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Como colocar limites nas relações.

Já falamos aqui no blog sobre a importância de termos comportamentos assertivos em nossas relações. Hoje falaremos da assertividade e como colocar limites nas relações.

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Ser assertivo significa dizer que sabemos expressar adequadamente nossas emoções e sentimentos. Quando conseguimos agir desta forma, temos muito mais facilidade para colocar limites nas relações.

Embora possa soar como agressivo, colocar limites nas relações é simplesmente fazer valer nossos direitos e demarcarmos – de forma adequada – nosso espaço no relacionamento, sejam elas com desconhecidos, colegas de trabalhos, amigos, familiares e, é claro, na relação amorosa.

Mesmo reconhecendo a importância da assertividade e de como colocar limites em determinadas relações, muitas pessoas reclamam da dificuldade que é pôr isso em prática de forma a não cometer erros ou exageros. Costumo sempre passar para meus pacientes que devemos começar com investidas mais simples até ganharmos prática e força pra experimentar comportamentos mais complexos.

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Como colocar limites nas relações.

Vamos pensar em duas situações. Digamos que em um grupo, alguém lhe interrompe constantemente ou conversa com você incessantemente, sem lhe dar a oportunidade de falar. Nesta situação, para colocar um limite e também ter o direito a falar e a se expressar, você pode agir de forma a se fazer ouvir com intervenções amigáveis e educadas, mas também determinadas e seguras (“Tem uma coisa que eu gostaria de dizer sobre este assunto…” ou “Sabe o que eu acho disto…?”). Parece bobagem, mas intervenções como estas certamente fará com que seu interlocutor, em condições normais, note que estava lhe sufocando e faça uma pausa concedendo-lhe a oportunidade de falar também.

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Agora imagine um amigo ou amiga lhe pedindo um favor complicado e que vá além do que você desejaria fazer. Por exemplo, que você tenha que mentir por ele (a). Se sua decisão for dizer “não”, faça-o da maneira mais simples e direta possível.  Muitas pessoas têm grandes receios em tomar uma atitude tão básica e necessária como esta. Em situações desse tipo, há quem opte pela inassertividade, por acreditar que podem perder o amigo ou a pessoa querida se não fizer o que elas querem.

Na verdade, quando você emite um comportamento franco e direto (assertivo), você não estará colocando sua amizade ou sua relação em risco. Um amigo (de verdade) espera que você o diga – com respeito e sinceridade – o que realmente você pensa, além de esperar que você aja de forma espontânea e autêntica.

Além da economia de energia psíquica, tempo e ansiedade, a grande vantagem de colocar limites nas relações é que a sua autoestima tende a melhorar e as relações tornam se mais prazerosas para todos os envolvidos.

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Não é demais lembrar que colocar limites nas relações demanda um exercício constante e deve ter início nas ações mais simples até chegar nas mais complexas. Importante, também, é sempre avaliar os resultados de cada nova investida. Somar vários pequenos resultados nos dá coragem para ousar cada vez mais.

Ah! Não poderia finalizar sem falar algo que certamente você notou de diferente neste post. Normalmente as pessoas estão acostumadas a ouvir a expressão “impor limites” aqui, optei por adaptar usar “colocar limite”. Penso que a simples troca do verbo pode influenciar na ação. Quando impomos desrespeitamos. Ao colocar, no sentido de apresentar ou intervir, estamos propondo o diálogo e uma ação compartilhada.

O que você pensa disso?

Dr. Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 98842-7744 Salvador – Bahia
elidioalmeida.com

Elídio Almeida
elidio@elidioalmeida.com

Psicólogo formado pela Universidade Federal da Bahia – Ufba, especialista em Terapia de Casal & Família, membro da Association for Behavior Analysis International (ABAI). Psicólogo clínico, faz atendimento individual, para casais e famílias. Oferece cursos de desenvolvimento pessoal, palestras, orientação vocacional e avaliação psicológica.

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