Arquivos Patologia - Elídio Almeida

Patologia

Ao contrário do que muitos pensam, ser médico não é fácil. A prática da medicina sofreu muitas alterações nos últimos anos. Nesse sentido, o estresse ocupacional tem afetado a saúde psicológica dos médicos. Em muitos casos, há interferências não só no exercício da profissão como também na vida pessoal desses profissionais. Não obstante, as condições de trabalho estão cada vez mais exigentes e desgastantes. Diariamente, desde a formação, o médico tem que lidar com carga horária excessiva, além das cobranças pessoais, institucionais e sociais cada vez maiores.

Nos últimos anos, os médicos vêm lidando com muitas perdas, entre as quais, a qualidade de vida e a autonomia em seu ambiente de trabalho. A exposição a situações cada vez mais estressantes, seja nas instituições em que trabalham ou com o público ali atendido, tem aumentado a vulnerabilidade desses profissionais.

Por tudo isso, os reflexos dessa rotina profissional vêm interferindo na saúde psicológica dos médicos. De forma cada vez mais freqüente, os prejuízos refletem nas relações afetivas, familiares e sociais.

Não por acaso, cada vez mais, o abuso de substâncias para aliviar o impacto dessa realidade vem aumentando consideravelmente. Isso vem provocando nos médicos um gigantesco quadro de adoecimento emocional, desencadeando especialmente quadros de depressão e suicídio, temas raramente discutidos.

A representação social dos médicos.

Para compreendermos a saúde psicológica dos médicos, precisamos deixar de lado a representação social que esses profissionais possuem. Somente abrindo mão do estereótipo social do médico é que vamos conseguir enxergar as pessoas por trás da profissão.

Estudos que versam sobre a representação social do médico informam que esse profissional geralmente é visto como:

  • Pessoa financeiramente rica e bem-sucedida, por isso, não tem problemas;
  • Detentor de um conhecimento privilegiado, motivo pelo qual tem a obrigação de saber todas as coisas;
  • Pessoa com disponibilidade integral para servir;
  • Alguém que ganha muito para fazer pouco;

Lamentavelmente, essa visão é amplamente difundida na nossa sociedade. Com isso, a população generaliza e rotula injustamente nossos médicos. Não bastasse essa avalanche social, muitos governantes e instituições incitam a população a declarar guerra aos médicos. Agindo dessa forma, transferem a esses profissionais a responsabilidade pelo caos atualmente visto na saúde do país, especialmente na esfera pública. No discurso dessas pessoas, propaga-se que os problemas e a falta de acesso à saúde são culpa dos médicos, fazendo com que estes recebam, em sua atuação profissional, uma carga emocional altamente danosa e muito superior às inerentes à sua atuação.

Isso tem levado os médicos a desenvolver habilidades para além de suas funções. Além do saber técnico, são requeridos a driblar, cotidianamente, as cobranças, insultos e agressões físicas e morais em seu ambiente de trabalho. São eles que suportam a insatisfação da população com o sistema de saúde (público e privado). Por conseguinte, poucas pessoas conseguiriam viver a rotina dos médicos.

Além de serem julgados socialmente e expostos, nem sempre os médicos possuem condições adequadas para o exercício de suas funções profissionais. E não para por aí.  Os médicos ainda sofrem outros danos.

Há uma cobrança e uma disputa nem sempre tácitas entre os próprios médicos. Muitas vezes, eles mesmos cobram de seus pares posições sociais que também geram prejuízos. Especula-se que todos os médicos devem ter supercarrões, mega-apartamentos, amplo histórico de viagens ao redor do mundo, festas de casamentos faraônicas… Como se isso fosse um requisito mínimo para quem é médico.

Implicitamente, propaga-se que, para ser médico, você tem que cumprir todos esses requisitos sociais. Tais ocorrências têm provocado não só a exigência de trabalhar mais para suprir essas “necessidades”, Elas têm ocasionado também afastamento familiar, social e uma variabilidade de adoecimentos psicológicos e emocionais.

Os médicos estão emocionante doentes.

Sim, essa é uma constatação lamentável. O contexto em que muitos médicos estão inseridos tem levado a uma perda dos filtros da realidade e à ausência de posicionamentos mais adequados para trazer equilíbrio à vida pessoal e profissional.

Estudos mostram que, com o passar dos anos, os médicos vêm perdendo cada vez mais qualidade de vida. Em associação com essa realidade, eles estão entre os maiores consumidores de antidepressivos e ansiolíticos. Além disso, eles raramente conseguem manter uma alimentação balanceada, freqüência regular de atividades físicas e descanso.

Os ambientes de trabalho dos médicos geralmente são muito tensos e geradores de ansiedades desmedidas. Os conflitos com superiores, com a equipe e com o público atendido são frequentes e exigem dos médicos preparo psicológico e emocional que nem sempre lhes é viável. A rotina intensa de trabalho tem afastado esses profissionais do seu núcleo familiar e da vida social, trazendo muitos prejuízos aos relacionamentos, especialmente aos namoros e casamentos.

A saúde psicológica dos médicos.

Muitos médicos foram afetados pelo desafio de trabalhar exacerbadamente para acumular bens materiais de que raramente conseguem usufruir adequadamente. A maioria tem sido guiada pelas representações descontextualizadas da profissão. Com isso, acabam legitimando um padrão comportamental do qual eles são a principal vítima. Não por acaso, os profissionais de saúde estão entre os maiores acometidos pelo estresse ocupacional, ansiedade, depressão e pela síndrome de burnout.

Por tudo isso, precisamos refletir sobre a saúde psicológica dos médicos em nossa sociedade. Precisamos enxergar com mais atenção as pessoas por trás dos jalecos e dos estetoscópios. Compreender a realidade deles fará com que se tenha mais sensibilidade acerca dos problemas que enfrentam em seu dia a dia.

Nos próximos posts, falarei mais sobre a vida psicológica e emocional dos médicos. Se você tem alguma dúvida, crítica ou sugestão, escreva para mim.

No post anterior, apresentei algumas parafilias e como elas são vistas na nossa cultura [veja aqui]. As parafilias também são conhecidas como taras sexuais ou fetiches. O tema gerou um grande debate nas redes sociais. Dada a polêmica que o cerca, esse assunto precisa ser abordado novamente. Hoje trago a explicação da psicologia comportamental para as parafilias e outros comportamentos estranhos.

Algumas pessoas que acompanham meu blog acharam os termos e comportamentos das parafilias bastante estranhos. Elas escreveram pedindo que eu também apresentasse a explicação da psicologia comportamental para essas manifestações sexuais consideradas doentias, bizarras ou pouco convencionais. Achei a proposta fantástica.

Explicação da psicologia comportamental para as parafilias.

As parafilias podem ser explicadas de várias maneiras. O importante é que a explicação esteja embasada numa prática científica responsável e fundamentada na história de vida da pessoa que manifesta o comportamento em questão. Na psicologia comportamental, a lógica de expressões comportamentais como as parafilias começaram a ser estudadas em torno do ano de 1900, com o clássico condicionamento Pavloviano.

Ivan Petrovich Pavlov, um fisiologista russo, descobriu que poderíamos aprender novos comportamentos, semelhantes aos que são biologicamente estabelecidos (inatos). Em um experimento com cães, ele observou que os animais salivavam sempre que viam o alimento. Daí Pavlov passou a apresentar o alimento associado a uma sineta. Após algum tempo, ele usou somente a sineta e observou que os cães salivavam da mesma forma. Dessa forma, Pavlov concluiu que houve uma associação, dando a esse resultado o nome de Condicionamento Pavloviano.

A descoberta de Pavlov também poderia acontecer com seres humanos. Porém, obviamente, nossos comportamentos são bem mais complexos que os de um cão. O interessante do experimento de Pavlov é que ele marca o início do estudo e da explicação da psicologia comportamental para os fenômenos comportamentais por meio da experimentação científica. Mais à frente, outros cientistas aprimoraram a compreensão sobre essa questão.

O segundo a trazer uma contribuição para a questão de como adquirimos novos comportamentos foi John Watson, mais ou menos 20 anos depois de Pavlov. Watson, partindo das descobertas anteriores, considerou que “se os organismos podem aprender novos reflexos, também podem aprender a sentir emoções que não estão presentes em seu repertório comportamental quando nascem“. Watson procurou confirmar isso também por meio de um experimento.

Watson se propôs a verificar se poderia ensinar um bebê a sentir medo. Primeiro ele observou que o bebê, ao ouvir um som estridente, se contraia e chorava (sentindo susto/medo). Noutro momento, ele colocou um rato albino próximo ao bebê e este demonstrou interesse pelo animal: olhou e quis tocá-lo. Watson concluiu que o bebê não tinha medo do rato. Assim, após essas constatações, o pesquisador passou a associar os dois estímulos. Ao tocar o rato, o bebê ouvia o barulho. Na fase posterior, apenas o rato era apresentado. O bebê passou a demonstrar as mesmas respostas de quando ouvia apenas o barulho. Concluiu-se que a criança havia aprendido a ter medo do rato, diferentemente do início do experimento.

Outros estudos aprimoraram a compreensão e explicação da psicologia comportamental para os fenômenos,  especialmente quando consideradas a atuação do indivíduo no contexto e as consequências que isso ocasiona aos envolvidos. Explicações mais atuais mostram que aquilo tido como bom resultados tende a ser repetido e integrado ao repertório do comportamento.

Meu interesse em trazer esses dois episódios da explicação da psicologia comportamental foi bem específico. Eles mostram como aprendemos a desenvolver alguns comportamentos. Além disso, esses experimentos desconstroem muitas ideias preconceituosas que afirmam que determinados comportamentos são inatos.

Após essas breves explicações, estamos em condições de compreender melhor como algumas pessoas passam a ter certas emoções ou sensações sexuais e prazer.

Temos histórias diferentes. Logo, somos diferentes.

Vários estudos mostram que são as associações ocorridas em um dado momento da vida da pessoa que a levam a desenvolver determinados repertórios comportamentais. Além disso, tem o fato de sermos dotados de cognição e habilidades que nos permitem agir sobre o contexto. Dessa forma, selecionamos (consciente ou inconscientemente) ações para nosso repertório, de acordo com a satisfação ou não que aquilo nos confere. É dessa forma que temos a explicação da psicologia comportamental para o fato de algumas pessoas ficarem sexualmente excitadas com estímulos estranhos ou nada convencionais.

Cada pessoa tem uma história de vida diferente, na qual carrega bagagens biológicas, culturais e da própria trajetória. Isso nos permite conceber que uma pessoa que tenha ficado sexualmente excitada no exato momento em que outro estímulo ocorria, pode ser gerado uma associação entre esses elementos. Ou seja, algo semelhante ao condicionamento visto acima. O fato de não termos controle para selecionar o que exatamente está provocando a excitação e emoção faz com que o conjunto seja apreendido.

Por isso que é tão difícil controlar as emoções. Elas são respostas reflexas: não temos controle sobre elas. Portanto, não decidimos ter excitação ou não quando estamos diante do estímulo associado a ela. Simplesmente ficamos excitados.

Explicação da psicologia comportamental psicólogo em salvador terapia de casal

Um clássico para pensar sobre essa questão é imaginar uma pessoa que está passando por um grande episódio de excitação ao transar com alguém. Porém, nesse exato momento, ela está tocando um determinado tecido. Tocar o tecido também lhe trás uma sensação boa. Como os dois estímulos são apresentados simultaneamente, pode ser que ela passe a se sentir excitada sempre que tocar outros tecidos semelhantes. A excitação por tecidos e afins é uma parafilia chamada de Hifefilia.

Compreender os comportamentos humanos não é uma tarefa fácil. Conhecer a explicação da psicologia comportamental para as parafilias e outros comportamentos estranhos segue o mesmo modelo. No entanto, o interessante é olhar para além do comportamento manifestado. Conhecer o contextos, a história particular daquela pessoa, os estímulos e os resultados é sempre rico para análises apropriadas. Caso precise, não hesite em buscar ajuda profissional.

Um dos textos de maior acesso no meu blog fala sobre efebofilia [veja aqui]. A efebofilia faz parte de um conjunto de comportamentos sexuais classificado por Parafilias. A princípio, os nomes podem parecer estranhos. No entanto, os comportamentos a que eles se referem são bem conhecidos. Popularmente, as parafilias são aqueles comportamentos classificados como taras ou transtornos sexuais. Neste post, apresentarei algumas dessas condutas sexuais não convencionais na nossa cultura.

Conhecer as as taras sexuais pode ajudar você a lidar com algumas delas, especialmente se esses comportamentos sexuais incomuns estiverem lhe causando problemas ou violando direitos de outras pessoas.

Parafilia e taras sexuais psicólogo Elídio Almeida, especialista em terapia de casal em salvador

Estranho é achar que a função do sexo é apenas para procriação.

Houve um tempo em que se acreditava que o ato sexual deveria se restringir ao objetivo da procriação. Naquela época, o sexo teria de ser praticado entre dois adultos (vivos), um homem e uma mulher (casados) e com o intuito exclusivo de gerar filhos. O mais assustador é que tudo o que fugisse a esse padrão era considerado doença ou grave transtorno de conduta. Para se ter ideia, até o prazer sexual, especialmente para a mulher, era rechaçado.

Felizmente, os estudos e a compreensão sobre a dinâmica dos comportamentos sexuais humanos evoluíram. Hoje é possível separar o joio do trigo e traçar definições bem mais nítidas em relação aos comportamentos sexuais e as parafilias.

Ainda que algumas pessoas tenham conceitos presos ao passado, várias parafilias passaram a ser aceitas enquanto outras tiveram sua classificação merecidamente tipificadas como crime, como são os casos da pedofilia, zoofilia, efebofilia, necrofilia, frotismo, entre outras.

Hoje, pessoas e profissionais responsáveis conseguem enxergar as parafilias de outro modo. Isso significa dizer que há um olhar:

    • mais contextualizado nos valores éticos e legais da coletividade.
    • focado na compreensão da dinâmica dos comportamentos humanos.
    • preocupado com valorização da conjuntura sócio-histórica da humanidade.
    • atento para as causas e consequências das parafilias, especialmente no que tange à violação de direitos, especialmente das pessoas indefesas e vulneráveis.

Seguindo esses critérios, as parafilias serão vistas em três grupos:

    1. Não usuais:
      não violam direitos, apenas são diferentes das práticas mais convencionais
    2. Doentias:
      aquelas que são praticadas em função de uma dependência, transtornos mentais ou visam suprir lacunas emocionais e compensatórias do praticante.
    3. Criminosas:
      são as práticas abusivas, violadoras dos direitos humanos, também associadas a transtornos mentais graves, que ferem as normas éticas, morais e legais da coletividade.

Como disse acima, o objetivo deste post é apresentar as parafilias e as taras sexuais. A proposta é ajudar você a reconhecer e questionar a classificação ética desses comportamentos. A partir daí, você poderá avaliar criticamente as possíveis classificações deles como não usuais, doentios e/ou criminosos.

Assim sendo, levando-se em consideração que vivemos numa sociedade regida por leis, regras, normas e condutas que estabelecem os limites entre o certo e o errado para todos, não farei uma classificação geral das parafilias neste post. Muito embora, mesmo sabendo que muitas delas podem ser apenas um fetiche ou veículo de excitação sexual, afirmo e afianço que outras são doentias e criminosas.

A decisão de não classificar cada parafilia em categorias tem uma razão especial. Mesmo com as normalizações legais e sociais, os valores morais e éticos das pessoas nem sempre estão em sintonia com os valores humanitários, legais e coletivos. Por isso, vou me  ater apenas ao fato de apresentar as parafilias. Compete a vocês, caros leitores e leitoras, fazer sua análise e classificação. Vamos a elas?

Parafilias: as taras sexuais não convencionais, doentias e/ou criminosas.

    • Aerodromofilia: vontade de transar no avião.
    • Agalmatofilia: atração por estátuas, manequins e bonecos
    • Agorafilia: excitação por transar em lugares públicos.
    • Amaurofilia: excitação por pessoas usando máscaras
    • Anaclitismo ou autonepiofilia: prazer sexual em ser tratado como um bebê, incluindo usar fraldas e chupar chupeta
    • Anadentisfilia: excitação por pessoas sem dentes
    • Autoginefilia: homem que se excita usando roupas femininas
    • Axiliasmo: sexo praticado nas axilas ou fixação por axilas
    • Belonofilia: prazer pelo uso de agulhas ou objetos perfurantes
    • Cisvestismo: excitação provocada por pessoas usando uniformes profissionais, como de bombeiros ou de enfermeiras.
    • Coprofilia: fetiche pela manipulação de fezes, próprias ou do parceiro
    • Coreofilia: excitação provocada por pessoas dançando
    • Crurofilia: fixação por pernas
    • Dacrifilia ou Dacrilagnia: excitação causada pelo choro do parceiro
    • Dendrofilia: atração sexual por plantas
    • Ecdiose: excitação ao tirar a roupa em público
    • Erotolalia: excitação provocada por telefonemas obscenos
    • Espectrofilia: excitação causada pela possibilidade de presença de fantasmas
    • Estigmatofilia: interesse sexual por pessoas com modificações na pele, como tatuagens, piercings ou cicatrizes.
    • Exibicionismo: desejo contínuo de exibir os órgãos sexuais a uma pessoa estranha ou desprevenida.
    • Flatofilia: prazer em cheirar gases intestinais
    • Fornifilia: excitação provocada ao ser tratado como um móvel (cadeira, sofá…)
    • Harpaxofilia: excitação causada quando a pessoa é vítima de assaltos.
    • Hibristofilia: atração sexual por criminosos
    • Hifefilia: excitação causada por determinados tecidos ou peças de roupa
    • Inflatofilia: tesão por balões de festa e outros objetos infláveis
    • Lactofilia: prazer em observar ou sugar leite saindo das mama
    • Latranudia: excitação ao expor-se a um médico
    • Ludofilia: prazer obtido com brinquedos como carrinhos, bolas e bonecas
    • Masoquismo: satisfação com o próprio sofrimento (aplicação de sofrimento a si mesmo).
    • Mecanofilia: atração por carros e outras máquinas
    • Menofilia: atração por mulheres menstruadas
    • Nanofilia: atração por anões
    • Narratofilia: excitação provocada por dizer ou ouvir palavras obscenas
    • Nasofilia: atração sexual pelo nariz
    • Necrofilia: atração por ter relações sexuais com cadáver
    • Odaxelagnia: excitação causada por mordidas
    • Orquifilia: fixação por testículos
    • Pigofilia: excitação por nádegas
    • Plushofilia: interesse sexual por bichos de pelúcia
    • Podolatria: tesão por pés
    • Pogonofilia: fetiche por pessoas barbadas
    • Poligamia: multiplicidade simultânea de parceiros.
    • Quirofilia: excitação por mãos
    • Sadismo: sente necessidade de criar na vítima uma sensação de terror (aplicação de sofrimentos aos outros)
    • Somnofilia: aqueles que se excitam por pessoas dormindo.
    • Stenolagnia: tesão por pessoas musculosas
    • Temakeri: homem que se excita ao ter os testículos chutados por uma mulher
    • Trampling: prática sexual em que um parceiro pisa o outro, como se fosse um tapete
    • Urofilia: excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não.
    • Voyeurismo ou mixoscopia: prazer pela observação da intimidade de outras pessoas

Caso você conheça alguma outra parafilia que não esteja nesta lista, por favor deixe nos comentários.

Agora já conhecemos algumas das parafilias. Caso queira saber como surgem esses comportamentos, basta me escrever. Assim, posso fazer outro post explicando – pelo viés da psicologia comportamental – como surgem esses comportamentos sexuais.

A Sexomnia é um tipo de sonambulismo. Como você já deve saber, sonâmbulo é aquela pessoa afetada por um transtorno do sono que a leva a emitir alguns comportamentos enquanto está dormindo.

Normalmente, elas apenas levantam da cama e dão alguns passos pelo quarto ou pela casa. No entanto, outras pessoas acometidas por esse transtorno podem praticar ações bem mais complexas, chegando até a ter relações sexuais. A pessoa que mesmo dormindo tem comportamentos sexuais possui um distúrbio que é conhecido como sexomnia ou sonambulismo sexual.

Sexomnia psicólogo em salvador terapia de casal em salvador

Os distúrbios do sono e a Sexomnia.

Há vários distúrbios relacionados ao sono. Insônia e sonambulismo são os fenômenos mais conhecidos, mas não estão sozinhos. Existem outras subcategorias bem menos divulgadas. O terror noturno e a sexomnia são exemplos delas.

No terror noturno, a pessoa grita e aparenta estar aterrorizada enquanto dorme. Na sexomnia, ela, mesmo dormindo, tem comportamentos sexuais. Pode até consumar uma relação, mesmo não tendo consciência do que está fazendo.

Qualquer distúrbio no sono oferece desconforto e riscos ao paciente ou a terceiros. Por isso, é importante conhecer cada fenômeno e suas consequências para que sejam adotadas as medidas terapêuticas e preventivas mais adequadas. Nesse sentido, a percepção do paciente, parentes e amigos ajuda na compreensão dos comportamentos do sonâmbulo. Mas é fundamental que haja um diagnóstico preciso do caso.

Sexomnia psicólogo em salvador elídio almeida terapia de casal

O diagnóstico apropriado é feito em hospitais e clínicas específicas, por meio do estudo das ondas cerebrais do paciente. Em casos positivos, os exames revelam um comportamento neurológico muito distinto dos estados normais de sono ou vigília. O paciente aparenta estar acordado e dormindo em sono profundo ao mesmo tempo. Ou seja, a pessoa parece estar acordada, mas não está. Isso é identificado pelas ondas cerebrais reveladas nos monitoramentos clínicos.

Exames e estudos revelam que as partes do cérebro que controlam a visão, o movimento e a emoção parecem estar acordadas. Entretanto, as áreas relacionadas à memória, à decisão e ao pensamento racional continuam em sono profundo. Pessoas nesse estado podem falar, caminhar, comer, cozinhar, dirigir e até fazer sexo sem ter consciência ou memória do ocorrido.

Relações sexuais praticadas durante um distúrbio do sono como a sexomnia poderiam ser classificadas como estupro?

A questão é polêmica, mas precisa ser debatida. Especialmente pelas pessoas que convivem com a situação.

Às vezes, deparo com situações desse tipo em meu consultório. Durante as sessões de psicoterapia, ouço relatos de homens e mulheres que se queixam de serem surpreendidos durante o sono por seus parceiros ou parceiras em plena atividade sexual (ou tentativa). Muitas dessas pessoas, especialmente as mulheres, sentem-se estupradas ou violentadas por seus parceiros.

Tais ocorrências costumam gerar muitos desentendimentos e ocasionam sérios problemas à relação do casal. A situação é confusa para ambos. Por isso,deve ser debatida.

Sexomnia seria desejos recalcados?

Em algumas vertentes da Psicologia, os comportamentos atribuídos à sexomnia são sinônimos de desejos reprimidos e recalcados que a pessoa manifesta durante o sono. Nessa perspectiva, um homem que está sobre a contingência de um forte desejo sexual refreado pode praticar tais comportamentos, mesmo que não faça isso conscientemente.

Ainda que essa lógica difundida em algumas correntes da Psicologia possua alguma relevância, é necessário considerar o ponto de vista científico e fisiológico dos comportamentos humanos. Como vimos acima, existem peculiaridades fisiológicas, químicas e orgânicas que influenciam a ocorrência de comportamentos específicos.

Para muitas pessoas, é mais fácil classificar uma abordagem sexual não consentida (nos moldes da sexomnia) como um ato de desrespeito, sacanagem ou mesmo um estupro. Cada caso deve ser visto de forma particularizada.

Sexomnia psicólogo em salvador terapia de casal em salvador elídio Almeida

Estupro é crime. Disso ninguém tem dúvida. Mas será que uma pessoa que – comprovadamente – tenha um distúrbio do sono como a sexomnia deve ser classificada como estupradora?

A cada dia, tenho levado aos meus clientes novas perspectivas de análise dos casos que têm gerado conflitos em suas vidas. Por isso, sempre que deparo com relatos que sugerem sexomnia. Procuro – antes de adotar qualquer intervenção – descartar causas orgânicas para poder pensar em outras hipóteses. Somente dessa forma é que conseguimos separar o joio do trigo e tomar atitudes terapêuticas e preventiva responsáveis e adequadas. Como, na maioria das vezes, o casal não consegue analisar todos os fatores de forma coerente com o fenômeno, ajuda profissional deve ser sempre requisitada.

Conviver com distúrbios do sono é prejudicial. Porém, é mais danoso conviver com a dúvida e o silêncio. Informe-se e transforme-se.

14/11/2018
Psicólogo passa remédio elidio almeida psicólogo em salvador.

Psicólogo passa remédio?

Psicólogo passa remédio? Essa é uma pergunta frequente. A resposta é não. Todavia poucas pessoas entendem a razão dessa proibição. Compreenda nesse texto do psicólogo Elídio Almeida.
25/10/2018
terapia de casal em salvador psicólogo Elídio Almeida

Como a Síndrome de Burnout afeta os relacionamentos?

Síndrome de Burnout afeta os relacionamentos. Essa é uma realidade que tem prejudicado muitos namoros e casamentos. Conheça mais sobre o tema saiba como melhoar o casamento.
21/09/2018
Gatilhos para o suicídio Elidio Almeida psicólogo em salvador

Gatilhos para o suicídio. Um alerta aos médicos, familiares e amigos.

Tenho feito uma série de post falando sobre a qualidade de vida emocional dos médicos. Motivado pelos altíssimos números de suicídio identificados entre os médicos nos últimos anos, os posts têm a intenção de alertar profissionais da medicina, familiares e amigos a compreender um pouco mais o impacto emocional que a medicina tem sobre a vida daqueles que atuam nessa área.
11/09/2018
Quando um médico deve procurar ajuda psicológica? terapia de casal em salvador Elídio Almeida

Quando um médico deve procurar ajuda psicológica?

Quando um médico deve procurar ajuda psicológica? Devemos lembrar que, por trás do estetoscópio, há um ser humano sujeito a todas as condições humanas.
27/08/2018
saúde psicológica dos médicos psicólogo em salvador

Estresse ocupacional afeta a saúde psicológica dos médicos.

05/08/2018
exaustão profissional síndrome de burnout elídio almeida psicólogo em salvador

Falar sobre os sentimentos evita a exaustão profissional e a Síndrome de Burnout.

A Exaustão profissional ou síndrome de burnout afeta muitos profissionais, especialmente os médicos e profisisonais de saúde. Devemos cuidar das emoções. Uma forma de lidar com essa questão é trazendo a assertividade para a rotina diária dessas pessoas.
14/03/2018
Explicação da psicologia comportamental para as parafilias

Explicação da psicologia comportamental para as parafilias e outros comportamentos estranhos.

07/03/2018
Parafilias e taras sexuais psicólogo Elídio Almeida, especialista em terapia de casal em salvador

Parafilias: conheça algumas taras sexuais e saiba quando elas precisam de tratamento.

28/02/2018
Sexomnia psicólogo em salvador

Você sabe o que é Sexomnia?

Agende pelo WhatsApp