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Família

Decidir sobre algo nem sempre é uma tarefa fácil. Já abordei a questão da dificuldade para tomar decisão em outros posts aqui do blog. Quando a tomada de decisão diz respeito ao bem-estar do casal, as expectativas tendem a atrapalhar. Elas trazem dificuldades na construção da relação. Hoje, veremos um pouco mais sobre essa questão, analisando os prejuízos de se criar expectativas no relacionamento. Você vai descobrir uma alternativa bem mais arrojada para obter melhores resultados e sucesso na sua vida sentimental. Entenda.

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Na nossa cultura, o hábito de criar expectativas no relacionamento está associado às ideias positivas, ao otimismo e à esperança de buscar sempre o melhor para nossa vida amorosa. O que poucas pessoas sabem é que criar expectativas no relacionamento não é uma boa estratégia.

Expectativa é algo que, na Psicologia, vemos sempre com bastante cautela. Ao investir nesse tipo de comportamento, a pessoa:

    • acredita que no futuro as coisas vão melhorar.
    • que sua entrega, investimento e persistência um dia serão recompensados.
    • confia que seu companheiro ou  companheira valorizará toda sua dedicação.
    • sente que o sofrimento atual faz parte da construção de um futuro melhor para a relação.
  • pensa que sua insatisfação atual é necessária para que o outro enxergue o valor dos sentimentos.

Observe que, em todas essa situações, há uma esperança de melhora. Isso costuma ser visto como algo motivador, otimista e positivo. No entanto, tudo está dissociado do histórico e do momento atual do relacionamento. Nesses casos, a pessoa considera que somente o futuro importa. Para elas, investir e acreditar numa recompensa vale qualquer sacrifício. Ou seja, isso é a mais pura definição de expectativa: viver no futuro, sem considerar o passado e o presente.

Nas sessões de terapia de casal, didaticamente, procuro sempre desconstruir a ideia de criar expectativas no relacionamento. O objetivo é desenvolver o conceito de previsibilidade de comportamento. Sim, é possível prever comportamentos, conforme veremos a seguir.

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Criar expectativas no relacionamento e a previsão do comportamento.

A expectativa funciona mais ou menos assim: quero casar com alguém que prepare meu café da manhã e me sirva todos os dias na cama. Sem perceber, a pessoa cria para si uma regra. Ela parte para um processo seletivo extremamente desumano e selvagem em busca de alguém que possa propiciar tal realização. A ideia torna-se tão fixa que ela passa a olhar apenas para esse ponto. Com isso desconsidera qualquer outra informação relevante para sua tomada de decisão e construção da relação.

A previsão de comportamento funciona de forma diferente. Nela, ainda que o café da manhã na cama seja algo importante, toma-se como ponto de partida a análise do histórico e convívio atual com a outra pessoa. A partir dessa observação e junção desses dados, ela verificará se há probabilidade de tal comportamento ocorrer no relacionamento. Dessa forma, ela também olha para o futuro, porém, tem o mesmo olhar para o presente e para o passado do casal, enxergando não só o café da manhã na cama, mas também outras ações de peso para as decisões quanto ao relacionamento.

Para endentar melhor essa questão, imagine que vocês estejam vendo um filme. Numa cena um homem leva o café da manhã na cama para sua amada. Ao ver a cena, seu namorado diz: “que coisa ridícula, jamais faria uma coisa dessa”. Se seu modelo de construção de um relacionamento for a expectativa, esse dado valiosíssimo será ignorado e você continuará fazendo escolhas erradas. Todavia, se você analisa esse comportamento pelo viés da previsão comportamental, verá que é pouco provável que você seja feliz caso continue decidido a investir nessa relação sem ajustar esse ponto. Em outras palavras, não vale criar expectativa em alguém que informa que “jamais fará algo tão importante para você“.

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Colocar as cartas na mesa para tomar decisões importantes.

É muito comum chegarem à terapia pessoas que estão com dificuldade para tomar decisões. Especialmente quando as decisões dizem respeito aos seus relacionamentos. Muitas vezes, elas consideram que aquela relação é boa, mas falta algo importante: sexo, confiança ou afeto, por exemplo. Durante a terapia, procuro mostrar a elas que viver de expectativa dificilmente mostrará respostas. Porém, ao pensar na estratégia de previsão de comportamento, as coisas podem ser mais fáceis.

Na maioria das vezes, isso não representa uma ruptura. Ao contrário, o casal passa a ter condições de colocar todas as cartas na mesa e combinar o que pode ser feito naquela situação. Claro que fazer isso não é nada fácil. Porém, quando bem orientados, o casal consegue obter resultados fantásticos. Por isso, criar expectativas no relacionamento não é uma boa estratégia.

Dezembro é um mês maciçamente festivo. Ele é marcado pelo início do verão, pelas férias, confraternizações de natal, réveillon… Sem dúvida, esta é a ocasião em que as pessoas mais se reunem para celebrar, esbanjar sucesso e alegria. Este também é o período em que muitas pessoas têm que lidar com a saudade, perdas afetivas ou lutos. Nestas ocasiões em que as famílias e amigos mais se reunem, aumenta ainda mais as emoções relacionadas àqueles que se foram, aos divórcios, separações e amizades desfeitas.

Esse cenário torna-se ainda mais conflituoso nos tempos atuais. Vivemos numa época em que as pessoas se vêem obrigadas a demonstrar sucesso e felicidade em tempo integral. Isso é ainda mais potencializado nos típicos eventos de final de ano.

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Lidar com a saudade e a obrigação de ser feliz.

Demonstrar sucesso, bem-estar, alegria e felicidade de forma incondicional tem sido a meta de vida para muitas pessoas. Isso vem gerando cada vez mais conflitos e prejuízos emocionais que precisam ser tratados.

É importante ter consciência que as festas de fim de ano também podem significar tristeza e luto. A obrigação de ser feliz, a necessidade de ostentar sucesso e alegria nem sempre são compatíveis com a realidade de todos.

A reunião de pessoas, especialmente nessa época, pode suscitar a lembrança de um ente querido que se foi há pouco tempo, um casamento desfeito, a perda de um grande amor, ou ainda, a data pode até coincidir com o aniversário de um evento especialmente triste.

Isso pode provocar um sentimento negativo por remeter a uma época mais feliz, de família reunida – sem divórcios, brigas ou mortes. Nessas horas há o desafio de lidar com a saudade e a obrigação de ser feliz.

Para muitas pessoas o natal e as festas de final de ano são datas muito tristes. Os motivos variam, assim como os estímulos para a sensação de dor ou desconforto: montar a árvore de natal, a decoração e as músicas natalinas, a ceia… Nem sempre esses ícones remetem a boas emoções. Isso é quase como andar num campo minado.

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Honestidade com os sentimentos e emoções

Por isso sempre recomendo que as pessoas sejam honestas com seus sentimentos. Lidar com a saudade e as perdas não são tarefas fáceis. Muitas pessoas procuram curar estas feridas demonstrando falsas alegrias ou realidades que não correspondem às suas condições ou seus reais estados emocionais.

Sentir saudade, ficar triste, ter momentos de baixa emocional é algo completamente humano. Especialmente quando há motivos para isso. Vale lembrar que os motivos não precisam ser os mesmos para todos. Cada um vê o mundo a sua maneira. Por isso o sofrimento nunca é igual e varia de pessoa para pessoa.

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Não sei quem inventou essa máxima de que temos que estar sempre felizes, em todos os momentos da nossa vida. Isso é uma grande ilusão. Mesmo sabendo disso, muitas pessoas fazem verdadeiros sacrifícios para mostrar ter superado traumas ou eventos tristes. Possivelmente estas pessoas ainda não desenvolveram a habilidade de lidar com a solidão e as tristezas da vida.

Quando alguém tem suas razões para estar triste e mesmo assim tenta fingir que está tudo bem, acaba gastando energia dobrada. É como se você usasse o limite no seu cartão de crédito e o seu cheque especial para se sentir uma pessoa rica. Por isso, mesmo na época mais festiva do nosso calendário, recomendo que você seja apenas você. Mesmo que encarar essa realidade não seja tão fácil. Dessa forma você irá perceber que – ao menos terá gastos menores de energia psíquica e emocional.

Iniciar um relacionamento nos tempos atuais não está sendo fácil para ninguém. Sabendo disso, muitas pessoas estão se sacrificando para manter o relacionamento em que vivem. Até aí não teria maiores problemas. A despeito disso, a ideia de sacrifícios numa relação parece ser incompatível com a proposta de bem-estar esperada para um casal. Por isso muitas pessoas vivem numa dúvida constante: Ficar sozinha ou mal acompanhada? Qual seria sua escolha?

A questão maior é que muita gente tem consciência que, mesmo com os sacrifícios ou renúncias, estão infelizes nas suas relações amorosas. Mesmo sem perspectivas de melhoras, elas insistem em fazer o casamento ou namoro dar certo. Isto é algo bem preocupante.

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É muito frequente nas terapias de casais ou individuais, questões como essas virem à tona. Normalmente os pacientes dizem que, mesmo infelizes, preferem estar juntos. Geralmente alegam que caso se separem, possam provocar traumas nos filhos, temem dividir o patrimônio e, claro, não encontrar outra pessoa para construir uma nova família.

Durante as sessões de terapia costumamos aprofundar bastante as reflexões sobre estes e outros pontos. Frequentemente quebramos muitos paradigmas.

A escolha entre ficar sozinha ou  mal acompanhada.

Pensando nas questões dos filhos, por exemplo, a lógica do pensamento dos pais é a seguinte: “Nossos filhões vão sofrer se nos separarmos”. Concordo, isso é verdade. A maioria dos filhos querem seus pais unidos. O que esses pais não percebem é que irão provocar um trauma ainda maior e de difícil reparação se, mesmo não gostando mais um do outro, permanecerem juntos.

sozinha ou mal acompanhada terapia de casal relacionamento em salvador Elidio

Pais que tentam poupar os filhos de algumas frustrações ou separações, acabam forçando a imagem de uma família feliz que na verdade não existe. Com isso, dão modelos ruins aos seus filhos. Mesmo sem querer mostram aos pequenos um perfil inadequado de família. Mentiras, fachadas e pouca atitude de enfrentamento dos problemas é o que acabam ensinando. 

Manter uma relação de fachada nunca é uma boa opção. Em casos mais graves, a conivência do casal e familiar atinge níveis de infelicidade tão mais drásticos que os próprios filhos podem desejar que os pais se separem. No final das contas, casais assim, terminam provocando um dano emocional ainda maior em todos os envolvidos.

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Separação é a única solução?

Não. O interessante é que o casal, ou um dos membros, procure ajuda de um psicólogo logo nos primeiros sinais de conflito. Muitas vezes a questão evolui apenas por uma falta de comunicação adequada do casal, ou outras questões que podem ser resolvidas na psicoterapia. Mesmo que a crise do casal já tenha ganhado proporções maiores, é sempre importante consultaram profissional para compreender a situação e propor algumas intervenções para recuperar a relação do casal antes que se torne algo irreversível.  

O importante é que entre estar sozinha ou mal acompanhada, você sempre opte por estar feliz. Porém nunca aceite sacrifícios demasiados em busca dessa felicidade. Lembre-se que relação bem sucedida é aquela que lhe dá prazer, não dor.

Impotência Sexual – O clima está quente, falta só a camisinha. De repente, bem naquela paradinha para colocar o preservativo, ocorre a perda da ereção e isso frustra a relação, especialmente para o homem, que se sente envergonhado e impotente, mesmo que sua parceira não o responsabilize pelo insucesso.

Você já passou por isso? Pois é, acontece mesmo. Essa é uma queixa muito comum entre os homens que buscam tratamento com psicólogos e neurologistas para tratar a questão. Mas isso não é desculpa para abrir mão da camisinha na hora do sexo, não é verdade?!

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A culpa não é da camisinha

Quase sempre, a camisinha não é a fonte do problema. Na maioria dos casos, essa perda de ereção é psicológica. Os próprios urologistas afirmam que o preservativo não corta circulação. Na maioria dos casos, isso não passa de mito.

O que ocorre é que a pausa para vestir a camisinha permite que o homem dê vazão aos sentimentos de ansiedade e insegurança, o que pode afetar a ereção. Falta de intimidade e de experiência, expectativa elevada e imaturidade também podem ser algumas das causas do problema. Nesses casos, a psicoterapia pode ajudar bastante.

Homens mais velhos, que nunca tiveram o hábito de usar a proteção, ou mesmo os menos experientes, têm dificuldade em usar a camisinha. Daí, eles criam ou alimentam a ideia de que a camisinha atrapalha e então criam desculpas para evitá-la.

Sobre a história que a camisinha aperta a ponto de cortar a circulação, os médicos dizem que é lenda. Porém, se essa for a questão, usar uma camisinha de tamanho maior resolve.

Ou seja, às vezes, o cara não tem uma ereção tão boa ou tem menor sensibilidade, o que dificulta a colocação da camisinha e ele acha mais fácil atribuir isso ao preservativo. Em todos os casos, consultar um urologista é fundamental para afastar causas físico-orgânicas.

Impotência sexual e o treinamento de camisinha

Certo, a camisinha não é a culpada pelas “brochadas” e muitos homens acham que têm impotência sexual. Mas como resolver o problema?

A recomendação, a priori, é ter calma. Não adianta forçar uma situação, pois isso tende a gerar mais ansiedade, pressão e culpa. Uma dica que costumo sempre passar para meus pacientes é tentar conversar com sua parceira ou parceiro sobre seus medos, anseios e dificuldades. Jogar limpo deixa o casal mais cúmplice e mais íntimo para lidar com essa questão que interessa a ambos.

Também é importante que se crie uma intimidade com a camisinha. Masturbar-se sozinho ou com auxílio da outra pessoa pode ajudar a tornar o preservativo menos aversivo e naturalizá-lo no sexo do casal. Vale lembrar que a camisinha é o único método seguro contra as DST’s – Doenças Sexualmente Transmissíveis.

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Único método seguro contra doenças

Muita gente não está usando mais camisinha, especialmente para as relações ocasionais, o que é um absurdo. Não por acaso, os casos de infecção por HIV tem aumentado cada vez mais em toda a população. Dados da ONU mostram que os casos de contaminação por HIV no nosso país aumentaram em 3% entre 2010 e 2016, enquanto no resto do mundo caíram em 11%.

Também não podemos esquecer de todas as outras DSTs, como a sífilis, que está em epidemia, e a gonorreia, que também está aumentando. A camisinha é o único método seguro que existe para a prevenção de doenças. Como são doenças invisíveis ou muitas vezes silenciosas, o uso da camisinha é fundamental.

Por isso, nunca se esqueça: a culpa pela perda de ereção não é do preservativo e é essencial insistir em usá-lo. Por isso, se você não está conseguindo lidar bem com a camisinha, procure ajuda qualificada, pois as causas podem ser físicas, mas também pode ter origem emocional ou psicológica e isso tem tratamento.

Hoje pela manhã gravei uma entrevista muito interessante sobre a solidão vivenciada por muitas pessoas em nossa sociedade atualmente,  especialmente entre os adolescentes.

Falar sobre um tema tão abrangente como a solidão é algo desafiador e gratificante:

Desafiador, pois as causas da solidão variam sempre de pessoa para pessoa. Ou seja, mesmo que haja padrões que se repetem – sobretudo nas formas como esse comportamento é expressado – as causas sempre estarão presentes na história de vida da pessoa solitária e nunca devem ser generalizadas ou comparadas com a história de terceiros. Pois isso poderia favorecer erros.

Abordar este tema é gratificante, pois, dessa forma, é possível problematizar as questões em torno da solidão, favorecendo reflexões que podem ajudar a identificar suas origens e trazer formas mais adequadas tanto nos atos de prevenção como de auxílio às pessoas acometidas por este mal.

Solidão tratamento Elídio Almeida -Psicólogo em Salvador..003

Por isso, aproveitei a entrevista para falar como determinadas características e comportamentos das nossas relações sociais contribuem para que as pessoas sejam solitárias.

As formas altamente exigentes, aversivas ou punitivas com que somos tratados e levados a mostrar sempre as melhores performances para terceiros; associados ao mau uso das tecnologias, redes sociais, inseguranças, individualismos e competições altamente acirradas, têm formados pessoas extremamente despreparadas para lidar com frustrações. E, tudo isso, é ainda mais agravado entre os adolescentes.

Solidão e adolescência.

Pensar na solidão no contexto dos adolescentes é altamente preocupante e merece nossa atenção.

Isso porque é na adolescência – tipicamente um período de desenvolvimento marcante para muitos jovens que estão na transição entre a vida infantil e os desafios da vida adulta – onde ocorre uma pressão muito grande para determinados comportamentos como a autonomia cognitiva, a conquista da segurança emocional, dentre outros fatores.

Dessa maneira, muitos jovens (assim como muitos adultos) quando se veem solitários, podem adotar comportamentos extremos e inadequados para lidar com o sofrimento associado à solidão. Não por acaso, é nessa fase e nesse contexto onde ocorrem muitos processos traumáticos que podem marcar sempre a vida da pessoa, além das incidências dos casos de automutilação ou até mesmo as tentativas de suicídio.

Solidão tratamento Elídio Almeida -Psicólogo em Salvador..003

Durante a entrevista procurei chamar a atenção para as mudanças aparentemente repentinas de comportamento, pois elas podem sinalizar que algo não está funcionando bem e isso pode ser o sinal de alerta para pais, professores, amigos e familiares.

A entrevista será exibida na programação da TV Câmara (sinal digital 61.4), canal da Câmara de Vereadores de Salvador. Além da TV a matéria também estará nas redes sociais da emissora e aqui no blog. Aguardem.

Efebofilia, saiba o que é.

Descobrir o “mundo das parafilias” é uma experiência que pode gerar atitude preventiva para si e para outras pessoas. Por isso, falar sobre a efebofilia e  os comportamentos sexuais que destoam da curva normal esperada para nossa cultura abre espaço para abordamos muitos conceitos e comportamentos que podem nos ajudar a compreender ou tratar os desvios comportamentais relacionados à sexualidade humana em nosso contexto.

Uma dessas parafilias é a efebofilia, um comportamento ou preferência sexual que menores de idade, que muitas vezes, é negligenciado, mas que pode causar um grande estrago na vida das pessoas, especialmente dos adolescentes.

efebofilia elidio almeida psicólogo em salvador

O que é efebofilia?

Uma das parafilias mais graves e impactantes que existe na nossa sociedade é a pedofilia. Embora a efebofilia comumente seja tratada como pedofilia, há uma distinção entre elas que precisa ser considerada.

A pedofilia, em linhas gerais, é o comportamento sexual ou a atração sexual por crianças pré-púberes (até os 12 anos), enquanto que a efebofilia seria o comportamento sexual ou a atração por menores de idade (13-17 anos), mesmo que já possuam características físicas de adultos.

Compreender a diferenças entre pedofilia e efebofilia tem ajudado a demonstrar a gravidade dos casos de pedofilia, onde crianças (muitas vezes, completamente indefesas e vulneráveis) são violadas ou abusadas sexualmente. Mas essa distinção não diminui a gravidade dos casos de efebofilia.

efebofilia psicólogo elídio almeida

Ainda que o argumento de que as vítimas “já não são mais crianças” seja frequentemente a justificativa que muitas pessoas usam para tentar amenizar a gravidade dos seus atos contra crianças e adolescentes que são abusados sexualmente. Pois, ainda que elas tenham um breve amadurecimento em relação às crianças que são violentadas nos casos de pedofilia, temos sempre que considerar que quando o adulto fantasia ou faz contato sexual com uma pessoa menos (ou tão) inexperiente, pode haver ali uma manipulação e controle de alguém mais experiente que pode tirar proveito de um adolescente (menino ou menina) que ainda está em uma fase crítica do seu desenvolvimento.

Lamentavelmente, ao que parece, nossa sociedade tem perdido esse limiar de análise entre os casos de abusos sexuais. Pois, cresce a cada dia o número de pessoas que têm entendido como algo normal uma pessoa adulta se envolver sexualmente com adolescentes. Contudo, por mais que esse adolescente tenha um corpo físico de adulto ou que demonstre algum tipo de autonomia ou amadurecimento, devemos sempre considerar que esse adolescente (menino ou menina), pode estar sendo influenciado por alguém que tira proveito pessoal dessa situação.

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E isso é algo muito grave e extremamente prejudicial ao desenvolvimento, com prováveis sequelas que certamente surgirão na vida adulta do jovem abusado. Por isso, é importante refletirmos sobre a efebofilia em nossa sociedade e sempre verificarmos o que podemos fazer para não deixar que pessoas em desenvolvimento tenham seu curso natural violado.

Esse é o quarto dos quatro posts sobre HIV e Aids em que trago algumas informações úteis sobre o tema. Iniciei esta série com este post aqui [ 1 ]. Leia também os posts [ 2 ] e [ 3 ]. Acredito que você irá gostar!

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Infelizmente, depois de décadas e reais avanços na conquista de uma tratamento cada vez mais eficaz que sinaliza para a descoberta da cura a qualquer momento, falar em HIV e Aids ainda soa como um ato terrorista. As pessoas fogem como se precisassem se manter distantes para se sentir-se em segurança.

Não só o tema, mas o próprio risco em si, está muito mais próximo, invisivelmente ou não, em nosso meio e por isso devemos – todos – estar conscientes e alertas. Por todos esses motivos, devemos pôr mais informação nessa discussão para podermos ter atitudes mais adequadas não só no combate à Aids, mas também para podermos nos proteger e buscar ajuda e tratamento, se necessário, de forma mais segura e honesta.

Você deve estar lembrado que falei nos posts anteriores [ 1 ], [ 2 ] e [ 3 ] de um vídeo que foi um dos motivadores para que eu escrevesse essa série de posts, não é verdade? Pois bem, vou te apresentar dois vídeos e gostaria que você assistisse cada um deles e respondesse qual deles informa mais e lhe motivaria a fazer um teste de HIV. Assista:

O primeiro é o vídeo da campanha oficial do Governo, contra o HIV e Aids, #partiuTeste. O segundo é um vídeo do Vlog JoutJout Prazer, intitulado de UMA AULA, vídeo que me sensibilizou a escrevesse sobre este tema aqui no blog.

HIV e AIDS: por que temos tanto medo de tocar nesse assunto?

Você deve ter notado como o primeiro vídeo força a associação do TESTE com: a felicidade, novas experiências escolhas, aventuras, sonhos, caminhos, liberdade, bem-estar… Talvez, depois de assistir o primeiro vídeo e refletir, ainda que rapidamente, sobre tudo o que se ouve falar a respeito do HIV e Aids em nossa sociedade. Será mesmo que uma pessoa se empolgaria a fazer o teste?

Na verdade, se pensarmos um pouco, o primeiro vídeo soa mais uma coisa desconexa, quase uma mentira ou uma tremenda enganação. Pois, ao contrário da mensagem que a campanha tenta passar, fazer um teste e descobrir que se tem HIV é sinônimo, dentro da nossa cultura atual, de perder a felicidade. As novas experiências, os sonhos, a liberdade, o bem-estar são fantasias. Ter HIV e Aids hoje em dia é visto como sinônimo de viver num caminho escuro, excluso, isolado e taxado de todos os piores adjetivos que possam ser atribuído a um ser humano. Por isso, o vídeo, ao contrario do que se propõe, soa como enganador, mentiroso, falso e sem credibilidade.

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No segundo vídeo, surge uma coisa nova, esclarecedora, instrutiva e, sim, parece dialogar com muito mais facilidade, usando uma linguagem real, informativa, eficiente e eficaz. Em minha opinião, principalmente pela qualidade do serviço prestado, o vídeo do Gabriel merece muito mais os 15 milhões gastos pelo governo numa campanha que, nitidamente, deixa a desejar.

Ao meu ver, atitudes como essa poderiam ir muito mais além do que o material oficial do governo. Penso que, com estas informações, as pessoas que tiveram comportamento de risco sintam-se muito mais encorajadas a fazer o teste e descobrir se possuem o vírus ou não. Penso, também, que quem iniciou o tratamento e porventura abandonou, pode compreender com a franqueza e propriedade do Gabriel, a importância de aderir e levar a sério o tratamento. Mas, o mais importante é que todas essas informações e conscientização destroem o preconceito, a discriminação e a ignorância, comportamentos ainda mais destruidores que o HIV.

Por tudo isso, mesmo tendo sua importância no combate ao HIV e Aids, já está na hora do Governo se atualizar e ser mais honesto com os dados e com a população que vive aterrorizada e desinformada quanto a questão do HIV e Aids no Brasil. Neste momento, é mais que necessário fazer como o Gabriel, encarar a questão de frente, ter uma postura responsável, honesta, transparente e esclarecedora. Tudo isso, dá muito mais segurança tanto nos atos preventivos, quanto na própria questão do tratamento.

A ideia do Governo de tentar mudar o comportamento sem antes fazer um trabalho de base e valorizar a informação como principal motivador, é vista, pelos seus próprios dados, como ineficaz. O que deixa no ar a pergunta: Se não está dando certo, porque se investe tanto dinheiro e mantém o mesmo modelo de ação?

HIV e adis tratamento psocólogo em Salvador hiv-aids

Por isso, penso que todos devemos nos inspirar no Gabriel Estrela e mergulharmos nas informações atualizadas sobre como podemos agir, independente se você é soropositivo, não contaminado, teve um comportamento de risco, está em dúvida, convivem com alguém que tinha sido exposto ou simplesmente quer se proteger ainda mais,  informe-se e coloque mais INFORMAÇÃO entre o preconceito e o medo.

Porém, é importante lembrarmos que esse quadro não mudará do dia para a noite e não é nada fácil descobrir que você está contaminado com um vírus ainda incurável que pode levar a várias doenças graves. Como é o caso da Aids.

Mesmo sabendo que o preconceito, na atualidade, é muito mais letal que o vírus, muitas pessoas não conseguem se abrir ou buscar ajuda com familiares e amigos. Até mesmo buscar um profissional não é uma tarefa fácil. Contar com um suporte de uma terapia pode ser extremamente salutar, não só para descobrir o que pode ser feito para restaurar suas emoções. Além de obter orientações de como você pode iniciar o tratamento e que passos deve seguir para vencer todo esse momento com o menor sofrimento possível.

Uma coisa é certa: num consultório de psicologia você não sofrerá com a discriminação e nem o preconceito que ronda o mundo lá fora e pode ser um passo inicial para começar um tratamento eficaz . Se em algum momento você passar a conviver ou tiver qualquer contato com o HIV, lembre-se que existe um mundo real, honesto e possível, diferente do que aparece nas campanhas do governo. Pense nisso e viva mais!

Esse é o quarto dos quatro posts  post da série sobre HIV e Aids com algumas informações úteis sobre tema. Há outros três textos anteriores. Caso queira lê-los, clique aqui: [ 1 ], [ 2 ] e [ 3 ].

Qualquer relacionamento – a depender do interesse do casal – pode ser restaurado após uma traição. Mas sempre haverá marcas.

Uma traição normalmente é algo muito dolorido, sofrido  e tem o peso de uma  enorme pancada emocional. Para superar uma traição devemos saber muito bem quem somos, quais nossas prioridades, quais nossos valores pessoais e culturais, especialmente saber o que desejamos e o quanto estamos dispostos a negociar e abrir mão seja para romper definitivamente a relação ou seguir em frente. Às vezes você pode conseguir fazer essa análise sozinho ou sozinha, mas é sempre importante contar com um suporte profissional neste momento tão difícil e delicado, para lhe ajudar a compreender melhor todos esses contextos.

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Descobri que fui traída.
O que faço?

Em um relacionamento nem sempre percebemos de imediato que estamos sendo traídos. Em geral, somos otimistas e mesmo diante de pistas que evidenciam uma traição, tendemos a ignorá-las e achar que uma traição jamais aconteceria com a gente, não é mesmo? Esse otimismo muitas vezes nos deixa cegos. Por exemplo, se fossemos somente pessimistas (vou ser traída), como alguns defendem, jamais entraríamos em nenhum relacionamento, pois, com isso, evitaríamos todos os problemas causados por uma traição, caso ela ocorresse. Todavia somos humanos – seres sociais – e não conseguimos viver bem se passarmos nossa vida eternamente sozinhos, mesmo que as estatísticas acerca da traição em relacionamentos sejam sempre assustadoras.

Para você ter uma ideia, os estudos sobre os relacionamentos na atualidade apontam que 76,4% dos homens e 48,3% das mulheres que estão envolvidos em algum tipo de relacionamento amoroso tiveram ao menos uma experiência de traição durante o relacionamento. Assim, se nos apegássemos apenas a estes dados, certamente nem arriscaríamos investir num relacionamento, pois a probabilidade de uma traição ocorrer seria bastante alta e, em função dos possíveis estragos emocionais optaríamos por não correr este risco.

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Porém a nossa necessidade de contato afetivo e amoroso sempre tem falado mais alto, aguçando nosso otimismo e nos levando sempre a tender a apostamos (alto), na expectativa de sermos premiados com um relacionamento de sucesso caracterizado pela monogamia, fidelidade e sem traições. Par você ter uma ideia de como isso funciona na prática, é como se eu dissesse para você que há 75% de chance de um determinado viaduto desabar e, diante disso, tenho certeza que você  jamais passaria com seu carro pelo tal viaduto. Já nos relacionamentos ocorre o contrário, sempre tendemos a arriscar, acreditando que no futuro as coisas mudem ou melhorem. Mas de repente tudo desaba e você fica sem chão.

Embora ser traído ou traída seja a última coisa que você deseja em sua vida e em seu relacionamento, às vezes você precisa decidir de maneira muito rápida entre continuar com a pessoa que você amou e investiu todo seu afeto até aquele momento ou finalizar essa relação em função da descoberta de uma traição.

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Lógico que cada caso difere um do outro e sempre tendemos a buscar ajuda nas pessoas de nossa confiança que já passaram por isso ou podem nos aconselhar de alguma forma. Justamente nesse momento muitas pessoas ficam ainda mais confusas, pois terminam recebendo orientações equivocadas, nas quais as pessoas tomam partido por um ou outro lado Às vezes torcem tanto  para ver vocês juntos ou separados que são logo incisivas em sugerir que você esqueça tudo e dê mais uma chance ou, até mesmo, sugere que separe imediatamente e parta logo para outra.

terapia de casal psicólogo em salvador relacionamento em crise

Solução para a traição

Por isso, é sempre recomendado que neste momento tão conturbado em sua vida e que lhe falta ânimo e controle emocional para tudo, que você conte com ajuda profissional e invista em seu bem estar para compreender de maneira adequada os acontecimentos, conhecendo mais sobre si e verificar os rumos mais adequados para sua vida e sua relação a partir desse trágico contexto.  A Terapia de Casal ou até mesmo uma psicoterapia individual pode ajudar bastante nesse processo. Pense nisso e invista em sua relação. Invista em você!

O tema de hoje é Depressão nos jovens. Já falei sobre a depressão em outros posts, mas é sempre bom abordar mais sobre esse tema tão importante e igualmente preocupante. Segundo os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), o diagnóstico de depressão deve considerar:

  • O estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
  • A anedonia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
  • A sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
  • A dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
  • A fadiga ou perda de energia;
  • Os distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
  • Os problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
  • A perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
  • As ideias recorrentes de desinteresse no futuro, pensamentos de morte ou suicídio.

Ainda conforme o DSM-IV, a quantidade de sintomas acima serve para classificar tanto a depressão como subclassificá-la em três tipos:

(1) Depressão menor,

(2) Distimia e

(3) Depressão maior.

Oportunamente, falarei destes tipos de depressão em postagens aqui no blog.

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A depressão nos jovens

Como estamos vendo, a depressão interfere drasticamente na qualidade de vida – seja dos jovens ou dos adultos – e impactam em altos custos de energia social e  psíquica. Para considerarmos que uma pessoa esteja com depressão, ela deve estar há pelo menos quatro semanas com mais de cinco dos sintomas listados acima. Obviamente deve-se ter cautela nesse momento, pois pode haver episódios e eventos traumáticos de grande proporção envolvidos, com relativa proximidade temporal, de modo que seriam aceitáveis a presença dos comportamentos depressivos devido ao impacto natural do contexto; por exemplo, o falecimento de um familiar.

Observe que a depressão propriamente dita seria o ápice de um quadro característico da queda de humor generalizado e presente na vida de uma pessoa por mais de quatro semanas consecutivas. Mas, até tornar-se depressivo, o jovem pode passar por dois outros estágios que normalmente antecedem a depressão: a melancolia e a tristeza.

Muitas vezes estes estados comportamentais confundem pacientes, familiares e até mesmo profissionais, por isso, devemos ficar atentos. Entenda.

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A melancolia e a Tristeza

A melancolia é um estado comportamental muito parecido com a depressão, porém com intensidade relativamente menor, duração e persistência também diminuídas, muitas vezes, sem razão aparente, mas certamente com uma causa que deve ser investigada para se ter consciência e, consequentemente, autonomia. É como se a melancolia fosse um estágio intermediário entre a tristeza e a depressão propriamente dita.

Por outro lado, a tristeza é pontual, passageira e, normalmente, com causas consciente ou inconscientemente específicas. Por exemplo, é natural que se você perder uma moeda de um dólar americano você fique triste (nível 1), pois o prejuízo seria equivalente a três reais. Para uma quantia um pouco maior, por exemplo, R$ 100,00, já seria possível alguém ficar melancólico (nível 2). Já o caso de Eike Batista é bem mais delicado, não é verdade? Se fosse comigo, seria nível 3 com certeza.

Ficar triste é normal

Vamos lembrar que quando ficamos tristes, introspectivos, melancólicos – em condições normais, obviamente – usamos esses acontecimentos e comportamentos para olharmos para nós mesmos, fazemos reflexões e procuramos meios para aprimorar nossos comportamentos e sair daquela situação ou fazer com que ela não volte a se repetir.

Em meu consultório, por exemplo, sempre recebo demandas de jovens com rótulos de depressão e fico impressionado como muitos pais perderam esse time de compreender seus filhos em função deles mesmos e do contexto em que vivem.

Lógico que também recebo muitos casos reais de depressão nos jovens, mas, em ambas as situações, todos precisam de ajuda e é importantíssimos que haja um diagnóstico diferencial para que seja encontrada a real demanda, a raiz do problema, o que mantém o comportamento que tanto incomoda os jovens e que também tanto preocupa os pais.

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Costumo pensar e planejar meus casos clínicos sempre considerando que se o comportamento mudou, certamente algo no contexto também mudou e é isso que deve ser focado, mesmo diante das preocupações e das evidências de que algo não vai bem. Afinal, não é normal um jovem que antes vivia alegre, feliz, participativo, de repente se isole no seu mundo e fuja de tudo que antes fazia parte da sua rotina. Por isso, não devemos nos contentar apenas com aquilo que vemos e sim ir em busca das causas dessa mudança, para fazermos intervenções eficientes e eficazes no processo. É como se essa mudança de comportamento fosse uma forma encontrada pelo jovem para pedir um help de forma indireta.

Se soubermos identificar e contextualizar cada emoção e cada padrão de humor em seu devido contexto, teremos ações muito mais eficazes, menos preocupações, mais alegrias e uma vida mais repleta de bem-estar. Acredito que somente com intervenção adequada teremos resultados melhores e mais produtivos.

A depressão nos jovens é altamente preocupante. Pense nisso.

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Depressão nos jovens também é assunto para o especialista.

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