raiz dos problemas e dos comportamentos antes de fazer juízo de valor de tais situações e passar a agir como se fossem fatos cientificamente comprovados. Nesse intuito, o processo psicoterápico trabalha a melhora da autoestima e a segurança sobre o relacionamento.

crise de ciúme psicólogo em salvador

Com as intervenções, o paciente percebe que comportamentos como investigar o que o parceiro faz na rede ou vasculhar seus pertences são desnecessários e aprende novas formas de ter confiança no parceiro ou parceira. Talvez um bom início seja tentar encontrar o que mantém o ciúme no seu relacionamento. Como vimos aqui nesse post o ciúme está longe de ser uma prova de amor e nunca propicia benefícios ao relacionamento. Todavia, se ele persiste ao longo do tempo é porque deve ser mantido por algum elemento. Reflita e tenha comportamentos mais adequados para o seu relacionamento.

Ciúmes – O ciúme é uma emoção humana extremamente comum, senão universal, podendo ser difícil a distinção entre ciúme “normal” e “patológico”. Escrevo entre aspas porque mesmo o considerado “normal”, esse tipo de ciúme carrega em si algo também doentio que é a tentativa de posse sobre a pessoa amada e acaba tendo essa conotação de “normal” justamente por ser comum e frequente, diferentemente do entendimento que muitas pessoas fazem, considerando o “normal” como sinônimo de sadio. Ambos têm um aspecto doentio, o dito patológico difere apenas por ser mais grave.

ciúmes terapia de casal em salvador

É importante entendermos que o ciúme refere-se a um conjunto de pensamentos, emoções e ações, desencadeados por alguma ameaça à estabilidade ou qualidade de um relacionamento íntimo valorizado, que pode estar presente em qualquer tipo de relação interpessoal, embora seja mais característico nos relacionamentos amorosos.

As definições de ciúme são muitas, em todas elas têm em comum três elementos:

  1. ter uma reação frente a uma ameaça percebida; 
  2. haver um rival real ou imaginário e;
  3. a reação visa eliminar os riscos da perda do amor. 

Assim, qualquer ação de ciúme que contemple essas três características, sinaliza que, pelo menos um dos membros na relação está tendo comportamentos inadequados na relação, e por isso, precisa de tratamento.

ciumes terapia de casal em salvador

Sentir ciúmes e sentir-se insegura.

Isso porque o ciúme associa-se à insegurança e imaturidade, expressão de desajustamento psicológico e social, algo cada vez mais problemático, indesejável e patológico.

O conceito de ciúme mórbido ou patológico compreende várias emoções e pensamentos irracionais e perturbadores, além de comportamentos inaceitáveis ou bizarros. Normalmente envolve muito medo de perder o parceiro(a) para um(a) rival, desconfiança excessiva e infundada, gerando significativo prejuízo no funcionamento pessoal e interpessoal.

No próximo post da série “ciúmes: do perigo ao tratamento” falaremos um pouco mais sobre a patologia do ciúme e outras comorbidades.

Em toda minha carreira como psicoterapueta, especialmente nas sessões de Terapia de Casal e nos casos onde as dificuldades nas relações amorosas eram o foco da psicoterapia, o ciúme sempre esteve presente. O Ciúme sinalizava perigo iminente às relações. Ele também demanda urgência no tratamento das pessoas que conviviam com esse mal em seus relacionamentos.

Lembro que, em julho de 2010, publiquei aqui no blog um dos meus primeiros posts abordando a questão do ciúme nas relações. Nele lancei uma enquete perguntando aos leitores se eles se consideravam pessoas ciumentas. Desde então, os resultados apontam que cerca de 80% das pessoas que responderam a enquete se consideram ciumentas. Este é um dado equivalente às estatísticas sobre o ciúmes apontadas em estudos científicos que analisaram a população brasileira em estudos transculturais.

Ciúme do perigo ao tratamento psicólogo em salvador terapia de casal

Terapia de Casal para ciúmes

Diariamente ouvimos e entramos em contato com as mais variadas formas de ciúmes e suas consequências. Basta abrir qualquer site de notícia,  sintonizar qualquer rádio ou ligar a tv qualquer programa jornalístico que ouviremos uma infinidade de casos de relacionamentos conturbados, traição, brigas, separação… e claro: mortes. Tudo relacionado ao ciúme. Parece que nunca tivemos tantos homicídios motivados por ciúmes.

A cada dia surge um novos fatos e manchetes trágicas relacionadas ao tema: “mulher joga ácido em suposta amante do marido“, “Jovem mata ex-namorada e amigo a facadas por ciúmes“, “Mulher é decapitada pelo marido por ciúmes“, “Adolescente diz que jogou ácido em mulher por causa de ciúme”, “Adolescente de 14 anos tem 82% do corpo queimado pelo ex-namorado“… São muitos casos noticiados. Mas acredite, a maior parte não chega ao conhecimento público, pois é vivido em silêncio.

Embora algumas pessoas considere o ciúme como um sentimento positivo, parece estar claro que ele sempre trás prejuízos ao relacionamento. É notório que ele oferece perigo e risco de morte aos que convivem com esse vil sentimento.

Ao que parece as pessoas sabem muito pouco sobre o ciúme e muito por isso têm enormes dificuldades de identificá-lo, lidar com as situações inerentes a ele e, principalmente, precaver e evitar situações de risco.

Penso que as pessoas precisam se informar mais sobre o tema e – urgentemente – buscar tratamento especializado para o ciúme. Independente da pessoa ser a ciumenta ou a vítima do ciúme, quanto antes obtiver informações e meios mais adequados de lidar com os problemas, melhores serão as chances de sucesso.

Ciúme do perigo ao tratamento psicólogo em salvador terapia de casal elidio

Tratamento para ciúme

Nesse intuito, trago para os leitores do blog uma série de posts sobre o tema. Na série “Ciúme: do perigo ao tratamento“, quero apresentar causas, sinais, sintomas, como identificar e lidar com a pessoa ciumenta. Você verá casos, análises, problemas e possibilidades de tratamento.

Acompanhe, comente, compartilhe e participe mandando dúvidas e sugestões! Talvez assim, juntos, podemos diminuir as estatísticas que são cada dia mais assustadoras.

Ciúmes na relação: causa e consequências. Hoje, o psicólogo Elídio Almeida gravou entrevista para os telejornais da Record Bahia e falou sobre as causas e consequências do ciúme na relação.

Elídio destacou que “o ciúme é um comportamento inadequado e sempre traz prejuízos à relação e passa a ser doentio quando prejudica e interfere na vida das pessoas envolvidas”.

Em questões de ciúme, a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza frequentemente se torna vaga e imprecisa. No ciúme, as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas ou francamente delirantes. Depois das idéias de ciúme, a pessoa é compelida à verificação compulsória de suas dúvidas.

Ciúmes na relação Elidio Almeida Psicólogo em salvador terapeuta de casal

Ciúmes na relação é sinônimo de insegurança

O(a) ciumento(a) verifica se a pessoa está onde e com quem disse que estaria, abre correspondências, ouve telefonemas, examina bolsos, bolsas, carteiras, recibos, roupas íntimas, segue o companheiro(a), contrata detetives particulares, etc. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida.

Isso pode ilustrar, para muitas pessoas, em especial os(as) ciumentos(as), quais são as reais consequências do ciúme. O bem-estar da pessoa que é alvo do ciúmes não é considerado em momento algum e é claro que, ao perceber isso, a pessoa que sofre com ciúmes da outra não só diminui o gostar, como – inevitavelmente – perderá o interesse em manter essa relação.

Elídio Almeida foi entrevistado pelo repórter Paulo Lawinscky e a matéria completa vai ao ar hoje, 10/01/2014, nos telejornais do meio dia, na TV Itapoan, confira!

Ciúme possessivo – Essa semana duas personagens que são verdadeiros fenômenos na internet e nas redes sociais, as queridíssimas @IrmãZuleide e @GinaIndelicada, publicaram em seus perfis algo que parece refletir uma parcela significativa dos relacionamentos amorosos que muitas pessoas vivenciam hoje em dia!

Em ambas as publicações ficam evidente as características da possessividade, desconfiança e ciúmes existentes nas relações. Embora o conteúdo tenha sido divulgado por personagens fictícias da internet, esse comportamento é bastante real – presente em muitos relacionamentos – e pode refletir tanto os aspectos da insegurança, baixa-autoestima, como também o desequilíbrio emocional, o ciúme possessivo e doentio.

ciúme possessivo terapia de casal em salvador

De qualquer forma, parece que as pessoas que se comportam dessa maneira não enxergam o quão esses comportamentos são indesejados numa relação. Parece que elas não conseguem dimensionar o impacto de suas ações e ignoram completamente a condição da outra pessoa.

Percebam: o namorado (ou marido) em vias de perder um dos membros e a mulher está mais preocupada em quem acompanhou ele até o hospital!

Isso pode ilustrar para muitas pessoas, em especial os(as) ciumentos(as), quais são as reais consequências do ciúme. O bem-estar da pessoa que é alvo do ciúmes não é considerado em momento algum e é claro que, ao perceber isso, a pessoa que sobre com o ciúmes da outra não só diminui o gostar, como – inevitavelmente – perderá o interesse em manter essa relação.

Incrível como, muitas vezes, o(a) ciumento(a) faz tudo isso em nome do gostar, do amor, mas não enxerga como esse amor não é saudável.

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A pessoa ciumenta, na maioria das vezes, está tão preocupada em vigiar e controlar a vida do seu(a) parceiro(a) que não percebe o quanto machuca e que, embora tenham excelentes argumentações teóricas, na prática, destrói tudo que diz sentir, pois os comportamentos são antagônicos. Por exemplo, o namorado que se diz ciumento porque ama e em nome desse amor, prende, limita e monitora exacerbadamente sua companheira.

O que causa o ciúme possessivo?

Muitas pessoas me perguntam qual é a causa do ciúme possessivo e de todos esses comportamentos que prejudicam a relação.

A causa desses comportamentos é sempre multifatorial, ou seja, cada caso deve ser analisado separadamente. Há casos em que a pessoa veio de um relacionamento em que foi traída e tende a achar que seu(a) parceiro(a) atual faria a mesma coisa.

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Também tem os casos em que na relação atual já possui um histórico de traição ou comportamentos suspeitos, além dos casos em que a pessoa trai tanto e tende a achar que a outra faz a mesma coisa que ele ou, ainda, o fato da pessoa ter transtornos mentais característicos do comportamento persecutório ou sempre estar em estado de desconfiança, associado aos fatores de baixa autoestima e insegurança, dentre outros.

É importante destacar que em todos esses casos, a causa principal do ciúme é a insegurança e, a partir dela, cria-se uma série de causas e efeitos danosos ao relacionamento.

Ciúme possessivo e a falta de liberdade.

O fato é que em qualquer relação ninguém gosta de ter sua liberdade tolhida, ou de viver naquela sensação constante de estar sendo vigiado e muito menos se sentir sufocado na relação.

Talvez o próprio ciumento saiba disso, mas mesmo assim insiste em perseguir, controlar e sufocar cada vez mais. O que ele não percebe é que quanto mais esse comportamento é repetido, mais a outra pessoa perderá o interesse na relação e passará a gostar cada vez menos, ao ponto da relação tender ao fim.

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Solução para o ciúme possessivo.

Felizmente muitos casais não desistem nos primeiros obstáculos e, antes mesmo de partir para o fim da relação, optam por analisar a situação com o auxílio da terapia de casal.

Incrível como, mesmo divididos entre o gostar e o mal-estar nesse estágio da relação, muitos casais compreendem os comportamentos inadequados que estão prejudicando a relação, desenvolvem novos meios de comunicação e controle das emoções e sentimentos, passam a ganhar mais propriedade e segurança em suas ações e muitas vezes o resultado é satisfatório para todos.

Isso porque, dado o envolvimento de cada pessoa na relação, (cada um com sua mágoa) surge a dificuldade de analisar cada situação, por esse motivo, a intervenção profissional tem ajudado muitos casais a superar tudo isso. Por isso, se vc está sofrendo em função do ciúme possessivo, procure ajuda agora mesmo.

No dia 10 de junho, o telejornal Bahia no Ar, programa da Rede Record – TV Itapoan, levou ao ar uma reportagem especial falando sobre o Dia dos Namorados.

Na ocasião, o psicólogo Elídio Almeida, foi entrevistado pelo repórter Gabriel Pinheiro e pela apresentadora Adriana Quadros. Elídio procurou dar um destaque especial ao ciúme – sua função, o que o mantém e como controlá-lo na relação. O ciúme é sempre um tema recorrente nas terapia de casais. O Dia dos Namorados mostrou-se oportuno para alertar os namorados para os perigos do ciúme no relacionamento.

O ciúme é o tempero do relacionamento?

Os apresentadores e alguns telespectadores perguntaram sobre a lenda de que o ciúme é o tempero do relacionamento. Elídio falou sobre esse mito, esclarecendo que, mesmo quando ele é visto como positivo, seu efeito em médio ou longo prazo pode ser sempre negativo, inclusive nas situações em que destaca a presença do(a) parceiro(a) na relação. Essa postura tende a favorecer os comportamentos de desconfiança, insegurança e instabilidade na relação.

O diálogo da psicologia com a população geral, através da televisão, é sempre interessante para discutir comportamentos como o ciúme, numa ocasião em que os relacionamentos estão em destaque, como é o caso do Dia dos Namorados. Vamos lembrar que ciúmes sempre trazem efeitos ruins para o casal. Por isso, vamos ficar atentos para driblar este vilão e construir relações mais saudáveis.

entrevista dia dos namorados Elidio Almeida Psicólogo em salvador terapeuta de casal

O ciúme se traduz em padrões comportamentais, como as buscas frenéticas de confirmações, questionamentos constantes, proibições, brigas, choros, chegando a ações agressivas e violentas, gerando dor, raiva, tristeza, medo e baixa autoestima; além de ocasionar reações físicas como taquicardia, falta de ar, excesso de salivação ou boca seca e aperto no peito. A manifestação de ciúme mais comum é dentro de um relacionamento afetivo-amoroso, seja entre namorados ou casados. Podemos observar o ciúme também entre irmãos, ciúme dos pais, professores, colegas de trabalho, amigos e até de objetos. Existem várias definições de ciúme, mas todas têm comum 3 elementos:

1) Ser uma reação a uma ameaça percebida;

2) Existência de um rival real ou imaginário;

3) A reação visa eliminar os riscos da perda do objeto amado.

Feliz Dia dos Namorados para todos!

Semana passada, um leitor do Blog escreveu pedindo que eu falasse sobre o ciúme, à luz do Behaviorismo Radical. O ciúme é um comportamento humano comum e universal. Ou seja, de forma geral, podemos dizer que nenhuma pessoa pode afirmar, em sã consciência, que nunca teve ciúme. Naturalmente, nos apegamos às pessoas ou objetos. Muitas vezes, acabamos estabelecendo uma condição de posse ou de propriedade sobre essas pessoas ou objetos; e aí se instala o ciúme. Nesses casos, o ciúme pode ser entendido como um conjunto de emoções. Entre eles está o sentimento que tem a função de explicitar a ameaça à estabilidade e/ou qualidade de um relacionamento. Em alguns casos, o ciúme pode representar uma linha ténue na distinção entre o normal e o patológico.

O que é o ciúme?

O ciúme se traduz em padrões comportamentais bem característicos. São exemplos desses comportarmos:

  • buscas frenéticas de confirmações
  • questionamentos constantes
  • proibições, brigas e choros, choros causados por situações reais ou fantasiosas
  • chegando a ações agressivas e violentas
  • como os casos que gera dor, raiva, tristeza, medo e baixa autoestima
  • além de ocasionar reações físicas como taquicardia, falta de ar, excesso de salivação ou boca seca e aperto no peito.

A manifestação de ciúme mais comum é dentro de um relacionamento afetivo-amoroso. Isso ocorre tanto entre os namorados ou casais. Porém, podemos observar o ciúme também entre irmãos, ciúme dos pais, professores, colegas de trabalho, amigos e até de objetos. Ou seja, existem várias definições de ciúme, as mais comuns apresentam 3 elementos:

1) Ser uma reação a uma ameaça percebida;

2) Existência de um rival real ou imaginário;

3) A reação visa eliminar os riscos da perda do objeto amado.

É importante saber:

Uma dica importante para enfrentar o ciúme é entender a função que este tem no relacionamento. Descobrir o que o mantém, além de dialogar para encontrar soluções. Por certo é importante não reforçar este comportamento. Sem perceber (ou por não saber o que fazer), muitas vezes, a pessoa acaba reforçando o comportamento “ciumento” ao. Por exemplo, dizer frases como: “você fica linda ciumenta”. Em médio prazo, a pessoa ciumenta pode fazer uma ligação entre seu comportamento ciumento e os reforçadores que obtém. Entretanto, consciente ou inconscientemente a pessoa pode provocar situações de ciúmes. Com isso, sua intenção pode ser obter atenção do seu par. Assim, as chances do ciúme ser mantido é muito maior.

Mesmo sendo considerado por muitos como normal, o ciúme é um comportamento negativo em qualquer relacionamento. Vejamos! Isso porque provoca desconfiança, insegurança e instabilidade. Por isso, muitos falam que existe o ciúme normal e patológico. Dessa forma, as pessoas precisam compreender o seguinte pontos fundamentais que os caracterizam. O ciúme dito normal seria transitório, específico e baseado em fatos reais. Ademais, o ciúme patológico seria uma preocupação infundada, constante e absurda; típicas de casos mal resolvidos no presente ou passado da pessoa.

Assim, quem sente ciúme patológico tem a compulsão de verificar constantemente as suas dúvidas, a ponto de se dedicar exclusivamente a invadir a privacidade e tolher a liberdade do parceiro. Muitas vezes, essas dúvidas são provenientes de fantasias ou má interpretação dos sinais e comportamentos, podendo não ser confirmadas. Nesses casos, é recomendada uma psicoterapia para que sejam trabalhadas técnicas de confiança em si mesmo, assertividade, autoestima, podendo, em certos casos, ser recomendada terapia de casal.

E se o ciúme virar briga, o que fazer?

Antes de tudo precisamos compreender que a resposta é delicada. Ao ceder ao ciúme, certamente você estará aumentando a frequência das perguntas, proibições, brigas e perseguições. Se não atender, corre o risco de ter que enfrentar uma briga ainda maior ou mesmo o fim do relacionamento. Antes de tudo, precisamos pensar – mais uma vez – em qual é a função do comportamento ciumento.

Talvez, antes de virar briga, o procedimento mais assertivo seria expor ao parceiro os motivos de descontentamento, seja do ponto de vista do ciumento ou do ponto de vista do parceiro. Assim sendo, é importante conversar francamente sobre o tema e juntos chegar a um acordo sobre as situações que despertam ciúmes e suas consequências deste para o relacionamento. Nesse sentido, é importante a ajuda de um psicólogo para intermediar e contribuir na discussão; e nos casos de agressão, é necessário tomar as medidas legais adequadas.

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18/07/2010
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