Arquivos Adolescentes - Elídio Almeida

Adolescentes

Impotência Sexual – O clima está quente, falta só a camisinha. De repente, bem naquela paradinha para colocar o preservativo, ocorre a perda da ereção e isso frustra a relação, especialmente para o homem, que se sente envergonhado e impotente, mesmo que sua parceira não o responsabilize pelo insucesso.

Você já passou por isso? Pois é, acontece mesmo. Essa é uma queixa muito comum entre os homens que buscam tratamento com psicólogos e neurologistas para tratar a questão. Mas isso não é desculpa para abrir mão da camisinha na hora do sexo, não é verdade?!

impotência sexual tratamento psicólogo em salvador

A culpa não é da camisinha

Quase sempre, a camisinha não é a fonte do problema. Na maioria dos casos, essa perda de ereção é psicológica. Os próprios urologistas afirmam que o preservativo não corta circulação. Na maioria dos casos, isso não passa de mito.

O que ocorre é que a pausa para vestir a camisinha permite que o homem dê vazão aos sentimentos de ansiedade e insegurança, o que pode afetar a ereção. Falta de intimidade e de experiência, expectativa elevada e imaturidade também podem ser algumas das causas do problema. Nesses casos, a psicoterapia pode ajudar bastante.

Homens mais velhos, que nunca tiveram o hábito de usar a proteção, ou mesmo os menos experientes, têm dificuldade em usar a camisinha. Daí, eles criam ou alimentam a ideia de que a camisinha atrapalha e então criam desculpas para evitá-la.

Sobre a história que a camisinha aperta a ponto de cortar a circulação, os médicos dizem que é lenda. Porém, se essa for a questão, usar uma camisinha de tamanho maior resolve.

Ou seja, às vezes, o cara não tem uma ereção tão boa ou tem menor sensibilidade, o que dificulta a colocação da camisinha e ele acha mais fácil atribuir isso ao preservativo. Em todos os casos, consultar um urologista é fundamental para afastar causas físico-orgânicas.

Impotência sexual e o treinamento de camisinha

Certo, a camisinha não é a culpada pelas “brochadas” e muitos homens acham que têm impotência sexual. Mas como resolver o problema?

A recomendação, a priori, é ter calma. Não adianta forçar uma situação, pois isso tende a gerar mais ansiedade, pressão e culpa. Uma dica que costumo sempre passar para meus pacientes é tentar conversar com sua parceira ou parceiro sobre seus medos, anseios e dificuldades. Jogar limpo deixa o casal mais cúmplice e mais íntimo para lidar com essa questão que interessa a ambos.

Também é importante que se crie uma intimidade com a camisinha. Masturbar-se sozinho ou com auxílio da outra pessoa pode ajudar a tornar o preservativo menos aversivo e naturalizá-lo no sexo do casal. Vale lembrar que a camisinha é o único método seguro contra as DST’s – Doenças Sexualmente Transmissíveis.

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Único método seguro contra doenças

Muita gente não está usando mais camisinha, especialmente para as relações ocasionais, o que é um absurdo. Não por acaso, os casos de infecção por HIV tem aumentado cada vez mais em toda a população. Dados da ONU mostram que os casos de contaminação por HIV no nosso país aumentaram em 3% entre 2010 e 2016, enquanto no resto do mundo caíram em 11%.

Também não podemos esquecer de todas as outras DSTs, como a sífilis, que está em epidemia, e a gonorreia, que também está aumentando. A camisinha é o único método seguro que existe para a prevenção de doenças. Como são doenças invisíveis ou muitas vezes silenciosas, o uso da camisinha é fundamental.

Por isso, nunca se esqueça: a culpa pela perda de ereção não é do preservativo e é essencial insistir em usá-lo. Por isso, se você não está conseguindo lidar bem com a camisinha, procure ajuda qualificada, pois as causas podem ser físicas, mas também pode ter origem emocional ou psicológica e isso tem tratamento.

Bullying – Faz uns vinte minutos que estou aqui diante do computador, com uma tela em branco aberta diante dos meus olhos, os dedos paralisados e o cérebro a mil, mas as palavras não saem.

Não está sendo fácil expressar meus sentimentos ou traduzir estas emoções em palavras.

Foram poucas as vezes em que me vi assim, nessa situação, na qual precisei de um tempo muito maior que o necessário para iniciar um texto, ainda mais sobre o tema com o qual me identifico e tenho dedicado especial atenção nas minhas publicações aqui no blog e em outros trabalhos, como é o caso do bullying.

Assistir e analisar as imagens do vídeo abaixo, que, na minha opinião, são muito impactantes, inclusive para mim que lido com questões de bullying quase que diariamente no consultório, não é uma tarefa fácil.

No entanto, encarar os fatos como uma realidade que reflete um problema crônico da nossa humanidade e que nos atinge diretamente, pode nos levar a perceber que o bullying transforma todos nós, indistintamente em vítimas dessa agressão.

Segundo informações, o vídeo foi gravado há pouco mais de um mês na escola Francisco Leite, no bairro de Águas Claras, em Salvador-BA.

Embora as cenas evidenciem alguns agressores e um alvo, ocultam um forte esquema de produção que possui um elenco gigantesco e uma mega estrutura para que tais cenas fossem concebidas.

Não é difícil imaginar quantas mães e pais se iludem acreditando que seus filhos estão seguros nas escolas e que nesses ambientes – públicos ou privados – estão se tornando cidadãos, sendo que, muitas vezes, nem a própria família possui insumos adequados para tal formação e depositam suas expectativas nas mãos dos professores que, além das matérias curriculares e do pensamento crítico, são requeridos a assumir funções que não são suas como construir valores sociais, morais, religiosos e sexuais, dentre outros, num tremendo contrassenso ao esperado ao processo educacional..

Por outro lado, os governantes se esbaldam nas propagandas publicitárias falando que temos sistemas de educação altamente eficazes (o que pode até ser verdade, mas são casos isolados), que somos uma pátria educadora, quando, na verdade, tudo não passa de tentativas de mascarar a realidade bruta e selvagem a que estamos expostos.

Os políticos, de forma geral, parecem desconhecer a realidade do país que governam ou para o qual fazem e aprovam leis. As autoridades legais não conseguem agir com eficácia diante de tragédias como essa. E nós, enquanto população, acreditamos que rir, compartilhar, ver graça numa criança ser violentada ou apenas apontar nosso indicador para A ou B é o suficiente para mudarmos essa realidade. Na verdade,  com isso, deixamos de enxergar e reconhecer que todos somos vítimas do bullying.

Bullying terapia e casal em salvador

Sim, todos nós. Ao menos eu, adulto, aqui num consultório confortável, sem levar tapas na cabeça, chutes, pontapés e sem ameaças ou xingamentos, me sinto tão agredido quanto o garoto alvo das agressões que vimos no vídeo. E digo mais, os agressores também são vítimas de alguma forma, ainda que vítimas dessa humanidade falida, de uma sociedade selvagem e vazia consigo e com o próximo.

Obviamente que o bullying é apenas uma das inúmeras nomenclaturas que poderíamos usar para descrever um problema como este que revela a cronicidade da desumanização que nos cerca e nos envolve.

É triste pensar que isso aí que vimos (que por si só já é preocupante) pode ser apenas a ponta de um iceberg sustentada por camadas e camadas de um gelo social que, mesmo oculto e omisso, serve de estrutura que sustenta e mantém a gravidade de um problema que vai muito além de um garoto que é brutalmente agredido física e emocionalmente.

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Enquanto acharmos que apenas os garotos do subúrbio, das favelas e das comunidades carentes são as únicas vítimas de bullying e que apenas estes estão encurralados, coagidos, oprimidos ou que apanham brutalmente, não mudaremos essa realidade tão desprezível. Contudo, uma coisa é certa, talvez eu ou você jamais venha a tomar uns tapas de marginais, mas devemos ter consciência de que tomamos tapas diários tão fortes e dolorosos como aqueles, ainda que esses tapas venham em forma de vídeos que retratam a nossa realidade e chocam nossa percepção.

Efebofilia, saiba o que é.

Descobrir o “mundo das parafilias” é uma experiência que pode gerar atitude preventiva para si e para outras pessoas. Por isso, falar sobre a efebofilia e  os comportamentos sexuais que destoam da curva normal esperada para nossa cultura abre espaço para abordamos muitos conceitos e comportamentos que podem nos ajudar a compreender ou tratar os desvios comportamentais relacionados à sexualidade humana em nosso contexto.

Uma dessas parafilias é a efebofilia, um comportamento ou preferência sexual que menores de idade, que muitas vezes, é negligenciado, mas que pode causar um grande estrago na vida das pessoas, especialmente dos adolescentes.

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O que é efebofilia?

Uma das parafilias mais graves e impactantes que existe na nossa sociedade é a pedofilia. Embora a efebofilia comumente seja tratada como pedofilia, há uma distinção entre elas que precisa ser considerada.

A pedofilia, em linhas gerais, é o comportamento sexual ou a atração sexual por crianças pré-púberes (até os 12 anos), enquanto que a efebofilia seria o comportamento sexual ou a atração por menores de idade (13-17 anos), mesmo que já possuam características físicas de adultos.

Compreender a diferenças entre pedofilia e efebofilia tem ajudado a demonstrar a gravidade dos casos de pedofilia, onde crianças (muitas vezes, completamente indefesas e vulneráveis) são violadas ou abusadas sexualmente. Mas essa distinção não diminui a gravidade dos casos de efebofilia.

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Ainda que o argumento de que as vítimas “já não são mais crianças” seja frequentemente a justificativa que muitas pessoas usam para tentar amenizar a gravidade dos seus atos contra crianças e adolescentes que são abusados sexualmente. Pois, ainda que elas tenham um breve amadurecimento em relação às crianças que são violentadas nos casos de pedofilia, temos sempre que considerar que quando o adulto fantasia ou faz contato sexual com uma pessoa menos (ou tão) inexperiente, pode haver ali uma manipulação e controle de alguém mais experiente que pode tirar proveito de um adolescente (menino ou menina) que ainda está em uma fase crítica do seu desenvolvimento.

Lamentavelmente, ao que parece, nossa sociedade tem perdido esse limiar de análise entre os casos de abusos sexuais. Pois, cresce a cada dia o número de pessoas que têm entendido como algo normal uma pessoa adulta se envolver sexualmente com adolescentes. Contudo, por mais que esse adolescente tenha um corpo físico de adulto ou que demonstre algum tipo de autonomia ou amadurecimento, devemos sempre considerar que esse adolescente (menino ou menina), pode estar sendo influenciado por alguém que tira proveito pessoal dessa situação.

Psicologia e direitos humanos psicólogo em salvador

E isso é algo muito grave e extremamente prejudicial ao desenvolvimento, com prováveis sequelas que certamente surgirão na vida adulta do jovem abusado. Por isso, é importante refletirmos sobre a efebofilia em nossa sociedade e sempre verificarmos o que podemos fazer para não deixar que pessoas em desenvolvimento tenham seu curso natural violado.

Esse é o segundo dos quatro posts sobre HIV e Aids em que trago algumas informações úteis sobre o tema. Iniciei esta série com este post aqui [ 1 ]. Leia também os posts [ 3 ] e [ 4 ]. Acredito que você irá gostar!

Então, certamente, assim como você, minhas primeiras informações sobre HIV e Aids vieram da televisão, novelas e filmes que abordaram o tema ou através das campanhas dos órgãos de saúde. Houve também os inconsequentes disse-me-disse que sempre rolam em relação à vida alheia. Desde minha adolescência, mais ou menos quando entenderam, em casa e na escola, que era hora de falar sobre sexo, ouvi muito sobre a importância de usar camisinha, sexo seguro, riscos de doenças e mais doenças, tudo com muitas entrelinhas, além de pouca objetividade e eficácia na instrução.

Lembro-me, como hoje, de uma equipe de agentes de saúde entrando na sala de aula, no ensino médio, para fazer demonstração (com uma banana) de como usar a camisinha. E fizeram um verdadeiro sermão punitivo sobre doenças sexualmente transmissíveis, deixando todos muito mais aterrorizados e traumatizados, que instruídos. Tempos depois, na clínica-escola da faculdade de psicologia, atendi minha primeira paciente com HIV, que havia contraído o vírus, provavelmente, do seu marido que mantinha relações extraconjugais.

Depois de formado, trabalhei numa ONG aqui em Salvador que acompanha pessoas que convivem com HIV e Aids. Nessa instituição, até posei para o calendário anual da instituição, juntamente com artistas e personalidades que abraçam a luta contra a Aids (veja fotos abaixo).

psicólogo tratamento HIV e Aids em Salvador

Também, em minha prática como psicoterapeuta clínico já pude acompanhar pacientes soropositivos. Alguns destes casos associados a tentativas e ideações suicidas. Muito por isso, estou sempre estudando sobre o tema e me sinto à vontade para abordar a questão.

Quis, aqui, destacar essa pequena trajetória, pois sei que não tenho o rico currículo ou o imenso trabalho que os pesquisadores da área possuem, mas ainda assim me sinto qualificado para sobre o HIV e Aids. Mesmo que usando como o argumento pressuposto da liberdade de expressão.

Bem, como disse no post anterior (aqui), em fevereiro deste ano ouvi numa rádio uma entrevista com o ministro da saúde do Brasil, que me deixou extremamente incomodado. A entrevista acontecia em função do lançamento da tradicional campanha de carnaval para “conscientização” da prevenção e incentivo ao teste do HIV e Aids, que este ano teve como tema #PartiuTeste. E claro, a motivação vinda do depoimento de Gabriel Estrala.

Na sua fala, o ministro destacou os investimentos nas campanhas publicitárias, o pessoal envolvido nas ações de prevenção e conscientização do uso da camisinha para evitarmos o contágio e a transmissão das DSTs. Além do fácil acesso ao teste para saber se a pessoa possui ou não o vírus do HIV. Lógico, destacando a forma rápida, segura e sigilosa (oi?!) do teste.

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Sinceramente, fico me perguntando como seria mantido o sigilo numa situação onde você e seus amigos estão na maior empolgação a caminho de uma festa para se divertirem, daí resolvem fazer um teste desses e você fica sabendo que possui um vírus repleto de estereótipos negativos, inclusive associado à morte? Acho que o governo pensa que, numa situação dessas, as pessoas sairiam de lá felizes da vida e a balada continuaria numa boa, só depois a ficha da pessoa iria cair, né?! Na ocasião da entrevista, o ministro também apresentou alguns dados do Boletim Epidemiológico 2014, trazendo dados como:

    1. Estima-se que cerca de 800 mil pessoas vivem com HIV e Aids no Brasil.
    2. Os registros apontam que 600 mil têm diagnóstico.
    3. Entre as pessoas diagnosticadas com o vírus, apenas 350 mil tratam a infecção.
    4. Acredita-se que cerca de 200 mil desconhecem a própria condição de infectada.

Particularmente, não acredito nos dados dos itens 1 e 4 mas, ainda assim, a fala do ministro, juntamente com os dados apresentados e as informações que possuo, especialmente dos casos que pude acompanhar no consultório, me deixaram com a sensação de que muita coisa inadequada está acontecendo.

De início, pensando historicamente em todo investimento que tenho visto o Ministério da Saúde fazer através de propagandas hiperarrojadas para atrair e convencer a população a fazer o teste de HIV, além o incentivo ao uso da camisinha como método preventivo, parece que o objetivo do Ministério da Saúde é meramente equacionar as estatísticas e trazer  para o tratamento aqueles que ainda não estão sendo medicados. É como se, no entendimento do governo, simplesmente encontrar e medicar todos os infectados e tudo estaria resolvido. Aliás, o próprio ministro afirma isso:

“São dois desafios para interromper a cadeia de transmissão: trabalhar com os 200 mil que têm HIV e não sabem e que, portanto, precisam fazer o teste, e trazer para tratamento esses 250 mil que são HIV positivos e não se tratam”

Arthur Chioro, ministro da Saúde

Então, se (teoricamente) há 800 mil pessoas infectadas no Brasil, mas os registros dão conta de apenas 600 mil diagnosticadas, de cara já podemos perceber que há (teoricamente) 200 mil que se esquivam do diagnóstico. Pelo que estamos vendo o objetivo do governo é – e até está correto – encontrar esses (teoricamente, repito) 200 mil que ainda não foram achados, para assim ter uma tentativa de controle sobre o HIV e Aids no Brasil. Vale lembrar que todos os que já foram diagnosticados, não necessariamente foram motivados a fazer o teste em função das campanhas do governo. Há casos em que uma pessoa vai espontaneamente doar sangue para ajudar um amigo ou parente e lá descobre que está infectado e isso não tem relação direta com os “investimentos publicitários” do governo.

HIV e AIDS não são a mesma coisa!

A grande questão é que, mesmo tendo uma quantidade enorme de falhas, ano após ano essa estratégia do governo não muda. Gasta-se uma verdadeira fortuna em campanhas e peças publicitárias, porém os objetivos do Ministério nunca são alcançados e a conta entre possíveis infectados, diagnosticados e de pessoas que podem estar infectadas e não sabem, nunca fecha. Com isso, rios e milhões de dinheiro público vão pelo ralo.

Para se ter ideia, o SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), informa que em 2014 foram gastos 15 milhões somente com a campanha contra AIDS para o carnaval. Algo ainda mais grave é perceber que, mesmo diante de todo esse investimento e insistência na manutenção da mesma tática, os casos de HIV (diagnosticados)  tiveram um aumento de 11% no Brasil nos últimos 8 anos. Apesar disso, lamentavelmente, contrariando o bom senso, mesmo sem fechar os números e sem diminuir o aumento de infecção no país, o Governo ainda insiste em manter o mesmo modelo, mesmo sendo tão claramente ineficaz.

HIV e Aids tratamento em salvador

Penso que se as “cabeças pensantes” do Planalto e dos órgãos de saúde do nosso país fizessem duas perguntas rápidas e eficazes, teríamos outra realidade bem menos assustadora em relação ao HIV e a Aids no Brasil. Bastavam se perguntar:

1) Por que mesmo diante de tantos esforços os casos de HIV e Aids não param de aumentar no país?

2) Por que, mesmo sabendo que oferecemos tratamento gratuito e eficaz, a população não atende aos chamados para a testagem e o diagnóstico, preferindo não saber ou ignorar que pode estar com uma doença potencialmente grave?

Assim, fica claro que as investidas do governo teriam bem mais sucesso e retorno se tudo fosse pautado pela perspectiva da população que vive aterrorizada com o fantasma do HIV/Aids. Ainda assim, a estratégia vigente é desconsiderar o histórico, as informações que foram amplamente difundidas ao longo do tempo – que ainda estão presentes no imaginário da população – e esperar que, de uma hora para outra as pessoas mudem o rótulo de uma doença que vista pela sociedade como uma das maiores entre os males na saúde mundial.

Fotos Calendário: Marcelo Mendonça

Esse é o segundo dos quatro posts da série sobre HIV e Aids com algumas informações úteis sobre tema. Há outros três textos anteriores. Caso queira lê-los, clique aqui: [ 1 ], [ 3 ] e [ 4 ].

Esse é o quarto dos quatro posts sobre HIV e Aids em que trago algumas informações úteis sobre o tema. Iniciei esta série com este post aqui [ 1 ]. Leia também os posts [ 2 ] e [ 3 ]. Acredito que você irá gostar!

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Infelizmente, depois de décadas e reais avanços na conquista de uma tratamento cada vez mais eficaz que sinaliza para a descoberta da cura a qualquer momento, falar em HIV e Aids ainda soa como um ato terrorista. As pessoas fogem como se precisassem se manter distantes para se sentir-se em segurança.

Não só o tema, mas o próprio risco em si, está muito mais próximo, invisivelmente ou não, em nosso meio e por isso devemos – todos – estar conscientes e alertas. Por todos esses motivos, devemos pôr mais informação nessa discussão para podermos ter atitudes mais adequadas não só no combate à Aids, mas também para podermos nos proteger e buscar ajuda e tratamento, se necessário, de forma mais segura e honesta.

Você deve estar lembrado que falei nos posts anteriores [ 1 ], [ 2 ] e [ 3 ] de um vídeo que foi um dos motivadores para que eu escrevesse essa série de posts, não é verdade? Pois bem, vou te apresentar dois vídeos e gostaria que você assistisse cada um deles e respondesse qual deles informa mais e lhe motivaria a fazer um teste de HIV. Assista:

O primeiro é o vídeo da campanha oficial do Governo, contra o HIV e Aids, #partiuTeste. O segundo é um vídeo do Vlog JoutJout Prazer, intitulado de UMA AULA, vídeo que me sensibilizou a escrevesse sobre este tema aqui no blog.

HIV e AIDS: por que temos tanto medo de tocar nesse assunto?

Você deve ter notado como o primeiro vídeo força a associação do TESTE com: a felicidade, novas experiências escolhas, aventuras, sonhos, caminhos, liberdade, bem-estar… Talvez, depois de assistir o primeiro vídeo e refletir, ainda que rapidamente, sobre tudo o que se ouve falar a respeito do HIV e Aids em nossa sociedade. Será mesmo que uma pessoa se empolgaria a fazer o teste?

Na verdade, se pensarmos um pouco, o primeiro vídeo soa mais uma coisa desconexa, quase uma mentira ou uma tremenda enganação. Pois, ao contrário da mensagem que a campanha tenta passar, fazer um teste e descobrir que se tem HIV é sinônimo, dentro da nossa cultura atual, de perder a felicidade. As novas experiências, os sonhos, a liberdade, o bem-estar são fantasias. Ter HIV e Aids hoje em dia é visto como sinônimo de viver num caminho escuro, excluso, isolado e taxado de todos os piores adjetivos que possam ser atribuído a um ser humano. Por isso, o vídeo, ao contrario do que se propõe, soa como enganador, mentiroso, falso e sem credibilidade.

psicólogo tratamento aids em salvador

No segundo vídeo, surge uma coisa nova, esclarecedora, instrutiva e, sim, parece dialogar com muito mais facilidade, usando uma linguagem real, informativa, eficiente e eficaz. Em minha opinião, principalmente pela qualidade do serviço prestado, o vídeo do Gabriel merece muito mais os 15 milhões gastos pelo governo numa campanha que, nitidamente, deixa a desejar.

Ao meu ver, atitudes como essa poderiam ir muito mais além do que o material oficial do governo. Penso que, com estas informações, as pessoas que tiveram comportamento de risco sintam-se muito mais encorajadas a fazer o teste e descobrir se possuem o vírus ou não. Penso, também, que quem iniciou o tratamento e porventura abandonou, pode compreender com a franqueza e propriedade do Gabriel, a importância de aderir e levar a sério o tratamento. Mas, o mais importante é que todas essas informações e conscientização destroem o preconceito, a discriminação e a ignorância, comportamentos ainda mais destruidores que o HIV.

Por tudo isso, mesmo tendo sua importância no combate ao HIV e Aids, já está na hora do Governo se atualizar e ser mais honesto com os dados e com a população que vive aterrorizada e desinformada quanto a questão do HIV e Aids no Brasil. Neste momento, é mais que necessário fazer como o Gabriel, encarar a questão de frente, ter uma postura responsável, honesta, transparente e esclarecedora. Tudo isso, dá muito mais segurança tanto nos atos preventivos, quanto na própria questão do tratamento.

A ideia do Governo de tentar mudar o comportamento sem antes fazer um trabalho de base e valorizar a informação como principal motivador, é vista, pelos seus próprios dados, como ineficaz. O que deixa no ar a pergunta: Se não está dando certo, porque se investe tanto dinheiro e mantém o mesmo modelo de ação?

HIV e adis tratamento psocólogo em Salvador hiv-aids

Por isso, penso que todos devemos nos inspirar no Gabriel Estrela e mergulharmos nas informações atualizadas sobre como podemos agir, independente se você é soropositivo, não contaminado, teve um comportamento de risco, está em dúvida, convivem com alguém que tinha sido exposto ou simplesmente quer se proteger ainda mais,  informe-se e coloque mais INFORMAÇÃO entre o preconceito e o medo.

Porém, é importante lembrarmos que esse quadro não mudará do dia para a noite e não é nada fácil descobrir que você está contaminado com um vírus ainda incurável que pode levar a várias doenças graves. Como é o caso da Aids.

Mesmo sabendo que o preconceito, na atualidade, é muito mais letal que o vírus, muitas pessoas não conseguem se abrir ou buscar ajuda com familiares e amigos. Até mesmo buscar um profissional não é uma tarefa fácil. Contar com um suporte de uma terapia pode ser extremamente salutar, não só para descobrir o que pode ser feito para restaurar suas emoções. Além de obter orientações de como você pode iniciar o tratamento e que passos deve seguir para vencer todo esse momento com o menor sofrimento possível.

Uma coisa é certa: num consultório de psicologia você não sofrerá com a discriminação e nem o preconceito que ronda o mundo lá fora e pode ser um passo inicial para começar um tratamento eficaz . Se em algum momento você passar a conviver ou tiver qualquer contato com o HIV, lembre-se que existe um mundo real, honesto e possível, diferente do que aparece nas campanhas do governo. Pense nisso e viva mais!

Esse é o quarto dos quatro posts  post da série sobre HIV e Aids com algumas informações úteis sobre tema. Há outros três textos anteriores. Caso queira lê-los, clique aqui: [ 1 ], [ 2 ] e [ 3 ].

Esse é o terceiro dos quatro posts sobre HIV e Aids em que trago algumas informações úteis sobre o tema. Iniciei esta série com este post aqui [ 1 ]. Leia também os posts [ 2 ] e [ 4 ]. Acredito que você irá gostar!

No post anterior (aqui) trouxe alguns dados sobre os investimentos em campanhas preventivas e como elas não trazem resultados amplamente eficazes. Assim, perplexamente, vimos que a estratégia vigente dos governos ainda é desconsiderar o histórico do vírus HIV e como ele ainda aterrorizam a população. O que vemos nas investidas de prevenção são informações que não tocam na visão amplamente difundidas ao longo do tempo – que ainda estão presentes no imaginário da população. Todos ainda desconhecem e temem veementemente o HIV. Mesmo assim o Governo espera que, de uma hora para outra as pessoas mudem o rótulo de uma doença que vista pela sociedade como uma das maiores entre os males na saúde mundial.

Por isso quero lhe fazer duas perguntas:

Na sua opinião, por que as pessoas fogem e se esquivam tanto de realizar os testes e saber se têm ou não o vírus do HIV e AIDS? Por que você acha que as pessoas não aderem ao tratamento contra a Aids?

o que fazer quando se descobre que tem hiv-aids psicóogo em salvador

Talvez estejam presentes em suas respostas palavras como: exclusão social, medo, preconceito, discriminação, dentre outros temores que, atrelados a desinformação, fazem com que as pessoas optem por conviver com a incerteza, a insegurança e o risco de perder o controle de suas vidas para um vírus oportunista que usa todas essas condições para se fortalecer às custas da sua vulnerabilidade e indefesa orgânica.

Por isso penso que, juntamente com a prevenção e o tratamento, a INFORMAÇÃO deva ser o principal remédio no combate ao HIV e a Aids.

A discriminação aos portadores de HIV e Aids.

Enquanto um soropositivo for visto como um monstro ou o simples ato de ir até uma unidade de saúde apanhar um medicamento ou fazer um tratamento for tido como a coisa mais abominável da Terra, nunca teremos sucesso nos atos preventivos e de controle da disseminação do vírus.

HIV e AIDS:
Muita coisa pode acontecer quando falta informação sobre a questão.
ATUALIZE-SE!

Para você ter uma ideia, recentemente recebi um jovem no consultório que havia tentado se matar. Para sua família, a tentativa de suicídio foi provocada por uma desilusão amorosa. Mas, na verdade, ele acabara de descobrir que tinha contraído o vírus do HIV.

Logo na primeira sessão, além das condutas padrões para o caso, quis saber sobre suas práticas sexuais, comportamento de prevenção e que informações ele dispunha sobre o HIV. Para ele, ter HIV era sinônimo de estar com Aids. Que iria morrer em poucos dias e por isso quis antecipar sua morte. Felizmente, podemos nos conhecer antes desse fim trágico em sua vida e, assim, podemos desconstruir uma série de informações equivocadas em relação ao vírus, a doença e ao tratamento.  Ou seja, juntos construímos uma nova perspectiva de vida muito mais real, com as informações e condutas adequadas. Hoje, fico muito feliz ao percebê-lo bem, feliz, com sua saúde/tratamento em dia e com perspectiva de viver (bem) por muitos e muitos anos.

hiv e aids são diferentes psicólogo em salvador elídio Almeida

Depois desse episódio, me veio uma avalanche de questionamentos sobre a realidade do HIV e a Aids no Brasil. Creio que por isso tive o incômodo explicitado no início deste série. No meu entendimento, existe, atualmente, uma realidade dentro dos institutos de pesquisas sobre o HIV/Aids e outra realidade nas campanhas preventivas e peças publicitárias dos órgãos de saúde no Brasil.

Entre esses dois polos, está a população completamente ignorante sobre o tema e consequentemente sofrendo além do necessário com a questão do HIV e Aids da atualidade.

Esse é o terceiro dos quatro posts da série sobre HIV e Aids com algumas informações úteis sobre tema. Há outros três textos anteriores. Caso queira lê-los, clique aqui: [ 1 ], [ 2 ] e [ 4 ].

Muitos relacionamentos e a vida sexual de muitas pessoas é pautada nas produções pornográficas. A pornografia afeta a vida de muita gente e pode interferir de forma danosa nos relacionamentos.

relacionamentos destruídos pelo vício em pornografia

Embora você possa não recordar, mas já vivemos um tempo em que o acesso a conteúdos pornográficos era extremamente difícil. Antigamente, quando não tínhamos internet, nem grupos de WhatsApp os símbolos de pornografia eram os filmes de “Emmanuelle” nas madrugadas da Band, as revistas de sexo explícito ou especializadas em nu masculino ou feminino, os anúncios de lingerie nas revistas de catálogos, dentre outros. Hoje, além disso, incontáveis sites e blogs de pornografia estão disponíveis 24h por dia ao alcance de apenas um clique no seu computador, tablet ou smartphone. Como se tudo isso não bastasse, diariamente você ainda recebe dezenas de vídeos pornográficos em seus grupos no celular.

O que aparentemente seria um símbolo de avanço, inclusão e socialização  de conteúdos acaba evidenciando um grande problema: Estamos criando uma geração de viciados em pornografia. E como todo vício, este – pouco a pouco – está destruindo a vida sexual de muitas pessoas, frustrando inúmeros relacionamentos e transformando  o que poderia ser um ato de amor, prazer e cumplicidade em experiências que afetam sua vida e, certamente, que você nem percebe.

Para você entender melhor o que estou dizendo, preparei uma lista com cinco desses comportamentos pornográficos que prejudicam sua vida e trazem consequências que afetam os relacionamentos. Confira:

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1. A pornografia deixa você viciado em masturbação

Muito embora existam algumas pessoas e correntes religiosas que sejam contra este comportamento, ainda não ouvi de uma pessoa, que tenha essa prática, dizer que se masturbar seja algo ruim. E, obviamente, tudo que traz algum benefício tende a nos deixar viciado ou dependente, caso não tenhamos controle sobre ele. Ainda assim, sabemos que a masturbação – em muitos casos – é algo necessário e faz parte do processo de conhecimento do próprio corpo e também é um comportamento sexual que favorece meios para você entrar em contato com suas fantasias e desejos sexuais. A masturbação por si só daria um post inteiro, mas vou tentar ser breve para cumprir a proposta dessa publicação.

Quando você atinge o estado de viciado ou de dependente da masturbação, ela afeta sua vida sexual e seus relacionamentos. Entenda. Independente do que tenha lhe motivado a se masturbar, quando você chega ao “clímax” após uma masturbação, diversas substâncias químicas são criadas por nosso corpo e jogadas em nossa corrente sanguínea, dando aquela sensação de prazer. E, convenhamos, sentir prazer é muito bom, não é mesmo? Ocorre que com a repetição desse comportamento, nosso cérebro se torna viciado neste ato, nos condicionando a nos masturbarmos cada vez com mais frequência para tornar aquela sensação constante. Por vezes, o viciado em masturbação chega ao ponto de não se satisfazer mais com o sexo compartilhado com outra pessoa, ejaculando ou tendo orgasmo apenas com as próprias mãos. Assim, nessa sequência de acontecimentos, você pode se mostrar cada vez menos interessado em sexo com outra pessoa e tendendo a investir muito mais na masturbação. Dessa forma, não é difícil pensar como ficaria a vida afetiva e a relação amorosa nesses parâmetros, não é mesmo?

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2. A pornografia faz você achar que tem um pênis pequeno

É verdade! Quase toda semana surge alguém no meu consultório com sintomas de baixa autoestima e queixas relacionadas ao tamanho do pênis e como isso tende a deixar estas pessoas inseguras quanto ao sexo. Muitos homens que têm um pênis de 15 ou 16 cm, acham que seu órgão é pequeno demais. E, acredite, muitos destes homens chegaram a esta conclusão após se compararem com os atores pornôs dos filmes e vídeos eróticos que assistem.

O que muitos não sabem é que a média do tamanho do pênis do homem brasileiro é de 15,7 cm. Desse modo, iremos encontrar uma variabilidade imensa de tamanhos até encontramos a essa dimensão média. Porém, certamente por razões comerciais, pois esse perfil atrai mais público e desperta a fantasia dos leitores e espectadores,  a indústria pornográfica privilegia e apresenta – em sua maioria – apenas homens superdotados. Desse modo, se você é desses que usam a referência errada como medida, isso pode fazer com que você fique TRAUMATIZADO com seu próprio corpo e tenha crises de auto confiança. Assim, o contato sexual com outras pessoas, o investimento em relacionamentos e até mesmo um ato sexual passa a ter esse peso, que é o enfrentamento do seu próprio julgamento e o receio de ser rechaçado pela outra pessoa. Se este for o seu caso, você precisa de ajuda urgente, pois, você (mais do que qualquer outra pessoa) sabe como isso lhe afeta e lhe prejudica, não é mesmo?

3. A pornografia não te ensina o que é sexo de verdade e isso prejudica os relacionamentos

O sexo visto em filmes pornográficos não é o sexo real, muito embora ele sirva de parâmetro para muitas pessoas, inclusive para você. Há pessoas que até gostam do sexo tal qual o apresentado pelos filmes: penetrações tipo britadeira em concreto, ejaculação no rosto, horas a fio de penetração e ereção constante. Só aqui já podemos entender que nem todos sentirão prazer com isso, e o mais importante, nenhuma relação suporta esse perfil de sexo em todas as relações e durante todo o tempo em que a relação existir. Só para você refletir sobre esse seu investimento em tentar imitar atores ou atrizes dos filmes pornôs, um filme desses, muitas vezes, é gravado em várias sessões, com vários recursos de filmagem e edição, além daquele providencial remédio para garantir a ereção.

Talvez valha a pena você ter em vista que sexo é uma experiência sensorial entre as pessoas envolvidas. E isso é o que deve ser explorado e investido em um comportamento sexual. Para se ter idéia, quase dois terços das mulheres brasileiras não gozam com a penetração. Isso pode significar que um homem deve se preocupar tanto nas preliminares quanto na hora da penetração. Porém, na prática, o que parece ocorrer é que pessoas que usam filmes pornográficos como referência adotam vícios errados e, na hora de uma transa, podem acabar não satisfazendo a parceira e, mesmo assim, saírem achando que são boas de cama. Pense nisso!

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4. A pornografia não mostra o que é uma mulher de verdade

Se observarmos as mulheres que aparecem nas produções pornográficas, veremos um padrão que não representa a mulher brasileira   é comum que encontramos nas ruas, bares, boates, praias e outros lugares onde pode surgir uma paquera ou algo mais. Agora imagine quantas gerações cresceram vendo mulheres que foram selecionadas primordialmente com intuito de despertar a fantasia sexual em outras pessoas. Para as pessoas dessas gerações esse perfil torna-se o padrão de mulher, sendo boa de cama e capaz de satisfazer um homem. Veja como isso pode ter afetado a vida de muitas pessoas e muitas relações, inclusive sustentando uma prática, no mínimo conflituosa, na qual – ainda hoje – há o hábito de se dividir as mulheres entre aquelas para se casar e aquelas para transar.

Como consequência desse padrão de mulher apresentado nas produções pornográficas, ao longo de gerações, temos visto muitos  homens que, ao verem uma mulher de verdade, que nem sempre tem o peito durinho e empinado, que não esteja totalmente depilada e que possua estrias, celulites e, por vezes, gordurinhas a mais, tendem a demonstrar algum tipo de desprezo e indiferença à mulher normal e supervalorizar àquelas que se aproximam do padrão pornográfico. Em outras palavras, a pornografia tem criado homens que ficam com “nojinho” quando estão diante de uma mulher de verdade.

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5. A pornografia te ensina a ter baixa autoestima, te deixa insatisfeito com seu corpo e com sua performance sexual

Certamente você já reparou nos corpos, nas habilidades sexuais e nas performances dos astros da pornografia, não é mesmo? Não vou aqui crucificar apenas a indústria pornográfica pelo desserviço de nos ensinar modelos e comportamentos sexuais que estão distantes da realidade da grande maioria das pessoas. Afinal vivemos em um mundo no qual tais comportamentos são propagados por quase todos os contextos e ambientes.

Todavia, a pornografia é que mais influencia o comportamento sexual das pessoas e ela tem grande responsabilidade sobre os efeitos danosos que acarreta aos relacionamentos. Muito embora você possa se sentir altamente excitado ao acessar um conteúdo pornográfico, talvez você não perceba como, logo em seguida, você se sente mal por não conseguir repetir as mesmas posições, ter a mesma performance e as mesmas facilidades para conseguir parceiros e parceiras como geralmente ocorre nesse vídeos e filmes pornográficos.

Para se ter ideia, uma vez uma pessoa me disse que quando foi pela primeira vez a um bar (convencional), durante a madrugada, ficou frustrado, pois as atendentes não eram loiras, não usavam lingerie e nenhuma delas lhe fez sexo oral ou transou com ele, tal qual tinha acontecido no filme que ele havia assistido.

Embora você não tenha percebido, certamente você já desejou que alguma dessas situações dos filmes pornográficos, por exemplo, tivesse acontecido em um posto de gasolina, no elevador, no escritório ou até mesmo em um bar. E isso é muito mais que fantasia. Na verdade é um efeito da pornografia com a qual anteriormente você teve contato.

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Outro efeito extremamente danoso advindo da pornografia é a representação das pessoas normais como engraçadas, ridículas e bizarras. Para você ter ideia, observe os vídeos que você recebe no seu WhatsApp, por exemplo. Sempre que aparece uma gordinha ou um gordinho, um idoso ou uma idosa, uma pessoa que não consegue ter ou manter a ereção (que broxa na hora da penetração)… isso normalmente é apresentado como algo para rir, para fazer gozação, como alguém incompetente e que jamais terá sucesso sexual. Observe que é exatamente assim que muitas pessoas tratam esse tipo de material e, às vezes, esquecem que no mundo real, do lado de cá da tela, há indivíduos que são mal tratados e desvalorizados justamente por não se enquadrarem no perfil “correto”apresentado pela pornografia.

A grande consequência disso é que as pessoas que se identificam com esse perfil, ou se enquadram nessa característica, tendem a ter sua autoestima diminuída e passam a desenvolver a crença de que não se realizarão sexualmente. Por isso, passam a desenvolver uma série de comportamentos inadequados e até são afetadas por transtornos psicológicos como a depressão, as fobias, as ansiedades exacerbadas e a autoestima extremamente baixa.

Espero que você possa ter extraído algo de proveitoso desse texto. Em breve tratarei mais sobre o tema. Se você tiver alguma dúvida, crítica ou sugestão, escreva nos comentários abaixo que responderei.

O tema de hoje é Depressão nos jovens. Já falei sobre a depressão em outros posts, mas é sempre bom abordar mais sobre esse tema tão importante e igualmente preocupante. Segundo os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), o diagnóstico de depressão deve considerar:

  • O estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
  • A anedonia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
  • A sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
  • A dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
  • A fadiga ou perda de energia;
  • Os distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
  • Os problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
  • A perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
  • As ideias recorrentes de desinteresse no futuro, pensamentos de morte ou suicídio.

Ainda conforme o DSM-IV, a quantidade de sintomas acima serve para classificar tanto a depressão como subclassificá-la em três tipos:

(1) Depressão menor,

(2) Distimia e

(3) Depressão maior.

Oportunamente, falarei destes tipos de depressão em postagens aqui no blog.

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A depressão nos jovens

Como estamos vendo, a depressão interfere drasticamente na qualidade de vida – seja dos jovens ou dos adultos – e impactam em altos custos de energia social e  psíquica. Para considerarmos que uma pessoa esteja com depressão, ela deve estar há pelo menos quatro semanas com mais de cinco dos sintomas listados acima. Obviamente deve-se ter cautela nesse momento, pois pode haver episódios e eventos traumáticos de grande proporção envolvidos, com relativa proximidade temporal, de modo que seriam aceitáveis a presença dos comportamentos depressivos devido ao impacto natural do contexto; por exemplo, o falecimento de um familiar.

Observe que a depressão propriamente dita seria o ápice de um quadro característico da queda de humor generalizado e presente na vida de uma pessoa por mais de quatro semanas consecutivas. Mas, até tornar-se depressivo, o jovem pode passar por dois outros estágios que normalmente antecedem a depressão: a melancolia e a tristeza.

Muitas vezes estes estados comportamentais confundem pacientes, familiares e até mesmo profissionais, por isso, devemos ficar atentos. Entenda.

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A melancolia e a Tristeza

A melancolia é um estado comportamental muito parecido com a depressão, porém com intensidade relativamente menor, duração e persistência também diminuídas, muitas vezes, sem razão aparente, mas certamente com uma causa que deve ser investigada para se ter consciência e, consequentemente, autonomia. É como se a melancolia fosse um estágio intermediário entre a tristeza e a depressão propriamente dita.

Por outro lado, a tristeza é pontual, passageira e, normalmente, com causas consciente ou inconscientemente específicas. Por exemplo, é natural que se você perder uma moeda de um dólar americano você fique triste (nível 1), pois o prejuízo seria equivalente a três reais. Para uma quantia um pouco maior, por exemplo, R$ 100,00, já seria possível alguém ficar melancólico (nível 2). Já o caso de Eike Batista é bem mais delicado, não é verdade? Se fosse comigo, seria nível 3 com certeza.

Ficar triste é normal

Vamos lembrar que quando ficamos tristes, introspectivos, melancólicos – em condições normais, obviamente – usamos esses acontecimentos e comportamentos para olharmos para nós mesmos, fazemos reflexões e procuramos meios para aprimorar nossos comportamentos e sair daquela situação ou fazer com que ela não volte a se repetir.

Em meu consultório, por exemplo, sempre recebo demandas de jovens com rótulos de depressão e fico impressionado como muitos pais perderam esse time de compreender seus filhos em função deles mesmos e do contexto em que vivem.

Lógico que também recebo muitos casos reais de depressão nos jovens, mas, em ambas as situações, todos precisam de ajuda e é importantíssimos que haja um diagnóstico diferencial para que seja encontrada a real demanda, a raiz do problema, o que mantém o comportamento que tanto incomoda os jovens e que também tanto preocupa os pais.

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Costumo pensar e planejar meus casos clínicos sempre considerando que se o comportamento mudou, certamente algo no contexto também mudou e é isso que deve ser focado, mesmo diante das preocupações e das evidências de que algo não vai bem. Afinal, não é normal um jovem que antes vivia alegre, feliz, participativo, de repente se isole no seu mundo e fuja de tudo que antes fazia parte da sua rotina. Por isso, não devemos nos contentar apenas com aquilo que vemos e sim ir em busca das causas dessa mudança, para fazermos intervenções eficientes e eficazes no processo. É como se essa mudança de comportamento fosse uma forma encontrada pelo jovem para pedir um help de forma indireta.

Se soubermos identificar e contextualizar cada emoção e cada padrão de humor em seu devido contexto, teremos ações muito mais eficazes, menos preocupações, mais alegrias e uma vida mais repleta de bem-estar. Acredito que somente com intervenção adequada teremos resultados melhores e mais produtivos.

A depressão nos jovens é altamente preocupante. Pense nisso.

Atendendo a mais um pedido de uma leitora do blog, o post de hoje é para falar sobre as causas da depressão em jovens. Desde já, quero agradecer a leitora que me escreveu um e-mail fazendo o pedido, pois realmente é um tema bastante relevante, que tem tido procura constante no meu consultório. Certamente, poderá também ser útil para outras mães que, por ventura, estejam vivendo situação semelhante.

Antes de qualquer coisa, quero destacar que a depressão em jovens não é muito diferente da depressão em outras fases da vida, como na fase adulta ou velhice, por exemplo. Também merece destaque o fato das causas da depressão variarem de pessoa para pessoa, independente da fase do desenvolvimento em que ela se encontre, ou seja, a depressão não tem relação exclusiva com a faixa etária. Porém, em cada período, existem algumas causas que são mais comuns, e é desse padrão da fase adolescente e do início da vida adulta que falarei aqui neste post, com a ressalva de que não necessariamente o que for dito aqui corresponderá a realidade de todas as pessoas, reforçando que cada caso deve ser analisado particularmente por profissional qualificado no tema. Combinado? Ok. Então, vamos lá.

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Diagnosticar e tratar a depressão é tarefa do especialista.

Muita gente, seja leigo ou profissional, costuma analisar um caso ou fazer um “diagnóstico” de depressão pegando a patologia e encaixando-a na pessoa. Isso é inadequado e muito injusto, pois alguns traços da depressão são comuns a muitas outras patologias e estados emocionais, o que pode levar a uma rotulação ou a um erro fatal. O legal é sempre procurar compreender o contexto da pessoa que apresenta sintomas ou tendências à depressão (considerando o máximo de possibilidades e variáveis possíveis). Também levar em consideração o caso propriamente dito, as possíveis causas e elementos de manutenção para – a partir do entendimento geral da situação e da patologia – verificar as correspondências entre um e outro. Ou seja, entre o comportamento apresentado e as características da patologia.

É muito comum vermos mães, por exemplo, pegarem todos os sintomas popularmente conhecidos de uma patologia como a depressão e irem em busca dos sintomas no filho. Para tristeza dos jovens, elas sempre encontram muitas características semelhantes e são taxativas no “diagnóstico”: “Meu filho tá com depressão”. Por isso é sempre importante irmos com prudência e parcimônia, lembrando que, para o diagnóstico adequado, qualquer pessoa com suspeita de depressão ou qualquer outra doença deve ser avaliada por um profissional habilitado na questão. No caso da depressão, por um médico ou psicólogo.

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A depressão em jovens

Não podemos, nesse nosso caminho para compreender as causas da depressão em jovens, deixar de considerar as peculiaridades das fases da juventude. Nós que já passamos por elas devemos recordar quão conturbadas e complexas são essas fases, não é verdade?

É na adolescência e início da vida adulta que muitos jovens começam a ter seus primeiros conflitos existenciais mais latentes, são nelas que geralmente vem a descoberta e (ou tentativa de) experimentação da sexualidade, surgem os conflitos de ser aceito pelos demais, os questionamentos do que ser ou o que fazer na vida pessoal e profissional, vem a necessidade quase que vital de possuir um Iphone, de adoração às marcas, as paixões, a necessidade cada vez maior de grana, vestibular, trabalho, selfies, redes sociais, bandas, gritos, birras… Ufa! Complexo mesmo, não é verdade?

Pois é, se já foi difícil viver isso no passado, imagine nos tempo atuais, onde o isolamento social é uma realidade. Os jovens são cada vez mais vulneráveis às influências culturais, sociais e midiáticas, bombardeados com necessidades que nem sempre poderão saciar. Para se ter uma ideia, muitos dos jovens que frequentam os consultórios de psicologia sentem-se inadequados diante da sociedade que tanto lhes cobra posturas, atitudes e, principalmente, bens materiais que não estão ao alcance da maioria. Somente depois de considerar e entendermos esses contextos e relações é que podemos adentrar no campo patológico da depressão.

Há, no campo científico, muitas classificações para a depressão. Entretanto, o primeiro critério recomendado é verificar se o paciente É ou  ESTÁ deprimido. Acredite, isso por si só já pode dar a tônica ao olhar sobre o paciente e, consequentemente, sobre o tratamento.

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De forma geral e sucinta, a depressão é uma doença que afeta drasticamente nosso repertório comportamental, com a queda drástica do humor, comprometimento da autonomia cognitiva, excesso de pessimismo, desinteresse pelas ações cotidianas e rotineiras, expressiva diminuição dos comportamentos e relações sociais, fortes tendências ao isolamento, presença de comportamentos agressivos, revoltas, além de completa desesperança em todos os aspectos da vida. Para confirmar o diagnóstico de depressão, cinco ou mais sintomas relacionados ao transtorno (veja abaixo) devem estar presentes no repertório comportamental do paciente. Dentre eles, um é obrigatório: humor deprimido ou falta de motivação para as tarefas diárias há pelo menos duas semanas.

Talvez para minha leitora ou para você que está lendo esse meu texto agora, tudo isso sobre depressão não seja novidade. Se isso for verdade, quero apresentar aqui um ponto que considero extremamente importante. Muita gente tem exagerado nos olhares para o próprio filho ou nos diagnósticos de um paciente. Parece que vivemos numa época e num mundo onde ninguém pode mais ficar triste ou melancólico. É como se todos, mesmo diante de episódios aversivos, contextos confusos – como são a adolescência e a juventude -, mesmo quando não conseguem deixar de ser “BV” (boca viagem), quando um jovem não consegue arrumar um namorado ou namorada, não saber que profissão terá no futuro ou, até mesmo, não conseguir desenvolver relações sociais adequadamente, dentre tantos outros fatores, devessem ficar felizes, soltando fogos de alegria. E bem sabemos que não é bem assim, não é verdade? Vamos com calma com tudo isso para não cometermos injustiças e acabar rotulando um jovem com uma patologia, quando, na verdade, ele está vivendo um processo delicado e pode sim estar precisando de ajuda, mas não de um rótulo ou uma patologia que só vão piorar a situação, e aí, sim, pode surgir a DEPRESSÃO.

Leia mais sobre a depressão em jovens clicando aqui.

Forte abraço a minha leitora, espero ter esclarecido ao menos um pouco de um tema tão amplo, complexo e preocupante. Se você também tem alguma dúvida sobre a terapia comportamental, pesquise as publicações já feitas aqui no blog. Se não encontrar, ficarei feliz se puder escrever algo ou responder sua solicitação.

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