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Carnaval:
fuja do sentimento de culpa!

Dizem que na Bahia é carnaval o ano inteiro, mas nos dias do reinado de Momo, a folia, as cores, as fantasias, as músicas e as pessoas, ganham um brilho ainda mais especial.

carnaval psicólogo em salvador

Durante todo o ano são festas, ensaios, praias, alegrias e muita farra, mas as pessoas costumam dosar e associar tudo isso às obrigações cotidianas e costumam ter controle dos próprios comportamentos, seja em função dos compromissos familiares, escola, trabalho ou faculdade.

Veja só que interessante: falamos que durante o ano, a música, a praia, o próprio carnaval, as festas e farras precisam ser dosadas em função das obrigações do dia a dia. Isso nos faz lembrar que nosso comportamento é controlado por regras. Mas o que significa isso?

Significa que nossa sociedade, nossa cultura, as instituições que pertencemos (família, trabalho, faculdade, religião), todas elas possuem regras que devemos seguir se quisermos ser bem sucedidos nesses ambientes. Até nós mesmos temos nossas autoregras (não posso, não gosto, não quero…), enfim, vivemos a maior parte do tempo tentando equilibrar todas essas possibilidades de comportamento e, muitas vezes, ficamos privados de algum deles (tenho que escolher entre ir à praia ou estudar para a prova, por exemplo).

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Carnaval x Privação e a fuga da realidade

Sentir-se privado de algo que lhe faz bem ou que você deseja, muitas vezes desencadeia uma série de comportamentos e sentimentos como: frustração, ansiedade, raiva, angústia

Agora imagine um ambiente onde todas as regras são flexibilizadas ou deixam de existir. Se o ambiente que você imaginou se aproxima das configurações do carnaval que conhecemos, já temos algumas pistas do porquê muitas pessoas fazem uma “suspensão temporária da realidade” durante o carnaval.

Ano passado assisti o prefeito de Salvador e o governador da Bahia entregando as chaves da cidade e do estado ao Rei Momo e fiquei pensando sobre a representação desse ritual. Com esse gesto, inconscientemente, as pessoas podem pensar que “tá tudo liberado, quem tá no comando agora é o rei da folia” e com isso se apegam e se entregam completamente ao comportamento e espírito carnavalesco, esquecendo que todas as formas de controle ainda estão presente nas mais variadas situações.

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Há que se pensar também em dois outros elementos presentes no carnaval: a fantasia e a utilização de bebidas e outras drogas, também contribuem para a “suspensão temporária do real”.

Hoje, embora a fantasia tenha perdido espaço para outros adereços da folia, ainda encontramos muitos foliões que preservam a tradição no carnaval, além dos blocos de travestidos e iniciativas que estimulam o resgate das tradições momescas. Nesse sentido, a fantasia pode cumprir a função de trazer à tona desejos que foram privados em outros momentos. Como esse lúdico se opõe à realidade, é compreensível que muitos se desprendam do mundo real controlado por determinadas regras e viva intensamente aquele momento e aquela fantasia.

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Outro aspecto que devemos evidenciar é a utilização de bebidas alcoólicas e outras drogas durante a folia do carnaval. Essas substâncias, dentre outros efeitos, provocam uma redução da censura e um maior desprendimento dos controles pessoais e sociais no comportamento, o que favorece um desligamento ainda maior “do mundo real”.

É interessante pensar que ainda contamos com ambientes como o carnaval pra extravasar ou experimentar determinados comportamentos e emoções. Contudo, é interessante também não perdermos de vista o nosso próprio controle para que, no calor da folia, não façamos algo que possamos nos arrepender ou até mesmo nos deixar com sentimento de culpa no futuro.

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O legal é sempre pensar nas consequências do nosso comportamento.

Todos nós somos livres, mas todos os nossos comportamentos são passíveis de controle ou de punição social. Como diz Skinner: “sou livre à medida que controlo as condições que me controlam”. Por isso, mesmo que seja por uma fração de segundos, reflita sobre sua forma de agir e as consequências que eles terão na sua vida e na vida das outras pessoas. Se a resposta for “vá em frente”, aproveite o momento e assuma as consequências do seu comportamento.

Bom carnaval a todos.

Dr. Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 98842-7744 Salvador – Bahia
elidioalmeida.com

Elídio Almeida
elidio@elidioalmeida.com

Psicólogo formado pela Universidade Federal da Bahia – Ufba, especialista em Terapia de Casal & Família, membro da Association for Behavior Analysis International (ABAI). Psicólogo clínico, faz atendimento individual, para casais e famílias. Oferece cursos de desenvolvimento pessoal, palestras, orientação vocacional e avaliação psicológica.

4 Comments
  • NILL NORTON
    Posted at 14:56h, 29 fevereiro Responder

    Sensacional…BELO TEXTO… Muito bom mesmo…COMO É BOM A GENTE LER ESSES TEXTOS, ESSAS OPINIÕES…APRENDE MUITO COM ISSO..OBRIGADO DR…ABRAÇOS NILL

    • Elídio Almeida
      Posted at 23:24h, 29 fevereiro Responder

      Obrigado pelo comentário. Participe sempre que quiser, o espaço estará sempre à disposição!

  • NILL NORTON
    Posted at 14:56h, 29 fevereiro Responder

    Sensacional…BELO TEXTO… Muito bom mesmo…COMO É BOM A GENTE LER ESSES TEXTOS, ESSAS OPINIÕES…APRENDE MUITO COM ISSO..OBRIGADO DR…ABRAÇOS NILL

    • Elídio Almeida
      Posted at 23:24h, 29 fevereiro Responder

      Obrigado pelo comentário. Participe sempre que quiser, o espaço estará sempre à disposição!

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