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Terapia Comportamental

Decidir sobre algo nem sempre é uma tarefa fácil. Já abordei a questão da dificuldade para tomar decisão em outros posts aqui do blog. Quando a tomada de decisão diz respeito ao bem-estar do casal, as expectativas tendem a atrapalhar. Elas trazem dificuldades na construção da relação. Hoje, veremos um pouco mais sobre essa questão, analisando os prejuízos de se criar expectativas no relacionamento. Você vai descobrir uma alternativa bem mais arrojada para obter melhores resultados e sucesso na sua vida sentimental. Entenda.

casal-briga-separacao criar expectativas no relacionamento Elídio Almeida psicólogo em salvador

Na nossa cultura, o hábito de criar expectativas no relacionamento está associado às ideias positivas, ao otimismo e à esperança de buscar sempre o melhor para nossa vida amorosa. O que poucas pessoas sabem é que criar expectativas no relacionamento não é uma boa estratégia.

Expectativa é algo que, na Psicologia, vemos sempre com bastante cautela. Ao investir nesse tipo de comportamento, a pessoa:

    • acredita que no futuro as coisas vão melhorar.
    • que sua entrega, investimento e persistência um dia serão recompensados.
    • confia que seu companheiro ou  companheira valorizará toda sua dedicação.
    • sente que o sofrimento atual faz parte da construção de um futuro melhor para a relação.
  • pensa que sua insatisfação atual é necessária para que o outro enxergue o valor dos sentimentos.

Observe que, em todas essa situações, há uma esperança de melhora. Isso costuma ser visto como algo motivador, otimista e positivo. No entanto, tudo está dissociado do histórico e do momento atual do relacionamento. Nesses casos, a pessoa considera que somente o futuro importa. Para elas, investir e acreditar numa recompensa vale qualquer sacrifício. Ou seja, isso é a mais pura definição de expectativa: viver no futuro, sem considerar o passado e o presente.

Nas sessões de terapia de casal, didaticamente, procuro sempre desconstruir a ideia de criar expectativas no relacionamento. O objetivo é desenvolver o conceito de previsibilidade de comportamento. Sim, é possível prever comportamentos, conforme veremos a seguir.

criar expectativas no relacionamento separaçao psicólogo elídio almeida

Criar expectativas no relacionamento e a previsão do comportamento.

A expectativa funciona mais ou menos assim: quero casar com alguém que prepare meu café da manhã e me sirva todos os dias na cama. Sem perceber, a pessoa cria para si uma regra. Ela parte para um processo seletivo extremamente desumano e selvagem em busca de alguém que possa propiciar tal realização. A ideia torna-se tão fixa que ela passa a olhar apenas para esse ponto. Com isso desconsidera qualquer outra informação relevante para sua tomada de decisão e construção da relação.

A previsão de comportamento funciona de forma diferente. Nela, ainda que o café da manhã na cama seja algo importante, toma-se como ponto de partida a análise do histórico e convívio atual com a outra pessoa. A partir dessa observação e junção desses dados, ela verificará se há probabilidade de tal comportamento ocorrer no relacionamento. Dessa forma, ela também olha para o futuro, porém, tem o mesmo olhar para o presente e para o passado do casal, enxergando não só o café da manhã na cama, mas também outras ações de peso para as decisões quanto ao relacionamento.

Para endentar melhor essa questão, imagine que vocês estejam vendo um filme. Numa cena um homem leva o café da manhã na cama para sua amada. Ao ver a cena, seu namorado diz: “que coisa ridícula, jamais faria uma coisa dessa”. Se seu modelo de construção de um relacionamento for a expectativa, esse dado valiosíssimo será ignorado e você continuará fazendo escolhas erradas. Todavia, se você analisa esse comportamento pelo viés da previsão comportamental, verá que é pouco provável que você seja feliz caso continue decidido a investir nessa relação sem ajustar esse ponto. Em outras palavras, não vale criar expectativa em alguém que informa que “jamais fará algo tão importante para você“.

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Colocar as cartas na mesa para tomar decisões importantes.

É muito comum chegarem à terapia pessoas que estão com dificuldade para tomar decisões. Especialmente quando as decisões dizem respeito aos seus relacionamentos. Muitas vezes, elas consideram que aquela relação é boa, mas falta algo importante: sexo, confiança ou afeto, por exemplo. Durante a terapia, procuro mostrar a elas que viver de expectativa dificilmente mostrará respostas. Porém, ao pensar na estratégia de previsão de comportamento, as coisas podem ser mais fáceis.

Na maioria das vezes, isso não representa uma ruptura. Ao contrário, o casal passa a ter condições de colocar todas as cartas na mesa e combinar o que pode ser feito naquela situação. Claro que fazer isso não é nada fácil. Porém, quando bem orientados, o casal consegue obter resultados fantásticos. Por isso, criar expectativas no relacionamento não é uma boa estratégia.

No post anterior, apresentei algumas parafilias e como elas são vistas na nossa cultura [veja aqui]. As parafilias também são conhecidas como taras sexuais ou fetiches. O tema gerou um grande debate nas redes sociais. Dada a polêmica que o cerca, esse assunto precisa ser abordado novamente. Hoje trago a explicação da psicologia comportamental para as parafilias e outros comportamentos estranhos.

Algumas pessoas que acompanham meu blog acharam os termos e comportamentos das parafilias bastante estranhos. Elas escreveram pedindo que eu também apresentasse a explicação da psicologia comportamental para essas manifestações sexuais consideradas doentias, bizarras ou pouco convencionais. Achei a proposta fantástica.

Explicação da psicologia comportamental para as parafilias.

As parafilias podem ser explicadas de várias maneiras. O importante é que a explicação esteja embasada numa prática científica responsável e fundamentada na história de vida da pessoa que manifesta o comportamento em questão. Na psicologia comportamental, a lógica de expressões comportamentais como as parafilias começaram a ser estudadas em torno do ano de 1900, com o clássico condicionamento Pavloviano.

Ivan Petrovich Pavlov, um fisiologista russo, descobriu que poderíamos aprender novos comportamentos, semelhantes aos que são biologicamente estabelecidos (inatos). Em um experimento com cães, ele observou que os animais salivavam sempre que viam o alimento. Daí Pavlov passou a apresentar o alimento associado a uma sineta. Após algum tempo, ele usou somente a sineta e observou que os cães salivavam da mesma forma. Dessa forma, Pavlov concluiu que houve uma associação, dando a esse resultado o nome de Condicionamento Pavloviano.

A descoberta de Pavlov também poderia acontecer com seres humanos. Porém, obviamente, nossos comportamentos são bem mais complexos que os de um cão. O interessante do experimento de Pavlov é que ele marca o início do estudo e da explicação da psicologia comportamental para os fenômenos comportamentais por meio da experimentação científica. Mais à frente, outros cientistas aprimoraram a compreensão sobre essa questão.

O segundo a trazer uma contribuição para a questão de como adquirimos novos comportamentos foi John Watson, mais ou menos 20 anos depois de Pavlov. Watson, partindo das descobertas anteriores, considerou que “se os organismos podem aprender novos reflexos, também podem aprender a sentir emoções que não estão presentes em seu repertório comportamental quando nascem“. Watson procurou confirmar isso também por meio de um experimento.

Watson se propôs a verificar se poderia ensinar um bebê a sentir medo. Primeiro ele observou que o bebê, ao ouvir um som estridente, se contraia e chorava (sentindo susto/medo). Noutro momento, ele colocou um rato albino próximo ao bebê e este demonstrou interesse pelo animal: olhou e quis tocá-lo. Watson concluiu que o bebê não tinha medo do rato. Assim, após essas constatações, o pesquisador passou a associar os dois estímulos. Ao tocar o rato, o bebê ouvia o barulho. Na fase posterior, apenas o rato era apresentado. O bebê passou a demonstrar as mesmas respostas de quando ouvia apenas o barulho. Concluiu-se que a criança havia aprendido a ter medo do rato, diferentemente do início do experimento.

Outros estudos aprimoraram a compreensão e explicação da psicologia comportamental para os fenômenos,  especialmente quando consideradas a atuação do indivíduo no contexto e as consequências que isso ocasiona aos envolvidos. Explicações mais atuais mostram que aquilo tido como bom resultados tende a ser repetido e integrado ao repertório do comportamento.

Meu interesse em trazer esses dois episódios da explicação da psicologia comportamental foi bem específico. Eles mostram como aprendemos a desenvolver alguns comportamentos. Além disso, esses experimentos desconstroem muitas ideias preconceituosas que afirmam que determinados comportamentos são inatos.

Após essas breves explicações, estamos em condições de compreender melhor como algumas pessoas passam a ter certas emoções ou sensações sexuais e prazer.

Temos histórias diferentes. Logo, somos diferentes.

Vários estudos mostram que são as associações ocorridas em um dado momento da vida da pessoa que a levam a desenvolver determinados repertórios comportamentais. Além disso, tem o fato de sermos dotados de cognição e habilidades que nos permitem agir sobre o contexto. Dessa forma, selecionamos (consciente ou inconscientemente) ações para nosso repertório, de acordo com a satisfação ou não que aquilo nos confere. É dessa forma que temos a explicação da psicologia comportamental para o fato de algumas pessoas ficarem sexualmente excitadas com estímulos estranhos ou nada convencionais.

Cada pessoa tem uma história de vida diferente, na qual carrega bagagens biológicas, culturais e da própria trajetória. Isso nos permite conceber que uma pessoa que tenha ficado sexualmente excitada no exato momento em que outro estímulo ocorria, pode ser gerado uma associação entre esses elementos. Ou seja, algo semelhante ao condicionamento visto acima. O fato de não termos controle para selecionar o que exatamente está provocando a excitação e emoção faz com que o conjunto seja apreendido.

Por isso que é tão difícil controlar as emoções. Elas são respostas reflexas: não temos controle sobre elas. Portanto, não decidimos ter excitação ou não quando estamos diante do estímulo associado a ela. Simplesmente ficamos excitados.

Explicação da psicologia comportamental psicólogo em salvador terapia de casal

Um clássico para pensar sobre essa questão é imaginar uma pessoa que está passando por um grande episódio de excitação ao transar com alguém. Porém, nesse exato momento, ela está tocando um determinado tecido. Tocar o tecido também lhe trás uma sensação boa. Como os dois estímulos são apresentados simultaneamente, pode ser que ela passe a se sentir excitada sempre que tocar outros tecidos semelhantes. A excitação por tecidos e afins é uma parafilia chamada de Hifefilia.

Compreender os comportamentos humanos não é uma tarefa fácil. Conhecer a explicação da psicologia comportamental para as parafilias e outros comportamentos estranhos segue o mesmo modelo. No entanto, o interessante é olhar para além do comportamento manifestado. Conhecer o contextos, a história particular daquela pessoa, os estímulos e os resultados é sempre rico para análises apropriadas. Caso precise, não hesite em buscar ajuda profissional.

Você sabe o que é psicoterapia? Não?! Vou tentar lhe auxiliar.

As pessoas me perguntam por que deveriam fazer psicoterapia. Costumo dizer que o tratamento através da psicoterapia pode contribuir para o processo de autoconhecimento e autonomia. Isso aumenta suas chances de ser feliz.

Sim! Quanto mais o paciente conhece sobre si, seu passado, o papel da cultura/sociedade e a história da humanidade (elementos que configuram os mais diversos comportamentos), esta pessoa pode ter melhor condição de analisar o contexto no qual ela vive, e tomar decisões mais assertivas para sua vida, aumentando, conseqüentemente, seu bem-estar.

O que leva uma pessoa a tentar um suicídio? Psicólogo em salvador Elídio Almeida tratamento em salvador

Outra possibilidade é identificar necessidades e desenvolver habilidades para comunicar com clareza as emoções e sentimentos. Isso porque o psicólogo é um profissional que pode ajudar a descobrir porque você está tendo dificuldades em lidar com determinadas situações.

Muitas pessoas, em algum momento da vida, podem, por exemplo, ter sido repreendidas ao falar sobre alguma limitação ou dificuldade pessoal e, hoje, têm dificuldade em entrar em contato com a raiva, o medo, a paixão ou até mesmo expressar outros sentimentos como amor carinho e amizade!

presente Elidio Almeida Psicólogo em salvador terapeuta de casal

Você sabe o que é psicoterapia? Como é uma Psicoterapia?

Tudo flui a partir da análise e compreensão dos comportamentos, do papel que assumem no contexto particular de cada pessoa. Isso quer dizer que, além das decisões que o paciente faz a partir de suas reflexões, terapeuta e paciente buscam identificar, explorar e analisar ações, pensamentos, emoções e outros comportamentos que possam estar trazendo problemas ou transtornos para ele e para a vida das pessoas que o rodeia. Dessa forma, na psicoterapia, técnicas e procedimentos são adotados para favorecer mudanças eficazes.

O que é psicoterapia comportamental?

Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas e todas elas dão sua contribuição para o crescimento do indivíduo. Cabe a cada um se informar e buscar aquela linha com que mais se identifica. Eu trabalho com a psicoterapia comportamental que é uma das abordagens da psicologia fundamentada na análise funcional do comportamento. Esta linha se dedica a compreender e explicar a razão pela qual as pessoas se comportam, auxiliando na resolução de problemas e dificuldades da vida.

Terapia Comportamental: Estímulo e Resposta, o homem como principal agente dos comportamentos de um ambiente. 

Uma das bases da terapia comportamental é tornar as pessoas aptas a pensar nas consequências dos seus atos. Isso porque cada comportamento nosso é estimulado por um antecedente, que altera nosso comportamento em um determinado contexto, trazendo as consequências da ação.

A palavra “estímulo” vem de stimulus, que em latim significa algo como “tridente”, “garfo”. A idéia latina é que um estímulo é algo que cutuca você, te fazendo reagir mesmo sem você querer.

O termo “estímulo” foi amplamente usado pelas mais diversas Ciências e pela Filosofia. A origem do termo estímulo, associado ao estudo do comportamento, é atribuída a Descartes e, na Ciência do Comportamento, denota-se que foi utilizada primeiramente por Pavlov, que adotou o termo em seu clássico esquema “Estímulo (S) → Resposta (R)”.

Mais tarde Skinner superou o mecanismo de Descartes e o esquema estímulo-resposta de Pavlov, mostrando como nosso comportamento não é meramente reagir a estímulos, mas operar no ambiente, alterando-o, criando uma nova configuração de estímulos. Ou seja, entre um estímulo e uma resposta, há um organismo (o homem) que intermedia essa ação e reação.

terapia comportamental diálogo no casamento como evitar a separação psicólogo em salvador terapia de casal

Terapia Comportamental 

Assim, o esquema S→R, na visão de Skinner passou a ser visto como S→O→R, caracterizando o envolvimento direto do homem no resultado da ação. Essa também é umas as bases da terapia comportamental. Muitas pessoas ainda enxergam a terapia comportamental pelo princípio primário de Pavlov e muito por isso fazem críticas a psicologia comportamental de forma injusta, pois as ideias de estímulo-resposta não fazem parte do que é praticado atualmente na psicoterapia comportamental.

Para ilustrar tudo isso de um forma mais prática, vamos pensar no esquema S→O→R da seguinte maneira: Quando uma pessoa emite um comportamento, ela, anteriormente, recebeu um estímulo que trouxe consequências para aquele determinado contexto, influenciando no comportamento seguinte. Isso equivale dizer que, se a relação entre o estímulo recebido e a conseqüência gerada for boa, a pessoa tende a seguir o mesmo padrão comportamental, gerando uma cadeia de ações que também terá o mesmo efeito sobre as outras pessoas no mesmo contexto.

Então, assim como uma pessoa irritada consegue irritar outros ao seu redor, uma boa ação pode causar uma reação em cadeia que pode tornar a vida bem melhor, e finalmente conseguirmos um mundo mais agradável para se viver. O vídeo acima parece resumir de forma mais didática o que pretendemos com a Terapia Comportamental: estímulo e resposta, colocando o homem como principal agente dos comportamentos de um ambiente.

Assista ao vídeo, se inspire e faça a SUA parte para um mundo melhor. Boa semana a todos!

Sempre me perguntam se a psicoterapia funciona. Lembro-me que quando entrei na faculdade de Psicologia uma pessoa me disse: “Elídio, sei que você se amarra nessa coisa de Psicologia, mas, numa boa, acho difícil que alguém queira pagar pra conversar sobre seus problemas com alguém. É pra isso que existem os amigos. Saia dessa de psicoterapia…”. Dentre os absurdos ditos por essa pessoa, comentarei dois.

psicoterapia funciona igual a papo de amigo? Não psicólogo elídio almeida em salvador

Primeiro, penso que os amigos não servem apenas para ouvir nossos problemas. Para mim, eles se enquadram naquela frase dos casamentos: “Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença…” Claro que ouvir sobre os problemas faz parte [rsrs], mas amizade está longe de ficar restrita a apenas isso! Segundo, quem disse que psicólogo apenas ouve os problemas de seus pacientes? Ouvir os problemas das pessoas que nos procuram faz parte do nosso trabalho [claro!], mas não se restringe a apenas isso. O que muitos não sabem é que a Psicoterapia é muito mais que um depositário de problemas. Muito embora, para a uma parcela da população, a Psicologia ainda seja vista com muitas incógnitas e distorções acerca de seu conceito, atuação e resultados; é cada vez mais urgente o desafio de desmistificar certos (pré)conceitos e PROVAR QUE A PSICOTERAPIA FUNCIONA.

Quem já não ouviu dizer que Psicoterapia é coisa de doido? Pois então, esse parece ainda ser o maior PRECONCEITO que envolve a atuação do psicólogo clínico. Mesmo com toda popularização dos seus serviços e atuação, ainda hoje muitas pessoas acreditam que a psicoterapia é um tratamento para pessoas com demandas psiquiátricas. Talvez esse seja um dos estereótipos mais vagos e que, no máximo, é um reflexo de um tempo em que o trabalho do psicólogo era visto e/ou restrito a uma parcela da população com necessidades bem específicas. Há também os que pensam que Psicoterapia consiste em uma mera aplicação de técnicas ou treinamentos para obtenção de resultados; da mesma forma, existe os que acreditam que o tratamento funciona tal qual uma conversa entre amigos. Mas na prática não é bem assim.

psicoterapia funciona psicólogo elídio almeida em salvador

Psicoterapia funciona?

A verdade é que a forma como muitos diálogos se estabelecem nos atendimentos podem fazer com que um espectador, ao observar apenas uma fração de uma sessão de Psicoterapia, possa ter essa impressão de que são dois amigos conversando. Mas será que é assim mesmo? Dia desses eu estava num restaurante e pude ouvir o seguinte diálogo entre duas amigas na mesa ao lado:

–  Ai amiga, chamei você aqui para conversar sobre meu relacionamento… [interrompida].

– Lá vem você de novo com esse blá blá blá. Larga logo desse cara e parte pra outro.

– [silêncio, claro.]

– Nem faça essa cara de choro, vou te apresentar uns gatinhos…

amiga papo chato psicólogo elídio almeida em salvador psicoterapia funciona

Perplexo, confesso que quase ofereci meu cartão à moça que aparentemente estava sofrendo em sua relação . Foi notório que ela, sozinha, não estava encontrando solução e parece não ter tido sucesso ao tentar “desabafar” (o que normalmente ocorre nos papos com amigos) com a amiga. Será que o “papo” com um profissional seguiria a mesma linha?

Com um profissional, provavelmente, iriam, juntos, compreender todas as nuances possíveis da questão e analisar as possibilidades de ação e as consequências que qualquer uma delas acarretaria, para que a cliente pudesse decidir o que de melhor poderia ser feito na situação. Isso por si só já seria uma grande diferença entre um papo com um amigo e um atendimento feito por um profissional de Psicologia habilitado para intervir no problema.

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É justamente a possibilidade de intervenção do psicoterapeuta que faz o diferencial ao lidar com as demandas que tanto atrapalham a vida de muitas pessoas. Claro que muitos vezes conversar com um amigo nos traz conforto e alívio, mas será que efetivamente funciona do ponto de vista terapêutico? É certo que a cada dia [e desde a muito tempo] muitas pessoas frequentam e encontram bons resultados para suas questões nos consultórios de Psicologia. Isso também já seria um bom argumento para provar que a Psicoterapia funciona, mas podemos ir além desse argumento.

Estudo

Há cerca de 13 anos, um grupo de pesquisadores do Instituto Neuropsiquiátrico  da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA), em sua maioria formado por psiquiatras e psicólogos, apresentaram um estudo bastante interessante que ressalta a importância da Psicoterapia. No estudo os pesquisadores testaram e compararam a funcionabilidade da intervenção medicamentosa e psicoterapêutica no tratamento da depressão, no intuito de verificar se a Psicoterapia contribuía para a melhora dos pacientes ou o resultado vinha apenas dos medicamentos.

O estudo foi feito da seguinte forma. Foram selecionados para participar do estudo 40 pacientes com diagnóstico de depressão. Os pacientes selecionados passaram por um exame diagnóstico através do PET Scan (também conhecido como PET/CT) para avaliar as funções cerebrais antes da intervenção do estudo.

O PET Scan é a sigla para Positron Emission Tomography ou, em português, Tomografia por Emissão de Positrons. È uma modalidade de diagnóstico por imagem que permite avaliar funções importantes do corpo, tais como o fluxo do sangue, o uso do oxigênio e o metabolismo do açúcar (glicose), com o intuito de auxiliar os médicos a avaliarem como os órgãos e os tecidos estão funcionando.

Neste estudo, a região privilegiada para o exame foi o cérebro dos pacientes.

Após o exame diagnóstico inicial, procedeu-se a intervenção da pesquisa que durou doze semanas. Os pacientes/participantes foram divididos em três grupos: o primeiro grupo usou apenas um remédio para tratar a depressão; o segundo grupo teve acesso apenas à sessões de Psicoterapia e o terceiro grupo não sofreu nenhuma intervenção.   Assim,  14 pacientes passaram a tomar 40mg diários de paroxetina.  10 participantes foram submetidos a sessões semanais de Psicoterapia e 16 participantes (grupo controle) não tiveram nenhuma intervenção, ou seja, não tomaram o medicamento nem fizeram as sessões de psicoterapia. Ao fim das doze semanas todos os pacientes foram submetidos a um novo exame de imagem através do PET, para avaliar as funções cerebrais após a intervenção da pesquisa.

A paroxetina, citada na descrição da pesquisa, é um antidepressivo inibidor da recaptação da serotonina, amplamente usado pelos psiquiatras nos tratamentos da depressão.

Resultados

Os exames de imagem, após o período de experimento, mostraram que os pacientes dos grupos tratados com a paroxetina e com a Psicoterapia apresentaram reduções significativas nos sintomas e estágios da depressão, que foram associadas às regiões do cérebro responsáveis por cada ação. O grupo controle não teve mudança significativa na média e mostrou resultados equivalentes ao início do experimento. A imagem abaixo mostra uma média da atividade cerebral dos participantes que usaram medicamento ou fizeram Psicoterapia durante o período de estudo.

Na primeira coluna estão as imagens dos pacientes que fizeram uso da paroxetina antes e depois da intervenção. Nela podemos observar que houve uma diminuição tanto nas áreas quanto na intensidade de cada ação. Na segunda coluna, está representada a atividade cerebral dos pacientes que tiveram acesso apenas às sessões de Psicoterapia. Nas imagens também podemos verificar a diminuição significativa das áreas e na intensidade da ação.

Através dos resultados desse estudo, podemos verificar cientificamente a funcionalidade da Psicoterapia como intervenção terapêutica que traz resultados consistentes às pessoas que têm acesso a este tipo de tratamento.

Um fato que merece ser destacado é que em muitos casos a intervenção medicamentosa costuma ser a primeira opção de muitas pessoas e profissionais que lidam com questões psicopatológicas e comportamentais. Todavia, cabe destacar que todo medicamento possui efeitos colatareis e por vezes podemos estar desencadeando outros problemas e transtornos com seu uso.

Ademais, sabemos que muitos medicamentos ainda causam dependência e escravizam pacientes, gerando uma necessidade constante da sua utilização para controle dos sintomas e do próprio transtorno que sempre voltam ou aumentam com a interrupção do medicamento. Cabe destacar também que todos esses fatores não estão atrelados à Psicoterapia e como há benefícios e resultados plausíveis para as mesmas questões os pacientes e seus familiares podem contar com um tratamento alternativo e também eficaz.

A psicoterapia funciona. O estudo foi publicado na sétima edição da revista The Jama Network, vol. 58, 631-640, no ano de 2001; sob o título: “Alterações metabólicas cerebrais regionais em pacientes com depressão tratados com Paroxetina ou Terapia Interpessoal” (clique aqui e confira).

É fato que ainda existem muitos mitos acerca da Psicologia e suas áreas de atuação, especialmente a psicoterapia. A questão é que não há muita divulgação sobre como ela funciona e quais são seus benefícios do ponto de vista prático e científico. Isso gera muito preconceito e muitas idéias equivocadas que são repetidas e difundidas diariamente, afastando, assim, muitas pessoas.

Assim como em outros aspectos da nossa vida devemos ir em busca de respostas nas quais nós mesmos tenhamos nossos resultados e opiniões. Repetir os clichês que sempre ouvimos ao longo da vida parece não gerar resultados positivos. Por isso deveríamos pensar um pouco mais antes de repetir que é coisa de doido, que é um mero bate papo ou que qualquer amigo é capaz de ser psicólogo. Psicoterapia é coisa séria, e tem apresentado resultados que auxiliam as pessoas a encontrar meios para resolver os problemas e obter bem-estar em suas vidas. A psicoterapia funciona, experimente!

As pessoas sempre me perguntam por que deveriam fazer Psicoterapia. Costumo dizer que a Psicoterapia pode contribuir para o processo de autoconhecimento e de autonomia do indivíduo, aumentando, assim, suas chances de ser feliz. Sim! Quanto mais alguém conhece sobre si mesmo, sobre sua história de vida, sobre o papel da cultura/sociedade e sobre a história da humanidade (elementos estes que configuram os mais diversos comportamentos) mais condições terá para analisar o contexto no qual está inserido e tomar decisões mais assertivas para sua vida, aumentando, conseqüentemente, sua possibilidade de ficar bem.

O que é Psicoterapia? Muito mais do que conversar ou desabafar a psicoterapia comportamental é um momento para desenvolver novos hábitos e comportamentos.

Outro benefício é o de identificar necessidades e desenvolver habilidades para poder comunicar com clareza as emoções e sentimentos. Isto ocorre porque o psicólogo é um profissional que pode auxiliar alguém a descobrir as dificuldades que possui em lidar com determinadas situações.

conflito entre razão e emoção na psicoterapia

Algumas pessoas, em algum momento de sua vida, podem, por exemplo, ter sido repreendidas ao exporem suas limitações ou dificuldades e, devido a isto, hoje, demosntram problemas em lidar com a raiva, o medo ou a paixão. Ou até mesmo expressar outros sentimentos, como o amor, o carinho e a amizade.

Psicoterapia de casal

A partir da análise e compreensão do papel que o comportamento exerce na vida de alguém e das reflexões realizadas pelo próprio indivíduo, o terapeuta e o paciente, buscam identificar, explorar e analisar ações, pensamentos, emoções e outros comportamentos que possam estar causando problemas ou transtornos, tanto para o paciente quanto para as pessoas que vivem em seu entorno. Ou seja, na Psicoterapia, as técnicas e os procedimentos são adotados para entender e combater a causa do problema, resultando, dessa forma, em mudanças eficazes.

Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas e todas dão sua contribuição para o crescimento do indivíduo. Cabe a cada um se informar e buscar aquela linha com que mais se identifica.

Eu trabalho com a Psicoterapia Comportamental, que é uma abordagem psicológica fundamentada na análise funcional do comportamento e que busca compreender e explicar a razão pela qual as pessoas se comportam de determinada forma, objetivando auxiliá-las na resolução dos seus  problemas e dificuldades. Se precisar, contate-me e podemos conversar um pouco mais. 

O leitor Ronaldo Telles me pediu um post com explicações mais detalhadas sobre alguns dos termos que leu em “Você sabe o que é Terapia Comportamental?”. Ronaldo deseja compreender melhor o que seria o Behaviorismo Radical e a Análise Experimental do Comportamento.

terapia comportamental

Behaviorismo Radical

Quando Skinner propôs o Behaviorismo Radical, definindo o comportamento como sendo um objeto de estudo da Psicologia, ao invés da mente ou da psique, ele entendeu que todo comportamento possui uma origem. É nesse sentido, de origem, que o termo “radical” relaciona-se a nomenclatura desta proposta terapêutica, pois tal palavra deriva do termo latino radix, o qual significa raiz, ou seja, aquilo que é básico e essencial. Como a palavra correspondente para comportamento em inglês é behavior, a expressão Behaviorismo Radical, portanto, significaria literalmente “raiz do comportamento”. A palavra radical, neste contexto, não está associada a radicalismo, significando extremismo, agressividade ou punição, como muitos poderiam pensar.

psicologia comportamental e ciencia

Análise Experimental do Comportamento

É um método de investigação utilizado para analisar comportamentos, baseado no método de produção de conhecimento das ciências naturais (como a Biologia e a Química) que compreende e modifica elementos essenciais que estão sendo estudados para obter melhores resultados em seus trabalhos. Para se alcançar esses resultados nas ciências naturais é necessário, além da realização de experimentos científicos, o acompanhamento e a acessibilidade dos dados. Assim, foi seguindo este modelo que a psicologia comportamental passou a utilizar os mesmos critérios científicos para estudar e compreender o comportamento humano, obtendo ainda mais credibilidade sobre seus trabalhos.

terapia-cognitivo-comportamental

Nos estudos experimentais de Análise do Comportamento os elementos essenciais são as condições ambientais nas quais estamos inseridos (o contexto) e os comportamentos que desenvolvemos em função deste ambiente. O psicólogo analista do comportamento, portanto, trabalha sistematicamente, nos mesmos moldes das ciências naturais, a relação entre o ambiente e o comportamento do paciente, identificando os efeitos decorrentes da ação realizada. Estimula-se o indivíduo a aprender modificar o ambiente para torná-lo mais agradável. Ou seja, neste processo o paciente, ao transformar o ambiente, também é transformado por ele.

behaviorismo radiacal psicologia

Sendo assim, andar, comer, ouvir música, calcular equações matemáticas, ter consciência de que existe, pensar sobre a própria finitude e amar são exemplos de comportamentos que podem ser estudados por um behaviorista radical. Em suma, qualquer fenômeno dentro do âmbito psicológico pode se constituir como objeto de análise. Assim, “o verdadeiro radical é aquele que tenta chegar à raiz das coisas, que não se distrai pelo superficial, vendo floresta no lugar de árvores. É bom ser radical. Qualquer pessoa que pense com profundidade será um deles”. Por isso, caro amigo Ronaldo, escolhi a abordagem comportamentalista como forma de trabalho, pois busco oferecer aos meus pacientes respostas científicas e concretas para seus problemas e juntos vamos sempre em busca da raiz desses comportamentos.

Psicoterapia – Você costuma ficar preocupado ou chateado demais com algumas coisas que te perturbam? Sente vergonha de falar sobre seus problemas? Já passou por alguma situação de relacionamento que até hoje não superou? Acha que a vida tem muita coisa chata e sem graça? Se você respondeu sim a pelo menos uma dessas perguntas, também vai concordar que poucas pessoas entendem você nesses momentos, não é mesmo?

Quando estamos assim, parece que algumas pessoas agem como se não soubéssemos nada da vida e, geralmente, nem procuram entender o que estamos sentindo ou por que estamos assim. Já vão logo pegando no pé e piorando ainda mais a situação, não é isso?

Mas, o que acontece com a gente quando estamos passando por alguma dessas situações? Nesses momentos, é comum ficarmos super pra baixo, nos sentirmos mal ou então nos comportarmos de um jeito que ninguém gosta, principalmente a família e as pessoas que estão próximas. E nem nós mesmos gostamos de ficar assim!

A psicoterapia

Às vezes, um problema faz com que a gente tenha vontade de chorar, de ficar sozinho, bem longe de todo mundo, sem querer estudar, ou até mesmo com vontade de  abandonar tudo.  E isso acaba trazendo muita chateação e nos atrapalhando em vários aspectos.

Você sabia que ninguém tem problema porque quer? Sim, é verdade. Por isso todo mundo tenta achar um jeito de resolver seu próprio problema. Só que quando a gente tenta resolver o problema sozinho, às vezes não é tão fácil quanto pensamos. Por isso algumas pessoas precisam de uma ajuda especial.

Existe um tipo de ajuda bem legal que se chama de Psicoterapia. A psicoterapia é feita por um psicólogo (ou uma psicóloga), que é um profissional que pode ajudar a descobrir porque você está tendo problemas. O psicólogo vai ajudar a conhecer suas preocupações e as coisas que te incomodam. E o mais importante é que você vai aprender o que pode ser feito para não ter mais esses problemas.

Para isso, vocês dois vão conversar sobre coisas legais (e coisas chatas também), para juntos achar novos jeitos de se comportar para que você possa resolver seus problemas e ter satisfação e sucesso em sua vida.

O melhor de tudo é que você pode falar com o psicólogo qualquer coisa, tudo o que você quiser, sabe por quê? Porque ele não vai ficar julgando você e vai guardar segredo sobre suas idéias e pensamentos. Isso se chama sigilo profissional.

O psicólogo com certeza vai ajudar você a melhorar. Mas, para isso, você precisa fazer a sua parte. E como fazer isso? É fácil: Quanto mais você falar sobre seus problemas, sentimentos e as coisas chatas que acontecem na sua vida, mais fácil será encontrar soluções, e os problemas vão diminuindo até você se sentir melhor, mais confiante e mais feliz.

Melhorar significa mudar o comportamento. Por isso, é importante lembrar que comportar-se de um jeito diferente do que a gente está acostumado não é fácil. Mas com ajuda certa e seu esforço, você pode chegar lá. Experimente.

* texto baseado no livro “O monstro do problema” de Cynthia Borges de Moura, (2008).

A Terapia Comportamental aborda os problemas psicológicos a partir dos princípios da corrente filosófica da ciência conhecida como Behaviorismo Radical e das teorias sobre comportamento postuladas pela Análise Experimental do Comportamento. 

Segundo o Behaviorismo  o comportamento dos organismos é ordenado e, portanto, é passível de ser estudado cientificamente e de  maneira similar ao que se realiza nas ciências naturais. Esta proposta influencia e orienta o trabalho do terapeuta comportamental, que sempre busca descobrir, junto ao seu paciente, os eventos do ambiente ao seu redor que determinam os seus comportamentos-problema e o que os mantém.

terapia comportamental salvador

Skinner, o propositor do Behaviorismo Radical, elaborou uma abordagem que busca entender o comportamento em função das inter-relações entre a evolução da espécie humana (filogenética), o ambiente (cultura) e a história de vida do indivíduo (ontogênese).

Assim, um transtorno como a depressão, por exemplo, passa a ser entendido como um conjunto de comportamentos, tais como alterações no sono e apetite, desesperança, choro excessivo, ideação suicida e outros que devem ser analisados à luz de episódios históricos que os determinaram e de situações atuais que os mantém.

terapia comportamental

Para o terapeuta comportamental pensamentos e sentimentos também podem ser considerados comportamentos, distintos apenas pela maneira como  podemos ter acesso a eles, pois isto ocorre por meio do relato verbal daquele que pensa e sente. Sendo assim, pensamentos e sentimentos também são levados em consideração, analisados e passíveis das intervenções do terapeuta.

O terapeuta comportamental entende que o paciente é único e seus problemas ou dificuldades são produtos de uma história particular. Tal perspectiva humaniza o processo de terapia, pois procura se entender o paciente e sua história antes de se propor qualquer intervenção. E, o mais importante, há bastante interação e diálogo no processo terapêutico.

Qual o papel do terapeuta terapia comportamental?

O papel do psicoterapeuta vai além de ser mero ouvinte das queixas dos seus pacientes. Ele também não atua apenas como um espelho às questões apresentadas no set terapêutico. Sua principal função é levar seu paciente a vislumbrar nos contextos em que convive, causas e consequências, possibilitando, desta forma, novos insights para os comportamentos presentes e futuros.

Qual o principal instrumento de trabalho do terapeuta?

O principal instrumento do terapeuta comportamental é a , ou seja, o levantamento criterioso das variáveis (eventos, acontecimentos) que estejam funcionalmente relacionados aos comportamentos desejáveis e indesejáveis do atendido. De posse destas informações, que nem sempre são fáceis de serem obtidas, é possível propor uma estratégia eficaz para  alcançar o bem-estar e a melhora da pessoa que está sendo cuidada. “Combate-se” os comportamentos-problema, ao mesmo tempo em que busca-se estimular e aumentar a frequência de comportamentos desejáveis,  geradores de satisfação e felicidade e mais adequados aos contextos.

terapia comportamental em salvador

A terapia comportamental possui um conjunto considerável de técnicas derivadas de pesquisas realizadas em laboratórios ou  mesmo nos próprios consultórios terapêuticos. É a soma da pesquisa científica, demonstrada pelo rigor no levantamento de informações no momento inicial do tratamento e da utilização de técnicas e intervenções consolidadas que faz com que as pessoas tenham se beneficiado, de forma considerável, ao recorrerem à Terapia Comportamental.

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