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Assertividade

As relações humanas são sempre complexas. Isso é ainda mais potencializado quando falamos de relação entre vizinhos. Em todos os contextos, devemos ter em conta que cada pessoa é diferente uma da outra. Equilibrar a convivência entre elas não é nada fácil.

Gostos, atitudes e interesses particulares revelam que administrar qualquer relação será sempre algo desafiador. Porém, nada se compara com as dificuldades encontradas nos relacionamentos entre vizinhos.

Nestas relações, os direitos e deveres são comuns a todos os membros. Porém, frequentemente os limites são desrespeitados nesse necessário convívio social. Isso causa enormes problemas, muitas vezes difíceis de serem solucionados.

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Toda relação tem conflito?

Sim. As relações profissionais, sociais e de amizade, todas passam por conflitos. Até mesmo as relações familiares, que são caracterizadas por conexões de maior grau (sangüíneas ou afetivas), possuem embates. Nestas relações os papéis são claros e, em sua maioria se distinguem.

No entanto, as relações entre vizinhos destoa desse padrão. Nelas, os direitos e deveres – em tese – são os mesmos para ambos. Porém, cada um defende o que é melhor para si. Ou seja, além de diferentes, somos também egoístas. Esse é o princípio do caos em todas as relações que demandam convívio coletivo, como é o caso dos vizinhos.

Quanto temos um vínculo com outra pessoa, qual seja: profissional, social, ou familiar; torna-se mais fácil administrar qualquer conflito. Por exemplo, para resolver algumas questões com um parente, um amigo ou colega de trabalho, nos valemos do vínculo que nos une para tentar encontrar uma solução.

Partimos sempre do pressuposto que queremos ou temos que manter aquela relação. Todavia, esse não é o pensamento relacionado aos problemas com os vizinhos. “Não temos vínculo algum com aquela pessoa”, pensamos. Não há nada ou quase nada a ponderar.

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Relação entre vizinhos costumam ser complicadas. Entenda o motivo.

Na maioria das vezes, os necessários “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” geralmente só são ultrapassados quando há alguma queixa ou reclamação a ser feita. Quando a relação entre vizinhos segue esse padrão, podemos afirmar que ela começou muito mal. Por isso muitas pessoas gostariam de saber qual é a melhor forma de iniciar uma boa relação com um vizinho? A resposta é simples: Preferencialmente antes do conflito.

Imagine a seguinte situação: Você teve uma semana super cansativa. Na sexta-feira à noite você planeja chegar em casa, comer algo bem leve e dormir cedo. No entanto, seu vizinho resolve dar uma festa exatamente naquele dia. Duas horas da madrugada, você ainda não conseguiu dormir e resolve ir até lá pedir para que ao menos diminuam o barulho.

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Acrescente a isso o fato de que essa será a primeira vez em que vocês vão trocar mais que duas palavras. Complexo, não é verdade? Certamente você já consegue visualizar como a cena acabaria. Pois é, nada otimista!

Agora pense na mesma situação, alterando o fato desta não ser a primeira vez que vocês se falaram. Vocês nem precisam ser grandes amigos. Porém possuem afeto e respeito um pelo outro. Provavelmente você teria uma noite péssima da mesma forma, mas administraria e procuraria resolver a situação de outra maneira. Possuir um vínculo com a outra pessoa, faz toda diferença na hora que precisamos ter controle emocional para resolver problemas.

Como devem ser resolvidos conflitos entre vizinhos, segundo a psicologia?

Na psicologia comportamental temos um princípio norteador para qualquer relacionamento, a assertividade. Essa premissa sempre nos ajuda a resolver conflitos e melhorar a relação entre as pessoas.

A assertividade é um comportamento que nos leva a expressar de forma adequada nossos sentimentos e emoções. Através dela, conseguimos contextualizar os fatos, informar ao nosso interlocutor como nos sentimos ou que emoções vivenciamos em determinado episódio.

Também, conseguimos pedir mudanças de atitudes, propomos combinados, fechamos acordos para que tais eventos não voltem a ocorrer novamente. Tudo isso de maneira que conseguimos fazer a outra pessoa nos compreender sem que ela se sinta ofendida. Tudo parte da ideia que o relacionamento deve ser sempre privilegiado.

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Por que é importante manter boas relação entre vizinhos?

Viver em sociedade é uma condição humana. Em todos os ambientes estaremos convivendo com outras pessoas, independente do vínculo que caracteriza aquela relação. Essa é uma regra universal. Por isso devemos procurar sempre que possível construir  a melhor relação com nossos vizinhos. Porém isso não é uma tarefa fácil. Somos diferentes.

Conviver com as diferenças é algo que sempre desafiou a humanidade. Em tempos tão egocêntricos como os atuais esse desafio tornou-se ainda mais complexo e necessário. Nenhuma pessoa é obrigada a concordar com as diferenças alheias. Entretanto, respeito é uma virtude que faz qualquer relação ter um convívio equilibrado e pacífico. Isso vale também para os vizinhos.

Veja um bate-papo que o psicólogo Elídio Almeida teve com a jornalista Suzane Ferreira, para o portal Uol Jovem. Elídio que é psicólogo e Terapeuta de Casal em Salvador, falou sobre assertividade e bullying.

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Qual é a importância da assertividade em crianças e jovens?

Cada pessoa tem o direito de expressar seus sentimentos, emoções e preferências, de forma a sentir-se bem por fazer isso e sem ferir outras pessoas neste processo. O comportamento que torna a pessoa capaz de expressar sentimentos sinceros, sem ansiedade indevida ou timidez, exercitando seus próprios direitos; reconhecendo e respeitando os diretos das demais pessoas, é denominado de comportamento assertivo. Comportar-se assertivamente é, sem dúvida, um dos grandes desafios do mundo contemporâneo e está presente em todos os ambientes, grupos e relações.

Por isso, o quanto antes as pessoas adquirirem habilidades assertivas, maior sua probabilidade em ter sucesso nas relações interpessoais; seja na vida pessoal ou profissional.

Se considerarmos que é a partir da infância que apendemos a construir nosso repertório, preferências, identidades e, principalmente, a conviver com pessoas que também estão passando pelo mesmo processo, veremos que, desde a infância, estamos envolvidos em situações em que precisamos firmar nossas escolhas e lidar com as diferenças e escolhas alheias.

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Essa situação torna-se ainda mais complexa para crianças e jovens que estão inseridos em grupos nos quais a expressão desses sentimentos e emoções carrega uma certa competitividade, como é o caso da escola. Daí a importância da assertividade, pois,  em uma situação na qual qualquer diferença entre os alunos venha a ser pontuada, eles poderão exercitar a expressão do comportamento assertivo, em detrimento dos comportamentos agressivos, comumente praticados entre crianças e adolescente nos ambientes escolares.

Como diferenciar para a criança a assertividade da agressividade?

Todo comportamento possui uma intenção ou objetivo, ainda que inconscientemente. Se observarmos atentamente, veremos que as crianças também percebem e sabem disso, pois é um comportamento que se repete com bastante frequência e, muitas vezes, os adultos fornecem o modelo para isso.

Assim, os comportamentos agressivos e assertivos são diferenciados de acordo com o propósito a que se destinam. Por exemplo, uma pessoa pode se dirigir a outra dizendo: “Pois não, querida!”. Observe que este “querida” pode ser entendido de duas formas: irônica (agressiva) ou acolhedora (se for assertiva). Por isso, considero que a melhor forma de diferenciar estes comportamentos seja desenvolvendo e conscientizando as crianças a identificar as funções comportamentais (mostrando todas as possibilidades possíveis), não se limitando auma análise superficial dessas ações e expressões.

Dessa forma, as crianças poderão adquirir a habilidade de identificar a intenção ou o objetivo do comportamento dirigido a elas e escolher a resposta mais adequada, preferencialmente uma resposta assertiva.

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Como desenvolver a assertividade na escola? E no ambiente familiar?

Há uma infinidade de recursos para isso. Basta que os educadores utilizem a criatividade e a imaginação para desenvolver ações que habilitem as crianças e adolescentes a identificar as funções dos comportamentos e, a partir daí, escolham a resposta mais adequada a ser empregada na ação.

Gosto muito do modelo em que o diálogo entre os envolvidos privilegia a contextualização da questão e a expressão da emoção por uma das partes, possibilitando que haja oportunidade para que a outra parte também contextualize a ação e expresse sua emoção; para que tentem compreender e se posicionar adequadamente e com mais propriedade na situação. Por exemplo:

– Hoje, quando lhe chamei e você respondeu “pois não, querida!”, tive a impressão que você foi irônica comigo. Foi isso mesmo?

– Não. Na verdade eu estava chateada com algo que aconteceu comigo a caminho da escola, não teve nada a ver contigo. Não tive essa intenção, desculpe se pareceu um tratamento irônico.

– Ufa! Já estava prestes a achar que tinha magoado você em algum momento.

Observe que nesse pequeno diálogo o sentimento foi expressado, ajudando a contextualizar a percepção e os fatos.

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Claro que esse estágio de assertividade nos diálogos pode ser construído e mantido em relações bem anteriores a chegada da criança à escola. Na família, por exemplo, os pais devem ficar atentos para dosar e valorizar as primeiras expressões emocionais dos filhos.

Em muitos casos as crianças são punidas por terem falado o que pensavam ou sentiam. Ainda que essas expressões sejam inadequadas elas devem ser instruídas quanto as consequências destes comportamentos para que as crianças possam optar em não repetir novamente. Quando são somente punidas, elas podem aprender que falar o que pensa/sente é errado e isso pode abrir brecha para muitas dificuldades no convívio com outras pessoas e nas relações interpessoais. Em outras palavras, a assertividade é uma habilidade adquirida, principalmente, em função das próprias experiências acumuladas ao longo da vida.

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Que tipo de exercícios sociais podem ser feitos para desenvolver esta habilidade?

Primeiramente devemos compreender os princípios básicos da asserção para diferenciar os comportamentos assertivos dos agressivos, através do objetivo em que a ação foi empregada. A partir daí, é somente procurar expressar de forma fidedigna a emoção ou sentimento, tendo o cuidado constante de não ferir a pessoa para a qual o comportamento é dirigido. Ajuda bastante quando:

  • conseguimos olhar diretamente nos olhos da pessoa com quem estamos falando;
  • ter uma postura corporal confortável e segura;
  • emitir gestos amistosos ;
  • ter uma expressão facial coerente;
  • usar um tom de voz apropriado;
  • escolher a ocasião adequada
  • fazer um planejamento do conteúdo a ser abordado pode contribuir para o sucesso da ação;
  • praticar estes passos constantemente;
  • refletir sobre as consequências da ação implementada para facilitar o sucesso da assertividade.

No consultório e na orientação dos jovens no processo de desenvolvimento de habilidades assertivas, tenho tido resultados bastante significativos, propiciando a aproximação destes com instrumentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, Estatuto da Criança e do Adolescente, Código de Defesa do Consumidor e Estatutos e Regimentos de escolas e outras entidades. Com isso, eles sentem se mais conhecedores dos seus direitos e deveres, tornam-se mais confiantes e empoderados para o exercício da sua cidadania; expressando melhor seus sentimentos e emoções.

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Como a assertividade pode auxiliar a criança a combater o bullying?

O bullying se instala por meio de uma condição que chamamos de comportamento inassertivo (ou passivo). O comportamento inassertivo é aquele em que a pessoa não consegue expressar seus sentimentos e emoções, sente-se inferior, incapaz, fraca, tem extrema dificuldade em dizer “não”, vive cheia de inibições, cedendo à vontade alheia, tem autoestima baixa, guarda seus desejos dentro de si, tende a pensar na resposta adequada somente depois que a oportunidade passou. Também, normalmente, se autodeprecia, preferindo calar-se, retirar-se ou isentar-se a ter que se posicionar diante das demais pessoas.

Observe que essas características são completamente antagônicas à assertividade e à agressividade. Ou seja, quando a pessoa não consegue se defender, ela mesma pode abrir o precedente para que outras pessoas abusem dela ou desrespeitem seus direitos. E é justamente nesse ponto que alguém com a intenção de agredir, humilhar ou diminuir outra pessoa encontra terreno para imprimir os comportamentos agressivos. Dessa forma, a criança ou adolescente que tem um histórico de prática da assertividade em sua vida pode passar por esse tipo de exposição com menos sofrimento, pois ela consegue fazer valer seus direitos, inclusive recorrendo a ajuda de terceiros, quando for o caso. Tudo isso sem enfrentar os medos e ansiedades indevidas comuns a este tipo de situação.

E no caso da criança já sofrer ou ter sofrido bullying, como agir para que isso não se repita?

A criança ou adolescente que sofreu ou sofre com o bullying deve aprender que tem direitos e dentre eles, que deve ser ouvida, respeitada e amparada em suas necessidades. Talvez o mais importante a ser feito para que males como o bullying não se repitam ou se propaguem é formar cada vez mais cidadãos e profissionais habilitados e comprometidos a identificar as mais sutis manifestações desse comportamento altamente danoso ao bem estar da nossa sociedade e à formação, desenvolvimento e convivência das pessoas.

Assim, poderíamos agir preventivamente e evitar o sofrimento que impera em muitos ambientes. Uma dica que costumo passar é que sempre devemos ter em vista que as pessoas são diferentes, independente se for criança, adolescente, adulto, aluno, professor, juiz, médico… reconhecer a outra pessoas como diferente, exercitar a empatia e nos colocar sempre no lugar da outra pessoa, significa que não iremos impor à ela e a suas ações, causando-lhe sofrimento. Isso pode nos propiciar melhores condições não só para compreendê-la, mas também para ajudá-la.

Matéria sobre bullying e comportamento assertivo como psicólogo Elídio Almeida. A edição de maio/2013 da Revista Gestão Educacional trouxe para seus leitores mais uma matéria da série “projeto anti bullying”. O projeto traz, em cada edição da revista, uma matéria com dicas e informações sobre o combate ao bullying nas escolas. Nesta edição, os psicólogos Elídio Almeida e Rosimeire Oliveira falaram sobre a importância do comportamento assertivo no combate ao bullying e deram dicas importantes para os leitores.

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Cada pessoa tem o direito de expressar seus sentimentos, emoções e preferências, de forma a sentir-se bem por fazer isso e sem ferir outras pessoas neste processo. O comportamento que torna a pessoa capaz de expressar sentimentos sinceros, sem ansiedade indevida ou timidez, exercitando seus próprios direitos; reconhecendo e respeitando os direitos das demais pessoas, é denominado de comportamento assertivo.

Comportar-se assertivamente é, sem dúvida, um dos grandes desafios do mundo contemporâneo e está presente em todos os ambientes, grupos e relações.

Por isso, o quanto antes as pessoas adquirirem habilidades assertivas, maior sua probabilidade em ter sucesso nas relações interpessoais; seja na vida pessoal ou profissional.

Se considerarmos que é a partir da infância que aprendemos a construir nosso repertório, preferências, identidades e, principalmente, a conviver com pessoas que também estão passando pelo mesmo processo, veremos que, desde a infância, estamos envolvidos em situações em que precisamos firmar nossas escolhas e lidar com as diferenças e escolhas alheias.

Bullying e assertividade

Essa situação torna-se ainda mais complexa para crianças e jovens que estão inseridos em grupos nos quais a expressão desses sentimentos e emoções carrega uma certa competitividade, como é o caso da escola. Daí a importância da assertividade, pois, em uma situação na qual qualquer diferença entre os alunos venha a ser pontuada, eles poderão exercitar a expressão do comportamento assertivo, em detrimento dos comportamentos agressivos, comumente praticados entre crianças e adolescente nos ambientes escolares.

A revista Gestão Educacional é uma publicação da Humana Editorial, voltada para professores e profissionais da educação.

Confira a matéria aqui.

Continuando a série sobre diferentes tipos de comportamentos, hoje destacaremos o comportamento ASSERTIVO.

Nos posts anteriores vimos que o comportamento AGRESSIVO ignora os direitos do outro, tentando rebaixá-lo ou humilhá-lo. Sua principal consequência é o mal-estar que acaba atingindo a todos os envolvidos. Vimos, também, que o comportamento INASSERTIVO  se caracteriza pela extrema inibição e timidez que tende a provocar a perda da autonomia da pessoa, colocando-a numa posição submissa.

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Se considerarmos que a agressividade é prejudicial a todos os envolvidos e que a inassertividade traz prejuízos às pessoas que não conseguem se expressar, devemos então encontrar uma maneira de se comportar na qual todos os envolvidos tenham os mesmos privilégios, direitos e, principalmente,  “saiam ganhando”.

Essa é a premissa do COMPORTAMENTO ASSERTIVO, um tipo de comportamento que privilegia o direito que todo indivíduo possui de se expressar, sentindo-se bem (sem culpas, remorsos ou arrependimentos), sendo capaz de agir em função de seus próprios interesses, afirmando suas opiniões sem ansiedades indevidas, constrangimentos e sem negar os direitos alheios.

Comportamento Assertivo

Muita gente, no dia a dia, confunde o comportamento assertivo com o inassertivo, pois tendem a achar que, para ser assertivo, seja necessário concordar totalmente com as  outras pessoas. Na verdade a assertividade perpassa mais pelo caminho do diálogo racional e franco na exposição de opiniões e pensamentos, e de negociações necessárias, para que todos convivam da melhor forma possível, independente das opiniões radicalmente opostas. Por exemplo, uma pessoa que torce pelo Bahia pode conviver de forma respeitosa com um torcedor do Vitória, usando o comportamento assertivo. Em um tempo em que tanto se fala sobre conviver com as diferenças, nada melhor do que ser assertivo.

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Para entendermos melhor o que vem a ser o comportamento assertivo, que tal analisarmos na prática a diferença entre ele e outros comportamentos?

Imagine o seguinte caso: Paulo é um jovem universitário. Na noite em que comemorava a aquisição do seu carro novo, com os colegas da faculdade, em um barzinho, um deles lhe pede o carro emprestado para apanhar algo em um local distante. Diante desta situação Paulo poderá comportar-se das três formas que tratamos anteriormente:

Resposta agressiva

Paulo demonstra indignação pelo pedido do colega. Diz-lhe “absolutamente não” e começa a censurá-lo severamente por atrever-se a fazer um pedido “tão cretino”. Ele humilha o companheiro e faz um papel ridículo. Mais tarde se sente incomodado e com sentimento de culpa. Já o colega se sente ferido e estes sentimentos manifestam-se posteriormente, tornando a relação entre ambos tensa.

Resposta inassertiva

Ele “engole em seco” seu medo do colega danificar o carro e, por não conseguir dizer não, mesmo tendo muita estima e zelo pelo veículo, fala: “Claro, aqui está a chave”. Com isso ele não se sente no domínio da situação e isso estimula o companheiro a fazer mais pedidos dessa categoria futuramente. Paulo fica muito preocupado e ansioso até o colega voltar, desejando que tudo ocorra bem.

E se ele fosse assertivo, como seria?

Ele contextualizaria, falando do significado do veículo e, gentil, mas firmemente, diria que aquele pedido não poderia ser atendido, pois o carro era novo, com poucas horas de uso, muito especial e que ele ainda não sabia da habilidade do colega ao volante, por isso não emprestaria naquele momento. Mais tarde ele se sente bem por ter sido sincero consigo mesmo. O colega, reconhecendo a validade da resposta de Paulo, passa a lhe admirar, sendo mais honesto e franco com ele.

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Nos exemplos acima podemos identificar qual das respostas foi a mais adequada à situação.

Então a assertividade, enquanto conduta a ser adotada na prática traz exigências mais profundas, uma vez que uma atitude assertiva pede a construção de um reportório comportamental bem desenvolvido para sustentar tais posições.

Para ser assertivo é preciso saber o que se quer, conhecer seus direitos e deveres, conhecer seus potenciais e limites, saber expressar-se com transparência, lógica e com boa argumentação. Mas é também necessário ser flexível, saber ouvir o que o outro tem a dizer (com a devida atenção e respeitando seu ritmo) e, sobretudo, ser empático, colocando-se no lugar do outro e procurando entender o contexto. Pensando, principalmente, nas consequências dos comportamentos a curto, médio e longo prazo.

Sei que dito assim parece ser fácil, mas muitas pessoas precisam de suporte profissional para chegar a este estágio de assertividade.

psicólogo comenta comportamento de torcedores do bahia e do vitória

Dia desses vi essa foto na internet e classifiquei a postura destes torcedores do Bahia e do Vitória como sendo significativamente assertiva. Lógico que sei que eles não representam o padrão comportamental de ambas as torcidas, mas esta imagem pode ilustrar bem o que estou tentando demonstrar neste post. Vejam que os torcedores demonstram superar as diferenças e rivalidades dos times e conviver em harmonia (aprece são casados). Muito legal!

Comportamento Assertivo

Há muitas vantagens quando nos comportamos de forma assertiva. Algumas pesquisas demonstraram que a utilização de respostas assertivas inibe ou enfraquece a ansiedade previamente experimentada em relações interpessoais nas quais já estiveram presentes comportamentos inassertivos ou agressivos.

Uma boa dica para avaliar as vantagens do comportamento assertivo é observar as consequências que ele traz ao nosso contexto, fazendo uma comparação com os efeitos produzidos por outros comportamentos.

comunicacao-assertiva para expressar sentimentos e emoções

Desta forma, um comportamento assertivo, apropriado à situação, aumentaria a auto-apreciação de quem emite a resposta expressando honestamente seus sentimentos. As pessoas tendem a sentir-se mais encorajadas a comportar-se de forma assertiva a partir da postura do seu interlocutor e da sensação de bem-estar que o diálogo e a interação trazem à relação. Há muitas vantagens. Experimente!

Em breve trarei mais posts sobre assertividade.

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Como resolver problemas na relação entre vizinhos?

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Assertividade e Bullying: bate-papo com o psicólogo Elídio Almeida.

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Entrevista sobre bullying na revista Gestão Educacional

29/06/2011
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Comportamento Assertivo: A assertividade vai mudar sua vida!

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