Arquivos Bullying - Elídio Almeida

Bullying

Bullying – Faz uns vinte minutos que estou aqui diante do computador, com uma tela em branco aberta diante dos meus olhos, os dedos paralisados e o cérebro a mil, mas as palavras não saem.

Não está sendo fácil expressar meus sentimentos ou traduzir estas emoções em palavras.

Foram poucas as vezes em que me vi assim, nessa situação, na qual precisei de um tempo muito maior que o necessário para iniciar um texto, ainda mais sobre o tema com o qual me identifico e tenho dedicado especial atenção nas minhas publicações aqui no blog e em outros trabalhos, como é o caso do bullying.

Assistir e analisar as imagens do vídeo abaixo, que, na minha opinião, são muito impactantes, inclusive para mim que lido com questões de bullying quase que diariamente no consultório, não é uma tarefa fácil.

No entanto, encarar os fatos como uma realidade que reflete um problema crônico da nossa humanidade e que nos atinge diretamente, pode nos levar a perceber que o bullying transforma todos nós, indistintamente em vítimas dessa agressão.

Segundo informações, o vídeo foi gravado há pouco mais de um mês na escola Francisco Leite, no bairro de Águas Claras, em Salvador-BA.

Embora as cenas evidenciem alguns agressores e um alvo, ocultam um forte esquema de produção que possui um elenco gigantesco e uma mega estrutura para que tais cenas fossem concebidas.

Não é difícil imaginar quantas mães e pais se iludem acreditando que seus filhos estão seguros nas escolas e que nesses ambientes – públicos ou privados – estão se tornando cidadãos, sendo que, muitas vezes, nem a própria família possui insumos adequados para tal formação e depositam suas expectativas nas mãos dos professores que, além das matérias curriculares e do pensamento crítico, são requeridos a assumir funções que não são suas como construir valores sociais, morais, religiosos e sexuais, dentre outros, num tremendo contrassenso ao esperado ao processo educacional..

Por outro lado, os governantes se esbaldam nas propagandas publicitárias falando que temos sistemas de educação altamente eficazes (o que pode até ser verdade, mas são casos isolados), que somos uma pátria educadora, quando, na verdade, tudo não passa de tentativas de mascarar a realidade bruta e selvagem a que estamos expostos.

Os políticos, de forma geral, parecem desconhecer a realidade do país que governam ou para o qual fazem e aprovam leis. As autoridades legais não conseguem agir com eficácia diante de tragédias como essa. E nós, enquanto população, acreditamos que rir, compartilhar, ver graça numa criança ser violentada ou apenas apontar nosso indicador para A ou B é o suficiente para mudarmos essa realidade. Na verdade,  com isso, deixamos de enxergar e reconhecer que todos somos vítimas do bullying.

Bullying terapia e casal em salvador

Sim, todos nós. Ao menos eu, adulto, aqui num consultório confortável, sem levar tapas na cabeça, chutes, pontapés e sem ameaças ou xingamentos, me sinto tão agredido quanto o garoto alvo das agressões que vimos no vídeo. E digo mais, os agressores também são vítimas de alguma forma, ainda que vítimas dessa humanidade falida, de uma sociedade selvagem e vazia consigo e com o próximo.

Obviamente que o bullying é apenas uma das inúmeras nomenclaturas que poderíamos usar para descrever um problema como este que revela a cronicidade da desumanização que nos cerca e nos envolve.

É triste pensar que isso aí que vimos (que por si só já é preocupante) pode ser apenas a ponta de um iceberg sustentada por camadas e camadas de um gelo social que, mesmo oculto e omisso, serve de estrutura que sustenta e mantém a gravidade de um problema que vai muito além de um garoto que é brutalmente agredido física e emocionalmente.

bullying psicólogo em salvador

Enquanto acharmos que apenas os garotos do subúrbio, das favelas e das comunidades carentes são as únicas vítimas de bullying e que apenas estes estão encurralados, coagidos, oprimidos ou que apanham brutalmente, não mudaremos essa realidade tão desprezível. Contudo, uma coisa é certa, talvez eu ou você jamais venha a tomar uns tapas de marginais, mas devemos ter consciência de que tomamos tapas diários tão fortes e dolorosos como aqueles, ainda que esses tapas venham em forma de vídeos que retratam a nossa realidade e chocam nossa percepção.

Palestra sobre Bullying em Salvador com o psicólogo Elidio AlmeidaOntem realizei duas palestras sobre bullying em Salvador, para os estagiários de nível médio da Assembléia Legislativa da Bahia – ALBA. O evento, que foi organizado pelo departamento de Serviço Social da Alba, faz parte do programa de desenvolvimento e capacitação profissional da Escola do Legislativo e contou com a participação de 100 estudantes nos turnos matutino e vespertino. Na ocasião, podemos trocar várias experiências, falar um pouco mais sobre o bullying – um problema que atinge especialmente os jovens em idade escolar.

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palestra sobre bullying em salvador alba Elidio Almeida Psicólogo em salvador terapeuta de casal

A palestra sobre bullying que apresentei no evento procurou ir além da conceituação do tema, suas características e efeitos, pois isso certamente já seria de conhecimento dos jovens que convivem com essa realidade. A proposta então foi refletir sobre as causas do Bullying, e criar estratégias de implantar a ação de agirmos em rede no combate a este comportamento tão danoso para nosso convívio em sociedade.

Palestra sobre Bullying em Salvador

Nesse propósito, a atividade teve início com uma dinâmica de grupo onde traçamos a “rede do bullying”, criando a perspectiva que todos estamos ligados ao tema e somos igualmente responsáveis tanto pela manutenção quanto pela extinção deste comportamento em nosso contexto. Em seguida explanamos sobre as causas, perfis e consequências, finalizando com um bate papo bem amistoso com fantásticas trocas de experiências.

palestra sobre bullying em salvador alba Elidio Almeida Psicólogo em salvador terapeuta de casal

Na oportunidade, ainda falei sobre a importância da palestra sobre o bullying em Salvador para os veículos de comunicação da Alba – Diário oficial e Canal Assembleia – além de uma entrevista ao vivo para a Rádio Brilhante FM que atinge cerca de 200 cidades na Chapada Diamantina, que também cobriu o evento.

Veja no site da Alba.

Bullying – Na última sexta-feira, participei do programa Direito e Novela. O programa é produzido pela web TV do CERS – Complexo de Ensino Renato Saraiva. Apresentado pelos professores, Luciano Figueiredo e Roberto Figueiredo, o Direito e Novela discute temas jurídicos relevantes. A equipe sempre busca abordar questões que estão sendo discutidas nas telenovelas brasileiras. Por isso, sempre contam com a participação de um especialista na área para apresentar o tema. Desta vez, tive o privilégio de ser o convidado.

O tema da semana no programa foi o bullying. A escolha foi especialmente motivado pela trama Vidas Secretas que está no ar, pela TV Globo. Nela, a questão da agressividade, suas causas efeitos e, principalmente, suas consequências são ilustradas em vários momentos e cenas.

O que é o bullying?

O Bullying é um comportamento agressivo. Ele é expressado de forma física ou verbal. Por isso, é um dos graves problemas enfrentados em todo o mundo. O local onde esse comportamento mais ocorre é nas escolas. Colocar apelidos, humilhar, isolar ou até mesmo agredir fisicamente o colega são alguns exemplos. Estas ações que refletem negativamente no comprometo de todos os envolvidos onde isso acontece, gerando traumas.

Ao falar de bullying, precisamos considerar os fatores culturais, sociais e históricos da vida do alvo ou do agressor. Isso é importante para que possamos compreender como esse tema foi tratado ao longo do tempo. Igualmente, esse cuidado nos permite observar em que características e circunstâncias ele ocorre. Através desse posicionamento, podemos entender o que acontece no contexto de forma inadequada, favorecendo a ocorrência do bullying.

Delinquência, problemas de conduta, indisciplina – entre outros conceitos que definem praticamente o mesmo fenômeno – sempre estiveram presentes no contexto escolar. Por isso, não devemos dizer que o bullying é um fenômeno novo nas escolas. O que pode ser considerado recente são os estudos científicos a respeito do tema, realizados em todo o mundo. Ou seja, é muito recente a ideia de discutir as graves consequências que este fenômeno tem provocado. Porém, tais estudos são relevantes para desvendar formas eficazes de combater a agressividade do bullying.

Bullying é um problema social 

O bullying ainda é uma questão que preocupa pais, alunos e toda a sociedade. Quanto mais soubermos sobre nossos direitos e deveres na sociedade, poderemos lidar melhor com este problema. Por isso, sempre que posso, falo sobre essa temática aqui no blog. É sempre uma satisfação poder participar de programas que difundem informações e atos preventivos ao Bullying.

Você também pode assistir o vídeo do programa e outros que participei clicando aqui. Deixo aqui um abraço à produção programa: Talita Costa e toda sua equipe. Abraço especial também aos professores e apresentadores do quadro Luciano e Renato Figueredo. A propósito professores, quem é Elídio Santana? (risos).

O psicólogo Elídio Almeida foi o convidado da revista Profissão Mestre, para participar da seção “Eu indico”, no Manual do Professor, na edição do mês de julho/2013.
Elídio Almeida psicólogo em salvador bullying-filme 1
O espaço apresenta, a cada edição, um especialista que sugere um filme diferente para o professor usar em sala de aula, por exemplo. Já participaram nomes como Cristovam Buarque (colunista da revista), Celso Antunes, Mozart Neves Ramos, Ilona Becskeházy, dentre outros. Elídio Almeida indicou o filme Bullying – provocações sem limites (2009), do cineasta espanhol Josetxo San Mateo.

Elídio Almeida considera o bullying como um problema social.

O comportamento agressivo, expressado de forma física ou verbal, conhecido como bullying, é um dos graves problemas enfrentados em todo o mundo. E o local onde esse comportamento mais acontece é nas escolas. Colocar apelidos, humilhar, isolar ou até mesmo agredir fisicamente o colega são algumas das ações que refletem negativamente o contexto em que isso acontece.

Elídio Almeida psicólogo em salvador bullying-filme 2

Ao falar de bullying, precisamos considerar os fatores culturais, sociais e históricos da vida do alvo ou do agressor, além de focar como esse tema foi tratado ao longo do tempo e em que características e circunstâncias ele ocorre. Através desse posicionamento, podemos entender o que acontece no contexto de forma inadequada, favorecendo a ocorrência do bullying.

Bullying, delinquência, problemas de conduta, indisciplina, entre outros conceitos que definem praticamente o mesmo fenômeno, sempre estiveram presentes no contexto escolar. Por isso, não devemos dizer que o bullying é um fenômeno novo nas escolas. O que pode ser considerado recente são os estudos científicos a respeito do tema, realizados em todo o mundo, para discutir as graves consequências que este fenômeno tem provocado e formas eficazes de combatê-lo.

Elídio Almeida psicólogo em salvador bullying-filme

A revista Profissão Mestre é uma publicação da Humana Editorial, voltada para professores e profissionais da educação e está disponível nas bancas e livrarias do país. Confira.

Veja um bate-papo que o psicólogo Elídio Almeida teve com a jornalista Suzane Ferreira, para o portal Uol Jovem. Elídio que é psicólogo e Terapeuta de Casal em Salvador, falou sobre assertividade e bullying.

Assertividade terapia de casal em salvador

Qual é a importância da assertividade em crianças e jovens?

Cada pessoa tem o direito de expressar seus sentimentos, emoções e preferências, de forma a sentir-se bem por fazer isso e sem ferir outras pessoas neste processo. O comportamento que torna a pessoa capaz de expressar sentimentos sinceros, sem ansiedade indevida ou timidez, exercitando seus próprios direitos; reconhecendo e respeitando os diretos das demais pessoas, é denominado de comportamento assertivo. Comportar-se assertivamente é, sem dúvida, um dos grandes desafios do mundo contemporâneo e está presente em todos os ambientes, grupos e relações.

Por isso, o quanto antes as pessoas adquirirem habilidades assertivas, maior sua probabilidade em ter sucesso nas relações interpessoais; seja na vida pessoal ou profissional.

Se considerarmos que é a partir da infância que apendemos a construir nosso repertório, preferências, identidades e, principalmente, a conviver com pessoas que também estão passando pelo mesmo processo, veremos que, desde a infância, estamos envolvidos em situações em que precisamos firmar nossas escolhas e lidar com as diferenças e escolhas alheias.

assertividade comunicacao-assertiva psicólogo em salvador

Essa situação torna-se ainda mais complexa para crianças e jovens que estão inseridos em grupos nos quais a expressão desses sentimentos e emoções carrega uma certa competitividade, como é o caso da escola. Daí a importância da assertividade, pois,  em uma situação na qual qualquer diferença entre os alunos venha a ser pontuada, eles poderão exercitar a expressão do comportamento assertivo, em detrimento dos comportamentos agressivos, comumente praticados entre crianças e adolescente nos ambientes escolares.

Como diferenciar para a criança a assertividade da agressividade?

Todo comportamento possui uma intenção ou objetivo, ainda que inconscientemente. Se observarmos atentamente, veremos que as crianças também percebem e sabem disso, pois é um comportamento que se repete com bastante frequência e, muitas vezes, os adultos fornecem o modelo para isso.

Assim, os comportamentos agressivos e assertivos são diferenciados de acordo com o propósito a que se destinam. Por exemplo, uma pessoa pode se dirigir a outra dizendo: “Pois não, querida!”. Observe que este “querida” pode ser entendido de duas formas: irônica (agressiva) ou acolhedora (se for assertiva). Por isso, considero que a melhor forma de diferenciar estes comportamentos seja desenvolvendo e conscientizando as crianças a identificar as funções comportamentais (mostrando todas as possibilidades possíveis), não se limitando auma análise superficial dessas ações e expressões.

Dessa forma, as crianças poderão adquirir a habilidade de identificar a intenção ou o objetivo do comportamento dirigido a elas e escolher a resposta mais adequada, preferencialmente uma resposta assertiva.

assertividade e habilidades_sociais psicólogo em salvador

Como desenvolver a assertividade na escola? E no ambiente familiar?

Há uma infinidade de recursos para isso. Basta que os educadores utilizem a criatividade e a imaginação para desenvolver ações que habilitem as crianças e adolescentes a identificar as funções dos comportamentos e, a partir daí, escolham a resposta mais adequada a ser empregada na ação.

Gosto muito do modelo em que o diálogo entre os envolvidos privilegia a contextualização da questão e a expressão da emoção por uma das partes, possibilitando que haja oportunidade para que a outra parte também contextualize a ação e expresse sua emoção; para que tentem compreender e se posicionar adequadamente e com mais propriedade na situação. Por exemplo:

– Hoje, quando lhe chamei e você respondeu “pois não, querida!”, tive a impressão que você foi irônica comigo. Foi isso mesmo?

– Não. Na verdade eu estava chateada com algo que aconteceu comigo a caminho da escola, não teve nada a ver contigo. Não tive essa intenção, desculpe se pareceu um tratamento irônico.

– Ufa! Já estava prestes a achar que tinha magoado você em algum momento.

Observe que nesse pequeno diálogo o sentimento foi expressado, ajudando a contextualizar a percepção e os fatos.

Assertividade terapia de casal em salvador elídio almeida

Claro que esse estágio de assertividade nos diálogos pode ser construído e mantido em relações bem anteriores a chegada da criança à escola. Na família, por exemplo, os pais devem ficar atentos para dosar e valorizar as primeiras expressões emocionais dos filhos.

Em muitos casos as crianças são punidas por terem falado o que pensavam ou sentiam. Ainda que essas expressões sejam inadequadas elas devem ser instruídas quanto as consequências destes comportamentos para que as crianças possam optar em não repetir novamente. Quando são somente punidas, elas podem aprender que falar o que pensa/sente é errado e isso pode abrir brecha para muitas dificuldades no convívio com outras pessoas e nas relações interpessoais. Em outras palavras, a assertividade é uma habilidade adquirida, principalmente, em função das próprias experiências acumuladas ao longo da vida.

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Que tipo de exercícios sociais podem ser feitos para desenvolver esta habilidade?

Primeiramente devemos compreender os princípios básicos da asserção para diferenciar os comportamentos assertivos dos agressivos, através do objetivo em que a ação foi empregada. A partir daí, é somente procurar expressar de forma fidedigna a emoção ou sentimento, tendo o cuidado constante de não ferir a pessoa para a qual o comportamento é dirigido. Ajuda bastante quando:

  • conseguimos olhar diretamente nos olhos da pessoa com quem estamos falando;
  • ter uma postura corporal confortável e segura;
  • emitir gestos amistosos ;
  • ter uma expressão facial coerente;
  • usar um tom de voz apropriado;
  • escolher a ocasião adequada
  • fazer um planejamento do conteúdo a ser abordado pode contribuir para o sucesso da ação;
  • praticar estes passos constantemente;
  • refletir sobre as consequências da ação implementada para facilitar o sucesso da assertividade.

No consultório e na orientação dos jovens no processo de desenvolvimento de habilidades assertivas, tenho tido resultados bastante significativos, propiciando a aproximação destes com instrumentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, Estatuto da Criança e do Adolescente, Código de Defesa do Consumidor e Estatutos e Regimentos de escolas e outras entidades. Com isso, eles sentem se mais conhecedores dos seus direitos e deveres, tornam-se mais confiantes e empoderados para o exercício da sua cidadania; expressando melhor seus sentimentos e emoções.

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Como a assertividade pode auxiliar a criança a combater o bullying?

O bullying se instala por meio de uma condição que chamamos de comportamento inassertivo (ou passivo). O comportamento inassertivo é aquele em que a pessoa não consegue expressar seus sentimentos e emoções, sente-se inferior, incapaz, fraca, tem extrema dificuldade em dizer “não”, vive cheia de inibições, cedendo à vontade alheia, tem autoestima baixa, guarda seus desejos dentro de si, tende a pensar na resposta adequada somente depois que a oportunidade passou. Também, normalmente, se autodeprecia, preferindo calar-se, retirar-se ou isentar-se a ter que se posicionar diante das demais pessoas.

Observe que essas características são completamente antagônicas à assertividade e à agressividade. Ou seja, quando a pessoa não consegue se defender, ela mesma pode abrir o precedente para que outras pessoas abusem dela ou desrespeitem seus direitos. E é justamente nesse ponto que alguém com a intenção de agredir, humilhar ou diminuir outra pessoa encontra terreno para imprimir os comportamentos agressivos. Dessa forma, a criança ou adolescente que tem um histórico de prática da assertividade em sua vida pode passar por esse tipo de exposição com menos sofrimento, pois ela consegue fazer valer seus direitos, inclusive recorrendo a ajuda de terceiros, quando for o caso. Tudo isso sem enfrentar os medos e ansiedades indevidas comuns a este tipo de situação.

E no caso da criança já sofrer ou ter sofrido bullying, como agir para que isso não se repita?

A criança ou adolescente que sofreu ou sofre com o bullying deve aprender que tem direitos e dentre eles, que deve ser ouvida, respeitada e amparada em suas necessidades. Talvez o mais importante a ser feito para que males como o bullying não se repitam ou se propaguem é formar cada vez mais cidadãos e profissionais habilitados e comprometidos a identificar as mais sutis manifestações desse comportamento altamente danoso ao bem estar da nossa sociedade e à formação, desenvolvimento e convivência das pessoas.

Assim, poderíamos agir preventivamente e evitar o sofrimento que impera em muitos ambientes. Uma dica que costumo passar é que sempre devemos ter em vista que as pessoas são diferentes, independente se for criança, adolescente, adulto, aluno, professor, juiz, médico… reconhecer a outra pessoas como diferente, exercitar a empatia e nos colocar sempre no lugar da outra pessoa, significa que não iremos impor à ela e a suas ações, causando-lhe sofrimento. Isso pode nos propiciar melhores condições não só para compreendê-la, mas também para ajudá-la.

Entrevista sobre Bullying e Comportamento Assertivo na revista Gestão Educacional. A edição de maio da revista Gestão Educacional trará uma entrevista com o psicólogo Elídio Almeida. Elídio foi entrevistado pelo repórter Fábio Torres e falou sobre o desenvolvimento da assertividade nas crianças como forma de combate ao bullying, assim como as causas e consequências do bullying no ambiente escolar.

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Bullying e o Comportamento Assertivo

O comportamento agressivo, expressado de forma física ou verbal, conhecido como bullying, é um dos graves problemas enfrentados em todo o mundo. E o local onde esse comportamento mais acontece é nas escolas. Colocar apelidos, humilhar, isolar ou até mesmo agredir fisicamente o colega são algumas das ações que refletem negativamente o contexto em que isso acontece.

Ao falar de bullying, precisamos considerar os fatores culturais, sociais e históricos da vida do alvo ou do agressor, além de focar em como esse tema foi tratado ao longo do tempo e em que características e circunstâncias em que ele ocorre. Através desse posicionamento, podemos entender o que acontece no contexto de forma inadequada, favorecendo a ocorrência do bullying.

Comportamento-Assertivo-comportamento assertivo psicólogo em salvador

Bullying, delinquência, problemas de conduta, indisciplina, entre outros conceitos que definem praticamente o mesmo fenômeno, sempre estiveram presentes no contexto escolar. Por isso, não devemos dizer que o bullying é um fenômeno novo nas escolas. O que pode ser considerado recente são os estudos científicos a respeito do tema, realizados em todo o mundo, para discutir as graves consequências que este fenômeno tem provocado e formas eficazes de combatê-lo.

A entrevista tem o objetivo de compartilhar informações com os educadores, para que novas medidas sejam adotadas e o bullying não continue causando danos. A revista Gestão Educacional é uma publicação mensal da Humana Editorial – Curitiba/PR –  e poderá ser adquirida nas bancas de todo país a partir de 1º de maio. Em breve estará disponível também aqui no blog.

Matéria sobre bullying e comportamento assertivo como psicólogo Elídio Almeida. A edição de maio/2013 da Revista Gestão Educacional trouxe para seus leitores mais uma matéria da série “projeto anti bullying”. O projeto traz, em cada edição da revista, uma matéria com dicas e informações sobre o combate ao bullying nas escolas. Nesta edição, os psicólogos Elídio Almeida e Rosimeire Oliveira falaram sobre a importância do comportamento assertivo no combate ao bullying e deram dicas importantes para os leitores.

comportamento assertivo psicólogo em salvador capa

Cada pessoa tem o direito de expressar seus sentimentos, emoções e preferências, de forma a sentir-se bem por fazer isso e sem ferir outras pessoas neste processo. O comportamento que torna a pessoa capaz de expressar sentimentos sinceros, sem ansiedade indevida ou timidez, exercitando seus próprios direitos; reconhecendo e respeitando os direitos das demais pessoas, é denominado de comportamento assertivo.

Comportar-se assertivamente é, sem dúvida, um dos grandes desafios do mundo contemporâneo e está presente em todos os ambientes, grupos e relações.

Por isso, o quanto antes as pessoas adquirirem habilidades assertivas, maior sua probabilidade em ter sucesso nas relações interpessoais; seja na vida pessoal ou profissional.

Se considerarmos que é a partir da infância que aprendemos a construir nosso repertório, preferências, identidades e, principalmente, a conviver com pessoas que também estão passando pelo mesmo processo, veremos que, desde a infância, estamos envolvidos em situações em que precisamos firmar nossas escolhas e lidar com as diferenças e escolhas alheias.

Bullying e assertividade

Essa situação torna-se ainda mais complexa para crianças e jovens que estão inseridos em grupos nos quais a expressão desses sentimentos e emoções carrega uma certa competitividade, como é o caso da escola. Daí a importância da assertividade, pois, em uma situação na qual qualquer diferença entre os alunos venha a ser pontuada, eles poderão exercitar a expressão do comportamento assertivo, em detrimento dos comportamentos agressivos, comumente praticados entre crianças e adolescente nos ambientes escolares.

A revista Gestão Educacional é uma publicação da Humana Editorial, voltada para professores e profissionais da educação.

Confira a matéria aqui.

Elídio Almeida participa do programa Hoje em Dia da TV Record/Itapoan e fala sobre Bullying. 

No dia 20 de abril, o psicólogo Elídio Almeida foi o convidado especial do programa Hoje em Dia. O programa faz parte da programação da Record, na Bahia, para falar sobre esse fenômeno tão danoso.

Elídio, que já esteve em outros programas da emissora, foi recebido pelos apresentadores Ana Paula Farias e Marcus Pimenta. Juntos, falaram sobre esse tema que aflige, especialmente, as vítimas desse comportamento, os pais e as escolas.

O que é o Bullying?

O comportamento agressivo, expressado de forma física ou verbal, conhecido como bullying, é um dos graves problemas enfrentados em todo o mundo. E o local onde esse comportamento mais acontece é nas escolas. Colocar apelidos, humilhar, isolar ou até mesmo agredir fisicamente o colega são algumas das ações que refletem negativamente o contexto onde isso acontece.

Durante a entrevista, o psicólogo Elídio Almeida procurou demonstrar que, ao falar de bullying, precisamos considerar vários fatores. Dentre eles, os fatores culturais, sociais e históricos da vida do alvo ou do agressor. Nesse sentido, Elídio abordou como o tema foi tratado ao longo do tempo. Durante muito tempo achamos graça e chamamos de brincadeira atos que agrediam e humilhavam as outras pessoas. Assim sendo, precisamos compreender que o tal comportamento não é algo dos dias atuais. Por isso, devemos ir além das circunstâncias em ele ocorre.

Por meio desse posicionamento, podemos entender várias nuanças do bullying enquanto fenômeno. Ele sempre ocorre a partir de situações inadequadas.

Um nome novo para um fenômeno antigo.

Elídio disse ainda que delinquência, problemas de conduta, indisciplina, entre outros conceitos sempre estiveram presentes no contexto escolar. Ou seja, todos eles definem a prática do bullying. Por isso, não devemos dizer que o bullying é um fenômeno novo nas escolas. O que pode ser considerado recente são os estudos científicos a respeito do tema.

Várias pesquisas cem sendo realizadas em todo o mundo. Cada uma delas têm apresentado sua contribuição para novas compreensões e abordagens quando ao bullying. Assim sendo, teremos ainda mais condições para discutir as graves consequências que este fenômeno tem provocado.

Por fim, se você se interessou pelo tema, clique aqui e veja outros posts sobre bullying. Se desejar, também deixe seu comentário no campo abaixo.

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Elídio falou para uma plateia de aproximadamente 250 jovens e contemplou aspectos como o surgimento e a popularização do Bullying, características psicológicas das vítimas, agressores e testemunhas, cyberbullying, atuação dos pais e professores, além de ter tirado dúvidas da galera que participou com bastante entusiasmo do evento.
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Elídio Almeida participa do programa Hoje em Dia e fala sobre Bullying.

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