Arquivos Assertividade - Elídio Almeida

Assertividade

Está nas bancas de todo o Brasil a edição 81 da Revista Vida Natural. A publicação traz uma matéria especial sobre o desafio de se construir um bom relacionamento com os vizinhos. O tema mostra a importância das relações sociais na atualidade e convida os leitores a refletir sobre formas mais amistosas de relacionamentos com os vizinhos na comunidade. Além de ser um tema pelo qual tenho especial interesse, tive a grata satisfação de atender ao convite da revista para colaborar com a matéria.

A questão dos relacionamentos entre vizinhos já foi abordada algumas vezes em posts aqui do blog. Também já pude falar sobre esse tema em outros veículos de comunicação. Como construir bons relacionamentos com nossos vizinhos é um desafio para todos,  o tema é sempre pertinente.

 

 

Considerada muito delicada, a relação entre vizinhos demanda um cuidado especial, pois é regida pela regra de direitos e deveres comuns a todas as partes. Somada a isso, temos a todo momento a questão dos limites da privacidade e das individualidades gerando grandes embates.

O relacionamento com os vizinhos não precisa ser uma guerra.

Na matéria, procurei destacar que o relacionamento entre vizinhos geralmente limita-se aos formais “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”. Raramente as pessoas se permitem um pouco mais de proximidade. Ao que se percebe, o contato verbal entre os vizinhos só são avançados nos momentos das queixas e reclamações. Esse modelo revela que a ausência do vínculo ou estreitamento dos laços faz com que esses momentos sejam altamente agressivos e desrespeitosos. O que poderia ser apenas um ajuste de conduta tende a se transformar em um princípio de guerra.

Para aqueles que desejam melhorar o relacionamento com os vizinhos, recomendo conhecer mais sobre assertividade. Neste post [aqui] explico um pouco sobre como ser mais assertivo em nossa vida e melhorar nossos relacionamentos.

No link abaixo, você também poderá conferir a matéria sobre o relacionamento com os vizinhos publicada na Revista Vida Natural. A matéria é assinada pelo jornalista Murilo Toretta. Confira!

relacionameto entre vizinhos psicólogo Elídio Almeida
Revista Vida Natural 81

Terminar um relacionamento, seja ele um casamento ou um namoro, não é uma tarefa fácil. Por mais doloroso que seja perceber que a relação não faz mais sentido, comunicar a decisão de terminar ao seu parceiro ou parceira  é ainda pior. Não por acaso, esse é um questionamento muito frequente dos meus pacientes: qual a melhor maneira para terminar um relacionamento?

Qual a melhor maneira para terminar um relacionamento? psicólogo em salvador especialista em terapia de casal

Depois de muito sofrimento e tentativas de salvar o casamento ou namoro, ao menos um dos pares conclui que a melhor opção é terminar. Ao atingir esse ponto, as pessoas ficam propensas a seguir dois caminhos preocupantes.

O primeiro deles é procrastinar ainda mais a situação. Mesmo sofrendo e cientes dos fracassos nas várias tentativas de reconciliação e superação, muitas pessoas preferem acreditar que uma mágica irá acontecer. Elas creem que repentinamente algo acontecerá e salvará aquele casamento. Pessoas que agem dessa forma – especialmente num momento de crise, desilusão ou constatação de incompatibilidade amorosa – tendem a cometer os mesmos erros do passado. Ao repetir atitudes e comportamentos, elas sofrem mais e criam um cenário ainda mais drástico para o fim da relação.

O segundo caminho mais comum adotado num momento de término é simplesmente comunicar à outra pessoa que a relação está acabada. Não aguento mais. Está tudo acabado entre a gente, é o que dizem. Essa é pior forma de terminar uma relação. Ainda que os dois já estivessem conscientes da infelicidade vivida pelo casal naquele momento, a decisão foi tomada unilateralmente. Em casos assim, um decide sozinho e o outro apenas é comunicado. Isso, é ultrajante. É completamente injusto e só traz mais sofrimento para todos.

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Como terminar um relacionamento?

Se o término for realmente o único caminho, existe uma forma mais adequada de se fazer isso. A proposta nesse momento é usar o mesmo modelo geralmente utilizado para se iniciar uma relação: o combinado.

Combinar é algo que o casal precisa fazer até mesmo num momento de separação. Isso significa dizer que, se foi feito um acordo para dar início àquele relacionamento, essa mesma atitude deve ser usada na ocasião do fim. É isso que se espera de pessoas maduras e responsáveis, ainda que o clima seja completamente inverso ao do início.

Ao iniciarem um relacionamento, pessoas maduras e responsáveis falam o que estão sentindo, procuram saber se a outra pessoa sente o mesmo ou algo equivalente e decidem [JUNTAS] dar início ou avançar na relação. A ideia é que isso se repita ao terminar um relacionamento. Expressar os sentimentos e procurar saber o que a outra pessoa sente ou pensa nesse momentos é fundamental. Isso contribui para novamente juntas decidirem sobre o destino daquela relação.

Lógico que fazer isso não é uma tarefa fácil. Por isso, é recomendado que o casal procure ajuda profissional para intermediar esses diálogos. Afinal, num clima ruim, o casal não consegue desenvolver uma conversa franca, expressando adequadamente todos os sentimentos e emoções.

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Toda relação precisa terminar?

Não. No entanto, muitas relações ficam sem alternativa, em virtude de as pessoas envolvidas acumularem problemas e tentarem postergar, melhorar ou resolver os conflitos do relacionamento de forma inadequada.

Talvez você não saiba, mas apenas uma pequena parcela dos relacionamentos acabam depois de passarem por uma terapia de casal. Isso nos leva a pensar que muitas relações teriam grandes chances de sucesso se tivessem recorrido a ajuda antes dessas decisões de término abrupto. Inclusive aquelas que optaram pelo caminho da procrastinação ou foram surpreendidas com um comunicado abrupto de término.

Por essa e por outras razões, é sempre fundamental que o casal procure auxílio profissional logo nos primeiros sinais de dificuldades. Investir numa terapia pode garantir que aquela ferida seja estancada ainda quando pequena, bem como que a relação seja ajustada para ter qualidade e vida longa.

Antes de pensar em terminar um relacionamento, pense um pouco na forma como conduzirá isso. Também lembre-se de que a relação não precisa estar por um fio para buscar a terapia de casal.

As relações humanas são sempre complexas. Isso é ainda mais potencializado quando falamos de relação entre vizinhos. Em todos os contextos, devemos ter em conta que cada pessoa é diferente uma da outra. Equilibrar a convivência entre elas não é nada fácil.

Gostos, atitudes e interesses particulares revelam que administrar qualquer relação será sempre algo desafiador. Porém, nada se compara com as dificuldades encontradas nos relacionamentos entre vizinhos.

Nestas relações, os direitos e deveres são comuns a todos os membros. Porém, frequentemente os limites são desrespeitados nesse necessário convívio social. Isso causa enormes problemas, muitas vezes difíceis de serem solucionados.

psicólogo em salvador atendimento-psicologico elídio Almeida

Toda relação tem conflito?

Sim. As relações profissionais, sociais e de amizade, todas passam por conflitos. Até mesmo as relações familiares, que são caracterizadas por conexões de maior grau (sangüíneas ou afetivas), possuem embates. Nestas relações os papéis são claros e, em sua maioria se distinguem.

No entanto, as relações entre vizinhos destoa desse padrão. Nelas, os direitos e deveres – em tese – são os mesmos para ambos. Porém, cada um defende o que é melhor para si. Ou seja, além de diferentes, somos também egoístas. Esse é o princípio do caos em todas as relações que demandam convívio coletivo, como é o caso dos vizinhos.

Quanto temos um vínculo com outra pessoa, qual seja: profissional, social, ou familiar; torna-se mais fácil administrar qualquer conflito. Por exemplo, para resolver algumas questões com um parente, um amigo ou colega de trabalho, nos valemos do vínculo que nos une para tentar encontrar uma solução.

Partimos sempre do pressuposto que queremos ou temos que manter aquela relação. Todavia, esse não é o pensamento relacionado aos problemas com os vizinhos. “Não temos vínculo algum com aquela pessoa”, pensamos. Não há nada ou quase nada a ponderar.

relação entre vizinhos psicólogo em salvador Elidio terapia de casal

Relação entre vizinhos costumam ser complicadas. Entenda o motivo.

Na maioria das vezes, os necessários “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” geralmente só são ultrapassados quando há alguma queixa ou reclamação a ser feita. Quando a relação entre vizinhos segue esse padrão, podemos afirmar que ela começou muito mal. Por isso muitas pessoas gostariam de saber qual é a melhor forma de iniciar uma boa relação com um vizinho? A resposta é simples: Preferencialmente antes do conflito.

Imagine a seguinte situação: Você teve uma semana super cansativa. Na sexta-feira à noite você planeja chegar em casa, comer algo bem leve e dormir cedo. No entanto, seu vizinho resolve dar uma festa exatamente naquele dia. Duas horas da madrugada, você ainda não conseguiu dormir e resolve ir até lá pedir para que ao menos diminuam o barulho.

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Acrescente a isso o fato de que essa será a primeira vez em que vocês vão trocar mais que duas palavras. Complexo, não é verdade? Certamente você já consegue visualizar como a cena acabaria. Pois é, nada otimista!

Agora pense na mesma situação, alterando o fato desta não ser a primeira vez que vocês se falaram. Vocês nem precisam ser grandes amigos. Porém possuem afeto e respeito um pelo outro. Provavelmente você teria uma noite péssima da mesma forma, mas administraria e procuraria resolver a situação de outra maneira. Possuir um vínculo com a outra pessoa, faz toda diferença na hora que precisamos ter controle emocional para resolver problemas.

Como devem ser resolvidos conflitos entre vizinhos, segundo a psicologia?

Na psicologia comportamental temos um princípio norteador para qualquer relacionamento, a assertividade. Essa premissa sempre nos ajuda a resolver conflitos e melhorar a relação entre as pessoas.

A assertividade é um comportamento que nos leva a expressar de forma adequada nossos sentimentos e emoções. Através dela, conseguimos contextualizar os fatos, informar ao nosso interlocutor como nos sentimos ou que emoções vivenciamos em determinado episódio.

Também, conseguimos pedir mudanças de atitudes, propomos combinados, fechamos acordos para que tais eventos não voltem a ocorrer novamente. Tudo isso de maneira que conseguimos fazer a outra pessoa nos compreender sem que ela se sinta ofendida. Tudo parte da ideia que o relacionamento deve ser sempre privilegiado.

relação entre vizinhos psicólogo em salvador Elídio Almeida

Por que é importante manter boas relação entre vizinhos?

Viver em sociedade é uma condição humana. Em todos os ambientes estaremos convivendo com outras pessoas, independente do vínculo que caracteriza aquela relação. Essa é uma regra universal. Por isso devemos procurar sempre que possível construir  a melhor relação com nossos vizinhos. Porém isso não é uma tarefa fácil. Somos diferentes.

Conviver com as diferenças é algo que sempre desafiou a humanidade. Em tempos tão egocêntricos como os atuais esse desafio tornou-se ainda mais complexo e necessário. Nenhuma pessoa é obrigada a concordar com as diferenças alheias. Entretanto, respeito é uma virtude que faz qualquer relação ter um convívio equilibrado e pacífico. Isso vale também para os vizinhos.

Demonstrando dor e sofrimento – Normalmente dou umas aulinhas de psicologia para meus pacientes, durante as sessões de psicoterapia. Costumo fazer algumas comparações entre os entendimentos técnicos-científicos da psicologia com situações da nossa vida cotidiana. Quando falo sobre assertividade ou agressividade, por exemplo, é muito comum eu usar um fictício caso do atendimento numa emergência hospitalar. Algo mais ou menos assim:

Uma pessoa chega à emergência de um hospital com 38º de febre e solicita atendimento médico. Na recepção, recolhem os documentos e pedem para o paciente sentar e aguardar. Passam-se duas horas e ele continua sentado, calmamente, sem ainda ser atendido. Após 3 horas, outra pessoa chega ao hospital, com os mesmos sintomas, solicita o atendimento, tem os documentos colhidos e é solicitada a aguardar, pois tem apenas uma pessoa em sua frente. Ao ser informado que terá que esperar, o segundo paciente – diferentemente do primeiro – começa a reclamar, gritar, fala que conhece o diretor do hospital, que conhece o prefeito, governador, xinga, bate no balcão, ameaça chamar a imprensa, fazer denúncias etc. E, diante de tudo isso, o atendente agiliza seu atendimento e o encaminha imediatamente para o consultório médico.

Analisando o caso, percebemos, nitidamente, como o atendimento neste hospital priorizou e valorizou muito mais o comportamento de quem agiu de forma inadequada, deixando de prestigiar aquele que agiu adequadamente (apesar do tremendo chá de cadeira) no contexto descrito.

sentimento psicólogo em salvador

Alguns pacientes, inclusive, até já me perguntaram se eu já tinha vivido ou presenciado tal cena e, até esta semana, eu podia dizer que não; tudo ali contado não passava de um mero exemplo didático com objetivos terapêuticos. Contudo, a partir de agora, posso falar com mais propriedade sobre o caso, pois tive a oportunidade de testemunhar e viver algo muito parecido e agora posso atestar a veracidade de entendimentos e hipóteses criadas no contexto terapêutico.

Por isso, como já o fiz anteriormente aqui no blog – quero, juntamente com você, refletir tais questões e comportamentos, para juntos pensarmos um pouco mais sobre a razão pela qual selecionamos os comportamentos a serem apresentados em determinados contextos, além da importância e da dificuldade de expressar sentimentos, emoções e comunicar coisas que somente nós sentimos, por exemplo, a nossa DOR.

Falhamos aos demonstrar nosso sofrimento.

Um dia desses precisei ir à emergência de um hospital. Nada grave, apenas um mal-estar. Chegando à unidade, informei que queria ser atendido, fui encaminhado à triagem. Após esse protocolo, mesmo com algumas anormalidades físicas constatadas, fui orientado retornar à recepção e aguardar. Fiquei frustrado, obviamente, mas segui a orientação.

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Passado algum tempo, notei que outras pessoas estavam tendo prioridade no atendimento. Compreendi, naturalmente, pois era visível que alguns pacientes demandavam urgência maior, uma pessoa que chegou desacordada após uma síncope (desmaio), por exemplo. Tudo aparentemente fluindo normalmente até que num dado momento chegou à emergência um casal que me chamou a atenção.

Ela falando ao celular com alguém que parecia ter retirado o cartão do plano de saúde de sua bolsa. Ele olhando frequentemente para o relógio, solicitou o atendimento, não demorou muito e foram encaminhados à triagem. Nesse momento a mulher se transformou: assanhou o cabelo, pôs um pouco de saliva nos olhos, adotou uma postura fragilizada (ou ainda mais fragilizada), se apoiou no homem e andou com passos mais compassados, diferentemente de como havia entrado no hospital instantes antes.

Mesmo com a dor intensa que eu sentia, não pude deixar de observar tudo aquilo (a sina de ser psicólogo: sempre atento a tudo). Pra mim era óbvio que ela estava doente, mas não tão grave como tentou demonstrar.

Independente da ética daquele casal, a ênfase na apresentação da doença parece ter dado certo e não demorou para terem acesso ao atendimento do clínico. A consulta durou menos de cinco minutos e saíram do consultório tão logo entraram. Ela, com a mesma aparência que havia chegado, porém com um papel que deveria ser uma receita ou um atestado. Lógico que estou aqui apenas relatando uma percepção para os fatos, mas não pude me furtar ao questionamento por ter sido preterido àquela situação.

Sofrimento terapeuta de casal psicólogo em salvador

Notei que outros pacientes tinham um comportamento muito parecido com o adotado pela mulher no momento em que esta foi até a triagem. Não falo da suposta encenação, mas a aparência de todos era muito similar: cabisbaixos, braços cruzados, caras de choro e dor, amparo de acompanhantes, movimentos lentos…

Ops, um  insight! Fiz uma auto análise e entendi por que tive que aguardar tanto tempo para o atendimento médico: não expressei “adequadamente”, convencionalmente, meus sentimentos e minhas emoções para a enfermeira que me atendeu na triagem, ou seja, neste caso, “falhei” ao expressar minha condição. Resumindo a história, creio que não consegui convencer a enfermeira acerca da dimensão da minha necessidade. Quando (finalmente) fui atendimento pelo médico, após sua anamnese e avaliação, fui levado a uma sala, onde fui inquirido por mais três médicos, enquanto alguns auxiliares já providenciavam acesso venoso e adoção de alguns procedimentos para exames. Tive que passar o dia no hospital, fiz uma bateria de exames e, após identificarem a causa do mal-estar, fui medicado, monitorado e liberado. Desde então, estou muito bem! =D

A inoportuna experiência me trouxe vários insights.

O primeiro deles é que Skinner estava certo quando disse que nós (humanos) não nos comportamos sem visar um ganho e, sabendo disso, podemos intervir nos contextos e direcionar nossos comportamentos para obter resultados de acordo com nossas expectativas.

O segundo, que Skinner também estava certo quando afirmou que as atividades consideradas mentais como os pensamentos, sentimentos, emoções e a própria dor, também são comportamentos, porém, comportamentos privados que apenas quem sente pode observá-lo diretamente. Em outras palavras, pensar, sentir medo, sentir dor, felicidade também são comportamentos, assim como correr, falar, trabalhar ou dormir; o que distingue esses últimos exemplos de comportamentos dos primeiros é somente a quantidade de observadores que têm acesso a eles. Cantar, por exemplo, é um evento público, já que é acessível a quantos observadores estiverem presentes no momento em que alguém estiver cantando. Uma dor, por outro lado, só é acessível a quem está sentindo esta dor, sendo, portanto, um evento privado.

Nesses termos (o que pode está sendo uma novidade ou até mesmo estranho para você que está lendo algo do tipo pela primeira vez), chorar, falar, gritar, dançar e tantos outros exemplos de ações que possam ter dois ou mais observadores, são chamados comportamentos abertos, porque são públicos. Enquanto os pensamentos, sentimentos e emoções são chamados comportamentos encobertos, porque são privados, ocorrem sob a pele de quem se comporta e por isso não são acessíveis diretamente aos outros; exatamente como falei anteriormente no post “Isso é psicológico?”.

Ansianeidade terapia de casal em salvadoredade

Meu terceiro insight foi que o estudo da Alexitimia e dos comportamentos agressivo, inassertivo e assertivo, algo que tenho me dedicado nos últimos anos, podem realmente ser verificados em todos os ambientes onde há interações humanas e justamente por isso devemos ter propriedade sobre eles para termos mais sucesso nessas relações.

Uma comparação que costumo fazer com meus pacientes é pensar que os comportamentos públicos são como as copas das árvores e as raízes são como os comportamentos privados. Através da psicoterapia comportamental muitas gente tem conseguido compreender melhor seus comportamentos, suas ações públicas ou privadas e o melhor, a partir desse processo de autoconhecimento, estão ganhando mais autonomia na sua relação intrapessoal e também nas relações interpessoais.

A compreensão dos comportamentos humanos não é uma tarefa fácil, muitas vezes adotamos aquilo que é mais prático e nem percebemos que contribuímos com essa atitude, de alguma maneira, para que as consequências desta ação se volte contra nós em algum momento. Por isso, é altamente importante procurarmos ampliar mais o nosso olhar sobre o mundo e sobre nós mesmos. De posse desses conhecimentos, poderemos ter uma participação muitos mais ativa e consciente em nossas relações ou até mesmo fazer mais aquilo que é certo ao invés de cair nas armadilhas do que “dá certo”. Pense nisso!

Pouco conhecida, a Síndrome Alexitimia pode explicar a extrema dificuldade que muitas pessoas enfrentam para se comunicar, demonstrar afetos e, também, expressar sentimentos e emoções. Esse tema de altíssima relevância foi o foco de uma matéria especial veiculada no Jornal O Tempo, em Belo Horizonte-MG, com participação do psicólogo Elídio Almeida.

alexitimia psicólogo em salvador tratamento Entenda o que é a Alexitimia.

A alexitimia afeta o processamento emocional, prejudicando nossa capacidade de expressar adequadamente as emoções e sentimentos por meio da linguagem. Ou seja, um padrão comportamental semelhante à Inassertividade, sobre a qual já tratamos aqui no blog.

As principais características da Alexitimia são:

    • dificuldade em identificar e descrever sentimentos;
    • processos imaginativos, espontâneos e de improvisação limitados;
    • dificuldade em falar sobre as sensações sentidas no corpo;

Embora a alexitimia apresente um padrão clínico comprovado, ela não constitui uma doença, mas sim um aspecto clínico associado a algum transtorno psicológico ou a alguma dificuldade comportamental. As pessoas que sofrem com a alexitimia devem buscar tratamento para superar as dificuldades enfrentadas. Principalmente, por causa dos prejuízos cognitivos, afetivos e sociais associados a alguma condição psicopatológica e aos danos à vida relacional do indivíduo, decorrentes da falta ou da dificuldade para expressar suas emoções.

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Elídio foi entrevistado pela jornalista Litza Mattos e abordou questões que vão desde causas, manifestações e a dificuldade de diagnóstico, até os tratamentos disponíveis para esta questão que tem afetados muitas pessoas em suas relações pessoais e profissionais.

Confira aquimatéria com o psicólogo Elídio Almeida.

No post “Doença psicossomática, o que é isso?” falei um pouco sobre a problemática das doenças psicossomáticas e como elas se enquadram no cotidiano de muitas pessoas. Nos campos em que é estudada, podemos encontrar várias perspectivas e entendimentos acerca da psicossomática. Mas é importante destacar que a psicologia comportamental entende que as manifestações e emoções apresentados nas “doenças psicossomáticas” são produtos do contexto no qual estamos inseridos. E é justamente esse contexto que vai nos mostrar o que originou e o que mantém a doença emocional.

Hoje, falarei um pouco sobre a relação de um episódio que envolve insônia, ansiedade, dor de cabeça os comportamentos que geralmente são classificados de anti-sociais. Às vezes tudo isso ocorre ao mesmo tempo e precisamos saber qual a função de cada um desses atores para uma interpretação adequada dos fatos.

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A doença psicossomática e a ansiedade

Com certeza você já se sentiu ansioso em alguns momentos da sua vida. Mas, por acaso, você já tentou definir o que é ansiedade? Pois bem, vamos usar um episódio de ansiedade para tentarmos entender um pouco mais sobre as doenças psicossomáticas e sobre o encadeamento de cada ação em nossa vida.

Já ouvi muita gente dizer que tem dor de cabeça porque é ansioso. Que tem insônia porque têm ansiedade. Que tem dor de cabeça psicossomática. Assim como também já ouvi pessoas dizerem que nunca vão a baladas, porque toda vez que vão a estes lugares sofrem com uma série de desconfortos. Essas pessoas comumente são taxadas de pessoas anti-sociais.

Não dá para sair por aí dizendo que tudo e qualquer coisa é uma doença psicossomática. Também não podemos sair por aí dizendo que as pessoas são anti-sociais sem empreendermos seu contexto.

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Para você entender melhor a psicossomática e a ansiedade

Na terapia comportamental, compreendemos a ansiedade como um “estímulo pré-aversivo“. Ou seja, não é o mal ainda, mas gera danos concretos, da mesma forma que o estímulo aversivo em si. Em outras palavras, a ansiedade funciona como o prenúncio do mal, como se fosse um pré-mal, que tem o poder de gerar enormes danos emocionais, ainda que também cumpra a função de preparar o nosso organismo para enfrentar o mal propriamente dito.

Assim, a ansiedade seria a sensação emocional desconfortável diante da certeza ou impressão de que algo ruim está prestes a acontecer.

Com esse entendimento, vamos contextualizar um pouco, para finalmente entendermos que a somatização – ou seja, as manifestações que observamos em nosso corpo, mas que não possuem causas orgânicas – é algo do danosas vivência e não de uma dimensão mágica e superior ao homem, como comumente as doenças psicossomáticas são vistas.

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Um exemplo para ilustrar:

Fabiana já está com mais de 30 anos e sofre muito com isso. Ela quer muito casar e ter filhos. Disseram a Fabiana que ela tem que, toda sexta-feira, ir a uma balada, para poder conseguir um namorado, casar e ter filhos. Ocorre que, todas as vezes que ela foi à tal balada, não arranjou ninguém. Na verdade, começou até a se sentir humilhada com toda essa situação, já que todas as suas amigas sempre conseguem paqueras ou namoros e ela acabava sem ninguém. Toda tarde de sexta-feira, quando está chegando a hora de terminar o expediente e as colegas de trabalho entram em contagem regressiva para a noitada, Fabiana sente-se muito ansiosa.

Toda semana, essa história se repete e ela tem ficado cada vez ainda mais desconfortável com essa situação e uma série de sintomas são sentidos ou vistos em seu corpo. Com o passar do tempo, Fabiana percebeu que, toda sexta-feira, seu desempenho no trabalho estava sendo menor em relação aos outros dias. Ela também passou a ter uma misteriosa dor de cabeça que não passa com nenhum remédio. Nenhum exame dos que ela já fez conseguiu identificar algo errado em seu funcionamento orgânico.

Fabiana tem uma doença psicossomática? Sim, realmente ela sente todas as reações físicas e emocionais da ansiedade. Mas a grande pergunta é: o que efetivamente causou todos esses sintomas? Foi a “doença psicossomática” ou foram outros elementos/eventos do contexto?

Muitas pessoas, inclusive alguns profissionais, são taxativos em dizer: foi uma somatização. Como se isso fosse suficiente para compreender toda a questão, ou que isso, por si só, resolvesse o problema.

Dificuldade para perder peso terapia de casal em salvadorVeja que a balada, que era algo altamente satisfatório para as amigas de Fabiana, tornou-se algo altamente aversivo para a nossa personagem. Logo, toda tarde de sexta-feira passou a ser um pré-aversivo para Fabiana, como um aviso que ela estaria exposta a algo ruim logo mais à noite. A partir daí, dado todo o contexto, surgiram vários sintomas (sintomas, não causas, ok?) como: a misteriosa dor de cabeça, sensação de falta de ar, picadas nas mãos e nos pés, sensação de desmaio, dores no peito e palpitações, boca seca, além da probabilidade de ficar aborrecida com os colegas de trabalho.

A situação pode ficar tão grave que Fabiana pode até generalizar todos os acontecimentos da sexta-feira para as quintas-feiras, quartas… Enfim, pode sentir-se tão ansiosa, o tempo todo e com todos os sintomas acumulados, que passaria a ter insônia e outros sintomas agravados, sendo que a causa real do problema estaria bem distante. Isso poderia enganar várias pessoas, inclusive a própria Fabiana.

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Sei que enxergar a doença psicossomática dessa forma não é assim tão fácil, mas devemos sempre ir em busca das causas reais, para efetivamente implementar o tratamento adequado que foque a causa do problema e não o sintoma, como muitos fazem. Por isso, sempre afirmo aos meus pacientes que as dores, sensações físicas e o sofrimento são reais, mas quando não encontramos as causas orgânicas, devemos buscar as causas contextuais para termos sucesso no tratamento.

Por isso, nunca negligencie seu problema, sua dor ou os problemas ou dores de terceiros. Nada acontece por acaso. Tudo tem uma causa e toda causa um tratamento específico, que pode até fugir à lógica convencional, mas talvez valha a pena conhecer e experimentar.

Já falamos aqui no blog sobre a importância de termos comportamentos assertivos em nossas relações. Hoje falaremos da assertividade e como colocar limites nas relações.

Como colocar limites nas relações terapia de casal em salvador

Ser assertivo significa dizer que sabemos expressar adequadamente nossas emoções e sentimentos. Quando conseguimos agir desta forma, temos muito mais facilidade para colocar limites nas relações.

Embora possa soar como agressivo, colocar limites nas relações é simplesmente fazer valer nossos direitos e demarcarmos – de forma adequada – nosso espaço no relacionamento, sejam elas com desconhecidos, colegas de trabalhos, amigos, familiares e, é claro, na relação amorosa.

Mesmo reconhecendo a importância da assertividade e de como colocar limites em determinadas relações, muitas pessoas reclamam da dificuldade que é pôr isso em prática de forma a não cometer erros ou exageros. Costumo sempre passar para meus pacientes que devemos começar com investidas mais simples até ganharmos prática e força pra experimentar comportamentos mais complexos.

Como colocar limites nas relações terapia de casal em salvador elídio almeida

Como colocar limites nas relações.

Vamos pensar em duas situações. Digamos que em um grupo, alguém lhe interrompe constantemente ou conversa com você incessantemente, sem lhe dar a oportunidade de falar. Nesta situação, para colocar um limite e também ter o direito a falar e a se expressar, você pode agir de forma a se fazer ouvir com intervenções amigáveis e educadas, mas também determinadas e seguras (“Tem uma coisa que eu gostaria de dizer sobre este assunto…” ou “Sabe o que eu acho disto…?”). Parece bobagem, mas intervenções como estas certamente fará com que seu interlocutor, em condições normais, note que estava lhe sufocando e faça uma pausa concedendo-lhe a oportunidade de falar também.

Como colocar limites nas relações psicólogo em salvador

Agora imagine um amigo ou amiga lhe pedindo um favor complicado e que vá além do que você desejaria fazer. Por exemplo, que você tenha que mentir por ele (a). Se sua decisão for dizer “não”, faça-o da maneira mais simples e direta possível.  Muitas pessoas têm grandes receios em tomar uma atitude tão básica e necessária como esta. Em situações desse tipo, há quem opte pela inassertividade, por acreditar que podem perder o amigo ou a pessoa querida se não fizer o que elas querem.

Na verdade, quando você emite um comportamento franco e direto (assertivo), você não estará colocando sua amizade ou sua relação em risco. Um amigo (de verdade) espera que você o diga – com respeito e sinceridade – o que realmente você pensa, além de esperar que você aja de forma espontânea e autêntica.

Além da economia de energia psíquica, tempo e ansiedade, a grande vantagem de colocar limites nas relações é que a sua autoestima tende a melhorar e as relações tornam se mais prazerosas para todos os envolvidos.

Como-Agir-Depois-de-uma-Briga-Conjugal psicólogo em salvador terapia de casal

Não é demais lembrar que colocar limites nas relações demanda um exercício constante e deve ter início nas ações mais simples até chegar nas mais complexas. Importante, também, é sempre avaliar os resultados de cada nova investida. Somar vários pequenos resultados nos dá coragem para ousar cada vez mais.

Ah! Não poderia finalizar sem falar algo que certamente você notou de diferente neste post. Normalmente as pessoas estão acostumadas a ouvir a expressão “impor limites” aqui, optei por adaptar usar “colocar limite”. Penso que a simples troca do verbo pode influenciar na ação. Quando impomos desrespeitamos. Ao colocar, no sentido de apresentar ou intervir, estamos propondo o diálogo e uma ação compartilhada.

O que você pensa disso?

Veja um bate-papo que o psicólogo Elídio Almeida teve com a jornalista Suzane Ferreira, para o portal Uol Jovem. Elídio que é psicólogo e Terapeuta de Casal em Salvador, falou sobre assertividade e bullying.

Assertividade terapia de casal em salvador

Qual é a importância da assertividade em crianças e jovens?

Cada pessoa tem o direito de expressar seus sentimentos, emoções e preferências, de forma a sentir-se bem por fazer isso e sem ferir outras pessoas neste processo. O comportamento que torna a pessoa capaz de expressar sentimentos sinceros, sem ansiedade indevida ou timidez, exercitando seus próprios direitos; reconhecendo e respeitando os diretos das demais pessoas, é denominado de comportamento assertivo. Comportar-se assertivamente é, sem dúvida, um dos grandes desafios do mundo contemporâneo e está presente em todos os ambientes, grupos e relações.

Por isso, o quanto antes as pessoas adquirirem habilidades assertivas, maior sua probabilidade em ter sucesso nas relações interpessoais; seja na vida pessoal ou profissional.

Se considerarmos que é a partir da infância que apendemos a construir nosso repertório, preferências, identidades e, principalmente, a conviver com pessoas que também estão passando pelo mesmo processo, veremos que, desde a infância, estamos envolvidos em situações em que precisamos firmar nossas escolhas e lidar com as diferenças e escolhas alheias.

assertividade comunicacao-assertiva psicólogo em salvador

Essa situação torna-se ainda mais complexa para crianças e jovens que estão inseridos em grupos nos quais a expressão desses sentimentos e emoções carrega uma certa competitividade, como é o caso da escola. Daí a importância da assertividade, pois,  em uma situação na qual qualquer diferença entre os alunos venha a ser pontuada, eles poderão exercitar a expressão do comportamento assertivo, em detrimento dos comportamentos agressivos, comumente praticados entre crianças e adolescente nos ambientes escolares.

Como diferenciar para a criança a assertividade da agressividade?

Todo comportamento possui uma intenção ou objetivo, ainda que inconscientemente. Se observarmos atentamente, veremos que as crianças também percebem e sabem disso, pois é um comportamento que se repete com bastante frequência e, muitas vezes, os adultos fornecem o modelo para isso.

Assim, os comportamentos agressivos e assertivos são diferenciados de acordo com o propósito a que se destinam. Por exemplo, uma pessoa pode se dirigir a outra dizendo: “Pois não, querida!”. Observe que este “querida” pode ser entendido de duas formas: irônica (agressiva) ou acolhedora (se for assertiva). Por isso, considero que a melhor forma de diferenciar estes comportamentos seja desenvolvendo e conscientizando as crianças a identificar as funções comportamentais (mostrando todas as possibilidades possíveis), não se limitando auma análise superficial dessas ações e expressões.

Dessa forma, as crianças poderão adquirir a habilidade de identificar a intenção ou o objetivo do comportamento dirigido a elas e escolher a resposta mais adequada, preferencialmente uma resposta assertiva.

assertividade e habilidades_sociais psicólogo em salvador

Como desenvolver a assertividade na escola? E no ambiente familiar?

Há uma infinidade de recursos para isso. Basta que os educadores utilizem a criatividade e a imaginação para desenvolver ações que habilitem as crianças e adolescentes a identificar as funções dos comportamentos e, a partir daí, escolham a resposta mais adequada a ser empregada na ação.

Gosto muito do modelo em que o diálogo entre os envolvidos privilegia a contextualização da questão e a expressão da emoção por uma das partes, possibilitando que haja oportunidade para que a outra parte também contextualize a ação e expresse sua emoção; para que tentem compreender e se posicionar adequadamente e com mais propriedade na situação. Por exemplo:

– Hoje, quando lhe chamei e você respondeu “pois não, querida!”, tive a impressão que você foi irônica comigo. Foi isso mesmo?

– Não. Na verdade eu estava chateada com algo que aconteceu comigo a caminho da escola, não teve nada a ver contigo. Não tive essa intenção, desculpe se pareceu um tratamento irônico.

– Ufa! Já estava prestes a achar que tinha magoado você em algum momento.

Observe que nesse pequeno diálogo o sentimento foi expressado, ajudando a contextualizar a percepção e os fatos.

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Claro que esse estágio de assertividade nos diálogos pode ser construído e mantido em relações bem anteriores a chegada da criança à escola. Na família, por exemplo, os pais devem ficar atentos para dosar e valorizar as primeiras expressões emocionais dos filhos.

Em muitos casos as crianças são punidas por terem falado o que pensavam ou sentiam. Ainda que essas expressões sejam inadequadas elas devem ser instruídas quanto as consequências destes comportamentos para que as crianças possam optar em não repetir novamente. Quando são somente punidas, elas podem aprender que falar o que pensa/sente é errado e isso pode abrir brecha para muitas dificuldades no convívio com outras pessoas e nas relações interpessoais. Em outras palavras, a assertividade é uma habilidade adquirida, principalmente, em função das próprias experiências acumuladas ao longo da vida.

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Que tipo de exercícios sociais podem ser feitos para desenvolver esta habilidade?

Primeiramente devemos compreender os princípios básicos da asserção para diferenciar os comportamentos assertivos dos agressivos, através do objetivo em que a ação foi empregada. A partir daí, é somente procurar expressar de forma fidedigna a emoção ou sentimento, tendo o cuidado constante de não ferir a pessoa para a qual o comportamento é dirigido. Ajuda bastante quando:

  • conseguimos olhar diretamente nos olhos da pessoa com quem estamos falando;
  • ter uma postura corporal confortável e segura;
  • emitir gestos amistosos ;
  • ter uma expressão facial coerente;
  • usar um tom de voz apropriado;
  • escolher a ocasião adequada
  • fazer um planejamento do conteúdo a ser abordado pode contribuir para o sucesso da ação;
  • praticar estes passos constantemente;
  • refletir sobre as consequências da ação implementada para facilitar o sucesso da assertividade.

No consultório e na orientação dos jovens no processo de desenvolvimento de habilidades assertivas, tenho tido resultados bastante significativos, propiciando a aproximação destes com instrumentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, Estatuto da Criança e do Adolescente, Código de Defesa do Consumidor e Estatutos e Regimentos de escolas e outras entidades. Com isso, eles sentem se mais conhecedores dos seus direitos e deveres, tornam-se mais confiantes e empoderados para o exercício da sua cidadania; expressando melhor seus sentimentos e emoções.

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Como a assertividade pode auxiliar a criança a combater o bullying?

O bullying se instala por meio de uma condição que chamamos de comportamento inassertivo (ou passivo). O comportamento inassertivo é aquele em que a pessoa não consegue expressar seus sentimentos e emoções, sente-se inferior, incapaz, fraca, tem extrema dificuldade em dizer “não”, vive cheia de inibições, cedendo à vontade alheia, tem autoestima baixa, guarda seus desejos dentro de si, tende a pensar na resposta adequada somente depois que a oportunidade passou. Também, normalmente, se autodeprecia, preferindo calar-se, retirar-se ou isentar-se a ter que se posicionar diante das demais pessoas.

Observe que essas características são completamente antagônicas à assertividade e à agressividade. Ou seja, quando a pessoa não consegue se defender, ela mesma pode abrir o precedente para que outras pessoas abusem dela ou desrespeitem seus direitos. E é justamente nesse ponto que alguém com a intenção de agredir, humilhar ou diminuir outra pessoa encontra terreno para imprimir os comportamentos agressivos. Dessa forma, a criança ou adolescente que tem um histórico de prática da assertividade em sua vida pode passar por esse tipo de exposição com menos sofrimento, pois ela consegue fazer valer seus direitos, inclusive recorrendo a ajuda de terceiros, quando for o caso. Tudo isso sem enfrentar os medos e ansiedades indevidas comuns a este tipo de situação.

E no caso da criança já sofrer ou ter sofrido bullying, como agir para que isso não se repita?

A criança ou adolescente que sofreu ou sofre com o bullying deve aprender que tem direitos e dentre eles, que deve ser ouvida, respeitada e amparada em suas necessidades. Talvez o mais importante a ser feito para que males como o bullying não se repitam ou se propaguem é formar cada vez mais cidadãos e profissionais habilitados e comprometidos a identificar as mais sutis manifestações desse comportamento altamente danoso ao bem estar da nossa sociedade e à formação, desenvolvimento e convivência das pessoas.

Assim, poderíamos agir preventivamente e evitar o sofrimento que impera em muitos ambientes. Uma dica que costumo passar é que sempre devemos ter em vista que as pessoas são diferentes, independente se for criança, adolescente, adulto, aluno, professor, juiz, médico… reconhecer a outra pessoas como diferente, exercitar a empatia e nos colocar sempre no lugar da outra pessoa, significa que não iremos impor à ela e a suas ações, causando-lhe sofrimento. Isso pode nos propiciar melhores condições não só para compreendê-la, mas também para ajudá-la.

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