Arquivos Opinião - Elídio Almeida

Opinião

A mais nova propaganda da Boticário me chamou a atenção. Acredito que ela se tornará mais uma grande polêmica que irá viralizar na internet e nas redes sociais. A peça publicitária mostra depoimentos de casais que estão se divorciando e durante o vídeo explicam por que a “magia do relacionamento acabou“. A partir daí, a empresa se propõe a fazer uma “transformação” visual nas mulheres, com o intuito de reforçar a autoconfiança neste momento da separação e do divórcio.

Polêmica do Boticário

Ocorre que, mesmo com o argumento de restaurar ou destacar a autoconfiança das mulheres (que naturalmente ficam abaladas neste momento), o Boticário também passa uma mensagem que agride os conceitos de relacionamentos saudáveis entre os casais. Além de reforçar o tão combatido estereótipo machista que obriga as mulheres a ficarem bonitas para conquistar os homens, mostra a errada ideia de que as pessoas precisam ser sempre “lindas” para manter seus relacionamentos. Isso é uma ideia extremamente conservadora, injusta e irreal.

Diariamente recebo em meu consultório pessoas que estão sofrendo em seus relacionamentos. Muitos desses sofrimentos vêm de absurdos como esse incentivado nesta campanha do Boticário. Em meu trabalho como terapeuta de casal, sempre que posso, procuro passar para meus pacientes que “a magia” de qualquer relacionamento está em enxergarmos as pessoas com as quais nos relacionamos da forma que elas são.

Desde criança, nas primeiras aulas de ciência, aprendemos que as pessoas nascem, crescem, envelhecem e morrem. Ou seja, ciclos são cumpridos, transformações naturalmente ocorrem em nossa vida. E, justamente por isso, não devemos valorizar exclusivamente um mero estereótipo tão passageiro e subjetivo.

polêmica psicólogo em salvador elidio almeida

Pessoas que pensam que devem sempre estar “lindas” para manter seus relacionamentos se iludem em ambos os lados da relação:

1) quem deixa de gostar só porque as mudanças naturais ocorreram ou que valoriza apenas esse critério em seus pares, esquecem-se que também estão sujeitos às mesmas leis das transformações e do julgamento alheio e com isso poderão ser tão vítimas quanto algozes.

2) Quem se esforça para manter-se sempre “linda” ou “lindo”, demonstra que nada mais tem a oferecer além de uma imagem artificialmente montada e fluída que sai a cada lavagem e precisa ser sempre renovada.

Por esses e outros equívocos, muitos relacionamentos vivem mal, as pessoas são infelizes e muitos divórcios e separações ocorrem a todo momento. E o ciclo acaba se abrindo novamente em busca de alguém para satisfazer ou alguém que satisfaça os critérios do olhar.

Segurança que pode sair com água.

Penso que o Boticário – enquanto empresa que visa lucro financeiro – acertou em cheio com esse vídeo infeliz no que se refere a divulgação de sua marca e seus produtos [muita gente comentando sobre o Boticário, inclusive eu. =( ]. Porém, como formadora de opinião e marca influente na sedimentação de conceitos e padrões de comportamento, a empresa presta, com esta publicidade, um tremendo desserviço à população brasileira. Especialmente aos relacionamentos afetivo-amorosos e aos casais (divorciados ou não).

Assista ao vídeo e faça sua análise.

Bullying – Faz uns vinte minutos que estou aqui diante do computador, com uma tela em branco aberta diante dos meus olhos, os dedos paralisados e o cérebro a mil, mas as palavras não saem.

Não está sendo fácil expressar meus sentimentos ou traduzir estas emoções em palavras.

Foram poucas as vezes em que me vi assim, nessa situação, na qual precisei de um tempo muito maior que o necessário para iniciar um texto, ainda mais sobre o tema com o qual me identifico e tenho dedicado especial atenção nas minhas publicações aqui no blog e em outros trabalhos, como é o caso do bullying.

Assistir e analisar as imagens do vídeo abaixo, que, na minha opinião, são muito impactantes, inclusive para mim que lido com questões de bullying quase que diariamente no consultório, não é uma tarefa fácil.

No entanto, encarar os fatos como uma realidade que reflete um problema crônico da nossa humanidade e que nos atinge diretamente, pode nos levar a perceber que o bullying transforma todos nós, indistintamente em vítimas dessa agressão.

Segundo informações, o vídeo foi gravado há pouco mais de um mês na escola Francisco Leite, no bairro de Águas Claras, em Salvador-BA.

Embora as cenas evidenciem alguns agressores e um alvo, ocultam um forte esquema de produção que possui um elenco gigantesco e uma mega estrutura para que tais cenas fossem concebidas.

Não é difícil imaginar quantas mães e pais se iludem acreditando que seus filhos estão seguros nas escolas e que nesses ambientes – públicos ou privados – estão se tornando cidadãos, sendo que, muitas vezes, nem a própria família possui insumos adequados para tal formação e depositam suas expectativas nas mãos dos professores que, além das matérias curriculares e do pensamento crítico, são requeridos a assumir funções que não são suas como construir valores sociais, morais, religiosos e sexuais, dentre outros, num tremendo contrassenso ao esperado ao processo educacional..

Por outro lado, os governantes se esbaldam nas propagandas publicitárias falando que temos sistemas de educação altamente eficazes (o que pode até ser verdade, mas são casos isolados), que somos uma pátria educadora, quando, na verdade, tudo não passa de tentativas de mascarar a realidade bruta e selvagem a que estamos expostos.

Os políticos, de forma geral, parecem desconhecer a realidade do país que governam ou para o qual fazem e aprovam leis. As autoridades legais não conseguem agir com eficácia diante de tragédias como essa. E nós, enquanto população, acreditamos que rir, compartilhar, ver graça numa criança ser violentada ou apenas apontar nosso indicador para A ou B é o suficiente para mudarmos essa realidade. Na verdade,  com isso, deixamos de enxergar e reconhecer que todos somos vítimas do bullying.

Bullying terapia e casal em salvador

Sim, todos nós. Ao menos eu, adulto, aqui num consultório confortável, sem levar tapas na cabeça, chutes, pontapés e sem ameaças ou xingamentos, me sinto tão agredido quanto o garoto alvo das agressões que vimos no vídeo. E digo mais, os agressores também são vítimas de alguma forma, ainda que vítimas dessa humanidade falida, de uma sociedade selvagem e vazia consigo e com o próximo.

Obviamente que o bullying é apenas uma das inúmeras nomenclaturas que poderíamos usar para descrever um problema como este que revela a cronicidade da desumanização que nos cerca e nos envolve.

É triste pensar que isso aí que vimos (que por si só já é preocupante) pode ser apenas a ponta de um iceberg sustentada por camadas e camadas de um gelo social que, mesmo oculto e omisso, serve de estrutura que sustenta e mantém a gravidade de um problema que vai muito além de um garoto que é brutalmente agredido física e emocionalmente.

bullying psicólogo em salvador

Enquanto acharmos que apenas os garotos do subúrbio, das favelas e das comunidades carentes são as únicas vítimas de bullying e que apenas estes estão encurralados, coagidos, oprimidos ou que apanham brutalmente, não mudaremos essa realidade tão desprezível. Contudo, uma coisa é certa, talvez eu ou você jamais venha a tomar uns tapas de marginais, mas devemos ter consciência de que tomamos tapas diários tão fortes e dolorosos como aqueles, ainda que esses tapas venham em forma de vídeos que retratam a nossa realidade e chocam nossa percepção.

Esse é o segundo dos quatro posts sobre HIV e Aids em que trago algumas informações úteis sobre o tema. Iniciei esta série com este post aqui [ 1 ]. Leia também os posts [ 3 ] e [ 4 ]. Acredito que você irá gostar!

Então, certamente, assim como você, minhas primeiras informações sobre HIV e Aids vieram da televisão, novelas e filmes que abordaram o tema ou através das campanhas dos órgãos de saúde. Houve também os inconsequentes disse-me-disse que sempre rolam em relação à vida alheia. Desde minha adolescência, mais ou menos quando entenderam, em casa e na escola, que era hora de falar sobre sexo, ouvi muito sobre a importância de usar camisinha, sexo seguro, riscos de doenças e mais doenças, tudo com muitas entrelinhas, além de pouca objetividade e eficácia na instrução.

Lembro-me, como hoje, de uma equipe de agentes de saúde entrando na sala de aula, no ensino médio, para fazer demonstração (com uma banana) de como usar a camisinha. E fizeram um verdadeiro sermão punitivo sobre doenças sexualmente transmissíveis, deixando todos muito mais aterrorizados e traumatizados, que instruídos. Tempos depois, na clínica-escola da faculdade de psicologia, atendi minha primeira paciente com HIV, que havia contraído o vírus, provavelmente, do seu marido que mantinha relações extraconjugais.

Depois de formado, trabalhei numa ONG aqui em Salvador que acompanha pessoas que convivem com HIV e Aids. Nessa instituição, até posei para o calendário anual da instituição, juntamente com artistas e personalidades que abraçam a luta contra a Aids (veja fotos abaixo).

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Também, em minha prática como psicoterapeuta clínico já pude acompanhar pacientes soropositivos. Alguns destes casos associados a tentativas e ideações suicidas. Muito por isso, estou sempre estudando sobre o tema e me sinto à vontade para abordar a questão.

Quis, aqui, destacar essa pequena trajetória, pois sei que não tenho o rico currículo ou o imenso trabalho que os pesquisadores da área possuem, mas ainda assim me sinto qualificado para sobre o HIV e Aids. Mesmo que usando como o argumento pressuposto da liberdade de expressão.

Bem, como disse no post anterior (aqui), em fevereiro deste ano ouvi numa rádio uma entrevista com o ministro da saúde do Brasil, que me deixou extremamente incomodado. A entrevista acontecia em função do lançamento da tradicional campanha de carnaval para “conscientização” da prevenção e incentivo ao teste do HIV e Aids, que este ano teve como tema #PartiuTeste. E claro, a motivação vinda do depoimento de Gabriel Estrala.

Na sua fala, o ministro destacou os investimentos nas campanhas publicitárias, o pessoal envolvido nas ações de prevenção e conscientização do uso da camisinha para evitarmos o contágio e a transmissão das DSTs. Além do fácil acesso ao teste para saber se a pessoa possui ou não o vírus do HIV. Lógico, destacando a forma rápida, segura e sigilosa (oi?!) do teste.

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Sinceramente, fico me perguntando como seria mantido o sigilo numa situação onde você e seus amigos estão na maior empolgação a caminho de uma festa para se divertirem, daí resolvem fazer um teste desses e você fica sabendo que possui um vírus repleto de estereótipos negativos, inclusive associado à morte? Acho que o governo pensa que, numa situação dessas, as pessoas sairiam de lá felizes da vida e a balada continuaria numa boa, só depois a ficha da pessoa iria cair, né?! Na ocasião da entrevista, o ministro também apresentou alguns dados do Boletim Epidemiológico 2014, trazendo dados como:

    1. Estima-se que cerca de 800 mil pessoas vivem com HIV e Aids no Brasil.
    2. Os registros apontam que 600 mil têm diagnóstico.
    3. Entre as pessoas diagnosticadas com o vírus, apenas 350 mil tratam a infecção.
    4. Acredita-se que cerca de 200 mil desconhecem a própria condição de infectada.

Particularmente, não acredito nos dados dos itens 1 e 4 mas, ainda assim, a fala do ministro, juntamente com os dados apresentados e as informações que possuo, especialmente dos casos que pude acompanhar no consultório, me deixaram com a sensação de que muita coisa inadequada está acontecendo.

De início, pensando historicamente em todo investimento que tenho visto o Ministério da Saúde fazer através de propagandas hiperarrojadas para atrair e convencer a população a fazer o teste de HIV, além o incentivo ao uso da camisinha como método preventivo, parece que o objetivo do Ministério da Saúde é meramente equacionar as estatísticas e trazer  para o tratamento aqueles que ainda não estão sendo medicados. É como se, no entendimento do governo, simplesmente encontrar e medicar todos os infectados e tudo estaria resolvido. Aliás, o próprio ministro afirma isso:

“São dois desafios para interromper a cadeia de transmissão: trabalhar com os 200 mil que têm HIV e não sabem e que, portanto, precisam fazer o teste, e trazer para tratamento esses 250 mil que são HIV positivos e não se tratam”

Arthur Chioro, ministro da Saúde

Então, se (teoricamente) há 800 mil pessoas infectadas no Brasil, mas os registros dão conta de apenas 600 mil diagnosticadas, de cara já podemos perceber que há (teoricamente) 200 mil que se esquivam do diagnóstico. Pelo que estamos vendo o objetivo do governo é – e até está correto – encontrar esses (teoricamente, repito) 200 mil que ainda não foram achados, para assim ter uma tentativa de controle sobre o HIV e Aids no Brasil. Vale lembrar que todos os que já foram diagnosticados, não necessariamente foram motivados a fazer o teste em função das campanhas do governo. Há casos em que uma pessoa vai espontaneamente doar sangue para ajudar um amigo ou parente e lá descobre que está infectado e isso não tem relação direta com os “investimentos publicitários” do governo.

HIV e AIDS não são a mesma coisa!

A grande questão é que, mesmo tendo uma quantidade enorme de falhas, ano após ano essa estratégia do governo não muda. Gasta-se uma verdadeira fortuna em campanhas e peças publicitárias, porém os objetivos do Ministério nunca são alcançados e a conta entre possíveis infectados, diagnosticados e de pessoas que podem estar infectadas e não sabem, nunca fecha. Com isso, rios e milhões de dinheiro público vão pelo ralo.

Para se ter ideia, o SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), informa que em 2014 foram gastos 15 milhões somente com a campanha contra AIDS para o carnaval. Algo ainda mais grave é perceber que, mesmo diante de todo esse investimento e insistência na manutenção da mesma tática, os casos de HIV (diagnosticados)  tiveram um aumento de 11% no Brasil nos últimos 8 anos. Apesar disso, lamentavelmente, contrariando o bom senso, mesmo sem fechar os números e sem diminuir o aumento de infecção no país, o Governo ainda insiste em manter o mesmo modelo, mesmo sendo tão claramente ineficaz.

HIV e Aids tratamento em salvador

Penso que se as “cabeças pensantes” do Planalto e dos órgãos de saúde do nosso país fizessem duas perguntas rápidas e eficazes, teríamos outra realidade bem menos assustadora em relação ao HIV e a Aids no Brasil. Bastavam se perguntar:

1) Por que mesmo diante de tantos esforços os casos de HIV e Aids não param de aumentar no país?

2) Por que, mesmo sabendo que oferecemos tratamento gratuito e eficaz, a população não atende aos chamados para a testagem e o diagnóstico, preferindo não saber ou ignorar que pode estar com uma doença potencialmente grave?

Assim, fica claro que as investidas do governo teriam bem mais sucesso e retorno se tudo fosse pautado pela perspectiva da população que vive aterrorizada com o fantasma do HIV/Aids. Ainda assim, a estratégia vigente é desconsiderar o histórico, as informações que foram amplamente difundidas ao longo do tempo – que ainda estão presentes no imaginário da população – e esperar que, de uma hora para outra as pessoas mudem o rótulo de uma doença que vista pela sociedade como uma das maiores entre os males na saúde mundial.

Fotos Calendário: Marcelo Mendonça

Esse é o segundo dos quatro posts da série sobre HIV e Aids com algumas informações úteis sobre tema. Há outros três textos anteriores. Caso queira lê-los, clique aqui: [ 1 ], [ 3 ] e [ 4 ].

A ideia de escrever esse post sobre HIV e Aids já paira minha lista de textos a serem publicados há um bom tempo, mas faltavam alguns gatilhos para encadear as ideias e os conhecimentos para impulsionar as palavras. Isso mudou depois que, atualizado sobre o tema, ouvi uma entrevista do ministro da saúde e assisti, esta semana, a um vídeo exemplar. No vídeo, o ator, cantor, diretor e dramaturgo, Gabriel Estrela, que é soropositivo traz depoimentos impactantes. Logo mais abaixo você poderá assistir ao vídeo e ver alguns comentários.

Sei que assuntos relacionados ao HIV e a Aids são de interesse de todos (admitam as pessoas ou não) e na mesma proporção, igualmente polêmicos. Cotidianamente, percebo que muito pouco é falado sobre HIV e Aids, salvo em períodos de grandes festividades como é o caso do carnaval, em que o governo finge instruir as pessoas com uma maquiagem da realidade em campanhas que se atém, prioritariamente, ao incentivo para testes diagnósticos e ao uso preventivo da camisinha. Isso é bom, mas a importância do assunto pede bem mais.

Também vejo que o tema circula um pouco mais entre médicos, pesquisadores e portadores do vírus. Mas o assunto precisa ser melhor debatido e compreendido. Pois parece estar desatualizado e ainda mal compreendo para as evoluções do momento atual.

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O principal tratamento para HIV e Aids é a informação de qualidade.

A Aids é uma doença grave, mas a falta de ações adequadas, a desinformação, o preconceito e a discriminação que cercam essa patologia, provocam um mal ainda maior, não somente aos soropositivos, como também a toda sociedade. A impressão que se tem é que, mesmo diante de todos os métodos preventivos, avanços, controles e tratamentos alcançados na atualidade, a maioria das pessoas parece ainda viver em 1977/1978, quando o HIV e a Aids foram descobertos.

O que muita gente não sabe, é que de lá para cá, muitos avanços ocorreram e hoje o quadro é completamente diferente do que foi no passado. Porém, lamentavelmente poucas pessoas sabem destes avanços e muito por isso agem como se tivessem paradas no tempo, como discos arranhados que repetem o mesmo discurso o tempo todo, sem sair do lugar. Penso que precisamos conhecer os aspectos atuais e reais do HIV e da Aids, para, assim, driblarmos a ignorância acerca do tema, colocando mais informação e ações eficazes, onde atualmente impera a falta de conhecimento e o preconceito.

Esse é o primeiro dos quatro posts da série sobre HIV e Aids com algumas informações úteis sobre tema. Há outros três textos anteriores. Caso queira lê-los, clique aqui: [ 2 ], [ 3 ] e [ 4 ].

Esse é o quarto dos quatro posts sobre HIV e Aids em que trago algumas informações úteis sobre o tema. Iniciei esta série com este post aqui [ 1 ]. Leia também os posts [ 2 ] e [ 3 ]. Acredito que você irá gostar!

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Infelizmente, depois de décadas e reais avanços na conquista de uma tratamento cada vez mais eficaz que sinaliza para a descoberta da cura a qualquer momento, falar em HIV e Aids ainda soa como um ato terrorista. As pessoas fogem como se precisassem se manter distantes para se sentir-se em segurança.

Não só o tema, mas o próprio risco em si, está muito mais próximo, invisivelmente ou não, em nosso meio e por isso devemos – todos – estar conscientes e alertas. Por todos esses motivos, devemos pôr mais informação nessa discussão para podermos ter atitudes mais adequadas não só no combate à Aids, mas também para podermos nos proteger e buscar ajuda e tratamento, se necessário, de forma mais segura e honesta.

Você deve estar lembrado que falei nos posts anteriores [ 1 ], [ 2 ] e [ 3 ] de um vídeo que foi um dos motivadores para que eu escrevesse essa série de posts, não é verdade? Pois bem, vou te apresentar dois vídeos e gostaria que você assistisse cada um deles e respondesse qual deles informa mais e lhe motivaria a fazer um teste de HIV. Assista:

O primeiro é o vídeo da campanha oficial do Governo, contra o HIV e Aids, #partiuTeste. O segundo é um vídeo do Vlog JoutJout Prazer, intitulado de UMA AULA, vídeo que me sensibilizou a escrevesse sobre este tema aqui no blog.

HIV e AIDS: por que temos tanto medo de tocar nesse assunto?

Você deve ter notado como o primeiro vídeo força a associação do TESTE com: a felicidade, novas experiências escolhas, aventuras, sonhos, caminhos, liberdade, bem-estar… Talvez, depois de assistir o primeiro vídeo e refletir, ainda que rapidamente, sobre tudo o que se ouve falar a respeito do HIV e Aids em nossa sociedade. Será mesmo que uma pessoa se empolgaria a fazer o teste?

Na verdade, se pensarmos um pouco, o primeiro vídeo soa mais uma coisa desconexa, quase uma mentira ou uma tremenda enganação. Pois, ao contrário da mensagem que a campanha tenta passar, fazer um teste e descobrir que se tem HIV é sinônimo, dentro da nossa cultura atual, de perder a felicidade. As novas experiências, os sonhos, a liberdade, o bem-estar são fantasias. Ter HIV e Aids hoje em dia é visto como sinônimo de viver num caminho escuro, excluso, isolado e taxado de todos os piores adjetivos que possam ser atribuído a um ser humano. Por isso, o vídeo, ao contrario do que se propõe, soa como enganador, mentiroso, falso e sem credibilidade.

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No segundo vídeo, surge uma coisa nova, esclarecedora, instrutiva e, sim, parece dialogar com muito mais facilidade, usando uma linguagem real, informativa, eficiente e eficaz. Em minha opinião, principalmente pela qualidade do serviço prestado, o vídeo do Gabriel merece muito mais os 15 milhões gastos pelo governo numa campanha que, nitidamente, deixa a desejar.

Ao meu ver, atitudes como essa poderiam ir muito mais além do que o material oficial do governo. Penso que, com estas informações, as pessoas que tiveram comportamento de risco sintam-se muito mais encorajadas a fazer o teste e descobrir se possuem o vírus ou não. Penso, também, que quem iniciou o tratamento e porventura abandonou, pode compreender com a franqueza e propriedade do Gabriel, a importância de aderir e levar a sério o tratamento. Mas, o mais importante é que todas essas informações e conscientização destroem o preconceito, a discriminação e a ignorância, comportamentos ainda mais destruidores que o HIV.

Por tudo isso, mesmo tendo sua importância no combate ao HIV e Aids, já está na hora do Governo se atualizar e ser mais honesto com os dados e com a população que vive aterrorizada e desinformada quanto a questão do HIV e Aids no Brasil. Neste momento, é mais que necessário fazer como o Gabriel, encarar a questão de frente, ter uma postura responsável, honesta, transparente e esclarecedora. Tudo isso, dá muito mais segurança tanto nos atos preventivos, quanto na própria questão do tratamento.

A ideia do Governo de tentar mudar o comportamento sem antes fazer um trabalho de base e valorizar a informação como principal motivador, é vista, pelos seus próprios dados, como ineficaz. O que deixa no ar a pergunta: Se não está dando certo, porque se investe tanto dinheiro e mantém o mesmo modelo de ação?

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Por isso, penso que todos devemos nos inspirar no Gabriel Estrela e mergulharmos nas informações atualizadas sobre como podemos agir, independente se você é soropositivo, não contaminado, teve um comportamento de risco, está em dúvida, convivem com alguém que tinha sido exposto ou simplesmente quer se proteger ainda mais,  informe-se e coloque mais INFORMAÇÃO entre o preconceito e o medo.

Porém, é importante lembrarmos que esse quadro não mudará do dia para a noite e não é nada fácil descobrir que você está contaminado com um vírus ainda incurável que pode levar a várias doenças graves. Como é o caso da Aids.

Mesmo sabendo que o preconceito, na atualidade, é muito mais letal que o vírus, muitas pessoas não conseguem se abrir ou buscar ajuda com familiares e amigos. Até mesmo buscar um profissional não é uma tarefa fácil. Contar com um suporte de uma terapia pode ser extremamente salutar, não só para descobrir o que pode ser feito para restaurar suas emoções. Além de obter orientações de como você pode iniciar o tratamento e que passos deve seguir para vencer todo esse momento com o menor sofrimento possível.

Uma coisa é certa: num consultório de psicologia você não sofrerá com a discriminação e nem o preconceito que ronda o mundo lá fora e pode ser um passo inicial para começar um tratamento eficaz . Se em algum momento você passar a conviver ou tiver qualquer contato com o HIV, lembre-se que existe um mundo real, honesto e possível, diferente do que aparece nas campanhas do governo. Pense nisso e viva mais!

Esse é o quarto dos quatro posts  post da série sobre HIV e Aids com algumas informações úteis sobre tema. Há outros três textos anteriores. Caso queira lê-los, clique aqui: [ 1 ], [ 2 ] e [ 3 ].

Festividades e datas comemorativas como o Dia das Mães, de fato, mobilizam e tocam o sentimento de todas as pessoas. Afinal, todos temos ao menos uma mãe.

Talvez você ache estranho eu falar em “ao menos uma mãe”, quando sabemos que biologicamente só podemos ter uma. Porém, nesse mundo tão plural, podemos ver todos os tipos de mães e elas vão além dos padrões biologicamente determinados. Para você ter uma ideia, em março de 2013 fui padrinho de casamento de duas pessoas que ocupam um lugar muito especial em meu coração. E, pela primeira vez em minha vida, vi um noivo entrando no altar de braços dados com suas duas mães (a mãe biológica e a mãe que o adotou). Ah, que dia!

Todavia, nem todos podem ou têm o privilégio de prestar tamanha homenagem às suas genitoras. E comemorações como o DIA DAS MÃES, parecem tocar em algo que nem todos estão preparados ou sabem lidar de forma adequada. Para nos situarmos melhor sobre o que estamos falando, vamos entender um pouco sobre como surgiu o Dia das Mães

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Como surgiu o dia das mães?

Segundo alguns sites, os primeiros indícios de comemoração desta data remetem à Grécia Antiga. Ao que parece, os gregos prestavam homenagens à deusa Reya, mãe comum de todos os seres. Neste dia os gregos faziam oferendas à deusa. No mesmo período histórico, contam que os romanos também faziam este tipo de celebração e eram realizadas festas em homenagem à deusa Cibele, mãe dos deuses romanos. Posteriormente, com o advindo do cristianismo, a data ganhou uma nova vertente e as celebrações eram realizadas em homenagem à Virgem Maria, a mãe de Jesus.

Dando um salto na história, podemos encontrar outra referência ao Dia das Mães na Inglaterra do século XVII. Nesse período, os ingleses comemoravam o “Domingo das Mães”, com missas em que os filhos entregavam presentes para suas mães. E aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poder visitar suas mães. Ou seja, nesta época a data já passou a ser um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.

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História do Dia das mães.

Outro marco importante remete aos Estados Unidos, em 1904. Naquele ano, uma mulher chamada Anna Jarvis teve a ideia de criar uma data em homenagem às mães. Na verdade, a ideia de Anna era criar uma data para homenagear a mãe dela, que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional,  foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário.

Aqui no Brasil, o Dia das Mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio; de acordo com decreto assinado em 1932 pelo então presidente Getúlio Vargas. Desse modo, o Dia das Mães tornou-se uma data “especial”, pois as mães recebem homenagens, presentes e lembranças de seus filhos.

O Capitalismo mexendo no psicológico para vender mais.

Hoje, se perguntarmos a qualquer criança sobre o significado do dias das mães, certamente teremos como resposta que é uma data para presentear as mães, levar a mãe para almoçar fora… um dia de fazer a mãe feliz. E, tudo isso não surgiu do nada. Vale lembrar que vivemos num mundo capitalista, onde pessoas e empresas querem sempre (e cada vez) mais, levar as pessoas a adquirir seus produtos e “aquecer a economia”.

O Dias das Mães, segundo consta nas estimativas, é a segunda data mais importante para o comércio e só perde em vendas para as festividades de fim de ano, como o Natal. Muito por isso, as empresas não poupam propagandas e peças publicitárias para nos levar a “homenagear” nossas mães com os bens de consumo dos mais tradicionais aos mais modernos que contemplam todos os estilos de mães.

Em alguns momentos, parece que nosso sentimento, carinho, respeito e admiração só podem ser demonstrados através do nosso potencial de compra. É como se existisse a regra: “Quem não compra não ama”.

Nesse momento, convido você a refletir um pouco sobre o que você está lendo.

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Veja: por um lado temos uma mulher de referência e prestígio em nossas vidas que merece nossas homenagens. Por outro, temos um histórico que respalda a existência de um dia exclusivamente dedicado a elas. E ainda, na ponta desse triângulo, temos as empresas e marcas do nosso universo capitalista que visam fundamentalmente o lucro e se utilizam desse contexto para materializar nossos sentimentos em bens de consumo que podem ser facilmente encontrados nas lojas ou shopping mais perto de você.

Com isso, pouco a pouco vamos perdendo a essência da data e da homenagem. É como se, geração após geração, aprendêssemos que existe um dia para homenagear as mães. E, assim, os demais dias são facultativos à demonstração desse sentimento.

Pela lógica financeira da maioria da nossa população, isso faz todo sentido. Afinal, homenagem às mães virou sinônimo de comprar e presentear. A data tornou-se tão hipócrita, superficial e mercadológica que perdeu seu sentido. Como se isso não fosse suficiente, ainda exclui e deprime todos aqueles que estão impossibilitados de estar com suas mães – seja pela distância ou qualquer outro fator, como a morte ou o desconhecimento, por exemplo.

Superar uma traição psicólogo em salvador

E toda esse oba-oba com o Dia das Mães, parece pouco se importar com aqueles que fogem à regra dos presentes, dos almoços ou das presenças festivas neste dia. O que vemos é que tudo que se fala sobre o Dia das Mães pouco privilegia aqueles que possuem sentimentos, vínculos e particularidades, que nem sempre a data lhes remetem à alegrias.

Penso que o Dia das Mães seja sim um dia importante. Porém, pouco se diz sobre as razões da existência desse dia e o que ele provoca nas pessoas que são excluídas da regra geral de dedicar o segundo domingo de maio para render homenagens às mães. Penso ainda que essa data exista mais em função de uma associação sentimental altamente explorada pelo comércio e que pouco reflete o carinho que as mães merecem ter diariamente dos seus filhos.

Além do mais, ainda tem o sofrimento experienciado por todos aqueles que são contaminados pela “magia do Dia das Mães” imposto pelo comércio e que – por acontecimentos alheios às suas vontades – não podem estar com suas mamães ao menos nesse dia. E, muito por isso, vivem um momento de muita tristeza e alteração do humor.

Assim, vale lembrar que naturalmente ou inevitavelmente todos experimentarão o dia em que não terão suas mamães em vida. Por isso, vale muito mais a pena investir em (todos os) dias melhores com a mãe  do que ter “o” dia da dela. Pensando bem, deve ser muito triste para elas terem apenas esse dia.

Paixão: conflito no relacionamento e no sentimento – O post de hoje é especialmente dedicado a uma leitora assídua que me escreveu um e-mail sugerindo que eu falasse sobre paixão aqui no blog. Ela sugeriu esse tema porque está “passando por algo enlouquecedor” e seus sentimentos estão confusos.

Seu e-mail foi muito bacana e ela relata que está num relacionamento há alguns anos, ama seu companheiro, mas, de repente, se apaixonou por outro rapaz de uma forma que nem ela mesma consegue explicar. Ela e o rapaz moram em cidades distintas, não se conhecem pessoalmente, se comunicam apenas pelas redes sociais e ela questiona se tamanha intensidade afetiva seria amor, paixão ou loucura.

Ela resume esse sentimento com a seguinte frase: “Nunca o vi e sempre o amei” e finaliza: “Conflito no relacionamento amoroso: eis o seu próximo tema. Boa sorte!

conflito no relacionamento terapia de casal em salvador dona-florinda

Querida leitora, obrigado pela participação, pelas palavras gentis e pela sugestão que certamente será ilustrativa para tantas outras pessoas que viveram, vivem ou viverão episódios tal qual este que você está passando neste momento.

Quase que diariamente lido com questões como essa em meu consultório e, por isso, ficarei bem a vontade para falar da minha experiência clínico-terapêutica e como estudioso do tema.

Gostei muito de como você tentou descrever seu sentimento por este rapaz: um misto de “amor, paixão, loucura…” e esse será nosso ponto de partida para entendermos a questão.

Você deve recordar que recentemente escrevi sobre como é difícil nomearmos algo que somente nós sentimos de forma ímpar e como, muitas vezes, nos faltam palavras para transmitir isso para as outras pessoas. Esse pode ser o principal sintoma da paixão: algo que não conseguimos expressar claramente em palavras e que podem nos levar a cometer loucuras (de amor, paixão). Mas é fundamental pensar nas consequências de tudo isso antes mesmo de decisões precipitadas.

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Conflito no relacionamento: você sabe diferenciar amor e paixão?

Não é muito fácil diferenciar amor e paixão, não é verdade? Apesar de conhecermos bem intimamente estes sentimentos, diferenciá-los não é tão simples como muitos acreditam ser.

Em minha opinião, paixão é aquele sentimento difícil de ser traduzido em palavras, gestos, comportamentos… e qualquer tentativa de expressá-lo nunca será suficiente para descrevê-lo. Quando uma pessoa está apaixonada, ela perde a noção do senso, dos limites, da realidade e tudo passa a ser visto pela ótica da hipérbole.

Segundo o magnífico Cazuza, a paixão é aquele amor inventado, idealizado, repleto de exagero, que faz com que a pessoa pense em deixar de respirar, perca a vontade de comer, de viver… largar tudo em prol do outro. A paixão é tão avassaladora que chego a pensar que, se fosse por uma questão de mera interpretação, alguns transtornos mentais descritos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), classificação a paixão como transtorno psicológico transitório. Por esta razão provoca tanto conflito no relacionamento.

Mas antes que você se convença de que a paixão seja algo ruim, quero que saiba que ele é extremamente salutar para qualquer relação e, via de regra, ocorre em todos os relacionamentos.

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Na grande maioria das relações, a paixão é tida como o primeiro estágio de um grande amor.

Alguns estudos apontam que, antes mesmo de virar amor, os sentimentos afetivos desenvolvidos numa relação experimentam uma fase de paixão.

Já que perguntei há pouco a diferença entre amor e paixão, podemos neste momento, observar duas diferenças básicas:

(1) a paixão tende a ser  o primeiro estágio do amor, mas um não depende do outro para existir; e

(2) não existe tempo ou duração padrão para que a paixão perdure num relacionamento, às vezes ela pode durar apenas um minuto, um dia, um final de semana, um mês, um verão… enquanto que um amor pode durar a vida toda.

Não saber distinguir a paixão do amor pode conduzir você ao erro.

Essa condução ao erro ocorre porque – como a paixão é algo mais intenso, fantasioso, idealizado – faz com que ela seja vista sempre como mais tentadora, mais empolgante… perfeita. Quando, na verdade, essa percepção e avaliação é feita sobre a lente nebulosa do exagero. E é aqui que mora o perigo.

Imagine o conflito que é para alguém mensurar dois sentimentos distintos como se fossem a mesma coisa, ou seja, um fato é você amar seu marido, que – inclusive já pode há muito ter passado pela fase da paixão – é uma pessoa que você já conhece os prós e contras, méritos e deméritos. Outro fato é compará-lo com alguém que se conhece tão pouco e tudo que é apresentado ou buscado tende a ser posto da melhor forma possível, pois, nitidamente há o interesse comum da conquista e até mesmo as frustrações daquele amor que você conhece tanto e, obviamente, constrói-se expectativas e projeções para a nova paixão.

Por isso, minha cara leitora, peço que avalie se você está dando a dimensão adequada às comparações entre a paixão e o amor. Isso ajudará a resolver o conflito no relacionamento.

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Vou tentar ilustrar o que estou dizendo através de um conto de um pernambucano que amo muito (e ainda sou apaixonado, claro!), Nelson Rodrigues.

No conto “A fraldinha ameaçadora” Nelson apresenta o caso da paixão confundida com amor entre Genival e Abigail. Ele, quarentão, médico, casado, filhos. Ela, dezessete anos, morava com os pais e um dia foi se consultar com o Dr. Genival. Nesta consulta se conheceram e também se apaixonam. A partir daí passaram a se encontrar até que a família da jovem descobre o romance e mandam Abigail para o Canadá. Depois de algum tempo o médico descobre o paradeiro de Abigail, abandona emprego, família e parte em busca da moça para viver aquele amor, paixão. Para surpresa de todos, após poucos dias, ele volta para o Brasil e à sua rotina e em seguida ela também volta, porém grávida, abandonada e temendo a família. Em suma, a paixão de Genival e Abigail não evoluiu para o amor que eles se propuseram a viver e certamente fizeram erros de cálculos e avaliações que, ao investirem de tamanha forma numa paixão, ainda que pensando tratar-se de amor.

Você sabe identificar se está apaixonado ou amando?

Essa dúvida entre amor e paixão, entre arriscar tudo por algo novo, aquela vontade de jogar tudo por algo que parece ser a melhor opção é muito comum na vida real, nos contos da história, nos romances, nas poesias e nas músicas. Por isso gera tanto conflito no relacionamento. As pessoas largarem tudo por uma paixão e pouco pensam nas consequências de seus atos.

Na realidade, também é muito comum estas mesmas pessoas irem em busca de uma fantasia e se depararem (quando não logo de cara, após algum tempo) com uma realidade totalmente distinta daquilo idealizado na fase da paixão. Não quero aqui desestimular sonhos e mudanças nas relações, ao contrário. Essa reflexão tem a função principal de nos levar a avaliar melhor os riscos e investimentos necessários a estas questões.

A ideia é que, mesmo no turbilhão da paixão, dure ela quanto tempo durar e independente de quem ela envolva, devemos sempre pensar nas consequências de qualquer investida ou mudança. Por isso, é sempre recomendado que você procure ajuda profissional para compreender melhor os acontecimentos e receber suporte para analisar adequadamente a questão com vistas a obter consequências mais vantajosa, menos onerosas e viver mais feliz.

Sua balada pode acabar mal – Você deve conhecer, ou no mínimo já ouviu falar, da banda Psirico, do vocalista Márcio Victor. Mesmo que você – como eu – não acompanhe de forma íntima o trabalho da banda, deve concordar que é praticamente impossível viver no Brasil e ficar imune a essa febre. O grupo é detentor de vários títulos de hits da música baiana. Alguns deles merecem aplausos, pois ressaltam em suas canções o orgulho à raça negra, às origens do povo humilde, à diversidade, além de algumas que procuram quebrar vários estereótipos e estigmas, a exemplo do que parece ser a proposta da música “toda boa”.

Dentre as canções de sucesso da banda está a música “lepo-lepo”, que, em 2014, explodiu em todo o Brasil e se popularizou no mundo, especialmente pela ocasião da Copa do Mundo de Futebol da Fifa, realizada no ano passado. Parece que a partir dali as músicas do grupo deram uma destoada e uma nova música da banda que, ao que parece, vem sendo bastante executada me chamou a atenção. A música chama-se Tem Xenhenhém e um trecho da música diz “A minha balada só acaba quando a cachaça termina, quando o dj vai embora, quando eu arrasto uma mina”. Parece algo inofensivo, mas vou aproveitar a música e tentar algumas reflexões com você.

Balada psicólogo em salvador terapia de casal

Na psicologia comportamental, nós psicólogos entendemos que uma das possibilidades de formação de personalidade, adoção de comportamentos e novos estilos de vida vêm das regras postas diretas e indiretas, explícitas e implicitamente em nossa cultura. Por exemplo, as religiões, os dogmas, leis, e normas de conduta em nossa sociedade dizem que muitos comportamentos são pecados ou errados e, muito por isso, abraçamos essas filosofias ou ideias e formamos nosso estilo de vida, nossos valores, nossas auto-regras e nossa referência de comportamento moral.

Nesse contexto, não é novidade que o momento da nossa vida em que estamos formando nosso caráter, elegendo nossas referências e buscando nossas formas e ferramentas de auto afirmação na sociedade é na adolescência. É justamente por essa faixa etária que é formado, majoritariamente, o público da Banda Psirico, do Márcio Victor. E foi exatamente isso que me deixou reflexivo sobre o que diz a essência da música Tem Xenhenhém.

Sabemos que nossos jovens vem tendo uma relação cada vez mais exacerbada com drogas como o álcool. É cada vez mais comum eles conviverem com o hábito da bebida e, também por conta disso, terminam experimentando muito precocemente os problemas causados por esse comportamento, a exemplo da falta de controle emocional, atitudes socialmente inadequadas, acidentes e diversos casos de violência, especialmente no trânsito.

Anteriormente, num post aqui do blog falei que o álcool, dentre tantos efeitos, também funciona como um catalisador que diminui a censura para uma série de desejos, fantasias e emoções recalcadas da pessoa, ou seja, muito daquilo que a pessoa gostaria de ser ou fazer é precipitado a partir da bebida alcoólica.

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Sabemos também que é na adolescência que os hormônios sexuais estão a todo vapor e é nesta fase que muitos jovens estão repletos de curiosidades, em relação ao sexo, dúvidas e pressão por uma (ou a primeira) experiência sexual. Mas o que tudo isso tem a ver com a música do Psirico? Parece que tudo, não?

Se somarmos alguns elementos como:

(1) a influência das referências culturais e sociais na formação dos nossos comportamentos, caráter e personalidade;

(2) a fase da vida em que as pessoas estão mais propensas ou vulneráveis para influências em seus comportamentos e

(3) um ídolo que dá ao seu público um modelo explícito de comportamento a ser seguido,

Ou seja, dentre outros fatores, podemos entender que podemos estar pondo um vulcão em atividade e que este tem dado sinais de uma catástrofe social ainda maior.

Causas e consequências na Balada

No geral não é tão fácil para as pessoas em nossa sociedade relacionar consequências às causas, mas muitos dos comportamentos que trazem problemas à nossa sociedade vêm de legitimações como essa: “A minha balada só acaba quando a cachaça termina, quando o dj vai embora, quando eu arrasto uma mina”. Logo, enquanto tiver bebida ou então uma “mina” não for arrastada, o evento, a balada ou a festa não deve acabar.

Pensando nisso, talvez não seria surpresa se descobríssemos que uma pessoa alcoolizada, numa situação dessas acima, entendesse que a “mina” deva ser “arrastada” ainda que contra sua vontade, apenas para cumprir uma regra legitimada por músicas como a aqui exemplificada.

Para se ter ideia, em 2013, foram registrados mais de 50 mil casos de estupro no Brasil, segundo dados do 8º Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Não estou responsabilizando exclusivamente a música pelos comportamentos inadequados de muitas pessoas. No entanto, penso que devemos buscar as raízes dos nossos comportamentos e aqui parece que pode estar um fio da meada que nem todos pensam em puxar. E você, o que acha?

Vídeo une homofóbicos e homossexuais. Dentre tantos vídeos que fazem sucesso no YouTube, um deles me chamou bastante a atenção: o First Gay Hug (A Homophobic Experiment) | First Kiss Video. E parece que não fui o único. Em uma semana, o vídeo alcançou mais de 3,3 milhões de visualizações. O vídeo mostra um experimento instigador, feito pelo canal “The Gay Women Channel”. Eles juntaram pessoas que se declararam homofóbicas com pessoas homossexuais e pediram que eles conversassem.

Homofóbicos e Homossexuais primeiro abraço psicólogo em salvador elidio almeida

Inicialmente, as pessoas demonstram certo desconforto, em especial as que se declararam homofóbicas. Em seguida parece que o preconceito fica de lado. Nos diálogos que são guiados pela curiosidade sobre o modo de vida de cada personagem termina por aproximar os opostos.

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Lupo não quer vender suas cuecas para os homossexuais.

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Apesar de ser um comportamento expressado diante das câmeras e todos os resultados mostrados serem favoráveis, penso que, de algum modo obteríamos o mesmo resultado, se por trás das câmeras, no dia a dia, as pessoas – principalmente os homofóbicos – experimentassem conhecer um pouco mais os homossexuais. Ao que parece, muitas pessoas apenas moldaram seus comportamentos de repulsa baseadas nos rótulos, sem sequer enxergar as pessoas que são discriminadas a revelia.

Vídeo reune Homofóbicos e Homossexuais.

Vale a pena conferir também os comentários prós e contras que foram deixados no canal por simpatizantes, homofóbicos e homossexuais. Uma dica legal é que o vídeo possui as legendas em português e em vários outros idiomas, basta clicar no ícone “Legendas ocultas” e escolher “Traduzir legendas”.

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