Arquivos Ato falho - Elídio Almeida

Ato falho

Sabe quando você diz algo que não devia ter dito? Ou, desatento, faz algo e depois descobre que aquele aparente engano parece querer dizer algo? Pois é, quando isso ocorre, dizemos que a pessoa teve um ATO FALHO.

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Imagine a seguinte situação: José está num ponto de ônibus, aguardando ansiosamente o transporte, pois já está super atrasado para a faculdade. De repente, outro ônibus para no ponto e neste está um rapaz que José considera arrogante e falso. O rapaz avista José e acena dando um tchauzinho. José pensa: “que cara-de-pau!” e resolve acenar também, só que ao invés do gesto planejado, aponta para o rapaz o dedo com um gesto obsceno.

Situação embaraçosa, não é verdade? E a menina que depois de um beijo hiper apaixonado, abraça o namorado e diz: “Eu te amo, Rafael”, quando na verdade o nome dele é Lucas?! Estes são exemplos de ato falho.

Claro que todos nós cometemos falhas. Porém, em determinadas condições como stress emocional, dúvida, medo e cansaço, estas falhas parecem ocorrer com mais frequência, além de possuir uma função ou significado que diz algo muito importante para o contexto e para a análise do comportamento. Esses deslizes são chamados de atos falhos.

Desconstruindo o ato falho

Para compreender melhor um ato falho na análise e terapia comportamental, vamos fazer o seguinte exercício: pense primeiro em um malabarista.

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Veja que ele está manipulando vários objetos ao mesmo tempo. Agora se esses objetos forem mais pesados ou de formas diferentes, ou ainda, se tiver alguém distraindo o malabarista, se ele estiver cansado ou não dormiu bem na noite anterior, certamente a chance dele cometer uma falha será muito maior.

O ato falho ocorre por motivo parecido com a falha do malabarista: sobrecarga.

Dizemos que a pessoa está sob controle de vários estímulos: “acho aquele cara chato e arrogante, mas ele pensa que é meu amigo e tenho que cumprimentar para não pegar mal”; “Namoro o Lucas, mas amo mesmo é o Rafael”. De repente, essas informações saem do controle e uma delas acaba escapando.

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Cometer um ato falho seria, portanto, um problema relacionado a controle de estímulos associados ao pensamento ou a comportamentos internos que muitas vezes tentamos disfarçar ou esconder para evitarmos más interpretações ou julgamentos.

Por exemplo, quando estamos nervosos, ou “com muita coisa na cabeça”, estamos na verdade tentando controlar diversos comportamentos internos (como pensamentos, raciocínios, imaginação, etc). Eventualmente uma falha desse desafiante controle pode ocorrer e a resposta inadequada pode ser emitida.

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Deste modo, o ato falho é um indicativo de que estamos tentando controlar (sem sucesso) comportamentos conflitantes, cujas respostas associadas concorrem pela emissão. É um comportamento que, conforme os exemplos acima, traz muitas informações adicionais à análise e nos ajuda a compreender melhor o contexto e as situações.

19/12/2010
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O que é um Ato Falho?

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