Arquivos Ciúmes - Página 2 de 3 - Elídio Almeida

Ciúmes

Uma vez gravei uma entrevista para a TV, comentando sobre o caso de um crime passional motivado por ciúme, e me recordo da repórter ter iniciado a entrevista perguntando se há como identificar preventivamente esse comportamento. Lembro-me de ter respondido que, na grande maioria das vezes, é possível fazer esse prognóstico e que os comportamentos controladores e ciumentos são exemplos cabais disso. No entanto, mesmo diante de tragédias anunciadas a partir desses comportamentos, lamentavelmente poucas pessoas dão importância ao comportamento ciumento e, por isso, negligenciam seus sinais de perigo ou tendem a empurrar a poeira para debaixo do tapete.

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Falando em empurrar a poeira para debaixo do tapete, a duas semanas venho recebendo uma enxurrada de pedidos para comentar sobre a cena de ciúmes protagonizada pela cantora Ivete Sangalo, durante um show, quando teria percebido que seu marido estava de papo com outra mulher.

Muito embora a própria Ivete tenha, dias depois, negado a crise de ciúmes e dito que tudo não passou de “uma brincadeira para divertir os fãs”, as cenas do momento demonstram um alto grau de insegurança e irritação da cantora. Bem, se aquilo foi uma encenação, devo reconhecer que ela se saiu muito melhor no improviso do que quando foi dirigida por excelentes diretores da dramaturgia em suas atuações como atriz profissional. No meu entendimento, com a desastrosa entrevista oficial para justificar as cenas de ciúmes, na qual afirmou que teria sido uma brincadeira, Ivete perdeu uma excelente oportunidade de ser mais humana e assumir seu momento de insegurança afetivo-emocional vivenciado naquele momento. Ao contrário, preferiu dar uma desculpa tremendamente esfarrapada que não convenceu nem seus fãs mais incondicionais. No entanto, este não foi o único caso  de ciúme que circulou na mídia nos últimos dias. Aliás, esse tema tem sido destaque quase que diariamente.

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Esta semana, uma tragédia motivada por ciúmes aconteceu na região metropolitana de Salvador. O crime aconteceu em Camaçarí, no bairro do Salgadinho, onde uma mulher foi encontrada morta e esquartejada. A família acredita que o marido da vítima a matou  por ciúmes e o estopim teria sido o fato da vítima ter criado uma conta numa rede social. “Ela não podia ter Facebook nem Whatsapp porque ele não deixava. Tudo que ela falava e fazia, ele rastreava e descobria”, afirmou uma irmã da vítima a um jornal. Outro fato lamentável de um crime como esse, é pensar que todas essas proibições e outras demonstrações de ciúmes podem ter sido negligenciadas não só pela vítima, mas também pelas testemunhas auditivas e oculares, parentes e amigos, que poderiam ter feito o link entre os comportamentos previamente apresentados e a tragédia final. Quando esse prognóstico é feito no momento adequado, muitos desfechos tristes como este podem ser evitados.

O perigo do Ciúme

Mas o que a tentativa da Ivete esconder ou disfarçar seu ciúme e o crime em motivado por ciúmes têm em comum? Estes episódios têm em comum o fato do ciúme ainda ser tratado em nossa sociedade – e na maioria das relações – de forma inadequada. O que vemos são pessoas que ora negam ser ciumentas e tantas outras que não enxergam que a medida que os comportamentos ciumentos se intensificam, estes se tornam sinalizadores de que coisas mais graves podem acontecer. Ou seja, comportamentos ciumentos são sempre indicadores de perigo e devemos estar sempre alertas.

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No entanto, a grande maioria das pessoas não vê o ciúme dessa forma e outra parcela significativa da população não possui condições financeiras para investir em um tratamento especializado para combater o ciúme. Por incrível que pareça, há ainda aqueles que consideram a Psicoterapia coisa de maluco e continuam, muitas vezes, sofrendo, caladas. Isso chega a ser ainda mais grave quando os envolvidos possuem condições financeiras para investir em tratamentos adequados para combater o ciúme, bem como têm discernimento cognitivo para compreender que o comportamento ciumento é algo ruim e, por isso, deve ser omitido a qualquer custo. O que as pessoas que convivem com ciúmes deve perceber é que as consequências para um relacionamento são sempre devastadoras e têm colocado muitos casais em perigo, não só acerca do término do relacionamento, mas também pela possibilidade de resultar em um crime passional.

Pesquisa sobre Ciúmes! Ciúme é um comportamento que já foi discutido várias vezes aqui no blog.

O ciúme sempre traz prejuízos aos relacionamentos. Muito embora, algumas pessoas ainda insistem em enxergar o ciúme como “o tempero da relação”. Ou acreditam que ele é “sinônimo de amor/cuidado” e que traz benefícios ao relacionamento”. Para mim, isso é pura bobagem!

E por isso devemos saber mais sobre esse comportamento maligno, que tem afetado e prejudicado muitos relacionamentos.

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Causas e consequências do ciúme

Um fato facilmente percebido na ampla literatura – especialmente a não acadêmica – sobre o ciúme é que há muitos relatos e informações sobre as consequências (raiva, separações, brigas, desentendimentos, ofensas…) ou sobre as possíveis causas do ciúme nos relacionamentos (motivos reais ou imaginários para desconfiança; regras culturais que dizem que todo homem ou toda mulher trai; a própria traição em si, mesmo que ela tenha sido herdada de relações anteriores ou experiências de terceiros).

O que se percebe, no entanto, especialmente na prática clínica nos consultórios de psicologia, é que, embora estas causas possam ser validadas nos históricos de muitos pacientes, elas não são, necessariamente, o foco do objetivo terapêutico no tratamento contra o ciúme. Ou seja, muito embora os pacientes busquem atendimento psicológico para melhorar questões dos relacionamentos amorosos relacionados ao ciúme, nota-se que o que eles precisam efetivamente é trabalhar no que causa e no que mantém o ciúme no relacionamento.

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Outro fato é que, geralmente, as pessoas já chegam aos consultórios sabendo o que gera nelas ciúmes, mas, raramente, elas percebem o que mantém esse comportamento ou como tratá-lo. Assim, a hipótese é que após a instalação do ciúme num relacionamento – independente da causa – ele é mantido em função de, pelo menos uma pessoa na relação, sentir-se insegura. Isso representa que a restauração da segurança, confiança e credibilidade são os elementos principais da intervenção terapêutica durante o tratamento. Os dados da nossa breve pesquisa sinalizam exatamente isso. Confira!

Participaram da pesquisa 200 pessoas, que responderam ao questionário eletrônico disponibilizado através das redes sociais; mala direta (por e-mail) e também aqui pelo blog, entre 31/10/2015 e 16/11/2015. Responderam a pesquisa 71 homens e 129 mulheres. Veja figura e breves considerações abaixo:

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A idade dos participantes variou entre 14 e 65 anos e revelou idade média entre os participantes de 29,5 anos. A faixa etária que mais prevaleceu entre os participantes variou entre 20 e 36 anos. Isso pode demonstrar, em função da distribuição etária, que são as idades em que há uma maior frequência do comportamento de ciúmes na vida destas pessoas. Não por acaso, este intervalo compreende o universo em que as pessoas procuram estabelecer relacionamentos amorosos mais sólidos. E é um período em que há uma insegurança latente sobre o futuro afetivo, formação de vínculos, pares e famílias, dentre outros aspectos. 

Você namoraria uma pessoa ciumenta?

Agora, imagine que você está conhecendo uma pessoa com quem você pode vir a desenvolver um relacionamento afetivo-amoroso. Certamente, se ela se apresentar ou afirmar ser uma pessoa ciumenta, provavelmente, você interpretará essa informação de forma negativa, não é verdade? Isso pode demonstrar que o ciúme não é uma das características mais valorizadas num relacionamento e que, normalmente, as pessoas procuram omitir essa informação, pois entendem que podem ser julgadas ou mal interpretadas. No intuito de verificar essa informação, esta pesquisa quis saber se os participantes se consideram pessoas ciumentas e quase 60% deles afirmaram que sim.

A pesquisa teve interesse em saber também se os participantes estavam envolvidos em algum relacionamento afetivo-amoroso. E 74,8% responderam que sim, contra 25,2% que não estavam se relacionando na ocasião da pesquisa.

A priori, este dado pode parecer irrelevante, se considerarmos que o ciúme pode atingir qualquer pessoa, independente do seu envolvimento em alguma relação amorosa. No entanto, se considerarmos que o ciúme de fato traz prejuízos ao relacionamento afetivo-amoroso e que ele pode estar diretamente relacionado a como as pessoas se sentem inseguras em suas relações, podemos verificar que existem muitos relacionamento contaminados com o ciúme. Ou, conforme apontam os dados da pesquisa, em média, cada relação é formada por pelo menos uma pessoa ciumenta.

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Isso se torna ainda mais relevante com os dados de que 84,2% dos participantes concordam que sentir segurança no relacionamento diminui a incidência do ciúme. Daí, se fizermos a correlação entre as pessoas que estão envolvidas em algum relacionamento, a existência do ciúme e o fato deste ciúme demonstrar que estas pessoas estão inseguras em seus relacionamentos, podemos compreender o impacto altamente prejudicial do ciúme nos relacionamentos afetivo-amorosos e como ele pode ser considerado um sinalizador (sintoma) de que a relação não está bem. Seria o mesmo que afirmar que a maioria das pessoas temem que seus pares possam ter algum tipo de envolvimento com outra pessoa. Logo, são inseguras.

Pesquisa sobre ciúmes realizada pelo psicólogo Elidio Almeida

Mas o que torna as pessoas inseguras em seus relacionamentos? Que comportamentos de seus parceiros ou parceiras ativam a insegurança nas relações? O que acontece para que as pessoas manifestem o comportamento de ciúme? Obviamente que, para tentar responder a estas perguntas, precisamos saber, dentre outras coisas, o que os pares fazem para desencadear o ciúme na relação. E, claro, isso varia sempre de pessoa para pessoa e de relacionamento para relacionamento

Perfil mais grave de ciúmes

A pesquisa apontou que 38% das pessoas não iriam tolerar que seu parceiro ou parceira sequer desejasse ou fantasiasse (sem nenhum contato físico) algum comportamento com outra pessoa. Essas são as pessoas que são consideradas as mais ciumentas, controladoras e, certamente, as mais inseguras. Elas se sentem ameaçadas por um comportamento primário na escala da gradação do ciúme. Isso significa que uma resposta extremada pode surgir se esta pessoa se perceber numa relação em que tenha acontecido (ou possa acontecer). Ademais, esse público, tende a se enquadrar no perfil que os estudos apontam como o ciúme doentio. Aquele extremado e fora de controle.

Perfil intermediário de ciúmes

No segundo item da escala de gradação dos elementos que podem desencadear o ciúme na relação, está o envolvimento com algum tipo de contato físico com outras pessoas – beijar ou transar, por exemplo. Esse perfil figurou com 55,5% dentre o universo pesquisado.

Esse comportamento mostra-se coerente com alguns estudos e com a verificação empírica em consultório clínico, especialmente por serem comportamentos que trazem alguma instabilidade à relação, mas que, em condições mais contextualizadas, os envolvidos tendem a relevar com mais naturalidade. Ou seja, por ser algo configurado geralmente por um envolvimento apenas de ordem física, as pessoas se sentem mais seguras para retomarem a relação. No entanto, o grande desencadeador do ciúme nas relações afetivo-amorosas, e, consequentemente, das crises, brigas e separações dos casais é, sem dúvidas, o temor que os pares tenham envolvimento sentimental com outras pessoas. Este também é um dado bastante coerente com a prática clínica. Sua incidência ou descoberta representa a quebra de um acordo, ainda que tácito, do vínculo afetivo e no relacionamento de muitos casais.

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Existe alguém que não seja ciumento? 

Vamos lembrar que mais de 40% dos participantes informaram que não eram ciumentos. No entanto, quando foram convocados a se posicionar refletindo sobre as situações que podem desencadear a insegurança no relacionamento. O resultado apresentado foi outro e apenas 9,5% daquele universo permaneceu coerente e sustentou a ausência de ciúme em seu repertório.

Essa diferença entre o primeiro dado e outro, pode corroborar com aquilo que foi apresentado acima, onde foi posto que possuir uma identidade ciumenta é algo não valorizado e que tende a ser punido numa relação afetiva ou até mesmo em outras relações interpessoais. No entanto, isso pode demonstrar que existe muita relação com ciúme velado e é nesse ponto que também mora um grande perigo, uma bomba relógio ou um vulcão que pode entrar em atividade a qualquer momento, trazendo muitos estragos. Por isso, devemos tratar o ciúme antes que fatos mais graves ocorram na relação.

Imagino que deve ser impactante para algumas pessoas conceber que existam pessoas tão desapegadas aos seus pares afetivos, ainda que possam representar menos de 10% do universo pesquisado. Talvez pensar sobre esses comportamentos ou em suas práticas pode gerar uma série de críticas pautadas nos modelos propagados em nossa sociedade e em muitas culturas. Todavia, é importante ter em vista que esse dado também revela que existem pessoas seguras de si e imunes ao ciúme, à posse e ao controle de seus pares. Revelando que, buscar o equilíbrio ou, pelo menos sair do modelo unilateral de enxergar os comportamentos, pode significar um grande ganho para a relação.

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Bem, obviamente esta pesquisa teve caráter investigativo inicial, mas muito mais ainda precisa ser interpretado, correlacionado e, claro, investigado a partir destes e de novos dados que serão colhidos. Até aqui, de fato, parece ser a insegurança o fator causal, a raiz do ciúme. E essa percepção precisa ser mais investigada para que métodos mais estratégicos possam ser aprimorados nas psicoterapias, especialmente nas terapias de casal.

Espero que você tenha gostado de ter participado e que o conjunto das informações possa trazer novos questionamentos, insights e atitudes mais confortáveis em sua vida. Lembrando sempre que devemos tratar o ciúme, construir a segurança nas relações, antes surjam os prejuízos difíceis de serem reparados.

Dúvidas, críticas e sugestões serão bem-vindas nos comentários abaixo. Terei satisfação em dialogarmos mais sobre o tema.

Quem acompanha meu blog sabe que tenho escrito aqui sobre diversos temas. Principalmente sobre minha especialidade em terapia de casal, relacionamentos, traição e, é claro, sobre ciúmes.

Falando em ciúmes, este é o tema central de um estudo que estou realizando. O estudo tem o objetivo de aprofundar e difundir ainda mais os conhecimentos sobre esse mal que atinge a maioria das pessoas e tem causado enormes prejuízos a muitos relacionamentos.

Ciúmes

Por isso, quero convidar você a participar deste estudo. Ou seja, basta dar  sua opinião sobre o tema e falando, rapidamente, o que você pensa sobre ciúmes. O mais legal é que depois você poderá receber as conclusões deste estudo diretamente em seu email. Além disso, enviarei com exclusividade para você postagens mais direcionadas para este tema quando publicadas aqui no blog.

Como participar do estudo?

Para participar é bem simples: basta responder o pequeno formulário abaixo, com apenas seis questões bem objetivas. É rápido, seguro e os dados são sigilosos.

Você conhece os 10 maiores adversários de um relacionamento? Nesse post preparei uma lista com os 10 maiores adversários de um relacionamento: ciúme, individualismo, lazer escasso, diferença de valores, competitividade, imaturidade, diálogo ruim, falta de objetivos em comum, problemas financeiros e sobrecarga de tarefas. Conheça cada um destes vilões e descubra como blindar seu relacionamento contra a falência e contra estas ameaças.

01 – Ciúme

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O ciúme surge e pode por fim apenas nos relacionamentos onde a confiança e a segurança entre os pares é deficitária. Muitas pessoas até acreditam que o ciúme é tempero do relacionamento, mas, na verdade, ele pode ser o sinalizador que os elementos fundamentais do convívio a dois estão abalados.

Quando não confiamos ou não sentimos segurança no nosso companheiro ou na nossa companheira, desenvolvemos uma série de comportamentos persecutórios, investigações exacerbadas e, o pior, sufocando e colocando a relação em risco. Por isso, se o ciúme faz parte da sua relação, entenda que ele é apenas um sintoma de um mal maior: a insegurança.

 

02 – Individualismo

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As pessoas que praticam o individualismo em seus relacionamentos precisam compreender que uma relação adequada é aquela que compartilhamos nossa vida com pelo menos mais uma pessoa. O contrário disso é a solidão, onde nos relacionamos apenas com nós mesmos.

Em nossas relações interpessoais, buscamos algo diferente daquilo que vivemos em solidão. Por isso, quando o individualismo torna-se a marca de uma relação, significa dizer que estas pessoas estão fingindo viver um relacionamento, quando – na verdade – deveriam estar praticando o compartilhamento, aquilo próprio da vida a dois.

Lógico que cada um tem que ter sua individualidade e particularidade preservados, mas isso não impede que os elementos comuns entre o casal sejam compartilhados.

 

03 – Lazer escasso

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Quando uma relação afetiva tem as mesmas características dos compromissos burocráticos ou de algo extremamente padronizado, enfadonho e pouco prazeroso, a consequência imediata disto é a perda da satisfação e do interesse em continuar com esse vínculo. O cansaço e a vontade de mudar para algo mais leve e satisfatório torna-se cada vez maior e urgente.

Viver em relacionamentos assim é o mesmo que termos um trabalho extremamente mecânico e robotizado, se não encontrarmos algo para tornar essas tarefas mais humanas e satisfatórias, podemos até conseguir cumpri-las por um tempo, mas logo estaremos loucos para que chegue o fim de semana, as férias ou que algo melhor surja para nos tirar daquele “sufoco”.

Por isso que atividades de lazer são importantes para o casal. Quando as atividades de lazer estão escassas num relacionamento, elas levam ao desinteresse na convivência e tendência para o fim da relação. Afinal, precisamos de motivação para seguir em frente. Ademais, essas atividades criam mais intimidade entre o casal.

 

04 – Valores diferentes

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Ter valores diferentes não necessariamente contribui para o fim de um relacionamento. O grande problema dos valores diferentes é que nem todos os casais conseguem respeitar e conviver bem com estas diferenças.

Uma dica para quem quiser melhorar os problemas causados por essa diferença de valores no relacionamento é pensar que convivemos com pessoas de valores diferentes a todo momento, nos mais variados contextos: faculdade, trabalho, família, amigos etc.

Se você age de forma adequada com as relações cotidianas da sua vida e conseguir repetir esse modelo em seu relacionamento afetivo, pode ter certeza que sua relação amorosa terá vida longa.

 

05 – Competitividade

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O companheirismo, o aprendizado, a companhia são, dentre outras, as marcas fundamentais de qualquer relacionamento de sucesso.

Quando a competitividade está presente numa relação afetiva, significa dizer que estas pessoas estão atuando em frentes distintas e isso parece mais com a solidão que falamos acima, na individualidade.

Se a competitividade é uma marca do seu relacionamento, procure meios para ela ceda lugar à parceira. Quando somos parceiros no relacionamento amoroso, até podemos almejar obter mais conquistas que nosso parceiro ou parceira, mas isso deve ser visto como um trabalho em equipe, onde mesmo com ascensões distintas, o casal cresce junto.

 

06 – Imaturidade

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Maturidade significa que estamos qualificados para nos comportar adequadamente, de acordo com o contexto em que vivemos.

Quando um relacionamento não conta com a presença e os recursos da maturidade, muito provavelmente alguém (ou todos) não está qualificado para aquele momento da vida amorosa.

Por isso a imaturidade também é um risco para o sucesso de qualquer relação, pois se você não está preparado ou preparada para viver um relacionamento, certamente terá comportamentos inadequados que dificultarão a evolução do casal.

Mas é sempre importante lembrar que com a ajuda e o suporte adequado, este e outros aspectos podem ser melhorados.

 

07 – Diálogo ruim

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Como diria o saudoso Chacrinha, “quem não se comunica se trumbica”.  

Imagine uma relação onde seus membros não se comunicam bem. Deve ser horrível, não é mesmo? Justamente no relacionamento amoroso, onde as pessoas se propõem a conviver diariamente, construir intimidade, realizar sonhos, dividir a vida, dentre outros aspectos, exatamente o diálogo não funciona bem e a comunicação não é efetiva.

Em relações assim, muito provavelmente o casal estará fadado ao fracasso, isso porque a comunicação é tão importante que quando ela não é bem desenvolvida no relacionamentos, pode, inclusive, não só levar ao fim do relacionamento, mas provocar nas pessoas envolvidas a infelicidade e traumas difíceis de serem superados.

 

08 – Falta de objetivos comuns

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As pessoas podem ter objetivos distintos num relacionamento. O que elas devem evitar – e isso sim pode por fim a qualquer relação – é forçar que a outra pessoa abrace um objetivo que é seu ou que você abra mão do seu objetivo apenas para agradar a pessoa com quem você se relaciona.

Há muitas pessoas que equivocadamente pensam que o casal tem que ter o mesmo objetivo, porém isso não deve ser uma regra. O legal é quando – mesmo com objetivos distintos – o casal siga na mesma direção do respeito, da atenção, do carinho e do amor.

Seguindo estas diretrizes, mesmo que tenham tomado rumos distintos, certamente haverá muitos pontos de encontros na vida do casal.

 

09 – Problemas financeiros

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Os problemas financeiros afetam amplamente a vida de qualquer pessoa. Na psicologia dizemos que o dinheiro é um estímulo generalizado e com eles podemos ter acesso a vários outros estímulos legais para nossa vida (viagens, bens, alimento…). Por isso que os problemas financeiros afetam tanto nossa vida.

Quando as pessoas estão muito mais vinculadas ao dinheiro do que com as pessoas com quem elas se relacionam, um problema financeiro pode sim contribuir para o fim de uma relação, pois a falta do dinheiro pode simbolizar a falta de vários outros recursos.

Todavia, se as pessoas estiverem comprometidas umas com as outras, mesmo que a falta do dinheiro limite muitos estímulos e afete – inclusive – humor e outros comportamentos, a relação estará segura. O que normalmente ocorre é que quando a grana acaba ou aperta, as pessoas não dispõem de um lastro para conviver com esta situação e os problemas tentem a se multiplicarem.

 

10 – Sobrecarga de tarefas

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Ninguém gosta de se sentir sobrecarregado, não é mesmo? E isso vale para todos os aspectos da nossa vida.

Mesmo que estejamos sobrecarregados apenas em uma margem (por exemplo, a sobrecarga profissional), isso pode afetar nossa vida pessoal e afetiva ou vice-versa. Por isso que quando percebemos que nossa relação está nos sufocando, ou que esta relação não nos permite ter uma vida leve e equilibrada, corremos o risco de nos frustrarmos e generalizar para todos os aspectos.

Nesse sentido, sempre recomendo aos meus pacientes que assumam somente aquilo que eles percebam que vão poder suportar e cumprir sem se sentir sobrecarregados, seja na vida cotidiana ou em seus relacionamentos.

Mesmo que a sobrecarga já esteja acontecendo, é recomendado que você procure expressar seus sentimentos e emoções, de modo a estabelecer combinados que deixe o relacionamento e a vida mais leve. Quando expressamos nossos sentimentos e emoções adequadamente, conseguimos harmonizar os fatores importantes de nossa vida, especialmente nas relações interpessoais.

 

Relacionamento é algo sério.

É salutar destacar que este post tem informações resumidas e é sempre importante procurar ajuda profissional para que você possa compreender mais acerca de si e conhecer ainda mais sobre seu relacionamento. A psicoterapia comportamental tem contribuído para a melhoria de muitas pessoas e muitos relacionamentos.

Quem sabe você poderá se beneficiar com a terapia comportamental, pois ela pode lhe auxiliar na reconstrução do seu relacionamento e afastar os principais vilões e as ameaças do seu namoro ou casamento.

Por que dói tanto descobrir uma traição? Certamente você tem as respostas para essa pergunta. Mas não deve ser nada fácil se deparar com todas elas de uma hora para outra. Ninguém entra numa relação para ser traído. Depois de descobrir que você foi traída uma coisa há uma certeza. Você sabe que isso causa um enorme estrago em sua vida e no seu relacionamento.

A dor de uma traição vem de vários sentimentos. Sonhos e expectativas criadas desde o início da relação (ou antes mesmo dela). De repente, você percebe que tudo não passou de uma grande ilusão. Ou que sua inteligência foi subestimada. A sensação é que você fez um tremendo papel de “idiota”. O pior que isso foi provocado justamente por alguém que você tanto confiou.

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Ninguém deseja ser alvo de traição ou de infidelidade no relacionamento, não é mesmo? No entanto, quando isso acontece você pode ter diversas reações comportamentais e emocionais que nem mesmo você consegue controlar. Justamente por isso que é importante você estar preparada para lidar com esse momento tão delicado. Caso você não esteja forte, a traição pode dificultar ainda mais o momento de frustração e de dor.

Se você não souber tomar a atitude adequada, você pode pôr tudo a perder.

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Como blindar o casamento contra traição?

Muita gente ande dizendo por aí que você pode blindar seu relacionamento para que uma traição não ocorra. Você já deve ter percebido que esse papo de blindagem de relacionamento é uma tremenda bobagem. Isso só tem deixado as pessoas acomodadas e – com isso – abrindo brechas para que a traição efetivamente ocorra.

Justamente por essa ilusão que uma traição jamais atingirá seu relacionamento, você termina vivendo no mundo da lua, ou acreditando numa fantasia de confiar completamente em seu companheiro ou sua companheira e, com isso, se distanciando da realidade.

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Em outras palavras, o efeito dessa tal blindagem acaba sendo completamente o contrário. Quando você acredita que nada levaria o outro a trair, você se acomoda. É justamente por conta desse comodismo que pode surgir a possibilidade de uma traição, pois você está tão segura ou seguro disso que as coisas podem acontecer bem debaixo do seu nariz e você nem nota.

Isso significa dizer que essa espécie de blindagem não impede que uma relação atravesse os problemas de uma traição. Todo esse papo de blindagem é uma ilusão. Ela tenta transformar filhos, dinheiro, sexo, crenças ou amor em garantias de fidelidade. Na prática, não é bem assim que as coisas acontecem.

Momento difícil após a traição.

Quem foi traída ou traído costuma se comparar muito com a outra pessoa que foi objeto da traição. Claro que isso ocorre quando é possível e quando se tem condições de saber quem é essa pessoa. Quando não se dispõe ou não se tem acesso a estas informações a situação é ainda pior, pois sua imaginação costuma pensar sempre nas piores possibilidades e isso faz você sentir-se muito inferior, horrível, sem graça e menos inteligente que qualquer outra pessoa no mundo.

São essas, dentre outras razões, que fazem uma traição doer tantoSomos criados e “treinados” para acreditar cegamente na fidelidade. A partir disso, passamos a agir sem esperar que justamente aquela pessoa que já lhe deu tantas provas de amor e tem com você aquela relação acima de qualquer suspeita jamais iria lhe trair.

A pessoa traída sente-se completamente sem chão.

Porém, quando isso acontece (e todos nós estamos sujeitos ou propensos a isso), tendemos a nos sentir TRAÍDOS (no sentido mais amplo da palavra), não só pela questão sexual, mas – principalmente – pela questão da confiança, dos projetos de vidas elaborados em conjunto. Ou seja, por todos os bons momentos vividos ao longo da relação.

Os estudos têm apontado (e tenho verificado isso diariamente no meu consultório) que quem é traído fica muito mais magoado pela descoberta da capacidade que o outro teve de arriscar todo um projeto de vida feito a “dois” por uma aventura qualquer. Mais ainda, por subestimar suas habilidades ao ponto de achar que nada daquilo seria descoberto.

A pessoa traída costuma se sentir um lixo. Isso afeta toda sua vida, pois desconstrói todo um passado vivido. Detona todo a expectativa de futuro e dias melhores, mesmo que a relação siga em frente.

Toda essa desconstrução causada pela traição dói exacerbadamente. Isso ocorre, pois, devido a decepção gerada você passa a perceber que não conhecia seu marido ou sua mulher tão bem como pensava. A partir daí você passa a sentir raiva não só de quem lhe traiu, mas também passa a sentir raiva de si e tende a considerar que – de alguma forma – você também é responsável por isso.

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Essa dor tende a aumentar significativamente após você atingir o estágio de pensar em separar-se definitivamente, mas, ao mesmo tempo, começa a pensar que nunca mais vai encontrar ou confiar em alguém novamente, especialmente encontrar alguém que possa ser fiel. Assim, tudo provocado pela traição torna sua perspectiva de vida extremamente insegura e você passa a perder a esperança de ser feliz novamente.

 

Depois farei um post aqui no blog falando sobre os estágios emocionais vivenciados após a descoberta de uma traição.

 

Gosto sempre de sinalizar a meus pacientes que neste momento – após descobrir que você foi traída ou traído –  é altamente importante compreender bem o que está acontecendo e, mesmo diante de toda dor provocada pelas descobertas tão desestruturantes e pelas exposições geradas, devemos ter em vista a continuidade da vida. Aliás, faz parte da nossa gene desejarmos possuir ou estar num relacionamento.

Dessa maneira, por mais trágico e doloroso que possa parecer o momento da descoberta de uma traição, devemos procurar aprender com os erros do passado e do episódio de traição. Só assim tenderemos a não repeti-los novamente neste ou noutros relacionamentos.

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Por isso, penso que mesmo diante dos sofrimentos e dores da traição, tudo é ainda mais sofrido quando estamos sós, por isso lutamos tanto para restaurar e sofremos tanto quando vemos nossa relação indo pelo ralo. Esta pode ser uma excelente motivação para que você busque ajuda profissional. Afinal este é um momento tão delicado em que você não consegue encontrar saídas para nada em sua vida.

A solidão também assusta, e, por mais que doa uma traição, sempre há uma chance de extrairmos desse trágico episódio algum aprendizado para mudarmos não só a forma de enxergarmos essa ou outras relações, mas, especialmente, mudarmos nossa vida para que tenhamos melhores aproveitamentos de cada momento vivido a dois, além de uma percepção fiel da realidade vivida num relacionamento. Pense nisso.

Qualquer relacionamento – a depender do interesse do casal – pode ser restaurado após uma traição. Mas sempre haverá marcas.

Uma traição normalmente é algo muito dolorido, sofrido  e tem o peso de uma  enorme pancada emocional. Para superar uma traição devemos saber muito bem quem somos, quais nossas prioridades, quais nossos valores pessoais e culturais, especialmente saber o que desejamos e o quanto estamos dispostos a negociar e abrir mão seja para romper definitivamente a relação ou seguir em frente. Às vezes você pode conseguir fazer essa análise sozinho ou sozinha, mas é sempre importante contar com um suporte profissional neste momento tão difícil e delicado, para lhe ajudar a compreender melhor todos esses contextos.

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Descobri que fui traída.
O que faço?

Em um relacionamento nem sempre percebemos de imediato que estamos sendo traídos. Em geral, somos otimistas e mesmo diante de pistas que evidenciam uma traição, tendemos a ignorá-las e achar que uma traição jamais aconteceria com a gente, não é mesmo? Esse otimismo muitas vezes nos deixa cegos. Por exemplo, se fossemos somente pessimistas (vou ser traída), como alguns defendem, jamais entraríamos em nenhum relacionamento, pois, com isso, evitaríamos todos os problemas causados por uma traição, caso ela ocorresse. Todavia somos humanos – seres sociais – e não conseguimos viver bem se passarmos nossa vida eternamente sozinhos, mesmo que as estatísticas acerca da traição em relacionamentos sejam sempre assustadoras.

Para você ter uma ideia, os estudos sobre os relacionamentos na atualidade apontam que 76,4% dos homens e 48,3% das mulheres que estão envolvidos em algum tipo de relacionamento amoroso tiveram ao menos uma experiência de traição durante o relacionamento. Assim, se nos apegássemos apenas a estes dados, certamente nem arriscaríamos investir num relacionamento, pois a probabilidade de uma traição ocorrer seria bastante alta e, em função dos possíveis estragos emocionais optaríamos por não correr este risco.

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Porém a nossa necessidade de contato afetivo e amoroso sempre tem falado mais alto, aguçando nosso otimismo e nos levando sempre a tender a apostamos (alto), na expectativa de sermos premiados com um relacionamento de sucesso caracterizado pela monogamia, fidelidade e sem traições. Par você ter uma ideia de como isso funciona na prática, é como se eu dissesse para você que há 75% de chance de um determinado viaduto desabar e, diante disso, tenho certeza que você  jamais passaria com seu carro pelo tal viaduto. Já nos relacionamentos ocorre o contrário, sempre tendemos a arriscar, acreditando que no futuro as coisas mudem ou melhorem. Mas de repente tudo desaba e você fica sem chão.

Embora ser traído ou traída seja a última coisa que você deseja em sua vida e em seu relacionamento, às vezes você precisa decidir de maneira muito rápida entre continuar com a pessoa que você amou e investiu todo seu afeto até aquele momento ou finalizar essa relação em função da descoberta de uma traição.

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Lógico que cada caso difere um do outro e sempre tendemos a buscar ajuda nas pessoas de nossa confiança que já passaram por isso ou podem nos aconselhar de alguma forma. Justamente nesse momento muitas pessoas ficam ainda mais confusas, pois terminam recebendo orientações equivocadas, nas quais as pessoas tomam partido por um ou outro lado Às vezes torcem tanto  para ver vocês juntos ou separados que são logo incisivas em sugerir que você esqueça tudo e dê mais uma chance ou, até mesmo, sugere que separe imediatamente e parta logo para outra.

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Solução para a traição

Por isso, é sempre recomendado que neste momento tão conturbado em sua vida e que lhe falta ânimo e controle emocional para tudo, que você conte com ajuda profissional e invista em seu bem estar para compreender de maneira adequada os acontecimentos, conhecendo mais sobre si e verificar os rumos mais adequados para sua vida e sua relação a partir desse trágico contexto.  A Terapia de Casal ou até mesmo uma psicoterapia individual pode ajudar bastante nesse processo. Pense nisso e invista em sua relação. Invista em você!

“ A suspeita sempre persegue a consciência culpada;
o ladrão vê em cada sombra um policial”

William Shakespeare

Há várias classificações e definições para o ciúme. A maioria delas dizem que o ciúme é um comportamento produzido pela falta de exclusividade do sentimento e também é uma manifestação provocada pela falta de confiança no sentimento do outro, que é transformada em medo de perder o parceiro ou a parceira na relação amorosa.

O ciúme também está associado ao egoísmo (desejo que a pessoa amada não se relacione de forma alguma com outras pessoas) ou controle excessivo com suspeitas constantes de infidelidade. O ciúme pode transformar-se em obsessão ou um transtorno mental, além de estar intimamente ligado à inveja, pois produz desgosto em razão do ciumento ou ciumenta não possuir algo que pertence a outra pessoa. Até aqui nenhuma novidade ao que sabemos sobre o ciúme.

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Todavia, há quem diga que o ciúme pode ter – além desse caráter negativo anteriormente apresentado – também uma vertente positiva e benéfica aos relacionamentos. Para os que têm essa visão positiva em relação ao ciúme, acreditam que quando o ciúme está presente em um relacionamento isso pode significar um sentimento de cuidado ou zelo por alguém, que simboliza dedicação e cuidado à pessoa de quem se gosta, podendo até “apimentar” e enriquecer o relacionamento. Mesmo que você tenda a concordar com essa visão benéfica do ciúme no relacionamento, saiba que, como estudioso do tema e em toda minha trajetória como terapeuta de casais, nunca vi sequer um caso no qual o ciúme tenha trazido benefícios para o relacionamento.

Marido ciumento?

Há mais de quatro séculos, William Shakespeare tratou em uma de suas obras mais populares – Otelo, o mouro de Veneza –  de algo que ele chamou de “doença da suspeita”. Na peça, o marido nutre uma desconfiança e acredita que sua mulher mantinha relacionamento com um rapaz mais jovem. Não obstante, o marido creditava ter encontrado provas da traição em fatos triviais do cotidiano e apegava-se a estes elementos para decidir sobre o futuro da sua esposa e da relação. O escritor referia-se ao ciúme quando dizia “doença da suspeita”. Em outras palavras, Shakespeare usou uma metáfora sobre a cegueira induzida pelo sentimento pra ilustrar como o ciúme nos leva a antecipar como provável ou certo, o que apenas seria possível de acontecer. E é exatamente dessa forma que muitos ciumentos e ciumentas se comportam cotidianamente em seus seus relacionamentos: tratam como certo aquilo que, muitas vezes, pertence apenas ao campo das probabilidades.

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 Possessivo

Obviamente muitos comportamentos ciumentos são pautados em históricos de traições no relacionamento atual, traumas de relacionamentos anteriores ou mesmo o temor de que tais situações trágicas venham acontecer e prejudicar o relacionamento, mesmo que ainda não tenha havido nada relevante.

É  como se as pessoas, mesmo se pautando no gostar e no querer bem ao amado ou amada, trouxessem para o relacionamento um sentimento que está ligado à inveja, posse, exclusividade (no sentido mais amplo da palavra), medo, falta de confiança, insegurança… Ou seja, muitas associações negativas e ruins que podemos prever que toda essa mistura jamais pode ser benéfica a qualquer tipo de relacionamento.

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Pelo medo de perder, algumas pessoas investem no ciúme, pois, acreditam que com o ciúme passam a tratar melhor o namorado ou namorada  (mais cuidadosos e atenciosos), implementando uma marcação cerrada para não abrir brechas. E tudo mais gira em torno das tentativas de controle sobre a namorada ou namorada.

Porém, como Shakespeare classificou, o ciúme é uma doença que deixa a pessoa cega, tão cega que faz com que ela até utilize um método que poderia ser adequado (carinho, cuidado, tratamento melhor), o qual sabemos ser saudável e salutar ao relacionamento, com um intuito extremamente inadequado que é o de ter posse e tentar controlar o parceiro ou parceira. E é justamente por investir inadequadamente na relação que você pode desenvolver não só quadros de insegurança, baixa autoestima, ansiedade, como também pode atingir o nível de ciúme patológico.

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Vale considerar que no relacionamento amoroso é natural sentir ansiedade ao perceber que algo ou alguém pode reduzir o espaço afetivo que ocupamos na vida da pessoa com quem nos relacionamos. Por isso, você deve ter bem trabalhado em si o seu limiar de ansiedade normal e patológica e também a consciência e controle sobre o  ciúme normal  e o ciúme patológico.

Ser ciumento é normal?

É importante destacar que ciúme normal não é sinônimo de ciúme bom. O ciúme normal é aquele em que, estando você diante de uma ameaça real ao relacionamento, um fator real de insegurança ou desconfiança do seu parceiro ou parceira, você consegue ter controle emocional para lidar com a questão e ter atitudes suficientemente adequadas, ponderando os fatos, impressões e posicionando-se de forma segura. Em outras palavras, o ciúme normal é aquele  transitório e se baseia em ameaças e fatos reais e são tratados de forma pontual e não cumulativa, no qual você resolve ou supera a situação e não vai transformar sua vida e a do seu cônjuge em um inferno. O ciúme normal não limita as atividades cotidianas, nem interfere – direta ou indiretamente – na vida de quem sente ou é alvo de ciúme. Uma dica para saber se o ciúme é considerado normal, é perceber se ele tende a desaparecer diante das evidências e constatações de fatos anteriormente nebulosos. Se você não consegue ultrapassar os episódios de ciúmes em sua vida, pode ser que você esteja vivendo um ciúme patológico.

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Em todos os casos você precisa considerar que o ciúme extrapola as fronteiras do normal quando se torna uma preocupação constante e geralmente infundada, associada a comportamentos inaceitáveis ou extravagantes, motivados pela ansiedade de tirar a limpo a infidelidade do parceiro ou da parceira, sendo ela real ou hipotetizada.

No ciúme patológico (ou excessivo), o medo de perder a pessoa amada vem acompanhado de emoções específicas – raiva, medo, tristeza, ansiedade – e pensamentos irracionais. “Será que ele/ela está me traindo?”. Essa por exemplo, é uma pergunta frequente e geralmente reflete um pensamento muito frequente das pessoas ciumentas.

Nesse nível, qualquer comportamento que não seja minimamente esclarecido ou qualquer coisa que o outro faça sem sua participação ou controle, gera um grande tormento que se expande e tende a afetar drasticamente o relacionamento. Nesse contexto, sempre há prejuízos para quem sente, para quem é alvo e para o relacionamento. Essa, entre outras razões, pode demonstrar como o ciúme nunca faz bem ao relacionamento.

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Não raro, os pensamentos irracionais de ciúme se traduzem em comportamentos compulsivos, sustentados pela ilusão de que é possível controlar tudo o que o parceiro faz ou sente, como verificar agendas, registro de ligações no celular, seguir o parceiro, conseguir senha de acesso ao e-mail, checar faturas de cartão de crédito e fazer visitas-surpresa para confirmar suspeitas. Muitas vezes as preocupações são acompanhadas por sintomas físicos, como sudorese, taquicardia, alterações no apetite e insônia.

Uma das características mais comuns da pessoa excessivamente ciumenta é a baixa autoestima.  Isto é, ela não acredita que tem valor e que pode ser traída a qualquer momento. E a tudo isso soma-se ainda fatores como a insegurança, o medo, a instabilidade comportamental e a própria desorganização emocional.

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O ciúme patológico é um traço frequente de outro quadro: o amor patológico, com características semelhantes à dependência química. Ele ocorre quando o comportamento saudável de atenção e cuidado para com o parceiro ou parceira, característico do amor, começa a ocorrer de maneira repetitiva e frequente com intuitos desvirtuados do esperado para uma relação minimamente sadia. A pessoa se ocupa do outro mais do que gostaria e abandona interesses e atividades que antes valorizava, inclusive a si própria. O ciúme patológico e amor patológico compreendem medo intenso da perda, baixa autoestima e insegurança emocional.

Se você convive de forma anormal com o ciúme, procure o quanto antes um tratamento para essa questão e invista em você e no seu relacionamento. Com a Terapia Comportamental você poderá, além de encontrar um espaço terapêutico adequado para lidar com ciúme, tratar de várias comorbidades e transtornos psicológicos relacionados ao ciúme, como é o caso da depressão e da ansiedade.

Geralmente, uma entrevista cuidadosa com o paciente revela dados sobre o comportamento do parceiro que poderiam causar ciúme em qualquer pessoa, como telefonemas secretos, distanciamento afetivo e físico frequentes e a confirmação de traições passadas. Todavia, há que se compreender a raiz dos problemas e dos comportamentos antes de fazer juízo de valor de tais situações e passar a agir como se fossem fatos cientificamente comprovados. Nesse intuito, o processo psicoterápico trabalha a melhora da autoestima e a segurança sobre o relacionamento.

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Com as intervenções, o paciente percebe que comportamentos como investigar o que o parceiro faz na rede ou vasculhar seus pertences são desnecessários e aprende novas formas de ter confiança no parceiro ou parceira. Talvez um bom início seja tentar encontrar o que mantém o ciúme no seu relacionamento. Como vimos aqui nesse post o ciúme está longe de ser uma prova de amor e nunca propicia benefícios ao relacionamento. Todavia, se ele persiste ao longo do tempo é porque deve ser mantido por algum elemento. Reflita e tenha comportamentos mais adequados para o seu relacionamento.

Muitas pessoas fazem tanta coisa para conseguir um relacionamento que pode acabar se envolvendo num amor doentio.

“É justamente a possibilidade de realizar um sonho que torna a vida mais interessante.”

Paulo Coelho, em O Alquimista.

A célebre frase acima do escritor Paulo Coelho tem me impressionado em função de como as pessoas se identificam com a ideia que ela parece traduzir, que é a importância de um sonho como elemento de motivação à vida.

Falando em motivações, certamente você deve conhecer a famosa Teoria das Necessidades de Maslow e a, igualmente famosa, pirâmide dessa teoria proposta pelo autor. Pois bem, logo que comecei a estudar psicologia e os comportamos humanos, fui apresentado às ideias e proposições de Maslow. No início até achei legal, porém, outros estudos mais específicos me mostraram novas perspectivas mais adequadas à compreensão da subjetividade e das motivações humanas.

Por tudo isso, no post de hoje, resolvi escrever sobre um dos maiores desejos e motivações da atualidade: obter sucesso no relacionamento amoroso.

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Sim! Obter sucesso no relacionamento parece ser um grande motivador e meta para muitas pessoas. Por exemplo, nos primeiros dias do ano assisti a um programa de televisão que entrevistou cerca de uma dúzia de pessoas, questionando sobre os desejos e objetivos delas para 2015. Mais da metade dos entrevistados afirmaram que no ano novo gostariam de ter um novo relacionamento, conseguir um namorado ou namorada, casar, formar família, dentre outras menções à relacionamentos.

Mas por que as pessoas querem tanto um relacionamento?

O que motiva alguém a investir tanto – inclusive obsessivamente – numa relação? Qual seria o limite para esses comportamentos?

As respostas para os questionamentos ou as motivações que levam uma pessoa a colocar o sucesso ou a manutenção de uma relação acima de qualquer coisa são bastante amplas e vão variar de pessoa para pessoa, de relação para relação. Independente desses fatores, podemos conjecturar algumas hipóteses e entendimentos, a partir da história de quem vive uma relação desse tipo e com essas funções.

Para isso, como ponto de partida, devemos ter em vista que carregamos conosco, em nosso dia a dia e em nossas expectativas de vida, as marcas da nossa trajetória pessoal.

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Desde que somos gerados (e em cada momento de nossa existência), vivemos e integramos incontáveis tipos de relações: pai-mãe-irmãos-vizinhos-colegas-amigos-professores-chefes-atendentes-vendedores-afetivas-amorosas etc., em todas elas ficamos expostos a expectativas e frustrações.

Nesses contextos, as relações emocionais podem se tornar tão intensas a ponto de desenvolvermos e projetarmos nossas fragilidades e expectativas no outro ou na relação com o outro. Por exemplo, a pessoa que teve uma relação frustrada com o pai ou com a mãe, busca projetar ou compensar isso em uma relação afetiva ou até mesmo na criação dos filhos.

Quando as coisas tomam esse rumo e a relação “afetiva” muda de propósitos ou motivações, descaracterizando a vida amorosa e afetiva, a pessoa apaixonada tende a tratar e lidar com seu parceiro ou parceira – primordial ou exclusivamente – em função daquele papel idealizado e projetado, ou seja, ela desenvolve uma relação de dependência para com a outra pessoa e acredita que esta lhe deve obrigações, satisfação e deferência.

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Tentar ter o controle exclusivo, dominar e criar situações para que o outro realize uma expectativa ou frustrações do seu passado, acaba sendo a principal motivação e projeto de vida de quem tem o amor doentio, amam demais e não reconhecem limites para construir e manter um relacionamento.

“Esta pessoa pode até continuar dando o nome de amor  para o que  sente pelo outro, pode até achar que ama demais, mas na verdade já deixou de ser amor no momento que a dependência foi iniciada. Amor significa troca saudável entre duas pessoas, quando uma passa a se comportar de forma a prejudicar o outro, na verdade, há uma confusão de sentimentos, mas com certeza não se trata de amor”.

Lá em cima, quando falei que a teoria de Maslow não é a mais adequada para entendermos a motivação e subjetividade humana é por fatores como o amor doentio que estamos analisando neste post. Para Maslow, toda pessoa possui necessidades que obedecem a uma hierarquia de importância dividida em cinco níveis: no primeiro nível encontram-se as necessidades fisiológicas (como comer, dormir etc.); no segundo nível encontram-se as necessidades de segurança; no terceiro, as necessidades sociais (como se sentir parte de um grupo); no quarto nível estão às necessidades de autoestima; e, no quinto e último nível, as necessidades de autorrealização.

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Observe que, para o autor, cada um de nós nos comportamos para satisfazer as nossas necessidades de acordo com uma hierarquia de importância. Pena que o famoso psicólogo não tenha considerado que cada um de nós somos diferentes, pensamos e agimos de maneiras distintas e, obviamente, estabeleceremos nossa necessidade de autorrealização de forma não necessariamente semelhante aos demais.

Você, por exemplo, deve conhecer alguém que faria tudo (tudo mesmo) pelo amor de outro ou para manter um relacionamento, não é mesmo? Para pessoas assim, pouco importa suas necessidades de nível 1, 2, 3 e 4. Ela só se sentirá autorrealizada se tiver sucesso no relacionamento amoroso.

Um cara que pensa mais ou menos assim é o psicólogo Victor Vroom, autor da Teoria das Expectativas, uma das muitas teorias que procuram explicar as motivações humanas. Para Vroom, os desejos individuais podem ser classificados em nível de importância (que ele chamou de “valência”), representando o quanto aquele desejo pode ou não influir na motivação da pessoa de acordo com a importância que aquilo tem para ela. Exatamente como estamos discutindo os casos de amor doentio. Por exemplo: J. deseja ter uma namorada e isso foi classificado como altamente importante, imprescindível à sua existência. A partir daí, J. se sentirá motivado para tudo que represente a aproximação ou possibilidade de realizar esse desejo, ainda que em detrimento de outros aspectos tido por outros como fundamentais. E nesse ponto que está o perigo.

O amor doentio pode esconder um transtorno mental.

A pessoa que se torna obsessiva não consegue compreender sozinha as relações entre todos esses elementos. Muitas vezes até percebe uma intensificação de sentimentos, mas acredita que se trata de uma paixão intensa ou muito amor.

Como falei anteriormente, pode até  acreditar que o outro deva ser grato ao “amor”, “cuidado” e “dedicação” e que este teria a obrigação de corresponder a altura de tamanha emoção. Mas o que ela acredita que seria dedicação, na verdade, pode ser um transtorno mental ou transtornos psicológicos do tipo obsessivo, TOC ou personalidade dependente.

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É evidente que as pessoas que estão envolvidas em relações assim sofrem muito. Aquele que tem o amor doentio e não reconhece limites para manter o relacionamento sofre de forma velada e não percebe as reais causas. A pessoa sofre, não pelos motivos que acredita ou normalmente costuma expressar, se vitimizando nas situações: ele não atende minhas ligações, não responde minhas mensagens, não me dá atenção… Da mesma maneira, a solução dos seus sofrimentos não seria o que ela gostaria (manter o outro a seu lado e sobre seu controle, realizando seus desejos frustrados do passado), isso porque sua percepção está tão contaminada pela obsessão que ela tem dificuldade para compreender e lidar com a realidade.

Enquanto o detentor do amor doentio não encontrar os limites para seus desejos, frustrações e expectativas nos relacionamentos, exigirá correspondência da outra parte na mesma intensidade que ela. Como isso quase sempre não acontece, é fundamental que a pessoa (ou o casal) procure ajuda profissional e entre em tratamento psicológico, pois, com o empenho e o investimento adequado, é possível superar estas dificuldades e a relação amorosa pode voltar a ter uma forma saudável.

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A psicoterapia comportamental ajudará a identificar suas fragilidades emocionais, quando isto começou e, principalmente, o que tem mantido e quais as possibilidades de superação. A psicoterapia também é um espaço para se desenvolver novos comportamentos e novas formas de enxergar e  lidar com os fenômenos das relações e da vida como um todo.

Em meu consultório, as sessões de psicoterapia acontecem uma vez por semana e nos primeiras sessões dedico a conhecer o caso, procuro entender o que realmente se passa e também utilizo técnicas de forma a reestruturar os pensamentos da pessoa que tem o amor doentio ou do casal que convive com esse tipo de amor e situação. Dessa forma, tenho verificado que a psicoterapia tem ajudado as pessoas a identificar formas mais sensatas, adequadas e adaptativas de lidar com os outros, com as relações e com os contextos mais complexos da vida.

Ciúmes – O ciúme é uma emoção humana extremamente comum, senão universal, podendo ser difícil a distinção entre ciúme “normal” e “patológico”. Escrevo entre aspas porque mesmo o considerado “normal”, esse tipo de ciúme carrega em si algo também doentio que é a tentativa de posse sobre a pessoa amada e acaba tendo essa conotação de “normal” justamente por ser comum e frequente, diferentemente do entendimento que muitas pessoas fazem, considerando o “normal” como sinônimo de sadio. Ambos têm um aspecto doentio, o dito patológico difere apenas por ser mais grave.

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É importante entendermos que o ciúme refere-se a um conjunto de pensamentos, emoções e ações, desencadeados por alguma ameaça à estabilidade ou qualidade de um relacionamento íntimo valorizado, que pode estar presente em qualquer tipo de relação interpessoal, embora seja mais característico nos relacionamentos amorosos.

As definições de ciúme são muitas, em todas elas têm em comum três elementos:

  1. ter uma reação frente a uma ameaça percebida; 
  2. haver um rival real ou imaginário e;
  3. a reação visa eliminar os riscos da perda do amor. 

Assim, qualquer ação de ciúme que contemple essas três características, sinaliza que, pelo menos um dos membros na relação está tendo comportamentos inadequados na relação, e por isso, precisa de tratamento.

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Sentir ciúmes e sentir-se insegura.

Isso porque o ciúme associa-se à insegurança e imaturidade, expressão de desajustamento psicológico e social, algo cada vez mais problemático, indesejável e patológico.

O conceito de ciúme mórbido ou patológico compreende várias emoções e pensamentos irracionais e perturbadores, além de comportamentos inaceitáveis ou bizarros. Normalmente envolve muito medo de perder o parceiro(a) para um(a) rival, desconfiança excessiva e infundada, gerando significativo prejuízo no funcionamento pessoal e interpessoal.

No próximo post da série “ciúmes: do perigo ao tratamento” falaremos um pouco mais sobre a patologia do ciúme e outras comorbidades.

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