Arquivos Cotidiano - Elídio Almeida

Cotidiano

Ao contrário do que muitos pensam, ser médico não é fácil. A prática da medicina sofreu muitas alterações nos últimos anos. Nesse sentido, o estresse ocupacional tem afetado a saúde psicológica dos médicos. Em muitos casos, há interferências não só no exercício da profissão como também na vida pessoal desses profissionais. Não obstante, as condições de trabalho estão cada vez mais exigentes e desgastantes. Diariamente, desde a formação, o médico tem que lidar com carga horária excessiva, além das cobranças pessoais, institucionais e sociais cada vez maiores.

Nos últimos anos, os médicos vêm lidando com muitas perdas, entre as quais, a qualidade de vida e a autonomia em seu ambiente de trabalho. A exposição a situações cada vez mais estressantes, seja nas instituições em que trabalham ou com o público ali atendido, tem aumentado a vulnerabilidade desses profissionais.

Por tudo isso, os reflexos dessa rotina profissional vêm interferindo na saúde psicológica dos médicos. De forma cada vez mais freqüente, os prejuízos refletem nas relações afetivas, familiares e sociais.

Não por acaso, cada vez mais, o abuso de substâncias para aliviar o impacto dessa realidade vem aumentando consideravelmente. Isso vem provocando nos médicos um gigantesco quadro de adoecimento emocional, desencadeando especialmente quadros de depressão e suicídio, temas raramente discutidos.

A representação social dos médicos.

Para compreendermos a saúde psicológica dos médicos, precisamos deixar de lado a representação social que esses profissionais possuem. Somente abrindo mão do estereótipo social do médico é que vamos conseguir enxergar as pessoas por trás da profissão.

Estudos que versam sobre a representação social do médico informam que esse profissional geralmente é visto como:

  • Pessoa financeiramente rica e bem-sucedida, por isso, não tem problemas;
  • Detentor de um conhecimento privilegiado, motivo pelo qual tem a obrigação de saber todas as coisas;
  • Pessoa com disponibilidade integral para servir;
  • Alguém que ganha muito para fazer pouco;

Lamentavelmente, essa visão é amplamente difundida na nossa sociedade. Com isso, a população generaliza e rotula injustamente nossos médicos. Não bastasse essa avalanche social, muitos governantes e instituições incitam a população a declarar guerra aos médicos. Agindo dessa forma, transferem a esses profissionais a responsabilidade pelo caos atualmente visto na saúde do país, especialmente na esfera pública. No discurso dessas pessoas, propaga-se que os problemas e a falta de acesso à saúde são culpa dos médicos, fazendo com que estes recebam, em sua atuação profissional, uma carga emocional altamente danosa e muito superior às inerentes à sua atuação.

Isso tem levado os médicos a desenvolver habilidades para além de suas funções. Além do saber técnico, são requeridos a driblar, cotidianamente, as cobranças, insultos e agressões físicas e morais em seu ambiente de trabalho. São eles que suportam a insatisfação da população com o sistema de saúde (público e privado). Por conseguinte, poucas pessoas conseguiriam viver a rotina dos médicos.

Além de serem julgados socialmente e expostos, nem sempre os médicos possuem condições adequadas para o exercício de suas funções profissionais. E não para por aí.  Os médicos ainda sofrem outros danos.

Há uma cobrança e uma disputa nem sempre tácitas entre os próprios médicos. Muitas vezes, eles mesmos cobram de seus pares posições sociais que também geram prejuízos. Especula-se que todos os médicos devem ter supercarrões, mega-apartamentos, amplo histórico de viagens ao redor do mundo, festas de casamentos faraônicas… Como se isso fosse um requisito mínimo para quem é médico.

Implicitamente, propaga-se que, para ser médico, você tem que cumprir todos esses requisitos sociais. Tais ocorrências têm provocado não só a exigência de trabalhar mais para suprir essas “necessidades”, Elas têm ocasionado também afastamento familiar, social e uma variabilidade de adoecimentos psicológicos e emocionais.

Os médicos estão emocionante doentes.

Sim, essa é uma constatação lamentável. O contexto em que muitos médicos estão inseridos tem levado a uma perda dos filtros da realidade e à ausência de posicionamentos mais adequados para trazer equilíbrio à vida pessoal e profissional.

Estudos mostram que, com o passar dos anos, os médicos vêm perdendo cada vez mais qualidade de vida. Em associação com essa realidade, eles estão entre os maiores consumidores de antidepressivos e ansiolíticos. Além disso, eles raramente conseguem manter uma alimentação balanceada, freqüência regular de atividades físicas e descanso.

Os ambientes de trabalho dos médicos geralmente são muito tensos e geradores de ansiedades desmedidas. Os conflitos com superiores, com a equipe e com o público atendido são frequentes e exigem dos médicos preparo psicológico e emocional que nem sempre lhes é viável. A rotina intensa de trabalho tem afastado esses profissionais do seu núcleo familiar e da vida social, trazendo muitos prejuízos aos relacionamentos, especialmente aos namoros e casamentos.

A saúde psicológica dos médicos.

Muitos médicos foram afetados pelo desafio de trabalhar exacerbadamente para acumular bens materiais de que raramente conseguem usufruir adequadamente. A maioria tem sido guiada pelas representações descontextualizadas da profissão. Com isso, acabam legitimando um padrão comportamental do qual eles são a principal vítima. Não por acaso, os profissionais de saúde estão entre os maiores acometidos pelo estresse ocupacional, ansiedade, depressão e pela síndrome de burnout.

Por tudo isso, precisamos refletir sobre a saúde psicológica dos médicos em nossa sociedade. Precisamos enxergar com mais atenção as pessoas por trás dos jalecos e dos estetoscópios. Compreender a realidade deles fará com que se tenha mais sensibilidade acerca dos problemas que enfrentam em seu dia a dia.

Nos próximos posts, falarei mais sobre a vida psicológica e emocional dos médicos. Se você tem alguma dúvida, crítica ou sugestão, escreva para mim.

Um dos textos de maior acesso no meu blog fala sobre efebofilia [veja aqui]. A efebofilia faz parte de um conjunto de comportamentos sexuais classificado por Parafilias. A princípio, os nomes podem parecer estranhos. No entanto, os comportamentos a que eles se referem são bem conhecidos. Popularmente, as parafilias são aqueles comportamentos classificados como taras ou transtornos sexuais. Neste post, apresentarei algumas dessas condutas sexuais não convencionais na nossa cultura.

Conhecer as as taras sexuais pode ajudar você a lidar com algumas delas, especialmente se esses comportamentos sexuais incomuns estiverem lhe causando problemas ou violando direitos de outras pessoas.

Parafilia e taras sexuais psicólogo Elídio Almeida, especialista em terapia de casal em salvador

Estranho é achar que a função do sexo é apenas para procriação.

Houve um tempo em que se acreditava que o ato sexual deveria se restringir ao objetivo da procriação. Naquela época, o sexo teria de ser praticado entre dois adultos (vivos), um homem e uma mulher (casados) e com o intuito exclusivo de gerar filhos. O mais assustador é que tudo o que fugisse a esse padrão era considerado doença ou grave transtorno de conduta. Para se ter ideia, até o prazer sexual, especialmente para a mulher, era rechaçado.

Felizmente, os estudos e a compreensão sobre a dinâmica dos comportamentos sexuais humanos evoluíram. Hoje é possível separar o joio do trigo e traçar definições bem mais nítidas em relação aos comportamentos sexuais e as parafilias.

Ainda que algumas pessoas tenham conceitos presos ao passado, várias parafilias passaram a ser aceitas enquanto outras tiveram sua classificação merecidamente tipificadas como crime, como são os casos da pedofilia, zoofilia, efebofilia, necrofilia, frotismo, entre outras.

Hoje, pessoas e profissionais responsáveis conseguem enxergar as parafilias de outro modo. Isso significa dizer que há um olhar:

    • mais contextualizado nos valores éticos e legais da coletividade.
    • focado na compreensão da dinâmica dos comportamentos humanos.
    • preocupado com valorização da conjuntura sócio-histórica da humanidade.
    • atento para as causas e consequências das parafilias, especialmente no que tange à violação de direitos, especialmente das pessoas indefesas e vulneráveis.

Seguindo esses critérios, as parafilias serão vistas em três grupos:

    1. Não usuais:
      não violam direitos, apenas são diferentes das práticas mais convencionais
    2. Doentias:
      aquelas que são praticadas em função de uma dependência, transtornos mentais ou visam suprir lacunas emocionais e compensatórias do praticante.
    3. Criminosas:
      são as práticas abusivas, violadoras dos direitos humanos, também associadas a transtornos mentais graves, que ferem as normas éticas, morais e legais da coletividade.

Como disse acima, o objetivo deste post é apresentar as parafilias e as taras sexuais. A proposta é ajudar você a reconhecer e questionar a classificação ética desses comportamentos. A partir daí, você poderá avaliar criticamente as possíveis classificações deles como não usuais, doentios e/ou criminosos.

Assim sendo, levando-se em consideração que vivemos numa sociedade regida por leis, regras, normas e condutas que estabelecem os limites entre o certo e o errado para todos, não farei uma classificação geral das parafilias neste post. Muito embora, mesmo sabendo que muitas delas podem ser apenas um fetiche ou veículo de excitação sexual, afirmo e afianço que outras são doentias e criminosas.

A decisão de não classificar cada parafilia em categorias tem uma razão especial. Mesmo com as normalizações legais e sociais, os valores morais e éticos das pessoas nem sempre estão em sintonia com os valores humanitários, legais e coletivos. Por isso, vou me  ater apenas ao fato de apresentar as parafilias. Compete a vocês, caros leitores e leitoras, fazer sua análise e classificação. Vamos a elas?

Parafilias: as taras sexuais não convencionais, doentias e/ou criminosas.

    • Aerodromofilia: vontade de transar no avião.
    • Agalmatofilia: atração por estátuas, manequins e bonecos
    • Agorafilia: excitação por transar em lugares públicos.
    • Amaurofilia: excitação por pessoas usando máscaras
    • Anaclitismo ou autonepiofilia: prazer sexual em ser tratado como um bebê, incluindo usar fraldas e chupar chupeta
    • Anadentisfilia: excitação por pessoas sem dentes
    • Autoginefilia: homem que se excita usando roupas femininas
    • Axiliasmo: sexo praticado nas axilas ou fixação por axilas
    • Belonofilia: prazer pelo uso de agulhas ou objetos perfurantes
    • Cisvestismo: excitação provocada por pessoas usando uniformes profissionais, como de bombeiros ou de enfermeiras.
    • Coprofilia: fetiche pela manipulação de fezes, próprias ou do parceiro
    • Coreofilia: excitação provocada por pessoas dançando
    • Crurofilia: fixação por pernas
    • Dacrifilia ou Dacrilagnia: excitação causada pelo choro do parceiro
    • Dendrofilia: atração sexual por plantas
    • Ecdiose: excitação ao tirar a roupa em público
    • Erotolalia: excitação provocada por telefonemas obscenos
    • Espectrofilia: excitação causada pela possibilidade de presença de fantasmas
    • Estigmatofilia: interesse sexual por pessoas com modificações na pele, como tatuagens, piercings ou cicatrizes.
    • Exibicionismo: desejo contínuo de exibir os órgãos sexuais a uma pessoa estranha ou desprevenida.
    • Flatofilia: prazer em cheirar gases intestinais
    • Fornifilia: excitação provocada ao ser tratado como um móvel (cadeira, sofá…)
    • Harpaxofilia: excitação causada quando a pessoa é vítima de assaltos.
    • Hibristofilia: atração sexual por criminosos
    • Hifefilia: excitação causada por determinados tecidos ou peças de roupa
    • Inflatofilia: tesão por balões de festa e outros objetos infláveis
    • Lactofilia: prazer em observar ou sugar leite saindo das mama
    • Latranudia: excitação ao expor-se a um médico
    • Ludofilia: prazer obtido com brinquedos como carrinhos, bolas e bonecas
    • Masoquismo: satisfação com o próprio sofrimento (aplicação de sofrimento a si mesmo).
    • Mecanofilia: atração por carros e outras máquinas
    • Menofilia: atração por mulheres menstruadas
    • Nanofilia: atração por anões
    • Narratofilia: excitação provocada por dizer ou ouvir palavras obscenas
    • Nasofilia: atração sexual pelo nariz
    • Necrofilia: atração por ter relações sexuais com cadáver
    • Odaxelagnia: excitação causada por mordidas
    • Orquifilia: fixação por testículos
    • Pigofilia: excitação por nádegas
    • Plushofilia: interesse sexual por bichos de pelúcia
    • Podolatria: tesão por pés
    • Pogonofilia: fetiche por pessoas barbadas
    • Poligamia: multiplicidade simultânea de parceiros.
    • Quirofilia: excitação por mãos
    • Sadismo: sente necessidade de criar na vítima uma sensação de terror (aplicação de sofrimentos aos outros)
    • Somnofilia: aqueles que se excitam por pessoas dormindo.
    • Stenolagnia: tesão por pessoas musculosas
    • Temakeri: homem que se excita ao ter os testículos chutados por uma mulher
    • Trampling: prática sexual em que um parceiro pisa o outro, como se fosse um tapete
    • Urofilia: excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não.
    • Voyeurismo ou mixoscopia: prazer pela observação da intimidade de outras pessoas

Caso você conheça alguma outra parafilia que não esteja nesta lista, por favor deixe nos comentários.

Agora já conhecemos algumas das parafilias. Caso queira saber como surgem esses comportamentos, basta me escrever. Assim, posso fazer outro post explicando – pelo viés da psicologia comportamental – como surgem esses comportamentos sexuais.

Algumas perguntas, às vezes, nos deixam reflexivos. Um desses questionamentos, sem dúvida, é: “Você é uma pessoa segura de si?”. Ainda que você tenha plena convicção sobre seus atos, inevitavelmente você se vê questionando sua própria segurança. Afinal, uma pergunta dessas sempre nos leva a uma ampla reflexão, não é mesmo?

Ser uma pessoa segura de si, especialmente no campo emocional, é o desejo de muitos. Algumas pessoas até acreditam que são suficientemente seguras emocionalmente. No entanto, pelo viés da Psicologia, o esperado é que as pessoas sintam-se inseguras em determinados campos da sua vida.

Assim como todo mundo sabe fazer algo de bom, é inegável que ninguém será expert em tudo. Ou seja, ser inseguro em um ou outro ponto é absolutamente normal! Entretanto, é importante destacar que essa normalidade da insegurança deve estar equilibrada em sua vida.

Você é uma pessoa segura de si? pessoa insegura psicólogo em salvador, terapia de casal e terapia individual em salvador Elídio

Quando pensamos na questão da segurança emocional, o doentio – de fato – seriam aos casos em que os comportamentos são extremados ou generalizados. São os típicos casos daquelas pessoas que são exageradamente seguras de si, que nunca pensam nas consequências e se jogam de qualquer altura. O oposto são aquelas que tiveram ações mal executadas e acabaram colecionando tanto insucesso que se sentem inseguras para tudo na vida. Perderam a confiança em si mesmas.

O que estas pessoas precisam descobrir é que ninguém será 100{aeb8b96352057d115d2b61601bc4a403dc435d903f8db19085461a4e6ba935d3} em tudo na vida. Ter equilíbrio emocional para lidar com isso é altamente importante para a saúde psicológica.

Não é necessário ser bom em tudo para se sentir uma pessoa segura de si.

Às vezes, digo aos meus pacientes que sou uma pessoa insegura para algumas coisas. De início, eles duvidam. Mas é verdade. Se eu fosse convidado para preparar um jantar para 200 pessoas, por exemplo, isso me deixaria completamente inseguro. Nem me imagino fazendo isso, não é minha praia! Porém, preparar uma comidinha básica para 2 ou 4 pessoas já me deixaria mais à vontade. Ou seja, ser um psicólogo e não ser um Chef de Cozinha é aceitável. A questão é que você pode estar querendo ser destaque em tudo. Isso é impossível.

Você é uma pessoa segura de si? pessoa insegura psicólogo em salvador, terapia de casal e terapia individual em salvador Elidio almeida

Ter conhecimento de si, propriedade sobre as habilidades e sempre ponderar as consequências dos comportamentos ajuda no processo de construção da segurança pessoal. Esse processo de autoconhecimento é fundamental ao bem-estar psíquico. Pessoas que não têm esses aspectos sob controle e equilibrados podem cometer equívocos e, dessa forma, ficarem expostas a inseguranças e sequelas emocionais.

Um olho fechado e outro aberto.

A dica para que você seja cada vez mais seguro de si é ganhar repertório e experiência. Começar pelas coisas mais básicas, preferencialmente aquilo em que você já tem segurança para executar, poderá trazer a base essencial para seu crescimento e conforto emocional. Ademais, contar com um suporte psicológico também é salutar para essa questão. Um psicólogo poderá ajudar a analisar melhor os comportamentos e os contextos vivenciados por você. Dessa forma, é possível verificar quais as melhores possibilidades a serem adotadas.

Lembre-se: você não precisar ter 100{aeb8b96352057d115d2b61601bc4a403dc435d903f8db19085461a4e6ba935d3} de sucesso para ser uma pessoa segura de si. Também tenha em vista que a insegurança pode estar associada à falta de conhecimento, habilidade e experiência em determinadas situações. Ampliar a variabilidade comportamental e aumentar as taxas de sucesso ajudam a adquirir confiança.

Se você se vê inseguro para quase todos os campos da sua vida, é hora de buscar ajuda para equilibrar essa balança emocional.

A maioria das pessoas que estão em um relacionamento se sente insegura. O temor de perder o homem ou a mulher da sua vida é algo que faz com que as pessoas usem com intensidade a fantasia do ciúme. O objetivo é tentar controlar e prender o par a qualquer custo. Elas fazem isso durante todo o ano. Porém, é com a aproximação do carnaval que elas colocam na avenida o maior bloco do carnaval: o ciúme.

No carnaval, o ciúme sempre surge repleto de alegorias, máscaras, criatividade e milhares de foliões no mesmo ritmo dessa famigerada coreografia. Não há dúvida: do Norte ao Sul do Brasil, o ciúme é o maior bloco do carnaval.

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Por que o ciúme é o maior bloco do carnaval?

A explicação para isso é simples. Durante o ano, as pessoas ciumentas vivem a constante tensão de saber que seu parceiro ou parceira pode ser abordado ou se interessar por outra pessoa nas situações cotidianas. Por mais que elas relutem em aceitar, isso é a mais pura verdade.

Saber disso faz com que muitas pessoas entrem em crise.Por isso, buscam as mais diversas formas para tentar controlar as possíveis ameaças capazes de ampliar suas inseguranças. Elas chamam isso de cuidado ou ciúme.

A pessoa ciumenta entende que tem o dever de “proteger” o parceiro da investida alheia. Poucas vezes recorda que todos têm o livre arbítrio e motivações pessoais para aceitar ou recusar uma investida ou as possibilidades de traição. Por isso, o carnaval é visto pelos ciumentos como um catalizador para os fantasmas e ameaças que podem encerrar o relacionamento.

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A seguir, algumas justificativas para o carnaval representar um temor para os ciumentos:

    • Tradicionalmente, o carnaval é o momento em que as pessoas estão mais permissivas às fantasias.
    • A concentração de solteiros e solteiras é muito maior.
    • A bebida, as danças e a diminuição da censura deixam as pessoas mais soltas e com a libido muito mais aflorada.
    • Os corpos e os desejos ficam mais expostos.
  • E, para piorar, ainda tem aquela regra que diz: no carnaval tudo pode.

Pensar nessas situações faz com que muitos tremam na base.

Se eu fiz, todos vão fazer igual?

Os ciumentos que tanto receiam o carnaval não raramente tomam como base a própria história pessoal para projetar no outro o ciúme ou o medo da traição durante a festa de Momo. Certa feita, ouvi de uma pessoa o seguinte relato:

“Eu proibi ele de ir pro carnaval porque eu sei muito bem o que acontece lá. Nos meus carnavais, eu mesma já fiquei com homem casado, já dei em cima de muito homem, puxava e beijava. Qual é o homem que vai resistir a isso? Eu perdia a conta de quantos eu beijava e transava nos dias de carnaval. E não eram eles que me agarravam não. Eu que partia pra cima e pegava geral mesmo. Mas claro que eu era solteira e hoje somos casados. Carnaval não é lugar para homem casado. Ele tem que entender isso. A gente sabe muito bem que ainda tem um monte de piriguete na folia esperando para dar o bote no marido dos outros. Por isso que eu não quero que ele vá”.

Climão, claro! Muitas pessoas erram em suas análises e conclusões, justamente por entenderem que todo mundo agiria igual a elas nessas situações. Por isso, é sempre bom lembrar que as pessoas são diferentes.

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Cada pessoa tem seus motivos para se sentir insegura. A questão é que cada um igualmente tem seu motivo para gostar da folia e sua motivação pessoal para trair, pegar geral ou simplesmente recusar, por mais atirada que seja a paquera. Nem todo mundo vai para o carnaval apenas para a pegação.

Poucas pessoas conhecem a experiência de confiar no seu parceiro ou parceira. Quando confiamos, nossos parceiros podem estar no meio de um harém e isso não nos incomoda, pois conhecemos e confiamos nele. Isso independerá do comportamento dos outros. Muitas pessoas conhecem muito mais o comportamento dos concorrentes do que o perfil do namorado/marido, namorada/esposa.

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Quando o vínculo é forte, há conhecimento e confiança, o que faz com que compromisso e segurança sejam naturalmente estabelecidos. Por mais ameaçador que seja o contexto, passamos a entender que quando um não quer, dois não se beijam. Muito menos vão para a cama com o primeiro que aparece. Por isso, a dica para esse carnaval (e para todos os dias da vida do casal) é construir e investir na segurança.

Quem não sai no bloco da segurança, engrossa ainda mais o bloco do carnaval: o bloco dos ciumentos.

As relações humanas são sempre complexas. Isso é ainda mais potencializado quando falamos de relação entre vizinhos. Em todos os contextos, devemos ter em conta que cada pessoa é diferente uma da outra. Equilibrar a convivência entre elas não é nada fácil.

Gostos, atitudes e interesses particulares revelam que administrar qualquer relação será sempre algo desafiador. Porém, nada se compara com as dificuldades encontradas nos relacionamentos entre vizinhos.

Nestas relações, os direitos e deveres são comuns a todos os membros. Porém, frequentemente os limites são desrespeitados nesse necessário convívio social. Isso causa enormes problemas, muitas vezes difíceis de serem solucionados.

psicólogo em salvador atendimento-psicologico elídio Almeida

Toda relação tem conflito?

Sim. As relações profissionais, sociais e de amizade, todas passam por conflitos. Até mesmo as relações familiares, que são caracterizadas por conexões de maior grau (sangüíneas ou afetivas), possuem embates. Nestas relações os papéis são claros e, em sua maioria se distinguem.

No entanto, as relações entre vizinhos destoa desse padrão. Nelas, os direitos e deveres – em tese – são os mesmos para ambos. Porém, cada um defende o que é melhor para si. Ou seja, além de diferentes, somos também egoístas. Esse é o princípio do caos em todas as relações que demandam convívio coletivo, como é o caso dos vizinhos.

Quanto temos um vínculo com outra pessoa, qual seja: profissional, social, ou familiar; torna-se mais fácil administrar qualquer conflito. Por exemplo, para resolver algumas questões com um parente, um amigo ou colega de trabalho, nos valemos do vínculo que nos une para tentar encontrar uma solução.

Partimos sempre do pressuposto que queremos ou temos que manter aquela relação. Todavia, esse não é o pensamento relacionado aos problemas com os vizinhos. “Não temos vínculo algum com aquela pessoa”, pensamos. Não há nada ou quase nada a ponderar.

relação entre vizinhos psicólogo em salvador Elidio terapia de casal

Relação entre vizinhos costumam ser complicadas. Entenda o motivo.

Na maioria das vezes, os necessários “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” geralmente só são ultrapassados quando há alguma queixa ou reclamação a ser feita. Quando a relação entre vizinhos segue esse padrão, podemos afirmar que ela começou muito mal. Por isso muitas pessoas gostariam de saber qual é a melhor forma de iniciar uma boa relação com um vizinho? A resposta é simples: Preferencialmente antes do conflito.

Imagine a seguinte situação: Você teve uma semana super cansativa. Na sexta-feira à noite você planeja chegar em casa, comer algo bem leve e dormir cedo. No entanto, seu vizinho resolve dar uma festa exatamente naquele dia. Duas horas da madrugada, você ainda não conseguiu dormir e resolve ir até lá pedir para que ao menos diminuam o barulho.

relação entre vizinhos psicólogo em salvador

Acrescente a isso o fato de que essa será a primeira vez em que vocês vão trocar mais que duas palavras. Complexo, não é verdade? Certamente você já consegue visualizar como a cena acabaria. Pois é, nada otimista!

Agora pense na mesma situação, alterando o fato desta não ser a primeira vez que vocês se falaram. Vocês nem precisam ser grandes amigos. Porém possuem afeto e respeito um pelo outro. Provavelmente você teria uma noite péssima da mesma forma, mas administraria e procuraria resolver a situação de outra maneira. Possuir um vínculo com a outra pessoa, faz toda diferença na hora que precisamos ter controle emocional para resolver problemas.

Como devem ser resolvidos conflitos entre vizinhos, segundo a psicologia?

Na psicologia comportamental temos um princípio norteador para qualquer relacionamento, a assertividade. Essa premissa sempre nos ajuda a resolver conflitos e melhorar a relação entre as pessoas.

A assertividade é um comportamento que nos leva a expressar de forma adequada nossos sentimentos e emoções. Através dela, conseguimos contextualizar os fatos, informar ao nosso interlocutor como nos sentimos ou que emoções vivenciamos em determinado episódio.

Também, conseguimos pedir mudanças de atitudes, propomos combinados, fechamos acordos para que tais eventos não voltem a ocorrer novamente. Tudo isso de maneira que conseguimos fazer a outra pessoa nos compreender sem que ela se sinta ofendida. Tudo parte da ideia que o relacionamento deve ser sempre privilegiado.

relação entre vizinhos psicólogo em salvador Elídio Almeida

Por que é importante manter boas relação entre vizinhos?

Viver em sociedade é uma condição humana. Em todos os ambientes estaremos convivendo com outras pessoas, independente do vínculo que caracteriza aquela relação. Essa é uma regra universal. Por isso devemos procurar sempre que possível construir  a melhor relação com nossos vizinhos. Porém isso não é uma tarefa fácil. Somos diferentes.

Conviver com as diferenças é algo que sempre desafiou a humanidade. Em tempos tão egocêntricos como os atuais esse desafio tornou-se ainda mais complexo e necessário. Nenhuma pessoa é obrigada a concordar com as diferenças alheias. Entretanto, respeito é uma virtude que faz qualquer relação ter um convívio equilibrado e pacífico. Isso vale também para os vizinhos.

A Bahia é o estado do Nordeste em que mais acontece sexo nas confraternizações de fim de ano das empresas. Isso é o que afirma a Sexlog, maior site adulto de relacionamento da América Latina.

O portal realizou uma pesquisa entre os dias 15 e 20 de novembro deste ano e ouviu mais de 4 mil pessoas em todo o país. Os dados revelam que mais de um terço dos baianos já tiveram comportamentos sexuais nas festas de fim de ano das empresas em que trabalham. Muitos deles chegaram a ter relações sexuais com colegas nestas ocasiões.

Ocupando o quinto lugar no país e líder no Nordeste, a Bahia figura no ranking com maior número dos trabalhadores ouvidos admitindo que já fizeram sexo nas confraternizações de fim de ano das empresas. Além desses, outros baianos, ouvidos na pesquisa, admitiram que ficaram apenas nos amassos, beijos ou pegadas mais calientes.

Falando do Nordeste, a Bahia não é a única a ter destaque. No Rio Grande do Norte, por exemplo, 93% das pessoas que responderam à pesquisa afirmaram que a confraternização é uma ótima oportunidade para transar com alguém do ambiente de trabalho. Em nível nacional, os campeões dentre os que já transaram na festa da empresa são os estados do Pará 43%, Santa Catarina 41%, Mato Grosso, 40% e Distrito Federal 39%.

Bahia é o estado do Nordeste onde mais rola sexo nas confraternizações de fim de ano das empresas, diz pesquisa.

Flagra nas confraternizações de fim de ano das empresas

A pesquisa mostra que 52%, dos que têm comportamentos sexuais, não chegam a transar com colegas de trabalho durante as confraternizações de fim de ano. No entanto, 64% não transaram apenas por falta de oportunidade.  No geral, apenas 8% contaram que foram “pegos no flagra” por outros colegas da empresa. E, mesmo assim, revelaram que não se arrependem e que fariam tudo novamente, 99%.

Quais são os melhores lugares para fazer sexo nas confraternizações de fim de ano das empresas?

Não é em púbico. O clima certamente vai surgir na frente dos outros. Mas aí vem a  música, as danças, a bebida, os abraços, as trocas de olhares, os presentes… Somado a tudo isso, sabemos que algum interesse já pode ter rolado antes, no dia a dia… Porém o local favorito para colocar os desejos em prática é o estacionamento da empresa, com 40%. A oferta da carona é sem dúvida o atrativo mais utilizado.

O segundo local mais provável para a pegação são os banheiros da empresa, com 30%. Em seguida vem a própria sala de trabalho, preferida por 15%. Há ainda os que afirmam já ter transado na escada, 14% . Outros optam pela sala de reunião, 10% ou a copa 5%. Alguns já usaram mais de um ambiente. Ou seja depois de uns bons drinks, qualquer lugar é lugar.

É no local de trabalho que as pessoas passam a maior parte do dia. Lá muita coisa pode rolar.

Por que eu trouxe os dados dessa pesquisa aqui para o blog? Em primeiro lugar, porque eles  refletem – e muito – os casos de conflitos nos relacionamentos e traições que atendo diariamente no meu consultório. É no ambiente de trabalho que as pessoas passam a maior parte do dia. É lá, também, que elas se conhecem, se interessam e, às vezes, se envolvem afetiva e sexualmente. Muitas pessoas não gostariam de ler isso, mas é a pura verdade.

É muito comum vir à terapia casos de relações que tiveram início no ambiente de trabalho. São das empresas também que vem muitos casos de traições. E isso deixa muitas pessoas – homens e mulheres – inseguras. Provocando muitas brigas e crises de ciúmes nos relacionamentos.

Em ocasiões de confraternização, como agora, algumas pessoas deixam de frequentar os eventos das empresas. Há nelas o medo de cair em tentação e especialmente as proibições de esposas e maridos que receiam que seus pares venham a fazer parte das estatísticas apresentadas acima.

Bahia é o estado do Nordeste onde mais rola sexo nas confraternizações de fim de ano das empresas, diz pesquisa. terapia de casal em salvador

O curioso destas situações é que as pessoas acabam dando um peso, às vezes, exagerado às confraternizações de fim de ano das empresas. Proibir a presença do companheiro ou da companheira não resolve absolutamente nada. Aliás, proibir nunca foi solução para nada. Pena que muitas pessoas se iludem e se sentem blindadas pelo simples (e falho) fato de proibir.

Porém, fingir que coisas como as que vimos acima não acontecem, é uma atitude completamente ineficaz para a construção da confiança e segurança de qualquer relacionamento.

O problema não são as festas. As pessoas se relacionam no ambiente de trabalho todos os dias. Elas têm tantas ou mais oportunidades para fazer o quem bem entenderem, a qualquer momento.

Certamente, as estatísticas de uma pesquisa que focasse em todo o ano de trabalho e não apenas num único dia em que as pessoas se reuniam para confraternizar (e transar), assustaria ainda mais as pessoas que tentam esconder o sol com peneiras.

A questão é que os casais raramente confiam em seus pares. A confiança e a conduta a ser adotada, independe do evento, na época do ano ou da oportunidade. Seja qual for a escolha ou a atitude, a culpa nunca será das confraternizações de fim de ano das empresas. Os comportamentos falam por si só.

14/11/2018
Psicólogo passa remédio elidio almeida psicólogo em salvador.

Psicólogo passa remédio?

Psicólogo passa remédio? Essa é uma pergunta frequente. A resposta é não. Todavia poucas pessoas entendem a razão dessa proibição. Compreenda nesse texto do psicólogo Elídio Almeida.
10/10/2018
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Eleições 2018: treta e brigas nos grupos de WhatsApp.

As treas e as brigas nos grupos de WhatsApp têm gerado muitos conflituosos nas eleições 2018. Por isso precisamos falar sobre as tretas e bridas do Zap. O psicólogo Elídio Almeida alerta para as causas e as consequências das brigas nos grupos do zap.
08/10/2018
aplicativos de paquera terapia de casal em salvador Elidio Almeida

Aplicativos de paquera podem prejudicar a autoestima e aumentar o risco de depressão

O efeito dos aplicativos de paquera nos relacioamentos vão além da facildiade de conhecer novas pessoas para um relacionamento. Isso é perigoso. O impacto na autoestima e a percepção de rejeição têm levado muitas pessoas a desenvolver quadros de pres
27/08/2018
saúde psicológica dos médicos psicólogo em salvador

Estresse ocupacional afeta a saúde psicológica dos médicos.

07/03/2018
Parafilias e taras sexuais psicólogo Elídio Almeida, especialista em terapia de casal em salvador

Parafilias: conheça algumas taras sexuais e saiba quando elas precisam de tratamento.

21/02/2018
Você é uma pessoa segura de si? pessoa insegura psicólogo em salvador, terapia de casal e terapia individual em salvador

Você é uma pessoa segura de si?

05/02/2018
ciúme o maior bloco do carnaval psicólogo em salvador especialista em terapia de casal paquera

O ciúme é o maior bloco do Carnaval.

04/01/2018
vizinhos-barulhentos relação entre vizinhos psicólogo em salvador

Como resolver problemas na relação entre vizinhos?

20/12/2017
Bahia é o estado do Nordeste onde mais rola sexo nas confraternizações de fim de ano das empresas, diz pesquisa psicólogo em salvador

Bahia é o estado do Nordeste onde mais rola sexo nas confraternizações de fim de ano das empresas, diz pesquisa.

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