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Terapia de casal: Não faça como os fãs de Claudia Leitte e Ivete Sangalo.

TERAPIA DE CASAL – Conheço muita gente que é fã das cantoras Ivete Sangalo e Claudia Leitte. Ambas dispensam apresentações, não é verdade?! Pois bem, sempre observo que é praticamente impossível alguém falar de uma sem citar ou lembrar da outra. Já vi, inclusive, publicações afirmando que as duas eram inimigas, mas pelo que sei tudo não passa de intrigas de fãs que agem como se: para uma ser legal a outra tem que ser péssima.

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Em minha prática clínica fazendo terapia de casal, tenho observado que muitos casais fazem a mesma coisa: se um critica algo, o outro rebate com outra crítica ainda mais pesada. Quando casais se tratam dessa forma a relação perde o sentido e abre-se um abismo entre o casal que pode levar a destruição da relação e separação do casal.

Terapia de casal: teste rápido

Para você entender melhor o que estou dizendo, vou falar de um rápido teste-experimento que eu fiz com cinco fãs assumidos de Ivete e cinco de Cláudia. O teste foi simples. Eu disse para os fãs de Claudia Leitte: “Não gostei das roupas que Claudia Leitte usou no Carnaval”. Unanimemente todos responderam com críticas para Ivete Sangalo: “Mas as de Ivete já estão repetidas”, “Mas ela tem um corpo mais bonito que Ivete”, “Mas o marido dela é mais bonito que o de Ivete”, “Mas o trio de Ivete nem chega aos pés do dela”, “Mas Ivete tá gorda”. Só para lembrar todos esses eram de fãs de Claudia Leitte.

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Também usei a mesma frase para os fãs de Ivete: “Não gostei das roupas que Ivete Sangalo usou no Carnaval”. Olhe só as respostas que obtive: “Mas é tudo original, as de Claudia Milk é tudo imitação”, “Mas aquela Claudia Leitte é muito chata”, “Mas o bloco de Claudia Leitte tava muito vazio”, “Mas quase não tem artista famoso no trio da Claudia, a Veveta é diva”, “Melhor estar mal vestida que ser falsa como a Claudia”. Reparou como todos responderam com críticas depreciativas à “concorrente”? Pois é, muitos casais fazem a mesma coisa.

A terapia de casal tem ajudado a salvar muitos relacionamentos que sofrem com a falta de comunicação adequada. Em meu consultório tenho atendido casais que já não conseguem ouvir e processar uma crítica de forma construtiva, uma sugestão ou comentário do companheiro ou da companheira sem que esteja presente nesse diálogo uma dose de agressividade.

Casais nesse nível agem como os típicos fãs das cantoras Claudia Leitte e Ivete Sangalo, para cada defeito ou crítica apontado em uma, tem que haver um defeito ou crítica destacado na outra. Imagine quão chato deve ser viver numa relação assim, onde só se ouve críticas e só se recebe paulada do outro?!

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É por isso que muitas pessoas sequer tocam no nome de uma cantora ou da outra com seus respectivos fãs, pois isso sempre acaba virando uma polêmica ou motivo para trocas de farpas com total desrespeito às preferências, gostos e opiniões do outro. Se isso já é chato numa relação social de amizade, imagine num relacionamento entre namorados ou marido e mulher? Impraticável, não é mesmo?

Embora isso pareça um problema simples, pode ser o sintoma de um problema muito mais grave vivido no relacionamento: a falta de condições adequadas para expressar os sentimentos e emoções, bem como lidar com elas adequadamente.

Quando um casal chega a esse nível de reatividade, onde tudo é respondido com cinco pedras na mão, podemos estar diante de um casal que tem muitas mágoas acumuladas e muita dificuldade para expressar seus sentimentos, percepções e emoções.

Em outras palavras, esse casal perdeu a prática saudável de conversar, dialogar saudavelmente e comunicar um para o outro o que está sentindo de forma assertiva, direta e sem arrodeios, principalmente sem as ofensas que tanto machucam e ferem o relacionamento.

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Nessa fase, o casal entra numa disputa sem fim de ação e reação, sem medir esforços para derrubar o outro. É como se o fato de receber uma crítica obrigatoriamente gerasse a o dever de responder com uma ofensa ainda mais pesada. Veja alguns exemplos:

“Estou fora de forma, mas você é ruim de cama”, “Posso até ser um péssimo pai, mas você não tem amigos”, “Estou gordo, mas sou eu quem pago as contas”, “Minha mãe é chata, mas minha sogra é muito pior”, “Eu lhe traí, mas você me traía há mais tempo”… e por aí vai.

 Reparou como tanto às respostas dada pelos fãs como as respostas dadas pelos casais são sempre formadas pela conjunção adversativa “MAS”? Ela é A, mas a outra é -B”, “Eu sou X, mas você é -Y”. Observe também que quem usa a conjunção adversativa acaba falando de outra coisa completamente diferente do que foi dito pelo interlocutor, denotando como o diálogo é podre, a relação é frágil e carente de um repertório mais adequado para uma conversação entre adultos.

Parece que estas pessoas – sejam fãs ou cônjuges – ainda não cresceram e vivem naquela disputa infantil ou adolescente, onde tudo é motivo para competição, porém, com o agravante de competir boicotando o companheiro ou companheira, que passa a ser tratado como “adversário”.

Casada com o inimigo

É interessante lembrar que, no geral, as pessoas optam por se relacionar afetivamente com quem elas desejam viver o resto dos seus dias, pessoas que lhes façam felizes, que estejam juntas na alegria, na tristeza, na saúde, na doença… Porém, na prática, vivem como se estivessem casadas com o seu maior inimigo.

Existem casais que levam isso tão a sério que passam o dia em seus trabalhos e afazeres diários catalogando os defeitos do outro, para, quando tiver a oportunidade, estar com munição suficiente para não perder a batalha e destruir geral. É por isso que digo que existem casais que na hora de uma briga, de um desentendimento ou de uma discussão, trazem coisas de 1930 para jogar na cara do parceiro. Até falei sobre isso noutro post aqui do blog que falei sobre a terapia de casal (veja).

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Terapia de casal para refletir sobre a relação

Casais que vivem e se comunicam de forma a sempre depreciar seu companheiro ou companheira estão numa fase tão crítica que precisam urgentemente parar para rever suas condutas e refletir sobre sua relação. Como isso não é uma tarefa fácil, é altamente importante que o casal busque ajuda profissional especializada para isso.

Ainda fazendo o paralelo com as constantes e infelizes comparações entre as famosas estrelas do axé music, houve uma situação que foi bastante inusitada. Um rapaz estava num show de Ivete, beijou uma menina e depois do beijo começou a conversar com ela. Sem saber direito o que falar, ele disse: “Legal o show, pena que ela sai do palco várias vezes pra trocar de roupa”. A menina respondeu: “Mas ela tá certa, a Claudia Leitte faz isso e ninguém reclama e o pior, as roupas dela são muito estranhas, ridículas… aquela mulher não tem bom senso”. Repare que isso foi logo após o primeiro beijo. Broxante total, né?

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Por isso que todas essas pessoas deveriam procurar uma psicoterapia para melhorar suas condutas, relacionamentos afetivos e habilidades sociais. Hoje vivemos numa sociedade onde as pessoas não se respeitam e aprenderam de forma inadequada a defender suas opiniões, crenças, comportamentos e diferenças; diminuindo ou humilhando os que pensam diferente. Muitas vezes as pessoas que se comportam dessa forma, nem percebem que se autoboicotam e prejudicam suas relações.

Observe que numa situação trivial que é discutir gostos entre duas cantoras famosas já é extremamente chato; imagine conviver com isso diariamente na própria relação? Se você vive algo assim em sua vida, programe-se para conhecer mais acerca de si mesmo(a), criar estruturas para desenvolver novas habilidades e melhorar seu namoro ou casamento através da terapia comportamental. Melhorar a relação é possível e cultivar o respeito no relacionamento é necessário.

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Dr. Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 98842-7744 Salvador – Bahia
elidioalmeida.com

Elídio Almeida
elidio@elidioalmeida.com

Psicólogo formado pela Universidade Federal da Bahia – Ufba, especialista em Terapia de Casal & Família, membro da Association for Behavior Analysis International (ABAI). Psicólogo clínico, faz atendimento individual, para casais e famílias. Oferece cursos de desenvolvimento pessoal, palestras, orientação vocacional e avaliação psicológica.

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